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24.2.16

VALORES DADOS, NÃO SE EXIGEM DE VOLTA


Uma imagem vale mais do que mil palavras e, tal como a Liberdade não é de ninguém em particular, mas de todos em geral, também os valores depois de dados (de assumidos), não se exigem de volta (não se podem renegar).

Gosto especialmente deste instantâneo captado há alguns anos, em que os valores eram dados e não se exigiam.

Acredito que deles se faz a força, se faz a esperança e se faz, mais do que o passado, o futuro, Não só da jovem criança da foto, mas de todos nós.

Que a força esteja convosco!

22.2.16

Mercado semanal deixa de funcionar no Parque de estacionamento de Santa Iria


Finalmente vai ser encerrado o mercado semanal no parque de estacionamento de Santa iria, que esteve, durante vários anos – desde 2008 mais precisamente, espalhado por três espaços: o Parque do Mercado Municipal, o parque de estacionamento do Centro de Emprego e precisamente no parque de estacionamento de Santa Iria.

Nas próximas semanas vamos portanto poder ver algumas das vantagens da concentração do Mercado, agora que os vendedores que estavam no parque de Santa Iria se irão fixar na zona sul do Mercado Municipal, envolvente à agora desativada tenda.

Esperamos que nesta mudança, possam em definitivo os vendedores de tratores e outros equipamentos mecânicos de apoio à agricultura, possam ter um espaço digno, legal e enquadrado no nosso Mercado, como até hoje nunca tiveram.

Com esta acertada decisão, acaba-se finalmente com os graves riscos para a segurança rodoviária, que acarretavam as inúmeras passagens e atravessamentos entre o parque de estacionamento de Santa Iria – a norte da Ponte Arantes de Oliveira (Ponte Nova) e o Mercado Municipal.

Todos sabemos que, nos Mercados, a concentração favorece o negócio, pelo que o atual Mercado ficará mais competitivo e a experiência demonstrará que as peregrinas ideias de afastar o Mercado semanal do atual renovado edifício do Mercado Municipal, alguma vez será uma boa opção.

O estacionamento ganho no Parque de Santa Iria, ao qual se junta também o estacionamento existente na envolvente oeste da Ponte do Flecheiro, junto ao acampamento cigano, a caminho da rodoviária e da estação da CP, bem como o estacionamento dos patamares sobranceiros à Torre da Igreja de Santa Maria, potenciam largas centenas de lugares que viabilizam, à sexta-feira, uma maior comodidade no acesso “aos” Mercados: ao semanal e ao diário, conjuntos e cada um a puxar pelo outro.

Esperemos que o bom senso se mantenha e que esta evidente melhoria, a qual já podia com algum esforço, ter sido implementada há algum tempo, sem espalhar mais o Mercado, ou como chegou a decidir o vereador CDU dos Mercados em setembro de 2014 – prontamente desautorizado pela presidente da Câmara, ocupando inclusivamente terrenos privados, sem ter cuidado de se informar sobre o mesmo.

A concentração é aqui a melhor solução: mais eficaz para os vendedores, para os clientes, para a segurança pública, para a segurança rodoviária e para a fiscalização municipal.

Ora se há uma solução em que todos ganham, haverá necessidade de ir inventar mais? Esperemos que o bom senso não ceda à irrefletida teimosia…

20.2.16

O PS foi para o Município para defender o Concelho e os Trabalhadores

Muitos ainda duvidam que o que é prometido é para cumprir.
 
Outros julgavam que a entrada do PS na liderança da governação Municipal era apenas a continuidade do "anterior" sistema.
 
Se dúvidas existissem, recordo aqui, aquele que foi o primeiro Despacho da Presidente do Município, nos dois anos estruturantes e marcantes desta gestão municipal.
 
Precisamente o primeiro Despacho foi de "afronta" à tentativa do anterior governo PSD de diabolizar os funcionários do Estado e de sobre eles fazer recair o "ódio" e a "inveja" dos demais trabalhadores, como se o facto de se ter "administrativamente" aumento o horário de trabalho semanal de 35 horas, para 40 horas, com o mesmo salário (ou melhor, com menos salário, que ia até 10% nos escalões mais elevados da administração pública).
 
Nos locais onde isso se efetuou - e que ainda se mantêm, o serviço aos cidadãos não melhorou (antes pelo contrário) e a despesa não diminuiu em virtude disso, ou apenas tal aconteceu marginalmente no primeiro ano.
 
Perder direitos não é o caminho para as Sociedades evoluídas e modernas. Normar as relações de trabalho com base nos paradigmas da "industrialização" dos sec.XVIII-XIX, do trabalho escravo e continuado, que ainda se praticam em algumas regiões do mundo, não é o caminho que se quer para o futuro.
 
Assim, recordando o primeiro despacho da gestão PS em Tomar - de revogação do anterior despacho do horário de trabalho de 40 horas, foi um marco, um exemplo e disse claramente ao que se vinha.
 
(De notar que para que tal fosse concretizado, não foi preciso nenhuma proposta dos ditos "donos" dos trabalhadores: bastou o PS querer e fazer)
 
A conferir:

18.2.16

A INCRÍVEL APETÊNCIA DA OPOSIÇÃO PARA O DISPARATE SOBRE OS BOMBEIROS

Na senda do que vem sendo a atitude permanente dos vereadores da oposição, no sentido de falarem de cor, sem cuidarem de se informar sobre os factos, têm sido ditas e proliferadas pela comunicação social tomarense, os maiores dispartes sobre os Bombeiros de Tomar.
Ao quererem fazer política, do tipo de conduzir “a olhar para o capô do carro”, ou seja, ao irem atrás da sensação do momento das redes sociais ou das mentiras, misturadas com algumas verdades, que “de dentro” vão sendo sopradas, os inexperientes vereadores do PSD, são pau para toda a obra do “batido” Pedro Marques, naquela atitude de “no tempo dele é que era bom”…
Mas vamos ao que interessa. Em primeiro lugar a data da fundação dos Bombeiros e as razões da eventual “confusão”.

 
PARTE IA TONTICE de Pedro Marques COM A DATA DA FUNDAÇÃO DOS BOMBEIROS

Durante décadas, especialmente desde os anos 50 do século passado e, com especial incidência, desde as comemorações dos 800 anos de Tomar, organizados entre 1960 e 1962, o regime de então assumiu a data da fundação dos Bombeiros de Tomar, como sendo 28 de janeiro de 1923.
Aliás, o grande documento de prova é, precisamente a capa do Regulamento do Corpo de Salvação Pública, que refere que o mesmo foi aprovado na reunião do executivo camarário de 24 de fevereiro de 1922 e coloca como data de “Fundação”, precisamente 28 de janeiro de… 1922 (?!).
Confrontados com um conjunto disperso de documentos sobre os Bombeiros de Tomar e a sua História, a vereação socialista da Proteção Civil em 2010, encomendou a uma pequena empresa de Tomar o levantamento documental sobre os registos existentes dos Bombeiros. Desse trabalho, resultou um pequeno volume que pode aqui ser consultado, onde entre outros factos se consultou as atas da Câmara Municipal, especialmente dos anos 10 e 20 do século passado e se constatou que:

- em 1917 é “declarada” a criação de uma corporação de bombeiros voluntários;
- em 1919 é proposto pelo vereador Avelar, a criação de um grupo de bombeiros pertencente ao Município;
- Em 1921, surge através do vereador Gonçalves Ribeiro a proposta de um Regulamento para o Corpo de Salvação Pública (CSP).
- O documento foi estudado por todos os envolvidos, sendo a versão final foi aprovada a 7 de Dezembro de 1921 do mesmo ano e enviada para a comissão executiva da autarquia [Câmara Municipal].
- Após análise, a 24 de Fevereiro de 1922 o documento foi finalmente aprovado na sessão do executivo municipal, dando início à instalação do Corpo de Salvação Pública [hoje Bombeiros Municipais de Tomar].
- a 1 de setembro de 1922, dá-se início à instrução dos futuros bombeiros do CSP, sob o comando de Amadeu Vieira da Silva, chefe de secção dos bombeiros do Porto. É durante a instrução, ainda em Setembro de 1922, que os bombeiros de Tomar têm o primeiro batismo de fogo, num incêndio descrito como “pavoroso” e que atingiu uns prédios na Rua São João, no centro da cidade.
- a 28 de janeiro de 1923, em sessão solene da câmara municipal, são finalmente apresentados à população os bombeiros já formados.
 
De todos estes factos existem atas e jornais, no arquivo municipal e na biblioteca municipal, que atestam a sua veracidade histórica, só sendo conhecido todo este levantamento a partir de junho de 2011.
Então o que terá acontecido para que, durante anos se tivesse como adquirido que a fundação dos Bombeiros se dera a 28 de janeiro de 1923?
A única explicação plausível é que aquando da impressão definitiva do já citado Regulamento do Corpo de Salvação Pública, que escreve na capa “conforme deliberação da Câmara Municipal de 24 de fevereiro de 1922”, alguém terá tido a necessidade de acertar o ano, pois não fazia sentido escrever que a fundação se teria dado a 28 de janeiro de 1923, quando no ano antes havia sido aprovado o respetivo Regulamento. Vai daí, à boa maneira do tempo de Salazar, põe-se 28 de janeiro, mas de 1922 e assim a fundação era anterior à criação do Regulamento…
A base documental – as atas e os jornais da época, são portanto inequívocas: o ato fundador, consubstanciado na deliberação de Câmara que aprova o Regulamento, ao abrigo do qual são “organizados” o Corpo de Bombeiros, que deu lugar à recruta e à posterior apresentação pública, deu-se efetivamente a 24 de fevereiro de 1922.
Pode Pedro Marques bradar aos céus e aos infernos que “durante anos sempre se comemorou a fundação dos Bombeiros a 28 de janeiro e que a Presidente não tem legitimidade para mudar a data”, quando os factos históricos conhecidos desde 2011, com base em documentos reais existentes em acervo municipal não oferecem quaisquer dúvidas. Factos são factos e tontices são tontices.
 
PARTE IIA TONTICE DO PSD COM AS AMBULÂNCIAS DO INEM
Para não ficar atrás no disparate, os vereadores do PSD, depois de andarem a não aprovar os subsídios para as Associações e Liga de Bombeiros, sempre a levantarem suspeitas sobre, quer a honorabilidade dos Homens, quer dos seus dirigentes e, na tentativa de não ficarem mal na fotografia, lembraram-se agora de vir dizer que era uma vergonha, que a ambulância do INEM tinha mais de oito anos e que deveria ter sido substituída aos 5 e que não se compreende como andam ambulâncias a fazer longo curso (ou seja a transportar doentes que têm consultas agendadas, essencialmente nos IPO’s), em lugar de estarem paradas no quartel para substituir as avarias constantes da ambulância do INEM.

Ora vamos aos factos que alguém se esqueceu de explicar aos vereadores do PSD, quando lhes escreveram o texto.
Em primeiro lugar o Município de Tomar tem, como muitos corpos de bombeiros, um contrato com o INEM, em que se compromete a ter equipagem (Homens), com formação e em disponibilidade para, usando um meio (ambulância) propriedade da INEM, possa, no contexto da rede nacional de emergência, acorrer às emergências comunicadas pela central de despacho nacional (CODU), inerente a uma chamada para o 112.
Quando esse meio (ambulância), não está disponível no quartel de bombeiros que é solicitado, pode ser pelo INEM “solicitada” uma segunda ambulância (com bombeiros) ou até uma terceira. Em Tomar, especialmente desde que as urgências deixaram praticamente de funcionar em Tomar e ficaram concentradas em Abrantes (2011-12), que é hábito estarem duas e por vezes três ambulâncias de Tomar a fazer serviço ao INEM.
Quando, após pedido do INEM, não há ambulância de substituição é ativado outro Corpo de Bombeiros que esteja nas proximidades e, assim sucessivamente até ser encontrado um meio (ambulância), com bombeiros especializados que possam fazer o serviço. É este o sistema que garante que há sempre assistência de emergência a todos os cidadãos, em todos os locais do País, haja ou não ambulâncias disponíveis ali ao lado ou Corpo de Bombeiros na sua localidade: todos estão em rede e disponíveis para a emergência.
Para que todos saibam, o último ano e face ao investimento em recursos humanos e ao reforço efetuado em 2014 com uma nova ambulância nos Bombeiros Municipais de Tomar, aumentou em cerca de 25% o numero de transporte de doentes realizados, quer em emergência, quer em serviço de longo curso e, pela minha experiência, garanto-vos que os Bombeiros de Tomar não conseguem sequer atingir os 50% de “quota de mercado” na emergência/ transporte não urgente de doentes oriundos do Concelho o que demonstra que há ainda um grande caminho a percorrer de investimento em ambulâncias e em mais bombeiros com formação adequada, com o chamado curso de Tripulante de Ambulância de Socorro (TAS), o que irá acontecer nos próximos meses, após anos de formação a conta-gotas.
Ora, acontece que o INEM nos últimos anos, como é público tem tido uma redução significativa de meios financeiros para investimento em ambulâncias o que tem levado a diversos problemas, de norte a sul do País. Há, conforme disseram e bem os vereadores do PSD, um prazo referencia para substituição de 5 anos, em muitos Corpos de Bombeiros as ambulâncias contam já mais do que esse prazo. É o caso de Tomar e apesar da insistência do Comando dos Bombeiros e do Município, desde que a data de 16/3/2014 se aproximava e que depois se ultrapassou, quando fazia os 5 anos de serviço da ambulância do INEM, este nunca a substituiu até hoje.
Portanto, não só a ambulância do INEM estacionada em Tomar não tem 8 anos, mas sim 6 anos e 11 meses, como têm os Bombeiros e o Município insistido para que a sua substituição se dê. E muito se estranha que seja precisamente o partido que foi responsável durante os quatro anos de cortes absurdos em todos os setores, com especial consequência no da saúde, a vir “acusar” uma Câmara socialista pela responsabilidade que recai, inteirinha, num Governo PSD…
Enfim, palavras para quê?
Quem não sabe é como quem não vê, diz o povo e tem absoluta razão.



Em anexo:
HISTÓRIA DOS BOMBEIROS DE TOMAR

Publicada desde 2011, aqui:
https://protegetomar.wordpress.com/historia-dos-bombeiros-de-tomar/

16.2.16

Águas do Centro/EPAL: anos de incumprimento em relação a Tomar, vão-nos custar milhões


Durante anos, foram questionados nas reuniões de câmara e assembleia municipal, os desastrosos negócios realizados pelas gestões PSD desde 1998, em relação aos investimentos a realizar por parte da empresa Águas do centro, onde o Município de Tomar, detinha 17,5% do capital.

A empresa Águas do Centro foi entretanto, pelo anterior governo, extinta e integrada numa nova empresa, denominada Águas de Lisboa e Vale do Tejo, a qual entretanto se fundiu também com a EPAL. Tomar que tinha dois fornecedores de água e de saneamento, tem agora apenas um interlocutor.

Só após a alteração de Governo, operada no final do ano passado, foi possível retomar um “diálogo” que, agora que escrevo, deve ter continuação.

Mas o que está em causa neste folhetim, com década e meia (desde 2000), desde que Tomar “vendeu”, ou melhor, “ofereceu” todas as suas infraestruturas de água e saneamento a uma empresa que raramente cumpriu as suas obrigações contratuais?

Em primeiro lugar temos de considerar a parte de análise do saneamento, que é o mais grave: no início de 1998, quando o PSD entrou na gestão do Município, a taxa de cobertura da população do Concelho a nível e saneamento era de 50%, em 2013 o valor estava em 58%. Este valor contrasta com o objetivo nacional de, precisamente até 2015, ter 90% de taxa de cobertura. E o ganho apenas se deveu à saída de população das aldeias do Concelho para a Cidade.

Estão por construir sistemas de saneamento (em alta) nomeadamente os referentes à zona nordeste do Concelho, com impacto direto na qualidade da água do Castelo do Bode, como sejam a ETAR compacta da Serra, criando uma solução para o saneamento não existente nesta zona do Concelho votada ao abandono ao longo das últimas décadas. Também neste setor, apesar do investimento feito há mais de 12 anos pelo Município nos Montes (Olalhas), nunca foi este sistema ligado pela empresa. Assim, nestes dois casos serão de encontrar soluções tecnológicas, mais baratas e eficazes, sob o ponto de vista ambiental, para suprir este incumprimento do contrato de concessão 8desastroso) feito pelo Município PSD.

Outro dos sistemas (em alta) de drenagem dos esgotos, que há anos está por concretizar é o de Carvalhos de Figueiredo – ao longo da EN110, o qual é obrigatório que seja efetivado rapidamente, de forma que seja também possível projetar a criação de um passeio que sirva a população daquela localidade e evite aquele atravessamento extremamente perigoso.

Mas a nível dos investimentos que estão há anos por concretizar lembro só a título de exemplo, os de Carregueiros, Serras da Sabacheira, Juncais, Curvaceiras, Ribeira do Algaz e Pedreira, uma vez que a solução provisória aí colocada para garantir o licenciamento de utilização para o lar “Raízes do Nabão” (ETAR compacta), não recebe os esgotos de uma parte substancial da aldeia.

Neste contexto a ligação, através de acordo com o Município de Ourém, para a ligação dos esgotos de quase toda a freguesia da Sabacheira, com o respetivo pagamento, é essencial e também há anos que se arrasta.

Milhões de investimento, provavelmente mais de 15 milhões€, seriam necessários para colocar todos as sistemas em mínimos, para o Concelho se aproximar dos tais 90% de taxa de cobertura, numa herança deixada pelas gestões anteriores e que o anterior governo e as gestões das empresas concessionárias (Águas do Centro e depois Aguas de Lisboa e Vale do Tejo) nunca honraram.

Nestes milhões de investimento, urgem ainda a intervenção essencial para melhoria da qualidade da água captada na Mendacha, que se tem apresentado com problemas recorrentes de incrustação de matéria sólida nos reservatórios e condutas, causando problemas nos depósitos e turvação, especialmente quando chove, bem como a renovação da conduta em Palhavã.

Esta última intervenção, essencial para resolver o problema de completo degradação da via e drenagem das águas pluviais nessa localidade dentro da cidade, cujo projeto terá de ser assumido, com a renovação da conduta da EPAL que nesse troço é coincidente com o arruamento.
Agora que há interlocutor, espera-se que a gestão dos SMAS e do Município não se deixem ultrapassar pelas circunstâncias e imponham o cumprimento dos contratos de concessão assinados e nunca cumpridos, de forma a que Tomar deixe de estar na cauda dos Concelhos com cobertura de esgotos e em que partes importantíssimas do seu território careçam de intervenções, porque as obras das infraestruturas se foram adiando, adiando, até nunca serem concretizadas.

15.2.16

MERCADO MUNICIPAL E O CHÃO DAS POÇAS DE ÁGUA


Uma visita a um mercado é sempre um prazer. Para os sentidos, pelos odores múltiplos, pelo estímulo das cores, pelos ruídos característicos, pelo desejo de tentar obter a “pechincha” que se esperava. Nada de preços fixos, nada de grandes filas ou complicações, apenas e só a qualidade os produtos que esperamos serem frescos, nacionais e de produção local. O Mercado de Tomar não é diferente dos outros. Após mais de cinco anos encerrado, é sempre um prazer voltar a ver o edifício, quase todo aberto, limpo e em utilização.  E isso, como diz o outro, não é mau!

Claro que falta muita coisa, mas naturalmente que o tempo correu contra, que na terra Templária os relógios são de Cuco, como os ovos que estes põem nos ninhos das outras incautas aves.
Já percebemos que faltou o engenho e a arte para ter um telhado “mais adequado” do que o que foi colocado mas, tudo bem, aquele cumpre a função que o anterior existente não cumpria: é higiénico, novo e veda a chuva. A opção foi a mais barata, já que se enterraram ali muito perto de um milhão de euros. Compreende-se.
Claro que faltam Lojas que possam funcionar como âncora, que possam promover e vender produtos locais, que aproveitem o investimento em Marketing que o Município tem feito nos “Sabores de Tomar”, nos Vinhos, nos Azeites, no Mel e, espera-se que, no futuro, também nos enchidos, no pão e no queijo. Pois que se aceita.
Mas o que não se compreende, nem aceita, com tanto tempo e atraso na abertura, é que não tenha sido cuidado na aplicação do novo chão, que ele efetivamente drenasse os líquidos para as respetivas calhas. Quer na zona de venda dos vegetais – onde um sulco já foi “cavado” para tentar corrigir a falha, quer na zona do peixe, onde as inúmeras poças de água se acumulam e só o permanente esforço de umas simpáticas vassouras fazem o que, originariamente, o chão devia fazer: conduzir as águas para as calhas de retenção e drenagem criadas.
Mas que azar o nosso que, com mais de cinco anos para arranjar aquilo e mais de um ano de atraso em relação ao que seria admissível, o chão realizado por uma empresa externa ao Município tivesse sido recebido naquelas condições. Teria o vereador da CDU medo de já não ter o pelouro quando aquilo, finalmente, estivesse em condições? Falhar a fotografia é que não podia faltar, mas fazer bem as coisas, isso já são outros trezentos… Pois!

11.2.16

Sabores de Tomar, da estratégia à Loja


Na sequência da nova abordagem e importância que o Município de Tomar quis dar, desde o primeiro momento deste mandato, aos produtos locais, tendo para isso criado um gabinete vocacionado para o acompanhamento e apoio aos produtos locais, foi possível começar a implementar uma estratégia de promoção, na senda de experiências anteriores (em 2010), como foi o kit de vinhos Templário, e ainda hoje disponível à venda no Turismo Municipal, Parque de Campismo e loja da ADIRN no Convento de Cristo.

A este(s) novos produtos e dentro da estratégia combinada de valorizar o que é nosso, foi criada, num feliz momento de inspiração da excelente equipa de marketing do Município, a marca “Sabores de Tomar” e, logo em 2014, criada a campanha de marketing de promoção dos Vinhos, com especial incidência no Natal, associado ao lançamento de um catálogo de vinhos de produtores de Tomar.

Seguiu-se o catálogo dos “Azeites de Tomar”, também fortemente promovido no decurso deste último Natal e cujos outdoors podem ainda ser vistos nas paragens de autocarro em Tomar, sendo que brevemente será o referente ao Mel.

Agora que o Mercado está aberto, ou melhor, até antes de ele ter estado aberto teria sido (será?), uma ótima oportunidade para a criação de uma Loja, ou Lojas, dos “Sabores de Tomar”.

A divulgação e venda de produtos aderentes/participantes nas diferentes mostras de “Sabores de Tomar”, com o objetivo de poder ser um dos pontos (lojas) âncora no renovado Mercado Municipal, poderia ajudar a atrair mais população e turistas para a frequência do mesmo, como aliás se vê um pouco por todo o país, convidando o leitor a título de exemplo a visitar o Mercado de Campo de Ourique.

O incentivo ao empreendedorismo que já se vai sentindo pelo Concelho no setor agrícola, aliado por exemplo, a um trabalho conducente à certificação do denominado “queijo das Areias”, poderia colocar num único local a venda de diversos produtos, como por exemplo vinhos, azeite, azeitona e derivados, enchidos, mel e derivados, queijos, frutos secos e pão. A promoção regular de provas de vinhos, de enchidos, de azeite e de mel, criando o hábito do “petisco” no final e tarde no Mercado, seria um aspeto de relevo a levar em conta numa estratégia adequada da sua promoção.

A promoção dos produtos locais, que pode contar com o genérico empenho dos produtores, a reformulação dos espaços em ocupação no Mercado Municipal e a sua evolução para um nível diferente de utilização, podem criar ali um caso de sucesso, se não houver uma visão redutora e castradora da iniciativa privada e a tentativa, por vezes típica, do sistema público tudo querer definir e condicionar.

Já se imaginou a ir tomar um pequeno-almoço, lanche, ou a fazer um petisco de final e dia, com uma boa tábua de enchidos, no ambiente rústico do Marcado, acompanhado por um bom vinho de Tomar, servido num típico ribatejano copo de barro? E tudo isto, de quando em vez pontuado com suaves apontamentos de arte, da pintura, à escultura, passando por música ao vivo e no final levar parte do “farnel” para casa, numa pequena cesta? E se em vez disso optasse por um chá, de uma das muitas ervas típicas da nossa região adocicado com um excelente Mel, enquanto prova uma tábua de queijo e degusta um bom pão com azeite?
“Sabores de Tomar” é isto. Menos é pouco. Da estratégia de afirmação, à loja ou às lojas, é esse o caminho…

10.2.16

Município de Tomar aumenta parcerias com Freguesias do Concelho

Na sequência do aumento realizado neste ano, de 24% do financiamento direto às freguesias a Câmara vai continuar a implementar a estratégia de parcerias, que tem permitido resolver, nestes dois anos, mais problemas de acessibilidade, do que aqueles que foram realizados nos 8 anos anteriores. Com menos dinheiro e com mais eficácia.

Esta estratégia, em que o Município dá o dinheiro à Freguesia para esta fazer arranjos em ruas e estradas que eram da responsabilidade do Município, levou à aprovação, em recentes reuniões de câmara, vários contratos inter-administrativos a celebrar com freguesias do Concelho, dando continuidade à estratégia de com elas estipular parcerias para grandes intervenções em arruamentos, estradas e caminhos municipais, ou seja, em estradas que sejam da responsabilidade do Município.

Esta nova estratégia, que começou a ser legalmente implementada pela atual gestão, pretende levar neste ano de 2016, estas parcerias às freguesias de:
 
CARREGUEIROS - Intervenções nas Estradas Municipais do Casal da Azinheira e no Casal Cabrita
 
S.PEDRO - Intervenções na ligação entre a EM534 e CM1119 e ligação à Junceira (Carril)
 
PAIALVO - Intervenções na EM Delongo-Paialvo e pavimentações nas Ruas Mª de Lurdes, em Paialvo, na do Moinho, em Vila Nova e na do Lavadouro, nas Curvaceiras
 
URBANA (S.João Batista e Santa Maria dos Olivais), nas Ruas:
- Casal do Láparo,
- Principal de Vale da Nora / Travessa do Vale da Nora,
- Rua dos Madeiras (Cabeças),
- Rua dos Aromas,
- Rua dos Horizontes,
- Rua Jerónimo Santos e
- Rua Caminhos do Sol.
 
SERRA/JUNCEIRA:
1. Pavimentação da Estrada Municipal nº 531, entre Outeiro e Serra; (ao fim de mais de uma década!)
2. Pavimentação da Rua da Bela Vista e Rua do Ribeiro do Marmeleiro (Chão das Maias)
3. Reparação de parte da estrada de ligação da Quinta do Chão das Maias á Silveira (numa extensão de 900 metros).

SABACHEIRA:
Pavimentação da Estrada Municipal da Sabacheira a Vale Meão (limite do concelho). 
 
 
Goste-se ou não, esta estratégia de por as freguesias a colaborar com o Município, para em nome e com o dinheiro deste promover arranjos há muito necessários faz todo o sentido e permite ganhar tempo, perdido durante quase 20 anos.
 
É que o Concelho é de todos.
 
Com estes contratos inter-administrativos, o Município compromete-se a transferir para cada uma das freguesias as verbas correspondentes à intervenção total que venha nestas a ser executada.
 
Estavam previstas, nas negociações realizadas com mais Freguesias, no final do ano de 2015, que outras parcerias pudessem ser estabelecidas, aqui com empenho dos orçamentos das Freguesias e do Municipio, para arranjo de outros arruamentos e estradas, bem como outras intervenções que o Município terá de fazer diretamente.

 

9.2.16

Contra o desejo de alguns: Linhaceira vai ter um Centro Escolar


O Centro Escolar ficará situado junto ao Salão Multiusos da Associação Cultural e Recreativa local (ACRL), e que será utilizado pelos alunos para as atividades físicas e desportivas, nos termos do acordo celebrado entre o Município e a ACRL.
A versão do projeto aprovada em recente reunião de câmara, contou com as sugestões das diversas entidades envolvidas (Município, Junta de Freguesia, Agrupamento Escolar Templários e Associação de Pais), em reuniões realizadas após a apresentação das ideias para aquele espaço em 2014.

Apesar do esforço de alguns, que nunca quiseram este investimento e, ainda hoje não compreendem que a única estratégia, para não ter um Concelho todo concentrado na cidade, é ter vários núcleos urbanos, com dimensão, serviços e qualidade de vida.
Na minha opinião, a Linhaceira é um deles e por isso sempre defendi, empenhando-me para ajudar à concretização quer do pavilhão Multiusos, quer do Centro Escolar.
 
Para mim, um concelho só faz sentido se for equilibrado e inclusivo no seu desenvolvimento.


@Discurso Direto 7FEV2016

8.2.16

Cinco anos e um milhão de euros depois, temos Mercado!


Fechado desde julho de 2010, após vários avisos para obras de conservação urgentes e duas inspeções da ASAE, o edifício do Mercado Municipal reabriu neste mês de janeiro de 2016, após quase um milhão de euros gastos, entre compra da tenda, alugueres vários, obras de adaptação para a tenda, várias e demoradas obras no edifício e, finalmente TODO o edifício foi devolvido aos comerciantes. TODO? Bem, quase todo, que segundo informação oficial uma pequena parte – onde dantes estava a venda de peixe, está ainda em estudo, PASME-SE, após mais de cinco anos fechado.

Do anterior executivo, herdou-se uma obra prevista para cerca de metade do edifício e quase meio milhão de euros já gastos, sem projeto, sem plano de obra e sem qualquer estratégia preparada, quer para a sua dinamização, quer para a sua sobrevivência, neste mundo comercial competitivo. Felizmente que hoje é totalmente diferente …

Fruto de um empenhado esforço da gestão política dos Mercados (CDU), naquele registo de simpatia e competência à vista de todos, foi possível demorar APENAS mais 26 meses a alterar os planos iniciais, continuando sem projeto, e esquecendo o respeito pela arquitetura do edifício, com a introdução do espetacular telhado em placa sandwich, que é um primor a nível enquadramento e estética, mas como eu não sou arquiteto, estou certo que a opção deve ter tido a intervenção de um …

Mas o que conta é, de facto, o Mercado estar de novo aberto e renovado. Mais lojas e vendas, horários alargados e uma estratégia já em execução para conjugar com o “para quê ir mais longe se o Mercado está aqui?”. Seguiram-se as melhores práticas dos espaços comerciais, com horários compatíveis com a vida dos consumidores, um plano de promoção e marketing com políticas de fidelização e descontos e, basta lá passar a qualquer dia que não seja a sexta, TODOS os lugares ocupados numa estratégia de rotação de lugares e de tipologia de vendas. Pois …

E após cinco anos de encerramento e, com duas deliberações de câmara tomadas para ressarcir os comerciantes do prejuízo sofrido, mesmo sem terem pago um centavo durante estes anos na tenda, na recente alteração do regulamento do Mercado, a gestão política dos Mercados, simpática e competente como está à vista de todos, esqueceu-se de deixar a possibilidade da câmara poder isentar parcial ou totalmente, durante algum tempo, para cumprir aquilo que esta já havia decidido: compensar os prejuízos que décadas de abandono levaram à destruição do Mercado Municipal de Tomar, pelos gestores do PSD, desde 1997. Agora se se quiser cumprir o já deliberado, serão precisos quase mais seis meses para alterar o Regulamento: isto é que é que ser competente!

Orgulho-me de ter, enquanto vereador no executivo anterior, defendido entre outros, que as obras deviam ter sido realizadas de urgência, logo em 2010 e, se tal tivesse sido feito, ter-se-iam poupado mais de 300.000€ logo ali e evitado a vergonha que foi ter cinco anos um Mercado fechado. E, honestamente, para ter o mesmo hoje que tínhamos há cinco anos, sem lojas âncora, com uma parte dele ainda fechado, meio vazio, sem estratégia de promoção e com um ”abarracado” arquitetonicamente desvalorizado face ao que deveria ter sido feito, é pouco, muito pouco e mau demais para podermos estar calados.
Foi um dossier mal gerido desde o início e nunca corrigido. Que mal fez Tomar, para ser gerido por gente desta?
 
Quanto mais tempo tolerará o PS e Tomar isto?

P.S. – Parece que os responsáveis municipais se esqueceram nos discursos oficiais de referir o empenho de parceria com a Junta de Freguesia Urbana, a qual colaborou durante mais de um ano para, sob a estratégia do Plano de Obra definido pela gestão dos Mercados, para que o disparate não fosse maior e, em lugar de cinco anos, não tivessem sido sete, os anos de encerramento do edifício. Teria ficado bem agradecer a Augusto Barros e aos trabalhadores da junta urbana que deram o seu melhor. Teria, mas não foi feito…


@Discurso Direto 7FEV2016

7.2.16

O que é a Maçonaria? Algumas razões para o livre-pensamento

Segundo alguns autores, entre os quais António Arnault, que além de ter sido o Ministro socialista que, nos anos 70 do século XX, criou em Portugal o Serviço nacional de Saúde, foi Grão mestre do grande Oriente Lusitano, a Maçonaria é uma associação universal, filosófica e progressista, que procurar inculcar nos seus adeptos o amor à verdade, o estudo da moral universal [aquele que poderá ou deverá unir todos os Homens e não a moral individual, que varia de indivíduo para indivíduo, segundo a sua história e cultura], das ciências, das artes. com o fim de melhorar a condição social do Homem por todos os meios lícitos e, especialmente, pela instrução, pelo trabalho e pela beneficência.
 
Nesta hipótese de definição, poderíamos ficar com a ideia (errada), de que a Maçonaria se assumia como uma "Associação" de cariz político e de intervenção social, genericamente com um programa que, hoje, definiríamos como de "esquerda".
 
Ora, nada de mais errado uma vez que mais do que uma organização de intervenção pública, a Maçonaria (as Maçonarias, para ser mais correto), procuram o "crescimento" do indivíduo, isoladamente considerado, pelo conjunto de três premissas base, extremamente importantes e muitas das vezes esquecidas, mesmo por quem tenha sido nesta (nestas) "Associações" admitido: "pela instrução", ou seja pela aprendizagem sempre realizada, em todos os tempos da sua vida; "pelo trabalho", ou seja pelo empenho, pela procura constante de mais, pelo cumprimento das suas obrigações sociais e "pela beneficência", ou seja, através de um trabalho constante em prol das necessidades dos outros, em comunidade ou individualmente, na perspetiva de se tentar dar mais do que se recebe da sociedade.
 
Sim, a Maçonaria é uma filosofia, no sentido em que procura elevar o individuo sobre as suas necessidades básicas, incentivando-o a pensar, a pensar sempre, a pensar muito, a refletir mais e a agir em conformidade, no respeito pelo outro, pelo seu pensamento e pela sua ação. É, pode-se mesmo dizer, hoje no sec.XXI, que a Maçonaria (as Maçonarias), são mais do que tudo, o espírito da sociedade e da sua evolução após o século das luzes (XVIII), momento histórico em que se "estruturou" como hoje a conhecemos.
 
Mas a Maçonaria não, em si, nem uma moral, nem uma religião.
Ela admite todas as crenças e pratica a moral universal, a qual tem por base a primeira de todas as virtudes: amar o próximo. A doutrina maçónica é a mais pura das doutrinas, porque é livre de todas as limitações, escolas, teorias ou preconceitos.
Ser Maçon, é acima de tudo, ser livre e com essa liberdade, procurar a melhoria da sua vida e da dos outros.
 
O livre pensamento é o único caminho da procura da verdade e não pode, não deve por isso, sofrer qualquer entrave. Terá sido por isso que, historicamente, sempre quem pensa pela sua própria cabeça é perseguido?
Mas atenção, o livre pensamento, ou o livre exame, pressupõe a tolerância e o respeito pelas ideias dos outros.
 
Segundo o autor aqui citado, é esta a segunda virtude cultiva pelo Maçons e a creça numa sociedade mais perfeita é a sua terceira virtude e a força aglutinadora que, em todos os tempos e em todos os lugares, congregou os "Homens livres e de bons costumes", para a tarefa, sempre inacabada, de construir a fraternidade universal.
 
este grande objetivo, uma verdadeira ideia força, exprime-se entre os Maçons, na expressão de "construir o Templo", ou seja de se "ir construindo" a si mesmo, com a ajuda dos outros membros da Maçonaria, simbolicamente denominados de irmãos.

Um concelho refém de minorias?

Coluna J
@Discurso Direto 7FEV2016

 
A presidente da câmara (PS) tem amiúde e bem, digo eu, referido que foi eleita para trabalhar, na certeza de que todos nós autarcas (da câmara, da assembleia municipal - como é o meu caso, das juntas e assembleias de freguesia) fomos eleitos com essa obrigação: uns para decidir, outros para propor o que deva ser decidido e para questionar depois o porquê de ter sido decidido. Muito trabalho foi realizado nos dois primeiros anos deste mandato. E isso foi esforço de TODOS, mais de uns e menos de outros, como sempre acontece na vida.

 
Mas hoje, neste mês de fevereiro de 2016, o que é notório para todos, é que é o vereador Pedro Marques, que tomou completamente conta da oposição, transformando os eleitos do PSD em meras correias de transmissão da sua estratégia e mesquinhez e o vereador Bruno Graça, que assumiu o condicionamento das principais decisões da maioria, que efetivamente definem para onde vai o Concelho.

Ou seja, traduzido em miúdos: um escasso agregado político (CDU/IpT) que faz gato-sapato, como diz o povo, dos dois maiores partidos (PS e PSD), condicionando a gestão municipal, especialmente desde a saída do atual deputado Hugo Costa e de mim próprio do gabinete da presidência no final do ano passado, com os resultados que se irão, pouco a pouco, tornar notórios.
 
Até quando?