Fruto do trabalho realizado no âmbito do Portugal2020, em resultado da estratégia seguida pelo Município nos primeiros dois anos de mandato, foi possível obter a aprovação de 500 mil€ de financiamento para a 1ª fase de recuperação do Aqueduto do Convento de Cristo (vulgo dos Pegões), 250 mil€ para a recuperação da Sinagoga de Tomar / Museu Abraão Zacuto, que se junta às obras já adjudicadas e financiadas pelo Programa do Governo da Noruega e-Grants e ainda 85 mil€ para recuperação da Capela de S.Lourenço e sua envolvente.
O Município vai comparticipar os 15% que os fundos comunitários não pagam, esforço mais relevante quando nenhum deste património é sua propriedade, mas sim da administração central do Estado (Ministério das Finanças).
Assim, o esforço de Tomar será superior a 125 mil€, substituindo-se assim o Município ao Governo na sua ação de preservação do património.
Este é, quanto a mim, um esforço que vale a pena, pois não há futuro sem memória.
OO prémio de poesia da Gualdim Edições de 2015, foi atribuído a Nuno Garcia Lopes, nascido na Linhaceira, a 27 de novembro de 1965.
Da sua obra de que já publicou 12 volumes, entre poesia, monografia e literatura infanto-juvenil, alguns dos quais integram o Plano Nacional de Leitura, tendo sido um dos fundadores do grupo "O contador de Histórias", com o qual tem vindo a realizar centenas de atividades de promoção da leitura e da escrita por todo o país.
Do Nuno muito haveria a escrever, no entanto, o convite a visitar a sua página ( www.nunogarcialopes.pt ) dará as respostas e fará o roteiro que feito por alguém que não é mestre da escrita, como ele o é, ficaria sempre curto e não denotaria a eloquência exigida pelo insigne douto escriba.
Neste prémio, ele invoca Ceres, a deusa que terá dado origem à nossa Festa dos Tabuleiros e, num roteiro local, traça as colunas que da beleza e com a força exigida, nos conduzem à sabedoria.
Descobriremos neste poema, a morada secreta de Ceres e Neptuno? Será aqui?
Saberemos estar à altura da sagrada triologia?
O tempo nos invocará e dará conta do acerto, ou não...
(excerto) No princípio era o Caos, o magma e o nada. O Céu tomou então a Terra nos seus braços e à Terra fecundou nas primitivas núpcias. De sua ampla gravidez, ela gerou a Vida, o Tempo e a Mãe Divina.
(...)
A
Presidente da Câmara Municipal informou na última reunião de Câmara, que alguns
dos projectos apresentados pelo Município, em sede de Plano Estratégico de Desenvolvimento
Urbano (PEDU), não irão ser financiados
pelo Centro2020, estando outros já garantidos e alguns em fase de
reformulação/reafectação ou reforço, especialmente tendo em conta o objectivo
do realojamento da comunidade cigana do Flecheiro.
Este
é um processo de negociação normal, que não está ainda terminado, cujo
resultado final se irá juntar aos três investimentos de contratualização do
Turismo/Cultura já aprovados e centrados:
- na
1ª fase da recuperação do Aqueduto dos
Pegões (Aqueduto do Convento de
Cristo), com 500.000€ de financiamento, aguardando que a Direção Geral do
Património Cultural, elabore o respectivo projecto de intervenção;
- na
recuperação da Sinagoga de Tomar, com
250.000€, num projecto de complemento ao financiamento também já garantido do
Fundo e-grants, do Governo da Noruega;
- na
valorização da Capela de S.Lourenço,
que pela primeira vez irá ser realizado, num financiamento de 85.000€.
Estes
três projectos com financiamento já aprovado, fruto do trabalho prévio de
definição estratégica por parte do Município, assumindo este o pagamento dos
15% de financiamento nacional, apesar destes três bens serem propriedade da
administração central, pois a valorização do Património Cultural Edificado foi
definido como prioritário para esta gestão municipal. O Município vai assim
colocar dos seus fundos, um montante mínimo de 125.250€, nestes três projectos.
Em relação ao PEDU, retirados os
projectos ainda em negociação e aqueles que nunca irão ser financiados, há já
condições para assumir o mais que provável financiamento aos seguintes:
- Tomar Ciclável, com 400.000€, numa
aposta na mobilidade ciclável na Cidade de Tomar e na ligação aos projectos de
ciclovias já em curso;
- Requalificação paisagística e funcional da
envolvente ao Mercado Municipal, com 471.000€, de forma a permitir
continuar o esforço de consolidação das margens iniciado junto ao Parque de
Santa Iria, pelo Programa Polis, a recuperação de infra-estruturas no subsolo,
ajardinamentos, barreiras e pista para pesca desportiva;
- Requalificação do espaço público do Flecheiro,
com 868.000€, e da Avenida Nuno Álvares
Pereira, com 353.000€, de forma a completar as intervenções iniciadas com o
Polis, da Ponte do Flecheiro, até ao Padrão, na entrada de Tomar, incluindo a
demolição dos abarracados existentes e regularização do terreno;
- Reabilitação
integral de edifícios propriedade do Município em projectos geradores de
receita, com 350.000€, aguardando definição das condições de acesso ao
chamado instrumento financeiro, que mais não é do que um estratégia de
engenharia financeira que tem de ser previamente aprovada pelo Gestor dos
Fundos Comunitários (ainda não realizado, ao fim de mais de dois anos);
- Reabilitação integral de edificado privado,
para habitação, comércio e serviços, com 1,95 milhões€, também através de
instrumento financeiro;
- Intervenções de outras entidades, públicas
e privadas com 1,45 milhões€, também através de instrumento financeiro;
- 3ª fase da requalificação do Centro
Histórico, com 750.000€, para completar todas as ruas a sul da Praça da
República, com a separação dos efluentes, reposição de calçadas e construção de
calhas técnicas – o qual será canalizado para o POSEUR (Programa Operacional
Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos);
- Mobiliário urbano e sinalética funcional,
com 100.000€, especialmente centrado no Centro Histórico, para completar outros
investimentos para concretizar a Estratégia de transformar o Centro Histórico,
num Centro Comercial de Ar Livre;
- Realojamento de famílias em habitações
municipais existentes, com 987.000€, espacialmente vocacionado para o
Programa de Intervenção na Comunidade Cigana.
Estes
investimentos globais, com o Município como promotor exclusivo, totalizam 3,411
milhões€, em que os 15% de fundos municipais próprios ascenderão a 511.650€. A
estes somar-se-ão mais 3,4 milhões€ de investimentos de outras entidades
privadas e públicas, num investimento
total mínimo superior a 6 milhões de euros.
Segundo
a Presidente informou ainda, estão em discussão a reafectação de outras
propostas que não terão financiamento, que poderão elevar o “cheque” de
financiamento para o Concelho de Tomar, para valores próximos dos 10 milhões de
euros, onde se poderão vir a incluir ainda: a reabilitação do Convento de S.Francisco, a valorização dos vestígios
da ocupação romana de Tomar, a requalificação da várzea grande e sua
envolvente, a instalação de indústrias criativas na Levada, a requalificação do
logradora contíguo à Sinagoga.
Boas
notícias de uma estratégia Municipal que só não está já em implementação pois,
com um atraso de quase dois anos, as aprovações e decisões de investimentos
deste novo quadro comunitário, têm prejudicado a resolução de situações que, de
outra forma, têm imensa dificuldade em serem resolvidas.
Política de simulacros, valoriza a instrução dos Bombeiros Municipais de Tomar, melhorando a sua prestação em possíveis ocorrências.
De recordar que, logo no ano da sua fundação - em 1922, os então instruendos do Corpo de Salvação Pública de Tomar, capitaneados pelo Cabo dos Bombeiros de Sapadores do Porto que lhes dava instrução, participaram na extinção de um violento fogo urbano que deflagrou na Cidade de Tomar em 1 de setembro de 1922.
Hoje em dia, os Bombeiros Municipais de Tomar realizam quase uma dezena de simulacros anualmente, quando até há poucos anos um era o número habitual.
O investimento em Homens, em organização, na formação e no reconhecimento das competências, já está a dar os seus frutos, para bem Tomar e da sua segurança.
Parabéns ao Comando e aos Homens, que cada vez mais honram Tomar!
Muito se tem falado, em voz baixa, sobre o estado da
coligação, ou melhor, da base de entendimento do PS com a CDU, que lhes
permitiu aceder a responsabilidades diretas na gestão do Município e das razões
porque sempre houve mau estar por essa situação.
Muito se fala, mas pouco se faz, que isto de decidir é em
Tomar quase uma ciência exotérica…
Vou relatar apenas alguns factos que, mais ou menos
públicos, denotam o que tem sido a convivência com a CDU na gestão Municipal:
- Pouco tempo depois da instalação do pessoal político no 2º
andar do Edifício Municipal, com gabinete para cada um dos vereadores, com
garantia de apoio administrativo e político, o vereador Bruno Graça, abandonou
a sala e instalou-se num “bunker” na Rua Joaquim Jacinto, onde funcionam os
serviços dos Mercados Municipais, sem qualquer justificação, mas que apenas pretendeu
“furtar-se” a estar próximo da presidente e dos demais eleitos e pessoal de
apoio;
- Inúmeras votações diferenciadas e dúvidas públicas, mesmo
depois de nas reuniões de preparação, quer com a Presidente, quer com
esclarecimentos posteriores fornecidos, nomeadamente em relação às
especificidades da gestão pública municipal, face ao nível de
conhecimento/preparação/entendimento do vereador, numa atitude de permanente
desconfiança notória, evidente e com excessos de linguagem impróprios e
desadequados, em que o célebre “deviam era ser presos 50 funcionários” é uma
das pérolas…;
- Ataques permanentes a todas as áreas geridas pelo PS, com
especial incidência naquelas que eram geridas diretamente pela Presidente de
Câmara;
- Tentativa de durante dois anos se demarcar sempre das
inúmeras decisões sobre o Mercado Municipal;
- Rejeição, desde a primeira hora, de qualquer apoio técnico
e político, por parte do gabinete de apoio, às áreas que lhe estavam atribuídas,
mesmo tendo em conta a experiência, por exemplo, do secretário da vereação, que
havia até 2009 sido secretário pessoal de um vereador com o pelouro dos
mercados;
- Ausência de propostas concretas exequíveis no contexto da
administração pública municipal, a qualquer dos problemas detetados e que foram
imensos, nomeadamente no decurso do primeiro ano da governação, num completo
desconhecimento da Lei e dos enquadramentos procedimentais em vigor nas
autarquias;
- Nas reuniões conjuntas com a CDU, ataques permanentes do
vereador às soluções apresentadas pelo PS, sem qualquer alternativa viável
apresentada;
- Ausência de preocupação com os trabalhadores,
especialmente conhecida a declaração lida a 3 de fevereiro de 2014, em que se
leu: “a CDU demarca-se do despacho, assinado pela senhora presidente, que
concede aos trabalhadores da autarquia tolerância de ponto todas as primeiras
2ª feiras de cada mês” e onde se afirmava que “trata-se de uma decisão que
objetivamente serve os desígnios do governo PSD/CDS ea sua política de ataque
aos trabalhadores da administração pública”(!)
- Desvalorização da criação do Balcão Único, como espaço de
concentração de atendimentos do Município;
- Demarcação da política de mobilidade intercarreiras,
implementada nos primeiros dois anos do mandato, uma vez por ano, valorizando
os recursos humanos e a obtenção de novas valências formativas e capacidades
operacionais demonstradas;
E, como alguém escreveu de forma muito clara:
“No PS devemos
ser tolerantes, mas estarmos permanentemente a ser atacados e termos de estar
calado – chega!”.
E, como muito bem, esse mesmo alguém recordou, de que bancada
em plena Assembleia Municipal, surgiuram vozes para calar o líder do PS e da
bancada, o atual deputado na Assembleia da República Hugo Costa? Pensar-se-ia
ser da bancada da oposição do PSD, mas foi precisamente da bancada da CDU…
No contexto do blogue de José Gaio, cada vez mais animado pelos pseudónimos, de Luis Boavida, José Vitorino, Lourenço dos Santos, Casimiro Serra e quejandos, vai-se dissecando a panóplia habitual da pré-escolha de candidatos à Câmara Municipal de Tomar, na tentativa de através do pestilento vernáculo blogueiro, numa atitude cobarde e venenosa, de verbo fácil e sempre mal intencionado, se procurar influenciar aquilo que pelos votos nunca foi, nem será, conquistado.
A estratégia é velha. Os resultados atingidos já vistos, com a Banda a tocar e os ressabiados a vê-la a passar.
Agora que ficou estabilizado o quadro de liderança político do PPD local, com as eleições deste sábado, que no seguimento da estratégia nacional, se irá de novo afirmar como social democrata e tendo em Além da Ribeira-Pedreira e nos Casais-Alviobeira, os seus dois pilares de sustentabilidade eleitoral, aliados que estão ao grupo da Serra de Tomar, será claro o caminho a tomar por estes, na tentativa de retomar a liderança da autarquia Tomarense.
Com os anos que levo de observação, análise e intervenção na política Tomarense, tenho para mim que o PSD poucas hipóteses de retirar um segundo mandato seguido ao PS.
Não tanto pelas circunstâncias nacionais que favorecerão claramente o PS, pelo sucesso que o seu governo minoritário, com suporte parlamentar à esquerda terá, pelo menos até à discussão do orçamento de estado para 2018. A economia irá gradualmente recuperar algumas dezenas de milhares de empregos e o retorno a uma normalidade de há uma década atrás, será mais visível no período imediatamente antes das autárquicas de 2017, do que neste preciso momento.
Mais relevantes serão os factos que aí vêm, com as obras de Palhavã, Ponte do Carril, Várzea Grande e o início da retirada mais visível de parte do bairro do flecheiro, isto se novos bloqueios decisórios não tomarem conta da gestão do Município.
O retomar do investimento global no saneamento pelo Concelho, aproveitando as infraestruturas já construídas e que não têm sido aproveitadas, a resolução final da dívida contabilística brutal herdada à ParqueT, solução que naturalmente contará com os votos favoráveis do PSD (que criou o problema) e dos independentes (que sempre defenderam uma solução célere para o problema), aliados aos votos do BE e do PS, serão boas notícias que não deixarão de ter consequências positivas sobre a atual gestão Municipal.
Este duplo fator, externo e interno, aliado ao bom trabalho que é já notório que o deputado eleito pelo PS está a conseguir fazer, na defesa dos interesses da região do RIBATEJO em geral (Tomar incluída), afirmará perante todos o acerto da aposta que nesta década deverá existir em políticas e políticos oriundos do PS, para terem a confiança popular na governação, nas freguesias e no Município.
As dificuldades para o PSD virão ainda e especialmente dele próprio, pois conhecendo os protagonistas legitimados pelo poder interno, que é muito mais importante do que observadores de fora dos partidos pensam, não é difícil prever uma sucessão de autofoagelamentos e de ataques entre fações que poderão levar à perda de mais uma freguesia em benefício de outros partidos, como nas últimas eleições lhes aconteceu nas da Serra-Junceira, na Asseiceira ou na Cidade.
E sem apoios fortes nas freguesias não há canalização de votos suficientes para uma vitória na Câmara. Quem está por dentro sabe bem que assim é, e parte substancial da vitória do PS em 2013 foi obtida pela estratégia desenvolvida e que levou à conquista das freguesias da Asseiceira e da Cidade, como é para todos mais do que evidente.
Completamente tontos são aqueles que defendem que partidos de poder não devam concorrer diretamente em freguesias eleitoralmente relevantes, especialmente naquelas em que há competição direta entre os hipotéticos vencedores, como é o exemplo no Concelho de Tomar em S.Pedro, Casais-Alviobeira ou Além da Ribeira-Pedreira. Nunca o medo vence eleições, nem é conhecido alguém que as tenha ganho sem concorrer...
Nesta luta dentro do PPD local, que se irá observar nos próximos meses, o interesse público, a proposituraa de alternativas à execução da governação PS, normará pelo perfil ainda mais baixo do que vem acontecendo nas propostas submetidas à apreciação da Câmara ou da Assembleia Municipal...
Terminará finalmente o PSD, este longo desenrolar de novela de faca e alguidar que se vai seguir, por reduzir ao mínimo as hipóteses de sucesso, da única candidatura que tem alguma possibilidade de desafiar a reeleição socialista: a de João Tenreiro.
Tal como lhe disse pessoalmente há três meses atrás, ele correrá certamente o risco de ser presidente da câmara de Tomar, se conseguir sobreviver à frente do PSD o tempo suficiente: muito provavelmente em 2021 ou, se as circunstâncias internas e externas o favorecessem, já em 2017. Qualquer outra opção social democrata em Tomar está por completo votada ao fracasso.
Apesar de tudo, nós dentro dos partidos sabemos bem que não há espaços vazios na política, sendo que candeia que vai à frente, como diz o povo, alumia sempre duas vezes...
Até lá o "cavalo do poder", para o PPD, está apenas e só...
Temos pena! É a vida, como durante anos dizia António Guterres!
Garantia do ministro em resposta à pergunta do nosso Deputado na Assembleia da República, Hugo Costa.
Depois de mais de quatro anos a fechar serviços, a retirar equipamentos, a reduzir trabalhadores ao serviço no Hospital de Tomar, a reversão ir-se-á realizar.
Mas tenho uma dúvida? Virá a tempo?
E, já agora, para quando a liberdade do Hospital poder escolher a rede de referenciação a que está ligado? Ou vamos continuar a ver os nossos doentes a caminho de Santarém e Lisboa, quando Leiria e Coimbra são mais perto e rápido?
Já agora, para que os vereadores da oposição e outro da "pseudo" situação se limpem ao guardanapo, percebam que é assim que se trabalha. Hugo Costa é deputado, eleito pelo PS, partido que tem trabalhado em Tomar, em permanência, para corrigir os desmandos regionais e nacionais, na gestão deste processo.
Neste dia 1 de Março, uma semana depois de se ter assinalado
a passagem do 94º aniversário da fundação dos Bombeiros Municipais de Tomar, em
resultado da deliberação da Câmara, de 24 de fevereiro de 1922, que decidiu
formalmente criar o Corpo de Salvação Pública e dotá-lo do seu respetivo regulamento,
os Bombeiros comemoraram, como vem sendo feito desde 2014, o seu aniversário.
É sempre uma boa ocasião para se fazer um balanço do que foi
feito e, muito especialmente, para se olhar para o futuro, o que foi feito pelos
seus responsáveis operacionais e políticos, com a clareza e proficiência que
lhes são reconhecidos.
A comunidade Tomarense mantém, no entanto, um grande
desconhecimento do que são verdadeiramente os Bombeiros Municipais de Tomar.
São desde logo, um departamento do Município, com as regras
da administração pública, logo aí se diferenciando dos demais corpos de
bombeiros da região, como por exemplo Ferreira do Zêzere, Ourém, Torres Novas,
Entroncamento ou Barquinha, os quais são detidos por Associações de direito
privado (denominadas Associações Humanitárias).
Os Municipais de Tomar são ainda diferentes dos demais corpos
de bombeiros profissionais, como por exemplo os Municipais de Leiria ou os
Sapadores de Coimbra, uma vez que nos de Tomar coexistem bombeiros de várias
carreiras da administração pública, entre assistentes operacionais e bombeiros
profissionais, os quais são simultaneamente voluntários quando não estão no seu
horário de trabalho, aos quais se juntam voluntários que, não sendo
funcionários do Município, se disponibilizam em regime de voluntariado a
executar determinadas missões, nomeadamente à noite, aos fins-de-semana e
feriados, bem como reforçam o dispositivo de prevenção aos incêndios florestais
durante o Verão.
Esta complexidade de organização, permitida pela
legislação e sempre em constante mutação, é uma das permanentes fontes de problemas
na gestão deste tipo de corpos de bombeiros e, por isso mesmo, de confusão na
população.
Enfim, sobre todas as questões importa referir que todos os hoje
77 bombeiros da corporação de Tomar, nos quais se incluem os 5 elementos do
comando e mais 34 bombeiros funcionários do Município, aos quais se juntam mais
28 cidadãos bombeiros apenas voluntários, dão o seu melhor em todas as missões
para que são chamados. E são muitas. Mais de 9000 por ano, naquele que é o
maior volume de trabalho de todo o distrito de Santarém.
Durante anos, as maiores lacunas dos Bombeiros de Tomar, a
par das normais de veículos, nomeadamente ambulâncias, centraram-se na falta de
recursos humanos.
Felizmente que no decurso do atual mandato municipal, foi
feito o esforço de integrar no quadro do Município mais 14 novos trabalhadores
bombeiros, durante o ano de 2015, tendo assim conseguido ultrapassar esse grave
problema, que levava a que amiúdas vezes, o trabalho quase que duplicasse para
os escassos 22 bombeiros que restavam em permanência, no início do ano passado.
As famílias dos bombeiros desesperavam, o stress era o pão
nosso de cada dia, originando muitas vezes a que os conflitos, pelo excesso de
permanência no quartel, se agudizassem.
Este investimento decorreu de uma estratégia,
desenhada especialmente a partir de 2010, que havia definido um rumo para os
Bombeiros Municipais de Tomar: a sua
profissionalização a médio prazo.
Para que tal se pudesse concretizar, era necessário, um
rejuvenescimento do Comando, aliado a um conjunto de novas contratações, de
preferência num escalão etário mais baixo, em várias fases, aliada a um
investimento maior na instrução e na melhoria da formação específica. Anos sucessivos de desinvestimento na entrada de novos
bombeiros, prejudicavam a sua operacionalidade.
A ausência de decisões quanto
ao envio de bombeiros para formação arrastou-se durante anos e a desmotivação
dos Homens aumentou. Tudo isso teve um epílogo final já neste mandato, tendo em
resultado dessa avaliação estratégica, sido valorizado, decidido e facilitado o
aumento, não só o número de horas de instrução, como de formação.
Neste esforço e só a título de exemplo, os Bombeiros Municipais
de Tomar apresentaram neste sábado, dia 27 de fevereiro a sua equipa
especializada em resgate em estruturas colapsadas, denominada BREC, em
resultado de recente formação realizada nos Sapadores de Coimbra, depois da
preparação de mais de um ano, para que tal se concretizasse.
Atuar com estratégia é preparar o futuro e, o rumo da
profissionalização, permitirá aos Bombeiros Municipais de Tomar, recuperar a
médio prazo o lugar de destaque no contexto regional que já tiveram.
A aposta na formação e na instrução, onde também ganha
destaque o investimento em formação especializada em Técnicas de Ambulância de
Socorro, curso que dentro em breve 12 bombeiros irão iniciar, aumentará os
profissionais em emergência pré-hospitalar.
Nesta estratégia não convém esquecer a mudança de
paradigma desenvolvido no que aos equipamentos diz respeito.
Assim, decidido em 2010, o investimento num Veículo de
Socorro e Assistência Tático (VSAT), aprovado em 2011 e chegado em 2013, de
mais de 170.000€, visou reforçar a capacidade e rapidez da intervenção de
emergência em operações, como as de desencarceramento por exemplo. O
investimento em ambulâncias, à medida que se foi tornando evidente que estava
mais do que esgotado o anterior investimento nesses equipamentos (de 2002), só acabou
por ser concretizado no final do mandato anterior (em 2013) e já com este
executivo, em 2014.
Com a apresentação pública que se fez, por estes dias, de
duas novas ambulâncias, cumpre-se o desidrato estratégico de renovar o
decrépito parque de viaturas existente. Nenhum corpo de Bombeiros da região
tinha um parque de ambulâncias tão degradado com Tomar. A estas duas novas,
juntar-se-á brevemente uma terceira, cuja carroçaria é oferecida pela Liga dos
Amigos dos Bombeiros e a célula sanitária paga também pelo Município. Este
investimento de mais de 100.000€, permitirá dar mais folga às atuais oito
ambulâncias existentes – incluindo à já “velhinha” do INEM, que está há um ano
para ser substituída.
Só o ano passado, fruto da maior disponibilidade de recursos
humanos, o transporte hospitalar, de emergência e agendado, aumentou 25%, tendo
resultado num aumento de faturação de mais 30%, face ao ano anterior.
O investimento é compensador, não só pela receita, como
especialmente pela disponibilidade de serviço para a população, a partir de
Tomar sem necessitar de esperar, em caso de emergência 112, pela chegada de
outros meios estacionados nos Concelhos vizinhos.
A conclusão que se pode tirar, é que nunca como neste mandato Municipal, se fez tanto investimento nos
Bombeiros Municipais, como aquele que está a ser feito, apesar de estarmos a
pouco mais de meio do mandato.
As obras de requalificação do Quartel, já com projecto preparado,
que virão a representar um investimento de cerca de meio milhão de euros e a aquisição
de um novo veículo de “fogo”, que durante este ano irá ser certamente concretizado,
permitem compreender o acerto da estratégia desenhada, a partir de 2010 e durante
este mandato especialmente concretizada e continuada.
Dentro de poucos anos, completado o processo de
profissionalização, que sem demasiados sobressaltos pode ser continuado,
terminando as necessárias recrutas de voluntários que ajudem a aumentar a base
de recrutamento para futuros profissionais do quadro, os Bombeiros virão a ter
aquilo que sempre desejaram e sempre esperaram obter até à concretização, em
2022, nas comemorações do centenário: um
corpo de Bombeiros altamente especializado, profissional e com elevada
capacidade operacional e de serviço à população do Concelho.
E que este caminho seja feito em conjunto. É esse o meu
desejo e é essa a minha esperança.
*Luis
Ferreira, vereador
da proteção Civil e Bombeiros (2010-11), atual deputado municipal pelo PS
A reunião de câmara desta
segunda-feira aprova finalmente, a emissão de parecer prévio vinculativo, o
qual permitirá a contratação de serviços de apoio ao funcionamento de Museus,
Salas de Exposição, Espaços Patrimoniais e Equipamentos Turísticos.
Poderá parecer estranho e a
maioria das pessoas não sabe, mas o Município desde há vários anos vem
assegurando, ou melhor, procurando assegurar a manutenção em condições de
visitação um conjunto vasto de espaços culturais, mesmo aqueles que não são sua
propriedade.
Isso tem sido feito algumas vezes
recorrendo a contratos emprego inserção – desempregados inscritos no Centro de
Emprego, outras a horas de empresa de vigilância geral e mesmo voluntários da
bolsa de voluntariado municipal, bem como às horas disponíveis dos
trabalhadores do Município adstritos aos serviços de Turismo, Cultura e Museus.
No conjunto de equipamentos
culturais a vigiar, ou melhor, para garantir a sua abertura e funcionamento,
mesmo que nem todo o ano, contam-se: o Posto de Turismo, o Núcleo de Arte
Contemporânea (NAC) do Museu João de Castilho, a Coleção visitável Aquiles de
Mota Lima (Museu dos Fósforos), a Igreja da Misericórdia, a Igreja de Santa
Maria dos Olivais, a Capela de Santa Iria, a Casa Memória Lopes Graça, a
Sinagoga, a Igreja de S.João Batista, bem como as Exposições eventuais e
permanentes que são colocadas nas Casas DOS Cubos, Manuel Guimarães, Vieira Guimarães
e por fim, o Parque de Campismo.
Atente-se que para tudo isto e,
bem assim, para garantir o acompanhamento, preparação e desenvolvimento de todo
o trabalho na Cultura, Museus e Turismo existem apenas nos quadros do Município;
uma chefe de divisão, duas técnicas superiores nos Museus, uma administrativa
nos Museus, uma técnica superior na Cultura, uma administrativa na Cultura, uma
técnica superior no turismo, três administrativos no Turismo, além de três assistentes
operacionais adstritos ao funcionamento do Cine-Teatro. Pense-se ainda que há
agora o desafio do complexo da Levada, e todos os eventos a que o Município
presta apoio e organiza…
Naturalmente que, desde há vários
anos, mais precisamente desde 2010 que está claro no meu espírito, depois da experiência de gestão direta que tive no setor, que não é possível
encontrar soluções unicamente no contexto dos trabalhadores do Município.
E
isto apesar da tentativa realizada no final do ano passado de, através do tão
falado concurso de mobilidade se procurar obter mais três técnicos superiores
na área do Turismo e um administrativo, que eram os lugares existentes no mapa
de pessoal de 2015, entretanto reforçados neste mapa de pessoal, com mais três
lugares de assistentes técnicos na área de Turismo. A esse concurso de
mobilidade concorreram um técnico superior e um administrativo que, não fora a
anulação do referido, poderiam estar já a reforçar o quadro do Município.
No entanto esse esforço não seria
suficiente e, para vigilância minimamente qualificada é, absolutamente
imperioso que se contratem serviços para esse fim. Especialmente para as
Igrejas de Santa Maria, S.João Batista, Sinagoga e Coleção visitável Aquiles da
Mota Lima (Museu dos Fósforos), de forma a garantir que os mesmos estão sempre
abertos e não, como vem cada vez mais acontecendo, por vezes a estarem
encerrados o que tem um impacto muito negativo na visibilidade turística da
cidade e afasta, se reiterada, os operadores de promoverem visitas aos
referidos locais.
Sempre defendi que a existência
de protocolo e/ou contrato com empresa/entidades especializadas neste tipo de
serviços seriam sempre um complemento adequado para que, em definitivo fosse possível
ter sempre, como conseguimos em 2010, com elevado empenho e sacrifício de todos os trabalhadores e contratos emprego-inserção então a trabalhar no Município, os Monumentos e o Posto de Turismo
abertos permanentemente no horário de verão entre as 10H00 e as 19H00.
A estratégia é essa e, a bem do
Turismo em Tomar, deve ser finalmente implementada e seguida.
Espero sinceramente que não haja mais adiamentos. Como
sempre disse e escrevi: sem permanentemente Monumentos abertos na Cidade,
Turismo em Tomar é um faz de conta e isso só favorece a ideia de que temos
apenas o Convento de Cristo, o que é como todos sabemos errado.
Neste regresso ao "ativo", depois de dois anos de maior reserva, imposta pelo exercício de funções no gabinete da Presidência do Município de Tomar, os leitores têm estado atentos e a acompanhar as análises que tenho produzido, pela estatística que, desde o mês de julho de 2010, vimos recolhendo e que apontam para mais de 4000 leituras mensais, nos meses de janeiro e fevereiro.
Sendo um blogue, especialmente centrado em Tomar, tenho através dele e desde 2003 ajudado a "construir" uma, possível, leitura da vida da cidade e do Concelho.
Sendo um blogue fortemente centrado no pensamento e na atividade política é também notório o numero de leitores que nos últimos dois meses temos atingido.
Naturalmente que parte significativa dessa "nova " audiência, se deve à ferramenta facebook, que naturalmente hiperboliza e multiplica os leitures.
Deixem-me agradecer aos leitores, agora que parece que a "blogosfera" Tomarense está de novo muito ativa, pois está já à vista de alguns a tão "almejada" cadeira do poder, de novo em discussão no final do verão do ano que vem. Temo que muitos deles irão ficar desiludidos, mas isso será matéria de abordagem nas próximas cartas, post's e outras formas de comunicação que irei produzindo.
Deixem-me que continue a ir "por aqui", certo de que na aprendizagem permanente da vida e do pensamento, ali mais à frente estarei, e disso estou convicto, estaremos todos melhores...
Desde já obrigado a todos, mesmo aos que não gostam, que também têm direito à vida.
Arrumação dos produtos de limpeza, na zona pública de acesso às casas de banho masculinas e "pormenor" da NOVA pintura do portão lateral de acesso ao interior do Mercado Municipal
Mictórios novos, azulejos novos, chão novo e displicência na manutenção, com caixa de visita no chão fora do sítio...
Papel de limpeza das mãos, espelho, azulejos, tudo impecável... Não houve foi tempo para pintar o teto...
Nem acabar de pintar o teto, nem as paredes, nem limpar aquele parapeito da janela (isto nas zonas públicas e comuns do Mercado Municipal)
Parabéns camarada Bruno (CDU). É bom saber que a gritaria e o "mau trato" aos trabalhadores e vendedores dos Mercados, resultaram neste amplo sucesso...
Tomar merece mais e melhor, bem melhor!
Até quando toleramos isto?
Uma imagem vale mais do que mil palavras e, tal como a Liberdade não é de ninguém em particular, mas de todos em geral, também os valores depois de dados (de assumidos), não se exigem de volta (não se podem renegar).
Gosto especialmente deste instantâneo captado há alguns anos, em que os valores eram dados e não se exigiam.
Acredito que deles se faz a força, se faz a esperança e se faz, mais do que o passado, o futuro, Não só da jovem criança da foto, mas de todos nós.
Todas as publicações são da exclusiva responsabilidade do cidadão tomarense Luis Ferreira, não recolhendo o seu visionamento quaisquer dados pessoais, de forma automática ou outra, que esteja ao abrigo da nova legislação de proteção de dados (RGPD).
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