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26.2.14

“A Maçonaria pode contribuir para uma democracia mais saudável”, segundo António Reis

António Reis grão-mestre da obediência maçónica Grande Oriente Lusitano (GOL), até 2011, daquela que é a mais antiga organização maçónica que existe em Portugal, tendo-se formado em 1802.


António Reis é Professor Auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. De passagem em Viseu, o Grão-Mestre do GOL, acedeu a ser entrevistado pelo Jornal do Centro para falar sobre a organização em Portugal e na região.
O Grão-Mestre António Reis vai ser amanhã substituído no cargo por Fernando Lima, ex-líder da Sociedade Lusa de Negócios, gestor de empresas e actual presidente da Sociedade Galilei.
António Reis cumpriu dois mandatos de três anos à frente do GOL. Na fotografia desta página, o grão-mestre é fotografado no principal templo maçónico em Portugal, no Palácio Maçonico em Lisboa.

A ENTREVISTA:
A Maçonaria justifica-se na sociedade em que hoje vivemos?
A razão principal que levou ao nascimento da Maçonaria mantém-se actual. Tem a ver com a necessidade de construir pontes entre os homens, para além das divergências de carácter ideológico, político, partidário e, sobretudo, religioso.
Foi a partir da necessidade de superar essas divergências, de encontrar um local ou uma organização onde se pudesse conviver, debater, ser tolerante e respeitar as ideias dos outros, que nasceu a Maçonaria no princípio do século XVIII, em Inglaterra. Era uma Inglaterra dividida por lutas religiosas e partidárias muito intensas.
O que vemos hoje é ainda um mundo muito dividido e partilhado por ideologias e opções políticas e religiosas diferentes e com tendência para cair em fundamentalismos, quer de carácter religioso, quer de carácter ideológico.
A Maçonaria apresenta-se como forma de combater esses vícios e esses fundamentalismos e proporcionar às pessoas uma plataforma de entendimento que supere essas divisões.
É isso que faz sentido no mundo de hoje em que todos nós estamos cada vez mais a ser testemunhas da gravidade das consequências desses fundamentalismos de vária ordem.

E de que forma é que a Maçonaria tem acção no cenário que acaba de traçar?
Congregando, antes de mais, as elites de cada sociedade e de cada país no culto dos valores da tolerância, fraternidade, compreensão mútua, da procura da verdade sem dogmatismos de qualquer espécie.
Nas lojas do Grande Oriente Lusitano (GOL) encontram-se pessoas com diferentes opções religiosas, políticas e ideológicas. Convivem de forma fraterna, discutem os problemas do país, as grandes questões da filosofia e da ciência, sem se hostilizarem.
Na sua vida profana, como dizemos, podem ter opções diferentes, militarem até em partidos diferentes, e na sua loja procurarem opções em conjunto para os problemas da humanidade e do país, em particular.

De que forma é que os maçons intervêm na sociedade? Há alguma determinação nesse sentido por parte do GOL?
Reconhecemos uma grande liberdade de actuação para cada membro da Maçonaria. Mas não há dúvida nenhuma que os estimulamos a todos a empenharem-se na área da solidariedade social da filantropia. A dimensão filantrópica caracteriza a maçonaria desde as suas origens.
Em Portugal esta forma de actuar teve especial importância quando o Estado-providência era muito frágil no nosso país. Falo em fins do século XIX e início do século XX. Altura em que os maçons foram sempre gente empenhada em organizações de solidariedade social. E fundaram muitas que ainda hoje existem, como o Montepio Geral, fundado por maçons no século XIX.
Algumas instituições foram fundadas por maçons e ainda hoje estão na posse do Grande Oriente Lusitano, como são os casos dos internatos de S. João, em Lisboa e no Porto.
Dei exemplos de vestígios, quase simbólicos, do que era a imensa actividade filantrópica da Maçonaria portuguesa.
Mas o que hoje prevalece na Maçonaria é a dimensão cívica, cultural e ética. O que pretende ser é uma vanguarda ética e cívica que defende grandes valores: a liberdade de consciência, a igualdade, a justiça, a tolerância, a cidadania e a laicidade, naturalmente. A separação entre a Igreja e o Estado foi, em grande parte, obra da Maçonaria portuguesa através dos governos da primeira república.
Pretendemos ser defensores acérrimos destes valores. Constituímos uma espécie de elite que está sempre pronta a bater-se por eles e, depois, cada um opta pela melhor maneira prática de os defender. Pode fazê-lo dentro de um partido político, de uma associação cultural e cívica, através do tipo de profissão que acaba por escolher. Tudo isso contribui para levar por diante a defesa dos valores que defendemos.

Falou na política. Esse é dado como um meio no qual a Maçonaria exerce influência. De que forma existe e como vê essa acção?
É preciso que fique muito claro que a Maçonaria não é uma organização política nem um outro tipo de partido político. Não pretende ser uma organização de massas, muito longe disso, mas sim que os seus membros possam influenciar a vida dos partidos políticos em que militam com base nos valores que apontei.
A Maçonaria não é uma organização formada para dar ordens aos partidos políticos ou tentar manipulá-los, nem que lhe obedeçam como marionetes na sua mão. E nem isso era possível pelo que já expliquei. Pode contribuir para uma democracia mais saudável, para evitar sectarismos e posições demasiado fechadas e promover o diálogo entre as diferentes forças políticas.
Tudo isso pode ser uma relação útil por parte de maçons na sua relação com a vida partidária e com a vida política. Não telecomandamos os partidos políticos, os governos ou a Assembleia da República. Há deputados maçons sem dúvida, em diferentes partidos, há ministros e secretários de Estado maçons, sempre os houve, mas o que se passa é que não obedecem a nenhuma central de comando. O Grão-Mestre não é o dono de uma central que movimenta os peões no xadrez do tabuleiro político ou partidário.

Mas qual é a marca que pretendem deixar com a influência que têm na acção de um partido político, por exemplo?
É sobretudo uma marca no plano ético. O maçon tem que ser exemplar na sua conduta ética na política, num partido político ou num órgão de soberania como um governo ou a Assembleia da República. O mesmo deve acontecer se for professor ou gestor num banco ou numa empresa. Deve pautar a sua actividade por padrões de excelência profissional.

Se, como defendem, os grandes desenvolvimentos da humanidade estão ligados aos maçons, de que forma têm a marca da maçonaria os desenvolvimentos de Portugal do pós 25 de Abril?
Dou um exemplo concreto que tem a ver com a zona onde estamos, a região Centro do país. É o caso da Lei do Serviço Nacional de Saúde. É uma extraordinária Lei, que mudou completamente o panorama da Saúde em Portugal, principalmente no acesso que a ela tem a população. É da autoria de um grande maçon que me antecedeu no cargo de Grão-Mestre: António Arnaut, um homem de Coimbra.
A Lei do Serviço Nacional de Saúde foi discutida na loja maçónica à qual pertencia António Arnaut e recebeu contributos dos irmãos daquela loja antes de ter sido apresentada e aprovada na Assembleia da República em 1979.
O mesmo tinha acontecido 60 ou 70 anos antes com a famosa Lei de Separação entre a Igreja e o Estado, apresentada por Afonso Costa na Loja do Futuro, em Lisboa. Estes são casos concretos em que a Maçonaria interveio na vida política e na legislação do país.

Não pretendem dominar, mas sim orientar e influenciar. É assim?
É uma boa síntese essa. Não dominar, não manipular, mas fazer com que os valores maçónicos possam enformar a legislação do país e até o comportamento dos políticos.

Quantos maçons existem em Portugal?
No Grande Oriente Lusitano somos cerca de dois mil.

Em Viseu, segundo apurámos, existem cerca de meia centena de maçons. Quantas lojas existem na cidade?
Temos duas lojas em Viseu. A loja Alberto Sampaio e a loja Alves Martins – a mais recente -, em homenagem ao famoso bispo de Viseu, que era maçon. Na nossa obediência, o GOL, são as que existem em Viseu.

O que é preciso para se ser maçon? Como se entra para a Maçonaria?
Actualmente entra-se para a Maçonaria por cooptação [admissão numa organização com dispensa de formalidades originariamente exigidas]. São os próprios maçons que na sua vida profana [exterior à organização] encontram pessoas com qualidades e interesse nas questões que ocupam e preocupam os maçons e os convidam a entrar. É a maneira mais comum de entrar, ou seja, através de um convite de um maçon a um não maçon.
Mas não é obrigatório que seja sempre assim. Com a internet é mais fácil as pessoas aproximarem-se de nós sem ser através de mediação.
Os pedidos são muito bem analisados e objecto de inquirições e várias conversas – que chamamos de sindicâncias – que obrigam a um conhecimento completo da vida da pessoa e das motivações que têm para se aproximar da Maçonaria.
Só ao fim de um longo e rigoroso escrutínio é que essa pessoa é convidada e presta provas. Chamamos a isso a iniciação. A pessoa é sujeita depois a um interrogatório rigoroso e exigente em que pode passar ou chumbar. Qualquer maçon, por um motivo diverso, pode levantar oposição à entrada de um candidato. O escrutínio passa não só pelas pessoas da loja que o convidou, como também de todos os membros da obediência.

Há quem pense que a Maçonaria não passa hoje em dia de uma agência de empregos. O dever de entreajuda dos maçons pode levar a que se pense assim? É uma enormidade dizê-lo?
Há dois prismas para analisar essa questão.
É claro que a maçonaria é uma fraternidade. É uma sociedade em que os irmãos, como nos designamos, se procuram entreajudar como numa família. Se há a possibilidade de ajudar um dos membros é claro que o maçon o fará.
Mas não é esse o objectivo da Maçonaria. Nenhum de nós interfere na questão dos empregos contornando a Lei. Procuramos ajudar-nos uns aos outros como numa família sem utilizar aquilo a que se chama de cunha, no sentido de prejudicar outras pessoas para que aquele que é meu irmão possa obter um emprego.

Há um caso verídico de alguém que não consegue subir numa carreira profissional e que é aconselhada a ser membro da Maçonaria ou do Opus Dei para o conseguir. Admite que as pessoas, por este tipo de necessidade ou desejo, procurem a Maçonaria?
Se as pessoas vêm com esse objectivo são rapidamente desiludidas. Nas provas de iniciação é-lhes dito que, com esse objectivo, não podem entrar na Maçonaria. E mais: às pessoas que têm essa preocupação só lhes posso dizer que é muito mais fácil fazê-lo através de um partido político, nomeadamente dos chamados partidos do poder, do que através da Maçonaria ou mesmo do Opus Dei.
Não posso falar em nome do Opus Deis mas, sem dúvida nenhuma que os partidos da área do poder são, esses sim, propulsores da possibilidade de se conseguirem empregos.

A recente questão que surgiu à volta dos serviços secretos portugueses fez transpirar para a comunicação social que a Maçonaria ou alguns dos seus membros estariam envolvidos. Falou-se por exemplo da loja Mozart e de membros seus que estiveram envolvidos na questão…
A loja Mozart pertence à Grande Loja Regular Legal de Portugal, não é o Grande Oriente Lusitano. Essa é chamada a Maçonaria Regular. Nós pertencemos à Maçonaria Irregular, Liberal e Adogmática.
No Grande Oriente Lusitano somos completamente alheios a esse assunto.

O Grande Oriente Lusitano e as suas lojas em Portugal têm sido alvo deste tipo de mediatização quando os seus membros estão envolvidos em questões públicas?
Não tenho ideia disso. Isso tem acontecido mais frequentemente com a Grande Loja Regular Legal de Portugal. Temo-nos mantido bastante alheados disso.
Recorda-se certamente do caso da Universidade Moderna. Mais uma vez isso aconteceu com uma obediência que era a Grande Loja Regular Legal de Portugal.
Temos tido uma grande preocupação em evitar que essas coisas aconteçam connosco. Somos muitíssimo prudentes e exigentes, também no nosso recrutamento, para evitar situações desse tipo.

A Grande Loja Regular Legal de Portugal, de que fala, surgiu por uma dissidência do Grande Oriente Lusitano há cerca de duas décadas. Porque é que isso aconteceu?
Eles saíram do Grande Oriente Lusitano nos anos 80 porque entenderam adoptar a filosofia própria da Grande Loja Unida de Inglaterra e da chamada Maçonaria Regular que se distingue da nossa filosofia em dois aspectos essenciais.
Em primeiro lugar porque obrigam à crença numa religião revelada, qualquer que ela seja e à existência de um princípio sobrenatural. Para os maçons do GOL não impomos nenhuma crença e, ao contrário deles, admitimos ateus e agnósticos no nosso seio porque entendemos que o princípio da liberdade de consciência deve ser levado até às últimas consequências.
A segunda grande diferença é a de que os maçons ligados à Grande Loja Unida de Inglaterra não admitem mulheres na Maçonaria, enquanto nós admitimos a existência de mulheres iniciadas na maçonaria.
Sendo embora uma obediência exclusivamente masculina, o GOL reconhece o direito à iniciação das mulheres, necessariamente noutras obediências, e convida irmãs maçonas a irem aos trabalhos das lojas do GOL e aceita convites para ir a trabalhos de lojas de obediências femininas ou mistas.

O que é uma obediência maçónica mista?
As obediências podem ter lojas exclusivamente masculinas, femininas ou mistas – que admitem os dois géneros.
Há várias obediências mistas em Portugal. Há o chamado Direito Humano, uma obediência fundada nos finais do século XIX em França e que se espalhou por todo o mundo, e existe uma Federação Portuguesa do Direito Humano, com lojas masculinas, femininas e mistas.
Existe também a Grande Loja Simbólica de Portugal, do Rito Antigo e Primitivo Menphis-Misrain, que se caracteriza por praticar um determinado rito. Os ritos são formas diferentes de praticar um ritual dentro de uma loja.

As ramificações que teve ao longo dos anos não enfraquecem o legado histórico, ou o próprio conceito, da Maçonaria?
Sim, isso acontece em todas as organizações. Acontece com o Cristianismo, com as suas várias correntes. É quase inevitável que isso aconteça. É humano, demasiado humano.
Mas isso não impede que as diferentes obediências maçónicas encontrem formas de cooperação. Todos nós partilhamos filosofias comuns: a da tolerância, a da fraternidade, a da laicidade. São valores comuns a todos nós.
Eu tenho as melhores relações pessoais com os grão-mestres de cada uma dessas obediências, até da própria Grande Loja Regular Legal de Portugal. Muitas vezes é necessário trocarmos impressões, analisarmos em comum determinados problemas do país e não nos guerreamos.

Ao que se sabe a média de idades dos maçons em Portugal anda pelos 50 anos…
Não tenho estatísticas que o comprovem, mas a experiência leva-me a dizer que tem vindo a descer, pelo menos no GOL e nos últimos seis anos.
O que tem havido é cada vez mais interesse na aproximação à Maçonaria por parte dos mais jovens, nas faixas dos 20 e 30 anos.

Lendo alguns dos requisitos para se ser maçon, que estão disponíveis, por exemplo, no sítio da internet do GOL – em www.gremiolusitano.eu –, regista-se, por exemplo que só pode ser maçon quem nunca tenha tido problemas com a Justiça. Nos dias de hoje muitos dos cidadãos têm problemas e questões que levam por vezes a que sejam cometidos pequenos delitos e ao cumprimento de condenações consideradas menores. Esta é uma barreira importante para a aceitação de membros?
Pedimos obrigatoriamente o certificado de registo criminal. Tentamos saber alguma coisa sobre a vida da pessoa, se teve algum problema grave com a Justiça, embora o ter sido condenada uma vez não seja uma mancha para o resto da vida. Mas temos muito cuidado com isso.
Se algum dos nossos membros é alvo de um processo judicial, é acusado e pronunciado pelo juiz, nesse caso é aconselhado a suspender a sua participação na Maçonaria até que haja uma sentença transitada em julgado.
Se a sentença for condenatória a pessoa é aconselhada a demitir-se. Se o não quiser fazer há um Tribunal Maçónico que a pode irradiar da Ordem Maçónica.

Houve muitos nomes de pessoas ilustres da região de Viseu na Maçonaria. Fale-nos sobre alguns. … Aquilino Ribeiro foi maçon, por exemplo?
Foi. Sem dúvida que foi. Aquilino foi iniciado na Maçonaria em Lisboa e creio que na Loja Montanha, a que mais directamente esteve ligada à Carbonária. Para além de maçon, Aquilino Ribeiro era carbonário.
De pessoas mais recentes lembro-me por exemplo de João Soares Louro – antigo presidente da RTP e secretário de Estado da Comunicação Social -, que foi iniciado na Loja Alberto Sampaio.

O nome de Fernando Vale, um histórico da maçonaria portuguesa na região Centro, também está ligado a Viseu…
Fernando Vale é um dos mais ilustres maçons de sempre na nossa história e nesta região, juntamente com Emídio Guerreiro, mais a Norte.

Vivemos em tempo de crise. A Maçonaria está atenta para se adaptar aos novos tempos?
Temos que estar muito atentos a estes sintomas de inquietação que vão proliferando, mas não podemos cair num certo catastrofismo, nem pensar que a democracia está condenada e que se caminha no sentido de uma certa anarquização das respostas políticas. Longe disso.
Há que aperfeiçoar a democracia e os partidos. Não vejo alternativas a uma organização democrática em que os partidos políticos continuam a ter um papel fundamental.

A Maçonaria chegou à Madeira
Está no último dia [julho2011] como Grão-mestre do GOL. Foram gratificantes estes anos?
Foram seis anos muito fecundos em que o GOL cresceu bastante e aumentou até o seu prestígio internacional. Aumentou o número de lojas e obreiros. Faltava-nos a implantação em alguns distritos e, sobretudo, conseguimos abrir uma loja na Madeira, a única Região Autónoma onde ainda não estávamos presentes. Nos Açores temos várias lojas e agora já temos uma oficina na Região Autónoma da Madeira.

Isso acontece numa altura em que há um grande problema político e financeiro entre o Governo central e a Região da Madeira…
É verdade. E não fomos nós os responsáveis do buraco financeiro da Madeira. Mas, concerteza, é útil que a Maçonaria e , em especial, o GOL, estejam agora também presentes na Madeira, o que vai certamente contribuir para melhorar o nível democrático daquele território.

Estão implantados em todo o território nacional?
O único distrito onde não estamos é o de Beja. É um distrito pouco povoado.
De resto estamos presentes em todos os distritos com templos da nossa organização.

18.2.14

Bombeiros de Tomar: os factos históricos que ninguém pode negar, nem os inscientes

Fac-simile do regulamento existente no acervo da biblioteca municipal de Tomar
Levantamento histórico dos Bombeiros Municipais de Tomar, pode ser lido aqui


10.2.14

A destruição e a emergência, não escolhem hora nem local

Parte de uma casa destruída por um incêndio no início deste ano em Tomar

27.1.14

Assinatura do acordo PS-CDU para a gestão de Tomar

Assinatura do acordo PS-CDU, para a gestão de Tomar, com testemunhas

13.1.14

30.12.13

Bombeiros de Tomar em plena atuação no centro da cidade numa madrugada de Inverno

Atuação dos Bombeiros Municipais de Tomar, são orgulho para todo o Concelho

24.12.13

O NATAL DO POVO QUE É QUEM MAIS ORDENA

Os últimos meses têm sido de um trabalho impressionante, que só o triste estado a que a autarquia de Tomar, havia chegado, justifica.

O empenho e o profissionalismo com que a vereação tem tomado a seu cargo, os diferentes dossiers, não sendo isento de críticas, possiciona esta governação PS-CDU, aqui (Câmara e Assembleia) e ali (Junta urbana) com uma colaboração sempre arguta dos independentes e o sério e honesto contributo do BE, num estado de verdadeira comissão de arrumo e limpeza municipal. Desde logo arrumo e limpeza dos malfadados dossiers financeiros, onde cada semana se descobre mais uma "pilha" de problemas, sejam elas sob a forma de faturas não lançadas na contabilidade, de dívidas que os fornecedores não haviam ainda enviado, sejam na reorganização administrativa dos diferentes serviços, onde a palavra de ordem é manter o que está a funcionar bem, e, pouco a pouco, ir introduzindo pequenas melhorias, que promovam uma administração mais eficaz e eficiente.

O esforço, assumirdo , desde a primeira hora pela Presidente, de pagar aos fornecedores, me detrimento de assumir novas despesas, levou a que, por exemplo, todas as Associações de Pais tenham hoje as contas saldadas até ao final do ano letivo passado, quando quando esta câmara iniciou funções, tinha dívidas desde Janeiro: e estamos a falar de pagar as REFEIÇÕES dos NOSSOS FILHOS e NETOS! Ou que tenha sido possivel, passar de uma dívida a fornecedores (em conta corrente) de 2.974.157,14€ (a 18/10/2013), para 2.748.519,24€ (a 18/12/2013), numa redução de 225.637,90€ (MENOS 7,6%).

O total respeito pelos quase 600 trabalhadores que o Município, os SMAS e as Escolas têm, levou a que a primeira reunião da Presidente tenha sido, precisamente, com as estruturas sindicais e que a primeira decisão tenha sido a imediata suspensão da aplicação da Lei das 40 horas de trabalho. Na mesma linha, de procura da conciliação entre o trabalho e a família, promoveu a Presidente a dispensa total dos trabalhadores nestes dois dias antes do Natal e na véspera do Ano Novo, sendo certo que eram dias de fraca produtividade e um engano para quem procurava os serviços da autarquia, uma vez que com metade dos trbalhadores ausentes a maioria dos assuntos ficavam adiados de resolução.

Do respeito pelos seus trabalhadores, esta maioria que gere Tomar, em Liberdade e sob os auspícios da "Grandola, Vila Morena", sublimememnte cantada pelo Côro "Canto Firme", na tomada de posse de 17 de Outubro, tem estado a concentrar os serviços na Praça da República, promovendo a poupança de milhares de euros mensais de rendas e dentro de duas semanas, conta ter aberto e em funcionamento o BALCÃO ÚNICO, no rés do chão do edíficio D.Manuel, na Praça, onde todos os aasuntos poderão ser tratados, sejam eles o pagamento de um serviço de ambulância, o pedido de informação prévia de um licenciamento urbanístico, o requerimento para uma esplanada, um elevador, a abertura de um estabelecimento ou a conta da água: TODOS OS DIAS, das 9H00 às 16H00.

Qualidade de serviço e respeito pelos cidadãos, numa aposta de uma administração aberta e de rosto humano, só possivel por se ter terminado com 16 anos de tempo perdido para os Tomarenses e para Tomar. Pena que o partido de oposição municipal, que durante 4 mandatos sempre fez o que quis e lhe apeteceu, se perca com floreados sobre a natural susbstituição de dirigentes ou sobre a tolerância de ponto, mais do que justa, dada aos trabalhadores da autarquia. Mas no fundo percebe-se: sempre o PSD se preocupou com POUCOS, com os que tinham poder, económico ou social, em detrimento dos MUITOS que todos os dias, por vezes pagando a sua própria roupa de trabalho, dão o melhor em prol de Tomar e dos Tomarenses.

Talvez por isso negou o PSD, em 2010, o reposicionamento remuneratório para quase 400 trabalhadores da autarquia (com um impacto financeiro inferior a 300.000€), mas manteve as despesas de representação para os dirigentes. Por isso hoje, contesta o apoio que a Presidente dá às famílias no Natal a TODOS os trabalhadores, mas continua a preocupar-se com a substituição de 4 dirigentes. E deve ser por isso o PSD não se preocupa que durante anos vários advogados de Lisboa tenham "esmifrado" os cofres da autarquia, no "apoio" a processos, como o "roubo" da ParqueT, que nos custa 100.000€ por mês, cujas notas de honorários, no valor de 67.513,15€ tenham chegado há alguns dias para a nova câmara pagar... Ou que durante 16 anos se tenha adquirido uma única ambulância - em 2002 pela mão do vereador socialista da proteção civil, José Mendes - ou que nem uma máquina tenha sido comprada para o Departamento de Obras Municipais, perdendo o nosso Município, parte substancial da sua enorme capacidade operacional que tinha nos anos 90, quando a câmara foi gerida pelos socialistas.

Realmente, como diz o camarada Bruno Graça, no Município que encontrámos reinava a bandalheira e o abandono. Não daqueles que aqui trabalham, mas por parte do PSD, o qual fez em Tomar, durante 16 anos, o que desde há dois e meio faz no País: empobrecer e delapidar oportunidades e recursos. Não admira por isso que os seus atuais vereadores, reunião a reunião, se entretenham ou a dizer que nada têm com aquele(s) com cuja candidatura partilharam ou que, pasme-se, "o PSD pagou a 29 de Setembro pelo que fez".

Pois Sr.Tenreiro, não pagou, não, que muito do que já se sabe e do que se vai saber ainda, terá de ter outros caminhos. Como jurista que é e como dirigente, há quase 10 anos no PSD, sabe muito bem que há uma diferença substancial entre negligência e o dolo. E o que fizeram no Município de Tomar é grave demais para poder passar impune, entre a (i)rresponsabilidade das suas(vossas) afirmações!

E como ainda não se esgotaram os 100 dias típicos que se dá, para "tomar conta da ocorrência", ficamos agora por aqui, que o povo elegeu os autarcas essencialmente para trabalhar e não para ligar a quem, ainda, não se apercebeu que o tempo não volta para trás. É que da canção que se ouviu a 17 de Outubro, no Cine-Teatro, ressaltava o mote "terra da fraternidade" e pela primeira vez, desde há muito tempo, os azulejos colocados em 1976 ao cimo das escadarias do Município fazem, de facto, sentido: O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

Um feliz Natal para todos os que, como nós, dão mais pelos outros do que recebem em troca.

11.12.13

Cidadania e Liberdade, numa terra e num tempo difícil

Claro que a minha nomeação para chefe de gabinete seria sempre polémica. A nível nacional porque, embora a vida pública, empresarial e política, esteja cheia de concomitâncias de eleições e nomeações cruzadas de amigos, compadres e familiares, a moral e os bons costumes nacionais, preferem sempre as aparências à transparência.

E 39 anos depois do 25 de Abril, a auspiciosa e verdadeiramente "alta moral de estado", aceita mais facilmente que alguém nomeie a amante, do que a mulher, o filho do empresário que lhe financiou a campanha ou a filha do político a quem vai cobrar o favor no licenciamento mais adiante, do que a limpidez e tranparência de aceitar as coisas como são: de que todos somos cidadãos e que todos temos iguais direitos, independentemente da família a que pertencemos ou com quem vivemos.

Eleger e ser eleito, nomear e ser nomeado, são atos da vida e da democracia e, se com o advento do 25 de Abril e da mais ampla salvaguarda constitucional de direitos e da igualdade entre género, alguma sociedade pseudo-moralista, pelos cânones de antanho, ainda não aceita que cada pessoa é uma pessoa e que cada um, independente de com quem vive ou da família de quem seja, pode e deve exercer a cidadania de pleno direito, então que se cuide, porque Igualdade é isso mesmo.

Claro que a nível nacional, a coisa é curiosa e parecendo situação de favor, tipo "mulher presidente, nomeia marido chefe de gabinete", não cuida de ir mais além do que isso, apesar das notícias até procurarem ser fatuais: "ex-vereador da câmara, nomeado chefe de gabinete". Qual é o problema? Não sabe ao que vai? Não está politicamente avalizado para a função? Não é de confiança política de quem nomeia? Ah... até é isso tudo, mas não podia, porque é marido da presidente. Boa! Bem vindos ao sec.XIX e ao tempo dos chefes de família com direitos de cidadania (naquele tempo apenas os homens)...

Claro que a nível local, a coisa toma os habituais contornos do pleno exagero, naturalmente hiperbolado pelos que, tendo perdido a eleição, ou não tendo visto a derrota continuada do PS, ou melhor, não terem conseguido ter razão por, ao fim de 10 anos, a estratégia desenhada por poucos e executada por muitos ter finalmente resultado, tomam a nuvem por juno e vai daí carregam nos carateres do facebook, ou na tinta dos jornais.

Aqui já não é a coisa nacional, da presidente nomear o marido para chefe de gabinete. Não, que isso é pouco. É por ter sido o Luis Ferreira a ser o nomeado, quando todos o davam por mais morto e enterrado do que o cadáver da Lucy, não "in the sky with diamonds", mas numa qualquer necropole paleolítica. Porque é mesmo de paleolítico civilizacional que falamos.

Era o que mais faltava que não fosse possivel participar na vida política da minha cidade, apenas, porque alguns, que se julgam os donos da terra, não lhes convenha, ou não gostem do estilo e da frontalidade, ou que aqueles que democraticamente derrotados em pleitos políticos, confundam as políticas com as pessoas e vai daí, tenham mau perder. É sempre fácil encontrar um bode espiatório para as nossas debilidades e frustrações. E é sempre fácil apontar o dedo a quem não se verga perante o medo ou que não se cala perante as injustiças.

Até parece que foi por favor que me mantive na câmara de Tomar, desta feita como chefe de gabinete, depois de durante um mandato ter sido vereador e no anterior a esse "apenas" deputado municipal.
Até parece que, pelo facto de ter opiniões e expressões polémicas sobre este ou aquele assunto, sobre esta ou aquela individualidade, me retire o direito de cidadania, de eleger e ser eleito, de escolher e ser escolhido. É crime ter opinião? É crime dizê-la e assumir a divergência com a mentalidade dominante? É crime usar de forma diferente os modernos meios de comunicação existentes, potenciando os eventos de Tomar, como fiz em 2010, ou na divulgação de avisos de proteção civil, como fiz em 2010 e 2011, que levaram a "gastos exorbitantes de telemóvel", segundo alguma imprensa mais sensasionalista? Comunicações não são telefones. Aprendam de vez!

E só para relembrar 2010 e a gestão que promovi:
+ 65% de receita no Parque de campismo
+ 90% de receita nos Bombeiros (de 115.000€ para 226.000€/ano)
+ 20% de assistentes ao cinema
+ 5% de dormidas na hotelaria
+ 30% de visitas aos monumentos da cidade
E nesse ano, os monumentos estiveram abertos TODOS, das 10H00 às 19H00, TODOS OS DIAS!

Claro que para alguns pseudo-moralistas locais é errado ser eficaz, ser eficiente e fazê-lo com desassombro de ideias, com transparencia nos gastos - Sim! Porque no meu blogue podem ser lidos mensalmente os gastos que estiveram sob a minha responsabilidade, durante os 25 meses em que estive como vereador a tempo inteiro. Para todos eles apenas uma palavra: Têm é inveja!

E misturar a minha ligação ao Grande Oriente Lusitano, como se fosse crime pertencer à maçonaria. Sim foi crime: entre 1935 e 1974, ou seja durante o fascismo! É criticável alguém procurar o aperfeiçoamento ético? A promoção da liberdade individual? A procura da construção de um mundo mais livre, mais fraterno, mais igualitário? É crime pensar?

Para alguns, em Tomar é-o.
Pois para mim, que desde os 11 anos de idade, quando organizei a minha primeira greve, ou dos 16 quando escrevi o meu primeiro artigo polémico nos jornais, até hoje, passados mais de 30 anos, exercer e viver a liberdade, de costumes, de opinião e de vida, é uma obrigação na terra onde 39 anos depois do 25 de Abril foi possivel ouvir a GRANDOLA cantada no Cine-teatro, na tomada de posse de todos os autarcas para mais um mandato.

Pois que finalmente a LIBERDADE se espraie pelo VALE DO NABÃO e varra, qual onda de luz e esperança, os espíritos dos seus habitantes.

Quanto a mim, meus caros, continuarei a ser o que sempre fui: livre, igualitário e fraterno.

E podem escrever as mentiras todas que quiserem nos jornais e nos blogues, como a de ter "tacho" na política há imensos anos, por exemplo. Conto 46 anos. Sou militante e ativista político no PS há 30 - desde 1983 e a primiera vez que tive uma função remunerada, a tempo inteiro e em permanência na política foi em 2005, mais de 20 anos depois...
E podem-me tentar ofender, com este ou mais aquele adjetivo, mas não se esqueçam que os adjetivos têm uma tendência incrível para fazer ricochete e qual boomerang voltar à origem. E não ofende quem quer, mas apenas quem pode...
E podem continuar a acreditar que é desta que me vão destruir. Desenganem-se: amanhã não será, certamente, a véspera desse dia.

E atacar-me, só reforça a minha determinação a prosseguir e dar luta: por Tomar, pela Liberdade e pelo Socialismo!
E ao me procurarem atacar estão, decididamente, a errar o alvo!


E sobre o PS, mais há ainda a dizer:
Demorámos 10 anos a conquistar a câmara e demoraremos mais de outros tantos a deixar o concelho irreconhecível. Ontem ganhámospor apenas 281 votos. Amanhã muitos mais saberão reconhecer o acerto da escolha.



22.11.13

Carta aberta a um mentecapto

Com a devida vénia:


Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)
Publicado em 18/11/2013 por CiberPress
Meu Caro João,
Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler no Diário de Notícias a tua entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:
– Não sabes o que é ser pobre;
– Não sabes o que é ter fome;
– Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.
Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei quealgumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” – , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.
Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:
- Vai à MERDA, João!
Um Abraço,
Carlos Paz

16.11.13

Gestão de assiduidade na Câmara de Tomar, sem funcionar há quase 5 anos, tem mais de 10.000€ de pagamentos ilegais

Sabia que o seu Município tem, desde 1/2/2009 em vigor um contrato com uma empresa de registo de assiduidade, no valor anual de mais de 2.500€, para um sistema que desde que foi contratado NUNCA entrou em funcionamento?
 
E sabia que esse contrato foi renovado sucessivamente, sem autorização legal para o efeito, uma vez que estava obrigado a ser aprovado pela câmara municipal e que foram os presidentes de câmara de então, eleitos pelo PSD, que o autorizaram sem o poderem?
 
Quem devolve os mais de 10.000€ ilegalmente pagos

> Consulte o dispositivo e as suas funcionalidades aqui
> Leia o contrato
> Leia a lei

10.11.13

Imagine no religion

Local original do post de Lucas Rebello (https://www.facebook.com/lucas248):
 
 
[Opinião]
 
John Lennon citou em uma das mais famosas (e bonitas) músicas de todos os tempos, Imagine, que se o mundo não tivesse religiões, viveríamos num lugar melhor. Muitos debates cercam o tema, você pode imaginar um mundo sem religião?

Imagine um mundo sem religião

Sem dúvida é preciso abstrair e ser muito criativo para imaginar como seria o mundo hoje se a civilização humana não se baseasse em uma única religião sequer. Eliminar a religião hoje é algo praticamente impossível, e não é melhor forma de se lidar com a questão.
 
A religião é um dos principais fatores para que o mundo seja tão violento como é hoje em alguns lugares. Caso ela não existisse, não teríamos ataques suicidas, eventos como o 11 de Setembro, Talibã e as infinitas guerras entre judeus e palestinos e outros povos do Oriente Médio.
 
 Muitas atrocidades ocorreram em nome de Deus, como as Cruzadas, onde milhares pessoas morreram, foram saqueadas sobre o pretexto da Igreja de reconquistar Jerusalém, deixando rastros de sangue por quase dois séculos. Em nome da religião se mata e também se salva. Pensar por esse lado nos fazer crer que se o homem nunca tivesse tido uma religião, o mundo seria melhor hoje.
 
Entretanto, a religião é aberta e sujeita a interpretações circunstanciais e influências sobre cada um de nós e tem sido usada para promover e apoiar movimentos de tanto guerra como paz, o que nos leva a concluir que a religião é nada mais que um instrumento usado conforme a habilidade de quem o domina, ou seja, não pode ser classificada como a causa do mal ou o contrário. A religião não é o único fator que gera conflitos; há inúmeros outros, entre os principais o dinheiro, mas todos eles se resumem à estupidez humana como um todo.
 
Ciência e principalmente a medicina estariam num pilar de desenvolvimento superior ao que é hoje. A religião cria barreiras para o avanço das áreas citadas, como o desenvolvimento de pesquisas com células-tronco, o uso de preservativos, aborto ou clonagem.
 
Em suma, a religião provavelmente nunca irá acabar, mas é possível imaginar o mundo sem ela. Menos guerras e mais avanços científicos e menos manipulação também.

9.11.13

O País das falsas morais e dos invejosos, têm plena expressão na Tomar de hoje

(Texto originalmente produzido em 9/11/2013, como reação à "polémica" da minha nomeação para Chefe de Gabinete do Município de Tomar, produzida a 1/11/2013, após ter sido vereador do Município de Tomar, até 17/10/2013 - O texto tem, pela importância histórica, o comentário que pedi na altura aos "Hugos", Cristóvão e Costa. Naturalmente que o texto não foi na altura publicado, mas hoje - 17/5/2018, passados os anos suficientes e dada a relevância, nomeadamente do comentário de Hugo Cristóvão, ele faz todo o sentido, para que se possa fazer melhor História sobre quem, porquê e em que circunstâncias ascende e exerce o poder no Portugal democrático e da ética com que alguns se movem)



Claro que a minha nomeação para chefe de gabinete seria sempre polémica. A nível nacional porque, embora a vida pública, empresarial e política, esteja cheia de concomitâncias de eleições e nomeações cruzadas de amigos, compadres e familiares, a moral e os bons costumes nacionais, preferem sempre as aparências à transparência.

E 39 anos depois do 25 de Abril, a auspiciosa e verdadeiramente "alta moral de estado", aceita mais facilmente que alguém nomeie a amante do que a mulher, ou que se nomeie o filho do empresário que lhe financiou a campanha ou a filha do político a quem vai cobrar o favor no licenciamento mais adiante, do que a limpidez e transparência de aceitar as coisas como são: de que todos somos cidadãos e que todos temos iguais direitos, independentemente da família a que pertencemos ou com quem vivemos.

Eleger e ser eleito, nomear e ser nomeado, são atos da vida e da democracia e, se com o advento do 25 de Abril e da mais ampla salvaguarda constitucional de direitos e da igualdade entre género, alguma sociedade pseudo-moralista, pelos cânones de antanho, ainda não aceita que cada pessoa é uma pessoa e que cada um, independente de com quem vive ou da família de quem seja, pode e deve exercer a cidadania de pleno direito, então que se cuide, porque Igualdade é isso mesmo.

Claro que a nível nacional, a coisa é curiosa e parecendo situação de favor, tipo "mulher presidente, nomeia marido chefe de gabinete", não cuida de ir mais além do que isso, apesar das notícias até procurarem ser fatuais: "ex-vereador da câmara, nomeado chefe de gabinete". 
Qual é o problema? Não sabe ao que vai? Não está politicamente avalizado para a função? Não é de confiança política de quem nomeia? Ah... até é isso tudo, mas não podia, porque é marido da presidente. Boa! Bem vindos ao sec.XIX e ao tempo dos chefes de família com direitos de cidadania (naquele tempo apenas os homens)...

Claro que a nível local, a coisa toma os habituais contornos do pleno exagero, naturalmente hiperbolizado pelos que, tendo perdido a eleição, ou não tendo visto a derrota continuada do PS, ou melhor, não terem conseguido ter razão por, ao fim de 10 anos, a estratégia desenhada por poucos e executada por muitos, ter finalmente resultado, tomam a nuvem por juno e vai daí carregam nos carateres do facebook, ou na tinta dos jornais.

Aqui já não é a coisa nacional, da presidente nomear o marido para chefe de gabinete. Não, que isso é pouco. É por ter sido o Luis Ferreira a ser o nomeado, quando todos o davam por mais morto e enterrado do que o cadáver da Lucy, não "in the sky with diamonds", mas numa qualquer necrópole paleolítica. Porque é mesmo de paleolítico civilizacional que falamos.

Era o que mais faltava que não me fosse possível participar na vida política da minha cidade, apenas porque alguns, que se julgam os donos da terra, não lhes convenha, ou não gostem do estilo e da frontalidade, ou que aqueles que democraticamente derrotados em pleitos políticos, confundam as políticas com as pessoas e vai daí, tenham mau perder. É sempre fácil encontrar um bode expiatório para as nossas debilidades e frustrações. E é sempre fácil apontar o dedo a quem não se verga perante o medo ou que não se cala perante as injustiças.

Até parece que foi por favor que me mantive na câmara de Tomar, desta feita como chefe de gabinete, depois de durante um mandato ter sido vereador e no anterior a esse apenas deputado municipal, depois de ter sido candidato a Presidente da Assembleia Municipal.

Até parece que, pelo facto de ter opiniões e expressões polémicas sobre este ou aquele assunto, sobre esta ou aquela individualidade, me retire o direito de cidadania, de eleger e ser eleito, de escolher e ser escolhido. 
É crime ter opinião? É crime dizê-la e assumir a divergência com a mentalidade dominante? É crime usar de forma diferente os modernos meios de comunicação existentes, potenciando os eventos de Tomar, como fiz em 2010, ou na divulgação de avisos de proteção civil, como fiz em 2010 e 2011, que levaram a "gastos exorbitantes de telemóvel", segundo alguma imprensa mais sensacionalista? Comunicações não são telefones. Aprendam de vez!

E só para relembrar 2010 e a gestão que promovi:
+ 65% de receita no Parque de campismo
+ 90% de receita nos Bombeiros (de 115.000€ para 226.000€/ano)
+ 20% de assistentes ao cinema
+ 5% de dormidas na hotelaria
+ 30% de visitas aos monumentos da cidade
E nesse ano, os monumentos estiveram abertos TODOS, das 10H00 às 19H00, TODOS OS DIAS!

Claro que para alguns pseudo-moralistas locais é errado ser eficaz, ser eficiente e fazê-lo com desassombro de ideias, com transparencia nos gastos - Sim! Porque no meu blogue podem ser lidos mensalmente os gastos que estiveram sob a minha responsabilidade, durante os 25 meses em que estive como vereador a tempo inteiro. Para todos eles apenas uma palavra: Têm é inveja!

E misturar a minha ligação ao Grande Oriente Lusitano (GOL), como se fosse crime pertencer à maçonaria. Sim foi crime: entre 1935 e 1974, ou seja durante o fascismo! É criticável alguém procurar o aperfeiçoamento ético? A promoção da liberdade individual? A procura da construção de um mundo mais livre, mais fraterno, mais igualitário? É crime pensar?

Para alguns, em Tomar é-o.
Pois para mim, que desde os 11 anos de idade, quando organizei a minha primeira greve, ou dos 16 quando escrevi o meu primeiro artigo polémico nos jornais, até hoje, passados mais de 30 anos, exercer e viver a liberdade, de costumes, de opinião e de vida, é uma obrigação na terra onde 39 anos depois do 25 de Abril foi possivel ouvir a GRANDOLA cantada no Cine-teatro, na tomada de posse de todos os autarcas para mais um mandato.

Pois que finalmente a LIBERDADE se espraie pelo VALE DO NABÃO e varra, qual onda de luz e esperança, os espíritos dos seus habitantes.

Quanto a mim, meus caros, continuarei a ser o que sempre fui: livre, igualitário e fraterno.

E podem escrever as mentiras todas que quiserem nos jornais e nos blogues, como a de ter tacho na política há imensos anos, por exemplo. Conto 46 anos. Sou militante e ativista político no PS há 30 - desde 1983 e a primeira vez que tive uma função remunerada, a tempo inteiro e em permanência na política foi em 2005, mais de 20 anos depois...
E podem-me tentar ofender, com este ou mais aquele adjetivo, mas não se esqueçam que os adjetivos têm uma tendência incrível para fazer ricochete e qual boomerang voltar à origem. E não ofende quem quer, mas apenas quem pode...
E podem continuar a acreditar que é desta que me vão destruir. Desenganem-se: amanhã não será, certamente, a véspera desse dia.

E atacar-me, só reforça a minha determinação a prosseguir e dar luta: por Tomar, pela Liberdade e pelo Socialismo!
E ao me procurarem atacar estão, decididamente, a errar o alvo!


E sobre o PS, mais há ainda a dizer:
Demorámos 10 anos a conquistar a câmara e demoraremos mais de outros tantos a deixar o concelho irreconhecível. Ontem ganhámos por apenas 281 votos. Amanhã muitos mais saberão reconhecer o acerto da escolha.
Atividade da JS em 2004, com Luis Ferreira (Presidente da CPC do PS) e Hugo Cristóvão (Coordenador da JS)

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Comentário de Hugo Cristóvão, vereador em funções [9/11/2013] e Presidente da CPC do PS de Tomar, que em Novembro de 2005 me substituiu nessa função:

Honestamente, não sei o que comentar. Penso que nem é possível, porque estás já muito para lá do ponto em que deixaste de perceber o que pensam e como vêem o mundo as pessoas no "mundo cá fora".
Além do mais, tudo o que eu diga será seguramente do teu desagrado porque não te será favorável - mas claro, a culpa é dos outros, deve ser minha...
Mas assim digo apenas isto, comentando as 3 partes do teu texto:

Não sei se queres que as pessoas tenham pena tua, não vão ter.
Não sei se queres que as pessoas mudem a imagem que têm de ti, não será este texto que as fará mudar.
Não sei se queres meter medo a alguém, não vão ter.

Por isso, e resumindo, não percebo bem para que serve este texto, mas não resolverá qualquer problema, pelo contrário.

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