O blogue teve 33.434 visitas até 9/2019, 98.329 em 2018 (106.801 de 2017) +++ e mais de 467 mil desde julho/2010

29.8.14

Setembro: mês de mobilidade sustentável em Tomar

Durante o mês de Setembro no Município de Tomar, vai haver um esforço maior no desaparecimento do estacionamento ilegal nas ruas e na promoção da uma mobilidade ciclável, assumindo o desenvolvimento sustentável como estratégia para o Concelho.


Infelizmente haverá ainda um longo caminho a percorrer, uma vez que alterar os maus hábitos instalados é um processo mais moroso. No entanto as forças de segurança irão ser cada vez mais exigentes e autuarão os prevaricadores.





21.8.14

Um ano sem Verão

Um mês de Julho com elevada pluviosidade. Os meses de Junho Julho e Agosto com temperaturas médias muito abaixo do média de 30 anos. poucos dias com temperatura máxima acima de 30 graus. Verão chuvoso e frio. Incomum. talvez até Outubro "melhore"... ou talvez não.

13.8.14

TomarADianteira fechou há um ano

Durante vários anos disponível na net, o blogue propriedade do Prof. António Rebelo, critico, muito critico do poder, de todos os poderes, terminou há um ano, a 15 de Agosto de 2013, escassas seis semanas antes da vitória do PS na Câmara de Tomar, ao fim de dezasseis anos de jejum.

O debate político e de cidadania ficou mais pobre em Tomar e, apesar de ser eu um dos mais visados nas contundentes críticas aí proferidas, acho que continua a haver demasiados temas e situações que mereciam a "pena ácida" de António Rebelo.

Não há sociedade sem opinião livre, nem liberdade sem crítica.

E um ano de "profundo e compreensível luto",basta!

http://tomaradianteira.blogspot.com

28.7.14

Regulamentos de estacionamento são um momento único para devolver Tomar às pessoas

 

Terminado que foi o processo de discussão pública sobre dois regulamentos relacionados com o trânsito e estacionamento na Cidade de Tomar, foram recebidas inúmeras sugestões de melhoria dos mesmos.

O desafio agora é conseguir que os regulamentos finais venham a contemplar muitas das alterações propostas, uma vez que este é um momento único.
Único, porque exigirá um amplo consenso entre os partidos, de forma a que o que fique definido tenha um alcance temporal longo.

Este tipo de decisões, são decisões pesadas, sob o ponto de vista de impacto público e exigem muito bom senso e devem envolver, na minha opinião, áreas os mais vastas possíveis, de forma a que cada executivo municipal possa optar, quer pelas zonas a tarifar, quer pela politica de isenções e de promoção do estacionamento em parque.

No caso do nosso Concelho, há um impacto não displiciendo na qualidade de vida e de vivenciação do nosso centro histórico, o qual precisa de urgente normalização, a nível do perigoso estacionamento anárquico e das diferentes acessibilidades.

É um desafio para todos os autarcas de todos os partidos durante os próximos meses: por um lado conseguir pensar um pouco mais além, do tempo eleitoral, ou do populismo de não tarifar nada, mas é também um desafio para os cidadãos, que deverão ajudar a que os decisores tomem as melhores opções e garantam o melhor justiça nas isenções ou preços mais baixos.

O grande objetivo deverá conseguir implementar a politica de DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, desde há vários anos assumido como o mote de crescimento de Tomar. Isso valorizará a nossa qualidade de vida, libertando a cidade do excesso de carros à superfície, melhorará as condições de segurança de vastas zonas e promoverá uma lógica de valorização urbana, que completada com a reconversão e regeneração urbana (a nível de edifícios e infraestruturas), transformará em menos de uma década a face da nossa Cidade. E isso é essencial para cumprirmos o objetivo de potenciarmos o emprego, a partir do eixo de desenvolvimento do TURISMO.

Devolver Tomar às pessoas está assim ao nosso alcance!

Talvez lá para o Natal (deste ano) possamos ter os dois regulamentos, finalmente aprovados e em execução. Basta que o caminho se faça por partes e sem tentar colocar o carro à frente dos bois, como diz o povo...

20.7.14

Estamos do lado certo da barricada na defesa do PS


Na vida política, também os afetos vão contando. Desde há mais de 11 anos, tenho desenvolvido um trabalho constante e permanente com alguns dos mais ativos protagonistas políticos da nossa região. Nem sempre do mesmo lado, mas na procura constante do melhor para o País, a região e cada uma das nossas localidades.

António Gameiro, atual presidente da Federação e recandidato à mesma, que é também vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS na Assembleia da República, é um deles. Espero que ganhe a Federação e que derrote, mais uma vez, o grupo de seguidores dos Lacões e dos Lapões deste Distrito, que vivendo em Lisboa, pensam ser o Ribatejo a sua quinta.

Anabela Freitas, a atual presidente da Câmara de Tomar, fez um longo percurso, que permitiu que o Município de Tomar fosse pelo PS reconquistado. As suas características pessoais de determinação e profissionalismo, foram determinantes. Tendo sido diretora do centro de emprego de Tomar e deputada à Assembleia da Republica é um dos melhores quadros políticos que temos no Ribatejo.

Ambos, junto com centenas e milhares de outros, apoiamos António José Seguro e estamos convencidos que isso é o melhor para o PS e para Portugal.

12.7.14

Porque deve Seguro continuar o trabalho que iniciou há três anos

A questão essencial que vai estar nestas eleições internas em abordagem, prende-se com a questão da ética. Dirão os mais afoitos em resultados imediatos que isso não interessa nada. Poderão até ter alguma razão no curto prazo e, parecer, que António Costa mais facilmente venceria a direita e nos daria uma resultado mais alargado.
Acontece porém que isso é falso, apenas e só porque mesmo que fosse verdade, a maior rapidez a chegar a esse resultado, significaria que tal havia sido obtido pelo favor da comunicação social, dos lobbies financeiros e empresariais - nomeadamente os ligados à construção e às multinacionais, e tal representaria que a sua futura atuação estaria LIMITADA e CAPTADA pelos interesses. Logo, a governação que daí adviria, não servia os NOSSOS objetivos, mas sim os objetivos de quem o lá colocaria.

Assim, sabemos bem que só com António José Seguro, o INTERESSE GERAL, do povo, do cidadão, do pequeno empresário, do pensionista normal, do produtor cultural e do saber, que atua de forma independente é representado.

E este tem sido o grande trabalho desenvolvido por Seguro durante estes três anos. Veja-se o exemplo, que sempre tem defendido de baixa do IVA da Restauração. Ele é amigo da economia, porque criaria mais riqueza e protegeria o emprego do setor. Nestes três anos, mais de 100.000 empregos se perderam na restauração, muito em resultado do brutal aumento do IVA de 13% para 23%.

No fundo, cada Português, sabe que a eficácia do caminho iniciado por Seguro é o correto, mesmo que se sinta inclinado a achar que com Costa seria mais fácil. Mas, não acham que chega de "caminhos fáceis", que depois se revelam um grande logro? Não bastou já o engano de Passos?
Eu por mim, aposto no Seguro. E você?

4.7.14

Deverá António Costa ser expulso do PS?

Depois da célebre declaração de António Costa, apresentado agora por alguns avençados da direita, como a "solução" para o PS, realizada pelo próprio nas vésperas do 28 de Maio de 2014, como estando disponível para liderar o PS, fiquei a pensar sobre que razões o teriam animado a tal.

Ora, como após 31 anos de militante e de o ter sido sobre a liderança de todos os Secretários gerais do PS até hoje, de ter visto o PS a ganhar muitas eleições e a perder outras tantas, fiquei na dúvida: seria mais uma luta, como tantas que observei, pelo poder no PS?

Depois de duas vitórias obtidas pelo PS conduzido por António José Seguro, a primeira nas autárquicas, ao conquistar 150 presidências de Câmara - feito nunca até hoje alcançado por qualquer partido em Portugal e a segunda ao obter um dois três melhores resultados de Partidos socialistas ou democratas na Europa, nas eleições de 25 de Maio, nada fazia crer ser possível que a sua liderança fosse contestada.

Na gíria futebolista todos sabemos que em equipa que ganha não se mexe.
Mas Portugal é um País diferente. Do Sul. Muito dado a relações "inorgânicas", senão vejamos:

Carlos Carreira, atual Presidente da Câmara de Cascais, ex-Presidente da Distrital de Lisboa, com quem ACosta fez o "negócio" da reorganização das freguesias que teve direito a Lei própria da Assembleia de Freguesia e financiamento autónomo, ao contrário dos demais 307 Municípios que as viram extintas pela Lei "Relvas"...

Miguel Relvas, ele mesmo, sem tirar nem por, ex-Presidente da Assembleia Municipal de Tomar, ex-Deputado concorrentemente eleito pelo Distrito de Santarém, sócio de imensa gente neste Distrito e País - da construção civil, às consultoras de negócios e financeiras, à comunicação social, derrotado em Tomar depois de 10 anos de trabalho nosso e "inventor" do funcionário do Ângelo Correia e de outros amigos das negociatas dos lixos e formação, com fortes ramificações no nosso Distrito, na banca (BPP, BPN e BES), estabeleceu acordo de venda dos terrenos do Aeroporto, com a Câmara de Lisboa há menos de dois anos, por 286 milhões€ para a sua Câmara,. A par de imensa redução da dívida da Câmara, o que lhe deu outra folga financeira, diz-se que serão já são mais de 130 avençados na Câmara de Lisboa, num momento em que todos sabemos que os Municípios estão limitadíssimos na admissão de todo o pessoal (em média praticamente todos têm de reduzir os funcionários à razão de 2% ao ano)...

Francisco Balsemão, figura parda do regime, presente em todos os negócios democráticos realizados em Portugal depois do 25 de Abril, "patrão" de um liderante grupo de comunicação, que a muitos tem dado emprego, mantém, há vários anos, ACosta como pivô de comentário no seu canal generalista, além de manter o irmão como diretor do seu principal jornal...

Ora, quando a direita, a finança, o esquema, o Relvas, Balsemão, Carreiras e amigalhaços vêem que o líder do PS, sem rabos de palha, intolerante à cunha e ao favor, defensor da total separação das negociatas da política, acaba de ganhar duas eleições perceberam: vai acabar a mama!

Então que fazer?
Posicionado e devidamente insuflando até ao limite o seu ego e impossibilitado de poder continuar como Presidente de Lisboa ou de concorrer às Presidenciais, bastou ajudar...
E Acosta saiu à rua: falou e lançou o PS na maior desgraça da sua história. Em menos de 1 mês o PS baixou nas sondagens mais de 5%, apesar de Seguro continuar a ser o líder político com melhor imagem em Portugal. [Porque apesar de tudo o que dizem dele, o povo não é estúpido e percebe quando está perante um Homem sério]

Com isso quase que garantiu que o PS não ganhará as próximas legislativas. O sistema lançou a sua última e derradeira carta de sobrevivência. Aqueles que sempre viveram da "saque" do Estado e dos bens públicos, pensam que podem continuar as "festança", até ao dia em que o sistema acabar.

Valerá a pena usar os Estatutos do PS para expulsar ACosta?
Talvez não, porque o prejuízo é irreparável e a prova de prejudicar efetivamente o PS ficará sempre por fazer!

Em Tomar conseguimos provar que mesmo os oportunistas podem ser vencidos. Talvez ainda haja esperança para Portugal! E uma solução de esquerda venha aí e nos salve de tamanhos trambolhões.


26.6.14

Santa ignorância

Notícia da Rádio Hertz

Não tenho por hábito dar demasiada atenção às tontices da política em que na nossa terra por demasiadas vezes se "perde" e onde os atores políticos gastam imenso tempo a discutir o acessório, sem cuidarem que as pessoas, os eleitores, o que lhes interessa mesmo é se quem exerce o poder tem ou não capacidade para lhes resolver os problemas que os afligem.

Ora a notícia que a Hertz publicou em resultado da última reunião de Câmara é paradigmático disso mesmo. Perante os problemas graves que se vivem por exemplo no setor da Saúde Hospitalar no nosso Concelho, da continuidade da asfixia económica de inúmeros setores importantes para o desenvolvimento de Tomar, como sejam a restauração e as bebidas, com um IVA elevadíssimo mantido por um Governo injusto, das cada vez maiores dificuldades em encontrar trabalho. De que se entretêm os vereadores da oposição a falar? Do gabinete da presidência.

Mas até fazem bem: enquanto na oposição discutem os "despachos que esvaziam de poderes os vereadores", que não só não existem, como os que existem apenas transferiram da presidente mais responsabilidades para TODOS os vereadores desde o início de Maio, dando-lhes por exemplo poderes de despesa até 1000€, não acompanham a maioria que gere a Câmara, na sua empenhada melhoria no apoio às freguesias do Concelho. De TODAS, e sem proteccionismos, com critérios claros e justos e de todos conhecidos.

Enquanto na oposição procuram fantasmas nos seus sótãos de mesquinhez bacoca, a maioria que gere a Câmara está a trabalhar com TODAS as Associações do Concelho, a forma de melhorar o apoio às suas atividades recreativas, desportivas e culturais, depois deste ano ter aumentado a comparticipação às mesmas em mais 80% face ao ano anterior, repondo uma justiça há muito exigida, apesar dos montantes serem ainda muito exíguos face à qualidade e quantidade do setor associativo.

Enquanto os vereadores da oposição discutem o trabalho que os membros do gabinete preparam para a presidente e vereadores, para corrigir os inúmeros constrangimentos organizativos, legais e administrativos encontrados, depois de décadas de regabofe e votam, por exemplo, contra a construção do Centro Escolar da Linhaceira, a maioria que gere a Câmara, articula com a respetiva associação local , para tirar partido de financiamento por esta obtido e a bem da comunidade da freguesia da Asseiceira, iniciando uma parceria de 25 anos para dotar a freguesia de duas infraestruturas cruciais para o seu, justo, desenvolvimento.

Enquanto os vereadores da oposição falam contra tudo o que julgam saber que a estrutura política de suporte à presidência e vereação produz para os seus responsáveis políticos, a maioria que gere a Câmara, implementa a auscultação das populações, freguesia a freguesia, sobre os projectos que as populações gostariam de ver inseridos no próximo orçamento - ou seja, o Orçamento participativo.

Enquanto os vereadores da oposição vociferam contra, a maioria que gere a Câmara aprova e começa a dar execução à melhor organização do Mercado Municipal, da Feira de Santa Iria, da Habitação Social, dos Jardins e Espaços Verdes, dos Bombeiros e da Proteção Civil, cria canais diretos para os investidores no Concelho, cria o Balcão do Investidor  e do Munícipe, organiza como nunca até hoje exposições, edita e financia edições culturais, abre e remodela espaços de cultura e devolve aos tomarenses a dignidade de uma Câmara que recebe todos, que ouve todos e que paga a quem deve e cada vez mais, apesar das dificuldades herdadas, a tempo e horas.

O que doí aos vereadores da oposição é que, ao contrário das anteriores Câmaras presididas pelo PSD, hoje existem responsabilidades clarificadas, uma organização onde o primado da Lei e da Ordem se sobrepõe ao primado do favor. Onde a organização administrativa e a clarificação dos poderes, a actuação dentro do ordenamento jurídico vigente, com base na última o peça do "garrote" sobre a administração local organizado por Miguel Relvas, a Lei 75/2013, dizia, onde essa organização é para ser cumprida e onde cada um sabe o que tem a fazer e não anda tudo à espera que o presidente decida ou dê autorização.

Só a ignorância justifica tamanha falta de tino e de estratégia. Ao não saber que nenhuma Câmara pode ser responsabilizada pelo erro de uma qualquer instituição de direito privado, como foi o caso da Associação pró-sénior da Sabacheira, referida da notícia. Ao não querer aprender com os erros recentes, que os levaram à derrota em Setembro do ano passado, discutindo não-notícias, procurando qual alcoviteiras da praça, numa postura da mais mesquinha inveja, procurar razões para serem falados, quando já no passado isso só lhes trouxe perda de votos e de respeitabilidade, os vereadores da oposição comportam-se ainda como meninos mimados, os quais incapazes de por argumentos verdadeiros e por propostas alternativas à atual maioria que gere a Câmara, procuram inventar histórias e acontecimentos, onde eles não só não existem, como os que existem são da mais pura das normalidades.

Mas ainda bem para quem gere uma qualquer Câmara, poder ter uma oposição deste, baixo, calibre. Se acham que é assim que conseguem convencer os eleitores que estão melhor capacitados para gerir o Município a partir de 2017, parabéns e devem continuar. Os tomarenses até agradecem que alguns dos responsáveis do passado se mantenham entretidos nas tricas da política, enquanto os que sabem gerir a coisa pública o fazem em interesse da comunidade. Já diz o povo e bem, que o que mais atrapalha aqueles que trabalham são aqueles que nada fazem. Nunca tal ditado popular teve tanta aplicação, como em Tomar, hoje em dia!

Por isso cuidem os vereadores da oposição de estudar um pouco melhor as Leis e de saberem como elas se aplicam hoje à administração pública municipal. Cuidem os vereadores da oposição de apresentarem as suas propostas alternativas e demonstrar da sua validade e viabilidade. Cuidem os vereadores da oposição de serem adultos num mundo de adultos e não aquilo que aparentam ser: um bando de meninos mimados a quem tiraram o brinquedo: um há mais e outros há menos tempo.

Ou então, como diria o Secretário geral do PS e candidato a Primeiro Ministro: HABITUEM-SE!

18.6.14

Mãos limpas

Há quem não perceba porque algumas ordens usam luvas, como forma de indumentária cerimonial.
Branco, cor de pureza.
Refletir, analisar, estudar e decidir, com as mãos limpas e puras, faz parte daquilo que todas as ordens universais procuram. De todos os tempos e em todos os templos, as luvas são imagem de marca.

10.6.14

Autonomização do Hospital de Tomar e ligá-lo a Leiria e a Coimbra

A recente Portaria 48/2014, que veio demonstrar o total desacerto que temos na região a nível dos cuidados de saúde hospitalar.

Dois centros hospitalares, um Hospital Distrital e um Hospital central (polivalente), estão numa área de menos de 90Km de Tomar. O centro hospitalar do médio tejo, onde o Hospital de Tomar está integrado. O centro hospitalar da Região de Leiria, a menos de 50Km, que inclui ainda os hospitais de Pombal e de Alcobaça, o Hospital Distrital de Santarém, a 75Km e o Hospital central de Coimbra a 85Km.

Com estes dados, como é possivel querer olhar para os cuidados hospitalares para a nossa população, querer continuar a transferir os nossos doentes para os hospitais centrais de Lisboa, a mais de 130Km? Com Coimbra a pouco mais de metade do tempo de distância de Lisboa?
E agora querem "enfiar" o centro hospitalar do médio tejo, onde Tomar está, num "Grupo" hospitalar com Santarém, quando Leiria está menos de 2/3 do tempo de distância de Leiria? Nem por sombras, este pode ser o caminho a fazer.

E especialmente lógico é que no médio tejo os dois concelhos mais populosos são Ourém (55.000 habitantes e Tomar 42.000), os dois colocados a cerca de 30 minutos do Hospital de Leiria, quando estão a quase uma hora de Santarém. Obviamente que visto isto, é fácil perceber para onde vão as pessoas, mesmo que os gestores da saúde e alguns políticos queiram inventar.

2.6.14

A grande embrulhada em que Sócrates deixou o PS

Ao perder as eleições de 2011, com o segundo pior resultado de sempre para o PS - só ultrapassado pelo histórico resultado de 1985, em plena ascensão do fenómeno do PRD (Partido patrocionado pelo então presidente da República Ramalho Eanes), José Sócrates deixou um legado difícil de digerir a todo o PS.

O claro e óbvio desacerto das políticas dos seus últimos dois anos, numa situação de minoria, onde os dois partidos de direita tinham mais deputados juntos do que o PS sozinho, levaram a um conjunto de conjugações políticas, como foram a negociação do orçamento de estado de 2011, com o próprio PSD, seguida poucos meses depois da negociação do memorando com a troika, também com o PSD.

Nenhum eleitor socialista perdoa a Sócrates essa capitulação dos valores e do projecto do PS, face à pressão dos "mercados" e com uma equipa "técnica" instalada no ministério das Finanças que apenas fazia aquilo que "os banqueiros" exigiam, para continuar a "sugar" até ao limite os cofres públicos. Emprestar ao Estado a 5%, 6% ou 7%, quando se ia buscar todo o dinheiro que se queria ao BCE a 1%, foi um maná delicioso em que a Banca Nacional, mas também muita banca europeia se apressou a explorar.

Sócrates estava derrotado mesmo antes de sequer ter sido "corrido" pela coligação negativa que recusou o PEC4, que era aliás bem mais light do que o memorando futuro viria a ser. Mas todos ganhavam com essa recusa. Todos, menos o PS e o povo português.

Depois da demissão de Sócrates o PS organizou o seu Congresso nacional e da disputa entre Seguro e Assis, o primeiro foi a opção da militância, na qual me incluí. Mas o PS não fez a avaliação do que havia corrido bem ou mal, dos porquês da situação e para não deteriorar uma situação política interna que se sabia ser "explosiva", aliás pela presença em 75% de uma bancada parlamentar que tinha vindo do Governo de Sócrates. O PS ao não querer "partir toda a loiça", chamando logo aí os bois pelos nomes, adiou até ao limite essa "noite das facas longas" para hoje.

É certo que a embrulhada" em que Sócrates deixou o PS, cruzada com a actuação cautelosa de António José Seguro, permitiu ajudar a criar condições para uma generalidade de serenos processos de escolha dos candidatos às autarquias, candidaturas essas que beneficiaram de uma boa imagem que, paulatinamente, os Portugueses foram criando de Seguro. A vitória nas autárquicas seria a primeira das três que o PS se preparava para conquistar nos dois anos seguintes. A seguinte seriam as Europeias. Mas a avaliação política de 2011, estava ainda por fazer e, nada mais natural que António Costa viesse dizer que queria o lugar de António José Seguro, com o apoio de uma quase unânime plêiade da "elite Lisboeta", da mesma que grosso modo havia estado com Sócrates na sua humilhante derrota de 2011. Não por acaso, também uma boa parte da opinião publicada dá eco a essa "necessidade".

Vamos por isso agora fazer o que deveríamos ter feito em 2011 após a derrota. Talvez tivéssemos feito bem em ter aguardado até agora, porque isso nos permitiu governar hoje 150 Câmaras Municipais, felizmente também a de Tomar, depois de mais de 10 anos de intenso trabalho e de 16 anos de gestão do PSD. Talvez tenhamos feito mal, porque a possibilidade de derrotar Passos/Portas em 2015, decresce a cada nova polémica dentro do PS. Nunca o saberemos. O que sabemos todos é que da embrulhada que Sócrates nos deixou temos de encontrar o caminho para, mesmo que não seja já em 2015, pelo menos depois da grande vitória autárquica que temos de obter em 2017, possamos o mais tardar a partir daí, já com um Presidente da República diferente para melhor, substituir o pior governo de sempre, para o povo, em Portugal.

Façamos por isso mesmo o nosso trabalho!