O blogue teve 33.434 visitas até 9/2019, 98.329 em 2018 (106.801 de 2017) +++ e mais de 467 mil desde julho/2010

27.10.13

Tempo da chantagem dos Ministérios em Tomar está a chegar ao fim

Primeiro foi o ex-Instituto de Reinserção Social, do Ministério da Justiça, que se veio "pendurar" na excessiva simpatia do Município de Tomar e está em instalações municipais , na Rua Gil Avô, onde em tempos foi a "casa dos passarinhos". E isto de forma gratuita, quando a menos de 50 metros se encontram serviços do município a pagar quase 5.000€ de renda por mês!

Depois foi a "Inspeção de Trabalho", atual ACT, que para poupar 3.000€ de rendas mensais nas duas instalações da corredora, desenvolveram mais uma chantagem do género "ou vocês pagam ou vamos embora", numa reunião com a anterior vereação tida em Lisboa, onde eu me recusei a estar, por motivos óbvios.

Um governo que rouba aos aposentados e pensionistas, que confisca a sobrevivência aos viúvos e das viúvas, que fecha tribunais e finanças, corta no abono de família às crianças, e fecha administrativamente freguesias, sem poupar um cêntimo com tal, merece que as câmaras municipais lhe façam o quê? Que colaborem no assalto institucional?

Então no caso da ACT, se o senhor Inspetor Geral está tão preocupado em poupar dinheiro do seu orçamento, em lugar de se vir pendurar em "borlas" das autarquias, pode começar por prescindir do seu acréscimo remuneratório, que ele e os seus sub-inspectores gerais recebem, além de uma remuneração principesca de Inspeção de Alto Nível, acréscimos esses que quase ascendem a 5.000€ por mês. Ora tenham um pouco de vergonha!

Felizmente que a Presidente da Câmara de Tomar está a começar a por os pontos nos iiss...

A notícia é da Rádio Hertz e o aplauso é geral: é assim mesmo, Anabela!


TOMAR – Anabela Freitas não está disposta a ceder instalações gratuitas à ACT

Anabela Freitas, presidente da Câmara Municipal de Tomar, pretende que a Autoridade para as Condições do Trabalho pague uma renda mensal face à futura utilização das instalações que estão situadas na Alameda Um de Março, onde esteve a Polícia Judiciária. O espaço em causa está a ser alvo de remodelações com o propósito de instalar os serviços que, nesta altura, estão ainda na rua Serpa Pinto (Corredoura), sendo que o executivo liderado por Carlos Carrão tinha chegado a acordo com a ACT para uma utilização gratuita.
Anabela Freitas, entrevistada pela Hertz, considera que o Governo está a fazer «chantagem» com o Município, obrigando-o a assumir os custos na totalidade sem qualquer retorno directo, isto senão quiser que os serviços da Autoridade saiam da cidade. Nesse sentido, confessou-nos a autarca, as obras vão continuar mas está em marcha um pedido de reunião com o Inspector-geral da ACT para que a posição da presidente seja vincada: «Vamos continuar a fazer as obras mas vou pedir uma reunião com o senhor Inspector-geral no sentido. A indicação que tenho dos serviços centra-se no facto de não ter sido assinado qualquer contrato com a ACT. Sim senhora, o Município pode facultar instalações mas deve receber uma renda. Considero que é uma chantagem por parte da administração central estar a ameaçar que os serviços se vão embora. Quer dizer, o Município, que tem cada vez menos transferências de verbas da administração central, tem agora que assumir custos de obras para que a ACT fique por cá instalada, sem um retorno directo é algo que não merece a minha concordância. Por isso, vamos tentar renegociar esta questão. Se o senhor Inspector-geral der um parecer que, afinal, podem pagar uma renda de mil a mil e quinhentos euros, será algo de positivo, será um ganho. Caso contrário, teremos que ir junto das Finanças. Esta é uma questão que terá que ser discutida entre todos mas a minha intenção é não ceder».

21.10.13

Quando é a própria Igreja Católica a começar a intervir, percebe-se que Há mesmo que encontrar um caminho mais justo e solidário

Vaticano acolhe plano do setor cooperativista para uma sociedade mais equilibrada

Private audience in Vatican City

Esquerda - direita: Dame Pauline Green e Sr. Manuel Mariño (ICA), Sua Santidade o Papa Francisco

Uma delegação do setor cooperativista foi recebida pelo Papa Francisco em uma audiência privada. Constatou-se que o Papa Francisco e este setor compartilham uma mesma preocupação com as crescentes injustiças, desigualdades e exclusão social, apesar dos alarmantes sinais dados pela prolongada crise global. O Santo Padre relembrou histórias positivas das cooperativas da época de sua infância, elogiou a visão sustentável destas iniciativas de uma economia mais justa, equilibrada e estável e deixou claro o propósito do Vaticano de dar continuidade às ações iniciadas no encontro, ao fazer apresentações entre os representantes do setor cooperativista e o Pontifício Conselho Justiça e Paz Social.


Roma, 21 de outubro de 2013 – O Papa Francisco recebeu ontem uma delegação de representantes do setor cooperativista. Foram convidados pelo Vaticano Dame Pauline Green, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI ou ICA por sua sigla em inglês), o Sr. Charles Gould, Diretor Geral, Raul Imperial, Presidente da ACI Américas e Manuel Mariño, Diretor Regional da ACI Américas. Representando a Confederação Cooperativa da República Argentina (Cooperar), estavam presentes o Sr. Ariel Guarco, Presidente e o Sr. Ricardo López, Secretário. Durante a reunião, com duração de mais de 30 minutos, o Papa recordou os tempos em que seu pai, em 1954, explicava a ele e a seus irmãos o valor das iniciativas cooperativistas.

Dura crítica do Papa Francisco

O Papa Francisco criticou com dureza as injustiças da sociedade de hoje e denunciou o fracasso de uma integração mais significativa dos jovens e idosos por parte do atual modelo econômico. Ele questionou como a sociedade pôde deixar-se estar a tal ponto, que em nações desenvolvidas como a Espanha e a Itália o índice de desemprego entre jovens é de 40%. Destacou sua confiança nas cooperativas que têm por objetivo construir um futuro onde as pessoas – e não objetivos de lucro - ocupem uma posição central. “Se pessoas a uma quadra de distância morrem de frio ou fome, este fato não sai nas notícias, mas se as ações caem 2 ou 3 pontos na bolsa de Londres ou Nova Iorque, isso sai ao ar imediatamente”, disse o Papa Francisco.

O setor cooperativista, ao compartilhar suas visões, oferece sua ajuda a todas as organizações

Dame Pauline Green: “O setor cooperativista está orgulhoso e honrado por compartilhar esta visão em comum com o Vaticano de uma sociedade mais inclusiva, equilibrada e mobilizante. Este é outro sinal de que o setor cooperativista sem dúvida está progredindo. No ano passado a ONU declarou 2012 o Ano Internacional das Cooperativas. Em 2013, isso se confirmou através da bem-sucedida assinatura de nosso acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no dia 15 de outubro. Algo está mudando na sociedade e as cooperativas estão orgulhosas de serem uma plataforma propulsora, mas altamente sustentável, de uma economia mais satisfatória”.

Charles Gould: "O setor cooperativista considera o convite do Vaticano um marco histórico. As pessoas hoje em dia se sentem alheados dos modelos econômicos e sociais dominantes, enquanto estes mesmos modelos controlam suas vidas. Acho que isso fica bastante claro nos movimentos ‘Ocupe Wall Street‘, ‘Ocupe Londres’, ‘Ocupe Todos os Lugares‘– em todos eles está presente esta ideia de que ‘isso não está funcionando para nós‘. E não se trata de algo isolado, mas sim de algo amplamente compartilhado. Este encontro extremamente positivo com o Vaticano confirma que as preocupações do setor cooperativista são compartilhadas por importantes atores sociais e que precisamos unir forças com outras organizações fora do movimento cooperativista, compartilhando nossa decisão de melhorar, diversificar e equilibrar a sociedade e a economia para poder melhorar”.

Novembro: Será divulgada uma estratégia para o Desenvolvimento da África

Dame Pauline Green e o Sr. Charles Gould pediram ao Papa Francisco que enviasse uma mensagem de apoio e encorajamento à Assembleia Mundial do movimento a ser realizada na Cidade do Cabo, África do Sul, de 1 a 5 de novembro deste ano. Durante a Assembleia Mundial será divulgada a Estratégia do Setor Cooperativista para o Desenvolvimento da África.

Os interessados em assistir devem contatar o endereço abaixo

O Programa da Conferência pode ser visto em www.capetown2013.coop


# Final #

Para obter mais informações, contate:

Jan Schiettecatte
Diretor de Comunicações
Aliança Cooperativa Internacional
schiettecatte@ica.coop
Tel: + 32 2 285 00 76

www.ica.coop



NOTAS AO EDITOR

1. A Aliança Cooperativa Internacional (ACI ou ICA por sua sigla em inglês) é uma organização independente, não governamental, estabelecida em 1895 com o objetivo de unir, representar e atender cooperativas em todo o mundo. Ela oferece uma voz com alcance global e um fórum para o conhecimento, expertise e ação coordenada sobre e para cooperativas.

2. Os membros da ACI são organizações cooperativas internacionais e nacionais de todos os setores da economia, inclusive do setor agrícola, bancário, de consumo, pesca, saúde, moradia, seguro e trabalhadores. A ACI conta com membros de cem países, que representam um bilhão de indivíduos do mundo todo. No mundo, cem milhões de pessoas trabalham para uma cooperativa.

3. Cooperativas são associações de sucesso, baseadas em valores, e pertencentes a seus membros. Seus membros, sejam eles clientes, empregados ou moradores, estão em condições de igualdade no negócio e compartilham uma participação nos lucros.

4. Para obter mais informações sobre o Ano Internacional das Cooperativas visite www.ica.coop. Siga a ACI em twitter em @icacoop. Curta a página www.facebook.com/internationalcooperativealliance no Facebook.

8.10.13

Uma possível análise dos resultados das eleições em Tomar

Os resultados definitivos foram os seguintes:

Câmara Municipal

PS - 5.479 (27,6%), Presidente Anabela Freitas, vereadores Rui Serrano e Hugo Cristóvão
PSD - 5.198 (26,1%), vereadores Carlos Carrão e João Tenreiro
IpT - 3.094 (15,6%), vereador Pedro Marques
CDU - 1.827 (9,2%), vereador Bruno Graça
MPT - 1.369 (6,9%)
BE - 585 (2,9%)
CDS - 560 (2,8%)

Brancos - 940 (4,7%)
Nulos - 834 (4,2%)

Vitórias PS nas freguesias de Além da Ribeira, Asseiceira, Madalena, Beselga, S.João Baptista e Sabacheira.


Assembleia Municipal

PS - 5.416 (27,2%), 7 deputados municipais
PSD - 5.353 (26,9%) , 7 deputados municipais
IpT - 3.450 (17,3%), 4 deputados municipais
CDU - 1.949 (9,8%), 2 deputados municipais
BE- 929 (4,7%), 1 deputado municipal
CDS - 732 (3,9%)


Assembleias de Freguesia

Além da Ribeira/Pedreira (PSD) - 3PSD, 2PS, 2indp, 2CDU
Casais/Alviobeira (PSD) - 5PSD, 2IpT, 2PS
Asseiceira (PS) - 5PS, 3PSD, 1IpT
Carregueiros (PSD) - 5PSD, 2IpT, 1CDU, 1PS
Madalena/Beselga (PS) - 5PS, 2PSD, 1IpT, 1CDU
Olalhas (PSD) - 6PSD, 3PS
Paialvo (CDU) - 4CDU, 3IpT, 1PS, 1PSD
Tomar (PS) - 5PS, 5PSD, 2IpT, 1 CDU
S.Pedro (PSD) - 6PS, 3PSD
Sabacheira (PS) - 4PS, 3PSD
Serra/Junceira (IpT) - 6IpT, 3PS


Nestes resultados destaca-se o forte crescimento do PS nas freguesias de Asseiceira e na Cidade de Tomar, bem como o equilíbrio de votos entre a votação na Câmara e Assembleia Municipal.

Só o PS e a CDU subiram de forma significativa, em percentagem, e com menor expressão em número de votos, uma vez que votaram menos cerca de 2.800 cidadãos e houve a duplicação dos votos nulos e brancos, seguindo aliás a média nacional a esse nível.

Com uma Câmara governável apenas em acordo do PS com um ou mais forças políticas presentes, à exceção do PSD, como sempre Anabela Freitas afirmou e uma Assembleia Municipal, basicamente ingovernável, os fortes desafios que se colocam à Presidente Anabela Freitas serão, naturalmente, o conseguir alcançar os necessários equilíbrios para evitar que a catástrofe económica que se avizinha acontecer em Tomar, seja mitigada pela arte e saber dos seus autarcas.

Um PSD derrotado em toda a linha, que perde a cidade e uma das três terceiras freguesias que detinha, ficando o PS responsável pela gestão direta de dois terços dos tomarenses (Cidade, Madalena-Beselga, Asseiceira e Sabacheira), é um partido que esgotadas as soluções para o Concelho sai, perdendo a confiança de mais de 2.600 eleitores (cerca de 8% dos votantes). Nem com Vitor Gil (em 1993), a última vez que o PSD perdera umas eleições para a Câmara de Tomar, o resultado foi tão fraco, tendo tido na altura mais de 33%, ou mesmo quando o PS lhe ganhou em 1989, após uma década de domínio da AD e do PSD, quanto Bento Batista tinha tido cerca de 29%.

A estratégia desenhada pelo PS, desde há largos anos, valorizando e investindo na qualificação dos seus quadros políticos, no conhecimento dos dossiers e do aprofundamento do conhecimento dos problemas concretos das pessoas e da busca das melhores soluções, teve pleno sucesso e um mérito que deve ser repartido, não só por aqueles que foram agora eleitos, mas por todos os que, especialmente nos últimos 10 anos, muito trabalharam e deram partes significativas das suas vidas, para que esta tenebrosa noite no desenvolvimento de Tomar terminasse, pelo menos agora por quatro anos.

O futuro dirá se a escolha foi acertada e se, os agora executantes escolhidos pelo povo, têm as unhas devidas e necessárias para tocarem a guitarra do poder. O desafio é imenso e a recompensa e reconhecimento expectável muito pequeno. Mas Tomar merece-nos!

1.10.13

Até já camaradas!

http://www.facebook.com/luis.ferreira.37625

Meus caros amigos.
Uma vez que está terminada a importante missão que este perfil no face teve nos últimos anos, para a denúncia das situações graves que Tomar viveu, com um forte prejuízo na minha imagem pública, ele naturalmente findará com a tomada de posse da Presidente Anabela Freitas.
Sigo assim um conselho avisado, com anos já, do meu amigo e vereador eleito Hugo Cristóvão, cuja ponderação na exposição pública é reconhecida por todos. Esta é uma das provas de que se pode aprender com todos, mesmo e muitas vezes com os mais novos.
Manterei apenas ativo, com atualizações inopinadas, sempre que se justifique, o meu blogue pessoal http://vamosporaqui.blogspot.com/ de onde nada apagarei, porque objetivamente nós somos, também, aquilo que fizemos.
Um bem haja a todos os meus mais de 2200 amigos e os outros milhares de conhecidos que me têm visitado ou lido.
Agora, vamos ao trabalho, Tomar!

27.9.13

É para ganhar: Tomar merece!

No final de campanha quero agradecer à minha presidente de Concelhia o enorme esforço que fez, a enorme entrega que teve, a grande mulher e mãe que é. Obrigado Anabela: Tomar merece-te!

24.9.13

A mentira aprovada na Câmara sobre a IBM

Uma vez que no próximo dia 30 de Setembro de 2013, se esgota o prazo que, erradamente, a Câmara Municipal se auto-impôs, para ter instalações prontas para o início do funcionamento da IBM em Tomar, relembro a declaração de voto por mim produzida, em razão da minha abstenção no protocolo entretanto firmado.
Aguardo assim publicamente um pedido de desculpas a quem, na altura e ainda hoje me criticou e critica, uma vez que não só as instalações não estão prontas, como todo o processo está mal conduzido e periga, por incapacidade da Câmara TODA, menos eu, em defender o interesse público. E, como sempre a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima!

Com o Prof.Doutor Eugénio Pina de Almeida, hoje, acompanhando
 o Secretário-geral do PS, na qualidade de seu dirigente nacional
e autarca eleito pelo PS, foto Vidal Bizarro
DECLARAÇÃO DE VOTO, APRESENTADA NA REUNIÃO DE 29 DE JULHO DE 2013 

Tendo como objectivo melhorar o protocolo a celebrar entre o Instituto Politécnico de Tomar, o Município de Tomar e a SoftINSA, do Grupo IBM, apresentei um conjunto de propostas, as quais não tendo merecido acolhimento por parte da vereação, inviabilizam que concorde com o clausulado proposto, sem no entanto deixar de considerar da importância de se prosseguir com esta parceria, estratégica e determinante para o Instituto Politécnico e a afirmação local e regional de Tomar na vertente tecnológica.

Entendo que o Presidente da Câmara, ao inviabilizar propostas de melhoria por parte da vereação, entregando a estes apenas 5 horas antes da reunião uma versão fechada do clausulado, mais não quis fazer do que tornar a vereação num Notário da sua vontade. Assim, a exclusividade das condições acordadas é de quem a propôs e aprovou, sem cuidar de garantir que quer as condições, seriam as melhores para o Município, quer os prazos seriam exequíveis. Apenas a título de exemplo, o prazo de 30 de Setembro, previsto na alínea b) da clausula 2ª, para a disponibilidade de instalações à SoftINSA, é inexequível, face ao conhecimento que temos das disponibilidades financeiras e humanas do Município, bem como das Leis em vigor neste momento em Portugal, nomeadamente as da contratação pública.

Considero também que o Município deveria ter salvaguardado melhor o interesse público, ao ser colocado no protocolo a obrigação da SoftINSA, em apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas, por exemplo, nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª.

Um protocolo, com estas condições e redacção, válido por 10 anos, apenas denunciável até 120 dias antes do fim desse prazo, implica o Município, desta forma inadequada, até 2023, o que nos atuais termos propostos me parece errado. No entanto, pesado o superior interesse para o Concelho, não inviabilizo a sua aprovação.

Foram as seguintes as propostas apresentadas:
(NOVAS REDAÇÕES PROPOSTAS)

Cláusula 2.ª
Compromissos da CMT
Na prossecução do objeto definido na cláusula anterior incumbirá à CMT:
a)      Assegurar o Disponibilizar espaço edificado para a instalação do CENIT-IBM, até 1.800m2, em área com a maior proximidade possível contígua ao Campus do IPT, na Estrada da Serra, em Tomar;
b)      Proceder às a quaisquer obras de adaptação iniciais do espaço disponibilizado, sem custos para a softINSA, nos termos apresentados pela softINSA como exigíveis para o projeto, tendo como objetivo que o CENIT-IBM possa iniciar as suas atividades a partir de 30 de Setembro de 2013;
c)       Disponibilizar à softINSA o espaço referido na alínea a), pelo período de 10 (dez) anos, contra uma renda mensal a pagar pela softINSA de 2,5 €/m2 utilizados, num mínimo de 1.800 m2, com um período de carência de 2 (dois) anos, durante o qual não será paga qualquer renda;
d)      Até 1 ano após o arranque do projeto, desenvolver um estudo de reconversão urbanística ou um instrumento de gestão territorial, articulado com o Plano de Pormenor das Avessadas e com a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) em curso, com vista a viabilizar a utilização da zona envolvente às instalações do CENIT-IBM como possível área de expansão/intervenção do ao Instituto Politécnico de Tomar, como sua área de expansão, tendo como objectivo integrar o CENIT-IBM no seu Campus;
e)      Melhorar Garantir as condições de segurança na via pública adjacentes ao campus do IPT; às instalações do CENIT-IBM.
f)       Propor o O contrato de arrendamento a negociar entre as partes.

Cláusula 4.ª
Compromissos do SoftINSA/IBM
Na prossecução do objeto definido na cláusula primeira incumbirá à SoftINSA:
a)       Promover o arranque do CENIT e o seu funcionamento durante um período esperado de 10 (dez) anos, com um plano de criação de até 200 (duzentos) postos de trabalho;
b)      Privilegiar na seleção e recrutamento para os postos de trabalho referidos na alínea anterior, os diplomados do IPT nas áreas das engenharias e da gestão;
c)       Suportar os custos inerentes ao funcionamento do CENIT/IBM em Tomar;
d)      Apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª.
e)      Devolver as instalações à CMT, após a vigência do presente protocolo, disponibilizadas nos termos da cláusula 2ª, nas condições iniciais e num prazo equivalente ao que mediar entre a assinatura deste protocolo e a objectivação da condição referida b) da cláusula 2ª, sendo que as mais-valias operadas serão fruto de acordo entre a SoftINSA e a CMT.

Cláusula 5.ª
Compromisso genérico
a)      Sem prejuízo da observância dos quadros legais nacionais vigentes, a Camara Municipal de Tomar (CMT) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) tendo em conta as soluções da IBM e a disponibilidade de produtos e serviços que terá em Tomar, comprometem-se a desenvolver com a softINSA, uma parceria tecnológica que vise o desenvolvimento das tecnologias de informação em Tomar.
b)      Esta parceria visará transformar Tomar numa montra tecnológica assente na tecnologia e nos processos de IT da softINSA através da introdução gradual dessa mesma tecnologia e processos nas operações da CMT e do IPT, bem como na sua promoção junto das demais entidades regionais tanto públicas como privadas. Esta última atividade reveste-se de extrema importância de forma a consolidar a utilização dos recursos técnicos que integrarão este CENIT-IBM.

Cidade Templária de Tomar, aos 29 de Julho de 2013, o vereador socialista, Luis Ferreira

23.9.13

Estamos a poucos dias de uma mudança histórica em Tomar

Uff... Depois de semanas de mais de 14 horas de trabalho diário, afim de tudo estar em condições, posso finalmente olhar com um pouco mais de atenção para tudo o que vai por aí passando, em Tomar, no País e no mundo.

Desde logo as más notícias habituais, ora sejam do descalabro da nossa economia - com o País a pagar em 2012, mais de 7.000 milhões€ de juros de dívida externa, a esmagadora maioria deles à UE e ao FMI, no "alimento" à agiotagem internacional, aliada ao aumento das exportações em Julho, de 5% e das importações em 11%!!!!

Outra má notícia foi a vitória ontem alcançada por Angela Merkl na Alemanha, o que pressupõe a continuidade desta política europeia de imposição da financeirismo sobre as politicas de qualidade de vida e de desenvolvimento sustentável de todo o espaço europeu. Na senda, do que venho há anos escrevendo, de um caminho que nos conduzirá inexoravelmente a mais uma grande guerra na Europa. Espero, sinceramente, conseguir poupar os meus filhos a essa mais do que provável mortandade dentro de menos de uma década...

Quanto ao assunto do momento, as eleições, elas mantêm a toada que cada vez é mais do que habitual em Portugal: ninguém se rala muito, os outros que decidam. Ora esse é, desde logo, o mais grave: com um País gerido da forma que todos vemos, com uma câmara como a de Tomar, onde qualquer chefia manda mais do que um vereador, havendo três deles, que mandam mais do que o próprio Presidente, com a panóplia de disparates que estão aí à vista de todos, estranho é que as pessoas não se sintam revoltadas e não OS queiram correr "dali" para fora. Brandos costumes, quiçá!

Em todo o caso é por demais notório o forte desejo de mudança no Concelho. Tirando os mais do que habituais fundamentalistas de Passos, Relvas e Carrão, poucos são os que assumem ir votar naquela, inqualificável, Câmara, ou no dizer do futuro vereador socialista Hugo Cristóvão, votar "naquela cambada"... É natural, tamanhos têm sido os disparates da gestão e oportunidades perdidas, nos últimos 16 anos! E a esmagadora maioria dos Tomarenses sabem disso.

7.9.13

A geração que quer a mudança

Jovens candidatos pelo PS, fotos Vidal Bizarro
Muitos dos eleitores que neste dia 29 de Setembro vão escolher o novo presidente da Câmara, nunca conheceram outra gestão que não esta. Desde 1997 que são os mesmos que decidem em Tomar. 16 anos de oportunidades perdidas, de centenas de empregos destruídos, de falta de oportunidades para os jovens e para as suas famílias. Com Anabela Freitas haverão novas oportunidades e desafios.

 

 Newsletter de 3 de Setembro, aqui

6.9.13

É preciso ter lata...


A recente visita a Tomar por parte de técnicas do Quadro de Referência Estratégica Nacional foi alvo da mais fina ironia por parte de Luís Ferreira. O vereador do Partido Socialista referiu-se a Isabel Damasceno e Ana Abrunhosa como «dirigentes do PSD», parabenizando Carlos Carrão, presidente da Câmara Municipal, pela «visita guiada que proporcionou» às gestoras.

Refira-se que as técnicas estiveram no terreno para verificar alguns dos investimentos que o concelho tem feito no âmbito dos quadros comunitários, num total de 27 milhões de euros. Aproveitando este mote, Luís Ferreira lamentou, ainda com ironia, que Carlos Carrão não tivesse conduzido as gestoras até ao Flecheiro e acusou a Câmara de ter desperdiçado três milhões que podiam ter sido aplicados na resolução do problema: «Queria felicitá-lo por uma série de visitas guiadas que tem feito a dirigentes do PSD, que têm vindo a Tomar representar, teoricamente, a CCD Centro. Mas, objectivamente, é um périplo de campanha eleitoral, fazendo referência aos inúmeros investimentos que o Governo tem feito no concelho. Todos sabemos os grandes investimentos que PSD e CDS têm feito em Tomar. Foi pena que não tivesse aproveitado a visita desses dignatários para lhes mostrar o investimento feito no Flecheiro e relembrar-lhes os mais de três milhões de euros que foram perdidos pelo Município e a incapacidade para resolver um problema com mais de três décadas. Não podia deixar de lhe dar os parabéns... ». Carlos Carrão negou qualquer aproveitamento político e quis deixar claro que as técnicas estiveram em Tomar somente para «constatar se tudo está a correr bem»: «Estas situações são normais... No final do mandato, julgo que as pessoas que gerem têm a obrigação de fazer o ponto de situação sobre várias matérias, nomeadamente as obras dos fundos comunitários. A obra do complexo da Levada não está a correr bem e isso choca com prazos nacionais e europeus e temos que salvaguardar o financiamento daquilo que falta fazer. As pessoas que aqui estiveram são técnicas da gestão do Mais Centro».

22.8.13

UMA CÂMARA QUE NAVEGA À VISTA NUNCA LIDERA NADA

Por Luis Ferreira*

Nestes dias de estiagem, libertos da azáfama das viagens diárias entre casa e o emprego, do stress das correrias entre a largada dos filhos na escola ou as compras necessárias à sobrevivência do dia a dia, a maioria dos nossos conterrâneos, ou recebem os familiares de aquém e de além mar, hoje que há cada vez mais emigração para os Brasis e Africa, ou se espraiam nas ditas ou junto ao rio ou rios, que nós por cá, ricos que somos, temos três – Nabão, Zêzere e Tejo e duas albufeiras – Carril e Bode, que nos permitem refrescar os pés e por em dia as ideias.

E por falar em por em dia as ideias, agora que está mais do que terminada a entrega das listas de todos os candidatos às eleições de 29 de Setembro de 2013, recordo outros verões, igualmente quentes, outras oportunidades trazidas e algumas desbaratadas, que foram prometidas para Tomar.

Podia recordar o verão de 1982, quando adolescente, onde uma boa parte dos eleitores que este ano decidirão quem substitui Carlos Carrão, nem sequer existia, mas no qual o esforço empenhado de uns poucos tomarenses, como Fraústo da Silva, Baeta Neves ou Júlio das Neves, haviam garantido, três anos antes, a instalação em Tomar de uma Escola Superior, sucessivamente integrada no Instituto Politécnico de Santarém e depois autonomizada, em 1996, na vigência do Governo Guterres. As décadas seguintes haveriam de demonstrar o acerto da sua persistência, inicialmente moldada numa Tomar Industrial, no rescaldo da industrialização permitida no pós-2ª guerra mundial, pelos acordos EFTA-CEE e pela existência de um ultramar português. Enquanto a relevância militar decaía pelos anos 80 e 90 o Instituto Politécnico de Tomar afirmava-se, trazendo para Tomar milhares de alunos, apesar de décadas de alheamento que a Câmara foi tendo, criando todo o tipo de entraves e dificuldades, fosse para a simples organização das semanas académicas, fosse para a garantia da sua expansão, necessária e adaptável, com uma cidade que precisava de se “libertar” dos estigmas do passado. Hoje lançando as âncoras do futuro da globalização, o acordo com a IBM, trazido pelo Politécnico para Tomar, relança a esperança da continuidade do seu investimento.

Podia recordar ainda o verão de 1994, quando jovem deputado municipal e de Londres escrevi, a propósito do que então se passava em Tomar, que “À mulher de césar não basta ser séria, sendo preciso parece-lo”, naquilo que foi a “marca” dos anos 90 e primeira década do sec.XXI em Tomar e no País, da emergência da construção desenfreada e das dúvidas da idoneidade dos decisores políticos, que levariam nas décadas seguintes, ou à prisão de alguns deles ou ao seu afastamento político voluntário ou eleitoral, da gestão de algumas das Câmaras deste País.

Podia recordar o verão de 2001, com a importante chegada a Tomar do Programa Polis, numa iniciativa do então Secretário de Estado do Ambiente, Engª José Sócrates, promovendo a melhoria e retoma do Rio à vida da Cidade e prometendo que dez anos depois nada seria igual. Um potencial e milhões, ainda não totalmente pagos, desbaratado por uma Câmara incompetente e por gestores públicos incapazes. Resultado: um Pavilhão pírrico, para o potencial de Tomar, numa localização errada. O desaparecimento de um Estádio, substituído por um mero campo de futebol, onde a barracada do seu sintético só terminou neste verão de 2013. A promessa de um flecheiro e mercado requalificado, com devolução desse espaço à cidade, com mercado novo e solução para os quase duzentos ciganos aí residentes, perdida por falta de visão, mediocridade e muita incompetência, cujo desfecho final foi a perda de mais de 3 milhões de euros há apenas dois anos, para a sua implementação. A requalificação urbana dos Bacelos, incluindo o Bairro 1º de Maio, da Fábrica de Fiação, onde apareceria um Grande Museu Industrial e Blocos de Apartamentos, claro está, além de um Parque Temático, paredes meias com um novíssimo Parque de Campismo no, desde aí totalmente privatizado, Açude de Pedra. Promessas, basófia, mentira e milhões em projetos, pagos ou melhor, a pagar, pela Câmara que iremos eleger em 29 de Setembro: MAIS DE UMA DÉCADA DEPOIS!

Podia ainda recordar o Verão de 2010, onde na qualidade de vereador com pelouros pude liderar uma dinâmica na ORGANIZAÇÃO e promoção turística de Tomar, numa projeção nacional e internacional absolutamente crucial para o nosso potencial, onde se conseguiu que mais ruas do centro histórico estivessem encerradas ao trânsito, potenciando a sua fruição e vivência, com mais esplanadas, monumentos, museus e postos de informação turística sempre abertos, na tentativa de ter bicicletas disponíveis para turistas e residentes, com uma administração transparente, com a publicitação dos gastos e das receitas, das dívidas e dando voz aos que todos os dias fazem de Tomar uma terra onde vale a pena acreditar. Verão onde, apesar de todos os avisos, uma Câmara, ou melhor o seu presidente e vereador das obras, Carlos Carrão, foram incapazes de evitar o encerramento compulsivo do Mercado Municipal pela ASAE, agora em resolução: TRÊS ANOS DEPOIS!

Podia recordar muitos verões, tantos quantos os que recordo, da minha cidade, do meu concelho, mas não: prefiro recordar que este verão de 2013, marque a mudança de paradigma, necessário para poder dar razão à insistência que 40.000 pessoas têm na sua continuidade. Uma mudança que, já se sabe, será respeitadora dos projetos em execução, dos protocolos vigentes, do que de bem, também, tem sido feito ao longo das muitas décadas de verões de democracia. Mudar, só e apenas o que precisa de ser melhorado. Hoje como ontem, numa perspetiva reformista, de forma a devolver a Tomar o lugar que lhe compete na História. Porque uma coisa é certa: ou mudamos agora, ou vamos piorar ainda mais, porque uma Câmara que navega à vista, nunca lidera absolutamente nada. E Tomar, hoje, mais do que nunca, precisa de liderança.
*Vereador

12.8.13

Um palhaço é sempre um palhaço...

Teixeira da Mota "É importante chamar palhaço a quem acho que é palhaço"
 
Francisco Teixeira da Mota foi o advogado responsável pela defesa do escritor e jornalista Miguel Sousa Tavares no âmbito da queixa-crime apresentada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e, a esse propósito, comenta em entrevista ao i: “É importante chamar palhaço a quem acho que é palhaço”. Teixeira da Mota considera também que em Portugal não se aceita a crítica porque “temos todos o rei na barriga”.
É importante chamar palhaço a quem acho que é palhaço
 
E eu a pensar que após duzentos anos depois da extinção da SANTA INQUISIÇÃO, e mais de um quarto de século de integração europeia, já teríamos evoluído...

29.7.13

Câmara avança com protocolo com Politécnico e IBM sem acautelar devidamente o interesse público

Tendo como objectivo melhorar o protocolo a celebrar entre o Instituto Politécnico de Tomar, o Município de Tomar e a SoftINSA, do Grupo IBM, apresentei um conjunto de propostas, as quais não tendo merecido acolhimento por parte da vereação, inviabilizam que concorde com o clausulado proposto, sem no entanto deixar de considerar da importância de se prosseguir com esta parceria, estratégica e determinante para o Instituto Politécnico e a afirmação local e regional de Tomar na vertente tecnológica.

Entendo que o Presidente da Câmara, ao inviabilizar propostas de melhoria por parte da vereação, entregando a estes apenas 5 horas antes da reunião uma versão fechada do clausulado, mais não quis fazer do que tornar a vereação num Notário da sua vontade. Assim, a exclusividade das condições acordadas é de quem a propôs e aprovou, sem cuidar de garantir que quer as condições, seriam as melhores para o Município, quer os prazos seriam exequíveis. Apenas a título de exemplo, o prazo de 30 de Setembro, previsto na alínea b) da clausula 2ª, para a disponibilidade de instalações à SoftINSA, é inexequível, face ao conhecimento que temos das disponibilidades financeiras e humanas do Município, bem como das Leis em vigor neste momento em Portugal, nomeadamente as da contratação pública.

Considero também que o Município deveria ter salvaguardado melhor o interesse público, ao ser colocado no protocolo a obrigação da SoftINSA, em apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas, por exemplo, nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª.

Um protocolo, com estas condições e redação, válido por 10 anos, apenas denunciável até 120 dias antes do fim desse prazo, implica o Município, desta forma inadequada, até 2023, o que nos atuais termos propostos me parece errado. No entanto, pesado o superior interesse para o Concelho, não inviabilizo a sua aprovação.

Foram as seguintes as propostas apresentadas:
(NOVAS REDAÇÕES PROPOSTAS)
Cláusula 2.ª
Compromissos da CMT
Na prossecução do objeto definido na cláusula anterior incumbirá à CMT:

a)      Assegurar o Disponibilizar espaço edificado para a instalação do CENIT-IBM, até 1.800m2, em área com a maior proximidade possível contígua ao Campus do IPT, na Estrada da Serra, em Tomar;
b)      Proceder às a quaisquer obras de adaptação iniciais do espaço disponibilizado, sem custos para a softINSA, nos termos apresentados pela softINSA como exigíveis para o projeto, tendo como objetivo que o CENIT-IBM possa iniciar as suas atividades a partir de 30 de Setembro de 2013;
c)       Disponibilizar à softINSA o espaço referido na alínea a), pelo período de 10 (dez) anos, contra uma renda mensal a pagar pela softINSA de 2,5 €/m2 utilizados, num mínimo de 1.800 m2, com um período de carência de 2 (dois) anos, durante o qual não será paga qualquer renda;
d)      Até 1 ano após o arranque do projeto, desenvolver um estudo de reconversão urbanística ou um instrumento de gestão territorial, articulado com o Plano de Pormenor das Avessadas e com a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) em curso, com vista a viabilizar a utilização da zona envolvente às instalações do CENIT-IBM como possível área de expansão/intervenção do ao Instituto Politécnico de Tomar, como sua área de expansão, tendo como objectivo integrar o CENIT-IBM no seu Campus;
e)      Melhorar Garantir as condições de segurança na via pública adjacentes ao campus do IPT; às instalações do CENIT-IBM.
f)       Propor o O contrato de arrendamento a negociar entre as partes.

Cláusula 4.ª
Compromissos do SoftINSA/IBM

Na prossecução do objeto definido na cláusula primeira incumbirá à SoftINSA:
a)       Promover o arranque do CENIT e o seu funcionamento durante um período esperado de 10 (dez) anos, com um plano de criação de até 200 (duzentos) postos de trabalho;
b)      Privilegiar na seleção e recrutamento para os postos de trabalho referidos na alínea anterior, os diplomados do IPT nas áreas das engenharias e da gestão;
c)       Suportar os custos inerentes ao funcionamento do CENIT/IBM em Tomar;
d)      Apoiar a melhoria das missões públicas da CMT, com o desenvolvimento de produtos e soluções de gestão e monitorização de sistemas nas áreas da proteção civil, águas e saneamento, em formas e termos a acordar posteriormente, no limite do investimento suportado pela CMT nos termos da cláusula 2ª;
e)      Devolver as instalações à CMT, após a vigência do presente protocolo, disponibilizadas nos termos da cláusula 2ª, nas condições iniciais e num prazo equivalente ao que mediar entre a assinatura deste protocolo e a objectivação da condição referida b) da cláusula 2ª, sendo que as mais-valias operadas serão fruto de acordo entre a SoftINSA e a CMT.


Cláusula 5.ª
Compromisso genérico
a)      Sem prejuízo da observância dos quadros legais nacionais vigentes, a Camara Municipal de Tomar (CMT) e o Instituto Politécnico de Tomar (IPT) tendo em conta as soluções da IBM e a disponibilidade de produtos e serviços que terá em Tomar, comprometem-se a desenvolver com a softINSA, uma parceria tecnológica que vise o desenvolvimento das tecnologias de informação em Tomar.
b)      Esta parceria visará transformar Tomar numa montra tecnológica assente na tecnologia e nos processos de IT da softINSA através da introdução gradual dessa mesma tecnologia e processos nas operações da CMT e do IPT, bem como na sua promoção junto das demais entidades regionais tanto públicas como privadas. Esta última atividade reveste-se de extrema importância de forma a consolidar a utilização dos recursos técnicos que integrarão este CENIT-IBM.

Tomar, 29 de Julho de 2013
O Vereador
Luis Ferreira