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15.2.16

MERCADO MUNICIPAL E O CHÃO DAS POÇAS DE ÁGUA


Uma visita a um mercado é sempre um prazer. Para os sentidos, pelos odores múltiplos, pelo estímulo das cores, pelos ruídos característicos, pelo desejo de tentar obter a “pechincha” que se esperava. Nada de preços fixos, nada de grandes filas ou complicações, apenas e só a qualidade os produtos que esperamos serem frescos, nacionais e de produção local. O Mercado de Tomar não é diferente dos outros. Após mais de cinco anos encerrado, é sempre um prazer voltar a ver o edifício, quase todo aberto, limpo e em utilização.  E isso, como diz o outro, não é mau!

Claro que falta muita coisa, mas naturalmente que o tempo correu contra, que na terra Templária os relógios são de Cuco, como os ovos que estes põem nos ninhos das outras incautas aves.
Já percebemos que faltou o engenho e a arte para ter um telhado “mais adequado” do que o que foi colocado mas, tudo bem, aquele cumpre a função que o anterior existente não cumpria: é higiénico, novo e veda a chuva. A opção foi a mais barata, já que se enterraram ali muito perto de um milhão de euros. Compreende-se.
Claro que faltam Lojas que possam funcionar como âncora, que possam promover e vender produtos locais, que aproveitem o investimento em Marketing que o Município tem feito nos “Sabores de Tomar”, nos Vinhos, nos Azeites, no Mel e, espera-se que, no futuro, também nos enchidos, no pão e no queijo. Pois que se aceita.
Mas o que não se compreende, nem aceita, com tanto tempo e atraso na abertura, é que não tenha sido cuidado na aplicação do novo chão, que ele efetivamente drenasse os líquidos para as respetivas calhas. Quer na zona de venda dos vegetais – onde um sulco já foi “cavado” para tentar corrigir a falha, quer na zona do peixe, onde as inúmeras poças de água se acumulam e só o permanente esforço de umas simpáticas vassouras fazem o que, originariamente, o chão devia fazer: conduzir as águas para as calhas de retenção e drenagem criadas.
Mas que azar o nosso que, com mais de cinco anos para arranjar aquilo e mais de um ano de atraso em relação ao que seria admissível, o chão realizado por uma empresa externa ao Município tivesse sido recebido naquelas condições. Teria o vereador da CDU medo de já não ter o pelouro quando aquilo, finalmente, estivesse em condições? Falhar a fotografia é que não podia faltar, mas fazer bem as coisas, isso já são outros trezentos… Pois!

11.2.16

Sabores de Tomar, da estratégia à Loja


Na sequência da nova abordagem e importância que o Município de Tomar quis dar, desde o primeiro momento deste mandato, aos produtos locais, tendo para isso criado um gabinete vocacionado para o acompanhamento e apoio aos produtos locais, foi possível começar a implementar uma estratégia de promoção, na senda de experiências anteriores (em 2010), como foi o kit de vinhos Templário, e ainda hoje disponível à venda no Turismo Municipal, Parque de Campismo e loja da ADIRN no Convento de Cristo.

A este(s) novos produtos e dentro da estratégia combinada de valorizar o que é nosso, foi criada, num feliz momento de inspiração da excelente equipa de marketing do Município, a marca “Sabores de Tomar” e, logo em 2014, criada a campanha de marketing de promoção dos Vinhos, com especial incidência no Natal, associado ao lançamento de um catálogo de vinhos de produtores de Tomar.

Seguiu-se o catálogo dos “Azeites de Tomar”, também fortemente promovido no decurso deste último Natal e cujos outdoors podem ainda ser vistos nas paragens de autocarro em Tomar, sendo que brevemente será o referente ao Mel.

Agora que o Mercado está aberto, ou melhor, até antes de ele ter estado aberto teria sido (será?), uma ótima oportunidade para a criação de uma Loja, ou Lojas, dos “Sabores de Tomar”.

A divulgação e venda de produtos aderentes/participantes nas diferentes mostras de “Sabores de Tomar”, com o objetivo de poder ser um dos pontos (lojas) âncora no renovado Mercado Municipal, poderia ajudar a atrair mais população e turistas para a frequência do mesmo, como aliás se vê um pouco por todo o país, convidando o leitor a título de exemplo a visitar o Mercado de Campo de Ourique.

O incentivo ao empreendedorismo que já se vai sentindo pelo Concelho no setor agrícola, aliado por exemplo, a um trabalho conducente à certificação do denominado “queijo das Areias”, poderia colocar num único local a venda de diversos produtos, como por exemplo vinhos, azeite, azeitona e derivados, enchidos, mel e derivados, queijos, frutos secos e pão. A promoção regular de provas de vinhos, de enchidos, de azeite e de mel, criando o hábito do “petisco” no final e tarde no Mercado, seria um aspeto de relevo a levar em conta numa estratégia adequada da sua promoção.

A promoção dos produtos locais, que pode contar com o genérico empenho dos produtores, a reformulação dos espaços em ocupação no Mercado Municipal e a sua evolução para um nível diferente de utilização, podem criar ali um caso de sucesso, se não houver uma visão redutora e castradora da iniciativa privada e a tentativa, por vezes típica, do sistema público tudo querer definir e condicionar.

Já se imaginou a ir tomar um pequeno-almoço, lanche, ou a fazer um petisco de final e dia, com uma boa tábua de enchidos, no ambiente rústico do Marcado, acompanhado por um bom vinho de Tomar, servido num típico ribatejano copo de barro? E tudo isto, de quando em vez pontuado com suaves apontamentos de arte, da pintura, à escultura, passando por música ao vivo e no final levar parte do “farnel” para casa, numa pequena cesta? E se em vez disso optasse por um chá, de uma das muitas ervas típicas da nossa região adocicado com um excelente Mel, enquanto prova uma tábua de queijo e degusta um bom pão com azeite?
“Sabores de Tomar” é isto. Menos é pouco. Da estratégia de afirmação, à loja ou às lojas, é esse o caminho…

10.2.16

Município de Tomar aumenta parcerias com Freguesias do Concelho

Na sequência do aumento realizado neste ano, de 24% do financiamento direto às freguesias a Câmara vai continuar a implementar a estratégia de parcerias, que tem permitido resolver, nestes dois anos, mais problemas de acessibilidade, do que aqueles que foram realizados nos 8 anos anteriores. Com menos dinheiro e com mais eficácia.

Esta estratégia, em que o Município dá o dinheiro à Freguesia para esta fazer arranjos em ruas e estradas que eram da responsabilidade do Município, levou à aprovação, em recentes reuniões de câmara, vários contratos inter-administrativos a celebrar com freguesias do Concelho, dando continuidade à estratégia de com elas estipular parcerias para grandes intervenções em arruamentos, estradas e caminhos municipais, ou seja, em estradas que sejam da responsabilidade do Município.

Esta nova estratégia, que começou a ser legalmente implementada pela atual gestão, pretende levar neste ano de 2016, estas parcerias às freguesias de:
 
CARREGUEIROS - Intervenções nas Estradas Municipais do Casal da Azinheira e no Casal Cabrita
 
S.PEDRO - Intervenções na ligação entre a EM534 e CM1119 e ligação à Junceira (Carril)
 
PAIALVO - Intervenções na EM Delongo-Paialvo e pavimentações nas Ruas Mª de Lurdes, em Paialvo, na do Moinho, em Vila Nova e na do Lavadouro, nas Curvaceiras
 
URBANA (S.João Batista e Santa Maria dos Olivais), nas Ruas:
- Casal do Láparo,
- Principal de Vale da Nora / Travessa do Vale da Nora,
- Rua dos Madeiras (Cabeças),
- Rua dos Aromas,
- Rua dos Horizontes,
- Rua Jerónimo Santos e
- Rua Caminhos do Sol.
 
SERRA/JUNCEIRA:
1. Pavimentação da Estrada Municipal nº 531, entre Outeiro e Serra; (ao fim de mais de uma década!)
2. Pavimentação da Rua da Bela Vista e Rua do Ribeiro do Marmeleiro (Chão das Maias)
3. Reparação de parte da estrada de ligação da Quinta do Chão das Maias á Silveira (numa extensão de 900 metros).

SABACHEIRA:
Pavimentação da Estrada Municipal da Sabacheira a Vale Meão (limite do concelho). 
 
 
Goste-se ou não, esta estratégia de por as freguesias a colaborar com o Município, para em nome e com o dinheiro deste promover arranjos há muito necessários faz todo o sentido e permite ganhar tempo, perdido durante quase 20 anos.
 
É que o Concelho é de todos.
 
Com estes contratos inter-administrativos, o Município compromete-se a transferir para cada uma das freguesias as verbas correspondentes à intervenção total que venha nestas a ser executada.
 
Estavam previstas, nas negociações realizadas com mais Freguesias, no final do ano de 2015, que outras parcerias pudessem ser estabelecidas, aqui com empenho dos orçamentos das Freguesias e do Municipio, para arranjo de outros arruamentos e estradas, bem como outras intervenções que o Município terá de fazer diretamente.

 

9.2.16

Contra o desejo de alguns: Linhaceira vai ter um Centro Escolar


O Centro Escolar ficará situado junto ao Salão Multiusos da Associação Cultural e Recreativa local (ACRL), e que será utilizado pelos alunos para as atividades físicas e desportivas, nos termos do acordo celebrado entre o Município e a ACRL.
A versão do projeto aprovada em recente reunião de câmara, contou com as sugestões das diversas entidades envolvidas (Município, Junta de Freguesia, Agrupamento Escolar Templários e Associação de Pais), em reuniões realizadas após a apresentação das ideias para aquele espaço em 2014.

Apesar do esforço de alguns, que nunca quiseram este investimento e, ainda hoje não compreendem que a única estratégia, para não ter um Concelho todo concentrado na cidade, é ter vários núcleos urbanos, com dimensão, serviços e qualidade de vida.
Na minha opinião, a Linhaceira é um deles e por isso sempre defendi, empenhando-me para ajudar à concretização quer do pavilhão Multiusos, quer do Centro Escolar.
 
Para mim, um concelho só faz sentido se for equilibrado e inclusivo no seu desenvolvimento.


@Discurso Direto 7FEV2016

8.2.16

Cinco anos e um milhão de euros depois, temos Mercado!


Fechado desde julho de 2010, após vários avisos para obras de conservação urgentes e duas inspeções da ASAE, o edifício do Mercado Municipal reabriu neste mês de janeiro de 2016, após quase um milhão de euros gastos, entre compra da tenda, alugueres vários, obras de adaptação para a tenda, várias e demoradas obras no edifício e, finalmente TODO o edifício foi devolvido aos comerciantes. TODO? Bem, quase todo, que segundo informação oficial uma pequena parte – onde dantes estava a venda de peixe, está ainda em estudo, PASME-SE, após mais de cinco anos fechado.

Do anterior executivo, herdou-se uma obra prevista para cerca de metade do edifício e quase meio milhão de euros já gastos, sem projeto, sem plano de obra e sem qualquer estratégia preparada, quer para a sua dinamização, quer para a sua sobrevivência, neste mundo comercial competitivo. Felizmente que hoje é totalmente diferente …

Fruto de um empenhado esforço da gestão política dos Mercados (CDU), naquele registo de simpatia e competência à vista de todos, foi possível demorar APENAS mais 26 meses a alterar os planos iniciais, continuando sem projeto, e esquecendo o respeito pela arquitetura do edifício, com a introdução do espetacular telhado em placa sandwich, que é um primor a nível enquadramento e estética, mas como eu não sou arquiteto, estou certo que a opção deve ter tido a intervenção de um …

Mas o que conta é, de facto, o Mercado estar de novo aberto e renovado. Mais lojas e vendas, horários alargados e uma estratégia já em execução para conjugar com o “para quê ir mais longe se o Mercado está aqui?”. Seguiram-se as melhores práticas dos espaços comerciais, com horários compatíveis com a vida dos consumidores, um plano de promoção e marketing com políticas de fidelização e descontos e, basta lá passar a qualquer dia que não seja a sexta, TODOS os lugares ocupados numa estratégia de rotação de lugares e de tipologia de vendas. Pois …

E após cinco anos de encerramento e, com duas deliberações de câmara tomadas para ressarcir os comerciantes do prejuízo sofrido, mesmo sem terem pago um centavo durante estes anos na tenda, na recente alteração do regulamento do Mercado, a gestão política dos Mercados, simpática e competente como está à vista de todos, esqueceu-se de deixar a possibilidade da câmara poder isentar parcial ou totalmente, durante algum tempo, para cumprir aquilo que esta já havia decidido: compensar os prejuízos que décadas de abandono levaram à destruição do Mercado Municipal de Tomar, pelos gestores do PSD, desde 1997. Agora se se quiser cumprir o já deliberado, serão precisos quase mais seis meses para alterar o Regulamento: isto é que é que ser competente!

Orgulho-me de ter, enquanto vereador no executivo anterior, defendido entre outros, que as obras deviam ter sido realizadas de urgência, logo em 2010 e, se tal tivesse sido feito, ter-se-iam poupado mais de 300.000€ logo ali e evitado a vergonha que foi ter cinco anos um Mercado fechado. E, honestamente, para ter o mesmo hoje que tínhamos há cinco anos, sem lojas âncora, com uma parte dele ainda fechado, meio vazio, sem estratégia de promoção e com um ”abarracado” arquitetonicamente desvalorizado face ao que deveria ter sido feito, é pouco, muito pouco e mau demais para podermos estar calados.
Foi um dossier mal gerido desde o início e nunca corrigido. Que mal fez Tomar, para ser gerido por gente desta?
 
Quanto mais tempo tolerará o PS e Tomar isto?

P.S. – Parece que os responsáveis municipais se esqueceram nos discursos oficiais de referir o empenho de parceria com a Junta de Freguesia Urbana, a qual colaborou durante mais de um ano para, sob a estratégia do Plano de Obra definido pela gestão dos Mercados, para que o disparate não fosse maior e, em lugar de cinco anos, não tivessem sido sete, os anos de encerramento do edifício. Teria ficado bem agradecer a Augusto Barros e aos trabalhadores da junta urbana que deram o seu melhor. Teria, mas não foi feito…


@Discurso Direto 7FEV2016

7.2.16

O que é a Maçonaria? Algumas razões para o livre-pensamento

Segundo alguns autores, entre os quais António Arnault, que além de ter sido o Ministro socialista que, nos anos 70 do século XX, criou em Portugal o Serviço nacional de Saúde, foi Grão mestre do grande Oriente Lusitano, a Maçonaria é uma associação universal, filosófica e progressista, que procurar inculcar nos seus adeptos o amor à verdade, o estudo da moral universal [aquele que poderá ou deverá unir todos os Homens e não a moral individual, que varia de indivíduo para indivíduo, segundo a sua história e cultura], das ciências, das artes. com o fim de melhorar a condição social do Homem por todos os meios lícitos e, especialmente, pela instrução, pelo trabalho e pela beneficência.
 
Nesta hipótese de definição, poderíamos ficar com a ideia (errada), de que a Maçonaria se assumia como uma "Associação" de cariz político e de intervenção social, genericamente com um programa que, hoje, definiríamos como de "esquerda".
 
Ora, nada de mais errado uma vez que mais do que uma organização de intervenção pública, a Maçonaria (as Maçonarias, para ser mais correto), procuram o "crescimento" do indivíduo, isoladamente considerado, pelo conjunto de três premissas base, extremamente importantes e muitas das vezes esquecidas, mesmo por quem tenha sido nesta (nestas) "Associações" admitido: "pela instrução", ou seja pela aprendizagem sempre realizada, em todos os tempos da sua vida; "pelo trabalho", ou seja pelo empenho, pela procura constante de mais, pelo cumprimento das suas obrigações sociais e "pela beneficência", ou seja, através de um trabalho constante em prol das necessidades dos outros, em comunidade ou individualmente, na perspetiva de se tentar dar mais do que se recebe da sociedade.
 
Sim, a Maçonaria é uma filosofia, no sentido em que procura elevar o individuo sobre as suas necessidades básicas, incentivando-o a pensar, a pensar sempre, a pensar muito, a refletir mais e a agir em conformidade, no respeito pelo outro, pelo seu pensamento e pela sua ação. É, pode-se mesmo dizer, hoje no sec.XXI, que a Maçonaria (as Maçonarias), são mais do que tudo, o espírito da sociedade e da sua evolução após o século das luzes (XVIII), momento histórico em que se "estruturou" como hoje a conhecemos.
 
Mas a Maçonaria não, em si, nem uma moral, nem uma religião.
Ela admite todas as crenças e pratica a moral universal, a qual tem por base a primeira de todas as virtudes: amar o próximo. A doutrina maçónica é a mais pura das doutrinas, porque é livre de todas as limitações, escolas, teorias ou preconceitos.
Ser Maçon, é acima de tudo, ser livre e com essa liberdade, procurar a melhoria da sua vida e da dos outros.
 
O livre pensamento é o único caminho da procura da verdade e não pode, não deve por isso, sofrer qualquer entrave. Terá sido por isso que, historicamente, sempre quem pensa pela sua própria cabeça é perseguido?
Mas atenção, o livre pensamento, ou o livre exame, pressupõe a tolerância e o respeito pelas ideias dos outros.
 
Segundo o autor aqui citado, é esta a segunda virtude cultiva pelo Maçons e a creça numa sociedade mais perfeita é a sua terceira virtude e a força aglutinadora que, em todos os tempos e em todos os lugares, congregou os "Homens livres e de bons costumes", para a tarefa, sempre inacabada, de construir a fraternidade universal.
 
este grande objetivo, uma verdadeira ideia força, exprime-se entre os Maçons, na expressão de "construir o Templo", ou seja de se "ir construindo" a si mesmo, com a ajuda dos outros membros da Maçonaria, simbolicamente denominados de irmãos.

Um concelho refém de minorias?

Coluna J
@Discurso Direto 7FEV2016

 
A presidente da câmara (PS) tem amiúde e bem, digo eu, referido que foi eleita para trabalhar, na certeza de que todos nós autarcas (da câmara, da assembleia municipal - como é o meu caso, das juntas e assembleias de freguesia) fomos eleitos com essa obrigação: uns para decidir, outros para propor o que deva ser decidido e para questionar depois o porquê de ter sido decidido. Muito trabalho foi realizado nos dois primeiros anos deste mandato. E isso foi esforço de TODOS, mais de uns e menos de outros, como sempre acontece na vida.

 
Mas hoje, neste mês de fevereiro de 2016, o que é notório para todos, é que é o vereador Pedro Marques, que tomou completamente conta da oposição, transformando os eleitos do PSD em meras correias de transmissão da sua estratégia e mesquinhez e o vereador Bruno Graça, que assumiu o condicionamento das principais decisões da maioria, que efetivamente definem para onde vai o Concelho.

Ou seja, traduzido em miúdos: um escasso agregado político (CDU/IpT) que faz gato-sapato, como diz o povo, dos dois maiores partidos (PS e PSD), condicionando a gestão municipal, especialmente desde a saída do atual deputado Hugo Costa e de mim próprio do gabinete da presidência no final do ano passado, com os resultados que se irão, pouco a pouco, tornar notórios.
 
Até quando?

3.2.16

Bruno Graça sempre esteve contra a valorização dos trabalhadores do Município

Nota: tive oportunidade desta semana, fazer chegar a todos os trabalhadores do Município de Tomar, a seguinte carta aberta
 
 
Estimados trabalhadores do Município de Tomar
c/c Sra. Presidente da Câmara, Vereadores do PS, Chefe de Gabinete e líder do PS na Assembleia Municipal
 
 
Como sabem sou atualmente deputado municipal, eleito nas listas do Partido Socialista, depois de no mandato passado ter exercido as funções eletivas de vereador. Nessa circunstância, no decurso do mandato passado, tive oportunidade de com alguma regularidade, levar ao vosso conhecimento as iniciativas ou propostas que, no decurso do trabalho realizado em prol do Município, ia apresentando no órgão municipal de que fazia parte.
 
Entendo hoje, como sempre entendi, que os eleitos para os diferentes órgãos dos Municípios e também das Freguesias, têm mais do que o direito, têm a obrigação de dar conta do que fazem, do que pensam e do que propõem, na perspetiva de que o escrutínio de cada um dos cidadãos, de cada um dos trabalhadores das organizações autárquicas, são essenciais para a prossecução do interesse público. Ter políticos que têm medo de se expor, de dar contas do que pensam ou de que fazem, são sintomas de um tempo de “endeusamento” dos titulares de poder, que não estão em linha com uma sociedade moderna do sec.XXI e com capacidade de se auto- regenerar.
 
Naturalmente todos compreendem que, no contexto das funções que exerci até ao passado dia 31/12/2015, como chefe de gabinete da presidência, das quais prescindi por minha opção pelas razões que de futuro serão da compreensão de todos, o dever de lealdade e o quase absoluto silêncio público sobre as matérias referentes à prossecução da gestão conjunta do PS e da CDU na autarquia, tinham absoluta relevância sobre as obrigações que, enquanto eleito local tenho, quer para com os cidadãos que votaram nas listas do PS, quer perante todos os trabalhadores da autarquia, quer perante a generalidade dos cidadãos.
 
Como sabem fui, em 2010, o único vereador da câmara a estar do lado dos trabalhadores, recusando a anulação da opção gestionária, a qual apenas 5 anos depois foi, pela atual gestão, reposta após contestação em Tribunal. Na altura todos os vereadores do PSD e dos Independentes seguiram, muito provavelmente por medo, avaliações jurídicas contrárias aos interesses dos trabalhadores e, bem assim, contrárias ao direito, conforme o Tribunal Administrativo veio posteriormente a dar razão.
 
Não me arrependo de ter tomado essa opção em 2010 e de no início deste mandato, mesmo contra a opinião de alguns vereadores, ter em conjunto com o então adjunto Hugo Costa e o atual chefe de gabinete Virgílio Saraiva, feito “pressão” para que o Município não recorresse da decisão do Tribunal. Após negociação com os sindicatos, a qual tive a oportunidade de conduzir a nível da presidência a sua articulação, por decisão da presidente desde há mais de um ano, que todos os meses é cumprida para os mais de 250 trabalhadores do Município de Tomar.
 
Sempre considerei ser dever de uma qualquer governação pública, que a defesa dos direitos fundamentais, como sejam o direito ao trabalho, à justa remuneração e ao princípio da legalidade nas relações de trabalho nas organizações, fosse um princípio concomitante com a defesa do interesse dos cidadãos e, bem assim, na prossecução do interesse público.
 
Lamentavelmente não tem sido essa a postura e a filosofia diária na atuação do vereador eleito pela CDU, o qual continua a ter competências delegadas e uma cada vez mais crescente influência na gestão Municipal, e assim a prejudicar o interesse público, como tenho publicamente escrito e defendido dentro do meu partido.
 
É importante que todos os trabalhadores do Município saibam hoje, para que amanhã não digam que o silêncio de quem sabia imperou, que o vereador da CDU foi, desde a primeira hora, contrário à valorização dos trabalhadores do Município em curso durante estes dois anos, através das mobilidades intercarreiras, as quais permitiram que cerca de trinta trabalhadores tivessem visto reconhecidas, ou a sua formação superior há muitos anos obtida e, muitas das vezes exercidas, ou as funções de nível de maior complexidade, para as quais estavam objetivamente preparados, ou que já exerciam.
 
Lamentavelmente o atual, ainda parceiro de coligação do PS na gestão do Município, sempre esteve contra esses dois momentos de valorização dos trabalhadores, num tempo em que todos os concursos de promoção se encontram congelados e, só através desse instrumento jurídico, tem sido possível colocar alguma justiça na gestão de recursos humanos da autarquia. Com “parceiros” destes, não precisam os trabalhadores e os Tomarenses de inimigos.
 
Espero sinceramente, que a sua redobrada influência, não torne impossível a valorização prevista para ser realizada neste início de 2016 e deixada preparada, para se concretizar muito brevemente.
 
Por isso, e para que saibam a verdade sobre este assunto, tomo a liberdade de vos fazer perder estes preciosos minutos do vosso trabalho, para que percebam melhor as razões porque tenho defendido que a manutenção da CDU na governação municipal é, não só prejudicial ao interesse do Concelho, mas também aos trabalhadores do Município.
 
Para os defender não precisamos de “donos” dos trabalhadores, mas sim de quem, pela prática demonstrada, os defende em cada momento. Sei que cada um de vós sabe que tenho razão e, dar-me-ão pelo menos o benefício da dúvida de acreditarem que continuarei de futuro a defender os vossos, os nossos (de todos os cidadãos), interesses, sem deixar de levar sempre em linha de conta o interesse público e o integral cumprimento da legalidade, à qual está, objetivamente, a administração pública obrigada.
 
Claro que, todos o sabemos, o atual vereador da CDU gostaria de transformar o Município e os SMAS numa grande “Gualdim-Pais”, onde o tratamento dos trabalhadores durante décadas sempre foi a mais miserável, só ao nível das fábricas do sec. XIX, de cuja ideologia totalmente ultrapassada, o agora vereador se diz seguidor.
 
Recebam a minha melhor estima, consideração e sempre, como no passado, agradecimento por toda a colaboração que têm, todos os dias, prestado aos nossos conterrâneos. É o vosso exemplo que anima parte substancial da minha ação política, a qual continuarei com redobrado empenho a prosseguir.
 
O deputado municipal, eleito pelo PS
Luis Ferreira

29.1.16

Estradas e Ruas a pavimentar nas Freguesias do Concelho de Tomar

Está proposto para  a próxima reunião de câmara, nesta segunda-feira, dia 1 de fevereiro, a aprovação de quatro contrato inter-administrativos a celebrar com mais quatro freguesias do Concelho, dando continuidade à estratégia de com elas estipular parcerias para grandes intervenções em arruamentos, estradas e caminhos municipais, ou seja, em estradas que sejam da responsabilidade do Município.
Esta nova estratégia, que começou a ser legalmente implementada pela atual gestão, pretende levar neste ano de 2016, estas parcerias às freguesias de:
 
CARREGUEIROS - Intervenções nas Estradas Municipais do Casal da Azinheira e no Casal Cabrita
 
S.PEDRO - Intervenções na ligação entre a EM534 e CM1119 e ligação à Junceira (Carril)
 
PAIALVO - Intervenções na EM Delongo-Paialvo e pavimentações nas Ruas Mª de Lurdes, em Paialvo, na do Moinho, em Vila Nova e na do Lavadouro, nas Curvaceiras
 
URBANA (S.João Batista e Santa Maria dos Olivais), nas Ruas:
- Casal do Láparo,
- Principal de Vale da Nora / Travessa do Vale da Nora,
- Rua dos Madeiras (Cabeças),
- Rua dos Aromas,
- Rua dos Horizontes,
- Rua Jerónimo Santos e
- Rua Caminhos do Sol.
 
Com estes contratos inter-administrativos, o Município compromete-se a transferir para cada uma das freguesias as verbas correspondentes à intervenção total que venha nestas a ser executada.
 
Estavam previstas, nas negociações realizadas com mais Freguesias, no final do ano de 2015, que outras parcerias pudessem ser estabelecidas, aqui com empenho dos orçamentos das Freguesias e do Municipio, para arranjo de outros arruamentos e estradas, bem como outras intervenções que o Município terá de fazer diretamente, como seja a vergonha - com mais de uma década - do final da Estrada da Serra, entre o Outeiro da Serra e a Serra de Tomar.

25.1.16

Bruno Graça vai agora prejudicar a gestão dos SMAS, depois de gerir mal os Mercados

Gestão da CDU nos Mercados em pouco os melhorou

Agora que, finalmente, quase todo o edifício do Mercado Municipal vai voltar a estar aberto (todos os dias?), não sem críticas assertivas, quer em relação à colocação de telhado “sandwich”, quando o Município proíbe aos particulares a sua implantação, quer em relação à autoritária e abusiva atuação do vereador CDU dos Mercados, na distribuição das bancas e dos vendedores, conforme pude ouvir dos próprios, em visita e conversa que há poucas semanas tive com os mesmos.

O mercado abastecedor continua a funcionar da mesma forma atabalhoada de sempre, criando filas imensas na Ponte Nova, durantes as tardes da sua realização e o Mercado do gado, que se realiza ao primeiro domingo de cada mês no Flecheiro, continua sem qualquer regulação municipal, condições de realização ou sequer se percebe qual a estratégia que a ele subsiste, no contexto dos Mercados regulares.

Tudo isto apesar dos então vereadores do PS, em 19/10/2011 terem levado esta mesma questão a reunião de câmara e de aí se terem batido em diversas reuniões para que a gestão dos Mercados – semanal de venda ambulante, abastecedor e do gado, passasse a ter um enquadramento e organização de nível urbano e não daquilo que à vista de todos está: uma grande aldeia abarracada que, cada vez que se realizam, os Mercados transformam Tomar.
Cidade turística por excelência, a permanente vergonha que tem sido o espalhar de plásticos e outros detritos de difícil limpeza, durante a realização do mercado semanal de venda ambulante, apesar de ter sido aprovado no mandato passado em reunião de câmara, proposto pelos então vereadores do PS a solução para o problema, solução aliás implementada com sucesso em diversos Mercados da região.

Tal solução passava grosso modo, pela obrigação de que cada comerciante recolhesse na sua zona de venda todos os desperdícios produzidos em recetáculos fornecidos pelos serviços municipais e autuação, com eventual inibição de voltar a vender, a quem não cumprisse.

O atual vereador da CDU, coligação que tem no seu seio o Partido “Os verdes”, a nada disto foi sensível e a vergonhosa situação de desproteção ambiental mantêm-se. 
Quanto mais tempo permitirá o PS e Tomar, a manutenção em funções com pelouro distribuído, de um vereador que se tem mostrado tão incompetente na gestão que lhe foi entregue?
 
Para conferir as propostas então apresentadas:

http://vamosporaqui.blogspot.pt/2011/10/ps-propoe-inicio-de-trabalhos-sobre.html

http://pstomar.blogspot.pt/2011/10/ps-apresenta-requerimento-sobre-o.html

http://pstomar.blogspot.pt/2011/11/ps-propoe-fim-dos-plasticos-espalhados.html
 

nomeado para a gestão dos SMAS
Bruno Graça vai continuar a prejudicar a gestão Municipal

A Câmara de Tomar, alem de condicionada por Pedro Marques, que "colocou no bolso" os vereadores do PSD e lidera a oposição, parece agora condicionada pelo vereador  da CDU, ao se saber da sua nomeação para a administração dos SMAS.
Este reforço de responsabilidades, nos SMAS e com a gestão dos Jardins - os quais na minha opinião deveriam ter sido entregues em 2014 à gestão da junta urbana, como aliás a própria Lei 75/2013 aponta -, representam um erro grave, que virá a curto prazo a ter consequências graves para a credibilidade da gestão do Município.

O vereador da CDU, que tem demonstrado a sua arrogância perante os trabalhadores, nada se comparando nesse particular com a antiga grande aposta desta força política, o ex-vereador Rosa Dias, amigo dos trabalhadores e manifestamente uma pessoa afável e exemplar na gestão. 


Este atual vereador, foi o primeiro a estar contra todas das valorizações profissionais realizadas pela presidente, em 2014 e 2015 a mais de vinte trabalhadores no Município, num movimento que era pretendido ser anual, visando tirar partido de competências entretanto obtidas por estes e pela necessidade do serviço ter trabalhadores mais preparados e motivados.

A incompetência mostrada na gestão dos Mercados, vai continuar a prejudicar ainda mais a gestão municipal, agora nos SMAS, sendo preocupante que tal aconteça, num momento em que o que era exigido, era que a gestão municipal ganhasse mais dinâmica, empenho e envolvimento dos trabalhadores para melhorar o serviço às populações.

Quanto mais tempo se calará o PS a isto?



Carnaval em Tomar e na Linhaceira em marcha 
 
Neste, que será os segundo ano seguido com o novo sistema de apoio ao associativismo, o Carnaval de Tomar e o da Linhaceira, ir-se-ão realizar, nas datas habituais - este ano entre 5 e 9 de fevereiro, contando com o apoio do Município de Tomar.

Este tipo de eventos, entram assim na regularidade, contando com os necessários apoios logísticos, de licenças e um apoio financeiro de alguns milhares de euros, que garantem ser esta uma atividade a continuar a ter a atenção de todos.

  
Neste ano de 2016

Câmara aumenta 24% o apoio às juntas de freguesia

Este é o terceiro ano da aplicação do novo método, justo, de distribuição de verbas pelas freguesias do Concelho, em respeito pela sua autonomia e atribuindo as verbas para trabalhos efetivos, o que durante 16 anos não tinha acontecido.

O esforço de investimento aumenta em 24%, com mais 116.000€ transferidos e, pasme-se, os vereadores da oposição Pedro Marques e o PSD a seu reboque, não votaram a favor.

Pela primeira vez este ano as freguesias passam a receber verba para garantirem a desmatação e limpeza florestal, nas imediações de todas as estradas e caminhos municipais, contribuindo assim para a prevenção de fogos, o que desde há vários anos era, por todos, reclamado.

A junta de freguesia urbana, em virtude de receber as Escolas da cidade que ainda não estavam sobre a sua responsabilidade: a dos Templários e o Jardim de Infância Raul Lopes, foi a que viu as verbas serem mais aumentadas.

PSD na câmara continua a duvidar das Associações
Os vereadores do PSD continuaram na última reunião de câmara a não votar favoravelmente a atribuição de subsídios às Associações dos Bombeiros e dos trabalhadores do Município e dos SMAS.

Insistindo que querem ver os relatórios de contas dessas entidades privadas, como se estas, que contam com total autonomia legal face aos organismos públicos, pudessem ser colocadas em causa na sua idoneidade e não aplicassem de forma legal os fundos assim colocados à sua disposição.

Alguém que explique a estes vereadores que os Bombeiros e os demais trabalhadores da câmara e dos SMAS são gente idónea, trabalhadora e que, naturalmente, os fundos são para ser colocados ao serviço dos seus associados.



21.1.16

A GRANDE ALDEIA ABARRACADA DOS MERCADOS DE TOMAR*

Artigo publicado nesta edição do Jornal "O Cidade de Tomar"


Durante mais de cinco anos temos vivido a vergonha de termos um Mercado instalado numa tenda, depois de, numa péssima decisão da câmara gerida pelo PSD, como bem os vereadores do PS de então disseram, aí terem sido gastos quase 400.000€.

Agora que, finalmente, quase todo o edifício do Mercado Municipal vai voltar a estar aberto (todos os dias?), não sem críticas assertivas, quer em relação à colocação de telhado “sandwich”, quando o Município proíbe aos particulares a sua implantação, quer em relação à autoritária e abusiva atuação do vereador CDU dos Mercados, na distribuição das bancas e dos vendedores, conforme pude ouvir dos próprios, em visita e conversa que há poucas semanas tive com os mesmos.

Sobre o Mercado Municipal e, tirando o facto de as obras se terem arrastado por mais um ano do que o próprio PS tinha exigido à Câmara Municipal, em comunicado do seu secretariado de 2014, por razões que a seu tempo serão do conhecimento público, pouco ou nada foi durante mais de dois anos promovido pela vereação responsável.

O mercado abastecedor continua a funcionar da mesma forma atabalhoada de sempre, criando filas imensas na Ponte Nova, durantes as tardes da sua realização e o Mercado do gado, que se realiza ao primeiro domingo de cada mês no Flecheiro, continua sem qualquer regulação municipal, condições de realização ou sequer se percebe qual a estratégia que a ele subsiste, no contexto dos Mercados regulares. Tudo isto apesar dos então vereadores do PS, em 19/10/2011 terem levado esta mesma questão a reunião de câmara e de aí se terem batido em diversas reuniões para que a gestão dos Mercados – semanal de venda ambulante, abastecedor e do gado, passasse a ter um enquadramento e organização de nível urbano e não daquilo que à vista de todos está: uma grande aldeia abarracada que, cada vez que se realizam, os Mercados transformam Tomar.

Só a título de exemplo, apesar de em diversas reuniões isso ter sido abordado, a continuada divisão do mercado entre o espaço deste e o Parque de Santa Iria, promove situações de perigo de atropelamento nos atravessamentos da Ponte Nova, sem que tal tenha tido qualquer ação por parte da vereação CDU dos Mercados. O futuro que lhes interessa não é, decerto, o da segurança rodoviária, nem o do bom serviço às populações.

Cidade turística por excelência, a permanente vergonha que tem sido o espalhar de plásticos e outros detritos de difícil limpeza, durante a realização do mercado semanal de venda ambulante, apesar de ter sido aprovado no mandato passado em reunião de câmara, proposto pelos então vereadores do PS a solução para o problema, solução aliás implementada com sucesso em diversos Mercados da região. Tal solução passava grosso modo, pela obrigação de que cada comerciante recolhesse na sua zona de venda todos os desperdícios produzidos em recetáculos fornecidos pelos serviços municipais e autuação, com eventual inibição de voltar a vender, a quem não cumprisse. O atual vereador da CDU, coligação que tem no seu seio o Partido “Os verdes”, a nada disto foi sensível e a vergonhosa situação de desproteção ambiental mantêm-se.

Quanto mais tempo permitirá o PS e Tomar a manutenção em funções com pelouro distribuído, de um vereador que se tem mostrado tão incompetente na gestão que lhe foi entregue?

*Luis Ferreira, deputado municipal do PS



P.S. - pode conferir propostas e requerimentos apresentados sobre o assunto:
 
http://pstomar.blogspot.pt/2011/10/ps-apresenta-requerimento-sobre-o.html
http://pstomar.blogspot.pt/2011/11/ps-propoe-fim-dos-plasticos-espalhados.html

18.1.16

Processo de mobilidade no Municipio de Tomar, com recurso a juri, foi exemplar

Dado ter sido público hoje, o teor da decisão sobre o procedimento de mobilidades no Município de Tomar, da qual fui notificado na passada sexta-feira e que conclui que “Face à imposição legal na racionalização das despesas com pessoal e principalmente dada a conveniência para o interesse público, designadamente quanto à economia, eficácia e eficiência dos órgãos ou serviços, e fundamentalmente dada a contingência de despesas com o Pessoal com que o Município de Tomar se depara neste momento, determino a cessação do despacho de retificação produzido em 10 de setembro de 2015 referente à abertura de procedimento por mobilidade dentro da mesma modalidade de vínculo de emprego público por tempo indeterminado(…) com data efeito de 18 de janeiro de 2016.”, assinado pela senhora presidente da câmara municipal, não posso deixar de produzir a seguinte declaração pública:



O teor do atual despacho da senhora presidente da câmara, ao cessar o despacho referente à abertura do procedimento de mobilidade, com data efeito a 18/1/2016, demonstra que o mesmo decorreu com toda a seriedade, isenção e idoneidade dos seus intervenientes: da presidente, dos membros dos distintos júris e de todos os trabalhadores, que a ele concorreram.

Os quatro trabalhadores selecionados de outras tantas carreiras da administração pública – técnico superior e assistente de turismo, motorista e informática, já com vínculo à administração pública, os quais se dispuseram a vir engrandecer o excelente trabalho que os mais de 500 funcionários do Município todos os dias produzem, ficam assim impedidos de efetivar a sua mobilidade, pelas razões que foram invocadas.

Este processo de mobilidade, com recurso a júri, da parte que me diz respeito, permitiu demonstrar que é possível, ao contrário do que algumas mentes salazarentas (de esquerda e de direita), que alguém em funções políticas de eleito ou nomeado, pode mesmo concorrer a lugares por concurso, dentro da sua carreira na administração pública, o mesmo processo terminar e, depois de devidamente avaliado por um júri, dentro das regras pré-definidas, ficar provido no lugar.

Felizmente que o Estado de direito permite que tudo seja transparente e escrutinável, pelo que estou certo que este excelente exemplo implementado pelo Município de Tomar, de mobilidade com recurso a júri, há-de fazer o seu caminho na administração pública, terminando com o processo alternativo que é o de o do simples requerimento para a mobilidade, seguido de despacho de aceitação, que ninguém pode escrutinar.

Tomar, face ao exposto, deu mais um contributo para a implementação de uma nova política de clareza e inovação na administração e eu, enquanto eleito politico orgulho-me de poder ter contribuído, pela minha participação no processo, para o desmistificar e tornar mais evidente que quem exerce cargos políticos pode, e deve, concorrer para valorizar a transparência dos processos.


Toda e qualquer outra especulação, que já está a ser tentada pelas oposições, apenas denota da parte destas o seu desespero perante as evidentes faltas de alternativas e as incapacidades políticas e publicamente notórias, ou para explicar o que ainda fazem no Município, o que fizeram ou o que os seus autarcas fizeram no passado. A História julgará.