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13.2.13

Pessimismo elevado entre os Portugueses

Notícia da Marketest

Mantém-se o pessimismo entre os portugueses

Os resultados de Janeiro do Barómetro Político da Marktest confirmam a tendência para as baixas expectativas entre os portugueses, mantendo o índice de expectativa dentro do pessimismo acentuado.


De acordo com os dados apresentados pelo Barómetro Político da Marktest, em Janeiro o índice de expectativa foi de 24.6% mantendo-se dentro do pessimismo acentuado (abaixo de 25%).



Os inquiridos do sexo feminino mantiveram-se mais pessimistas comparativamente à população masculina (23.9% para os primeiros e 25.5% para os segundos).
Observando os dados por estrutura etária, verifica-se que os mais jovens (dos 18 aos 34 anos) são os menos pessimistas (30.5%). Já a população entre os 35 e os 54 anos foi a mais pessimista com um índice que não foi além de 22.3%. Os mais idosos (mais de 55 anos) registaram um índice de expectativa de 22.8%.
Por região Marktest, observa-se que a região Sul foi a mais pessimista cum um índice de 17.9*%. Seguiu-se o Grande Porto com 22.4%. As regiões do Interior Norte e Grande Lisboa registaram índices de expectativa aproximados (23.3% e 23.7%, respectivamente). O Litoral Centro e o Litoral Norte foram as regiões menos pessimistas com índices de 28.3% e 29.7%, respectivamente.
Em termos de expectativa por classes sociais, observou-se que a classe Média foi em Janeiro a mais pessimista com um índice de 21.9%. As classes Baixa e Média Baixa registaram 24.1% e as classes Alta e Média Alta foram as menos pessimistas, com 28.2%.

Relativamente ao índice de expectativa por intenção de voto, entre aqueles cuja intenção de voto é PSD, este índice manteve-se mais elevado (43.6%). Já para aqueles cuja intenção de voto é PS, o índice em Janeiro foi de 18.5%.


O Índice de Expectativa é um indicador recolhido regularmente pela Marktest desde Março de 1990, junto de indivíduos com 18 e mais anos, residentes em Portugal Continental.
Para a aferição do índice utilizamos uma base de cerca de 800 entrevistas.
Aos inquiridos são colocadas 2 questões:
- Pensa que daqui a um ano a sua situação económica e pessoal e a do seu agregado familiar será Melhor, Igual ou Pior?
- E em relação à situação económica do país, pensa que daqui a um ano ela será Melhor, Igual ou Pior ?


O Índice de Expectativa face à situação económica resulta da conjugação das respostas obtidas a estas duas questões. Para a construção do índice é atribuído um valor de 100 às respostas "MELHOR", 50 às respostas "IGUAL" e 0 às respostas "PIOR", não entrando na análise os indivíduos que não responderam às questões. O índice geral resulta de uma média dos índices parciais.
Valores acima dos 50 pontos traduzem expectativas positivas e valores abaixo dos 50 pontos traduzem expectativas negativas, aconselhando-se para a interpretação dos resultados a seguinte grelha de análise:
Valor do Índice de Expectativa
0-25 Pessimismo acentuado
25-50 Pessimismo moderado
50-75 Optimismo moderado
75-100 Optimismo acentuado

Os resultados deste Barómetro estão disponíveis aqui.

11.2.13

OCDE diz que Portugal cortou na Saúde o dobro do que negociou com a troika



Relatório destaca cortes nas despesas com o pessoal e “concentração e racionalização” da oferta em centros de saúde e hospitais como principais caminhos seguidos.
Cuidados de saúde em causa - foto ilustrativa

 
As medidas do Governo de contenção da despesa no sector da saúde fizeram com que Portugal acabasse por cortar o dobro do que era exigido no memorando de entendimento com a troika, diz um relatório da OCDE.
 
Esta é uma das principais conclusões do relatório Health Spending Growth at Zero – Which countries, which sectors are most affected?, que acaba de ser publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que compara os cortes no sector da saúde em vários países. A OCDE ressalva que este relatório limita-se a analisar as tendências e não a discutir a eficácia das medidas ou o seu efeito no estado de saúde da população. O relatório refere que a Alemanha foi o único país da OCDE que não registou um abrandamento na taxa de despesa em Saúde em 2010, em comparação com os anos anteriores.

Num dos pontos do documento, a OCDE refere que o Governo português assumiu o compromisso de fazer “poupanças significativas” no sector da saúde em 2011 e 2012, nomeadamente através de cortes nas despesas com o pessoal, “concentração e racionalização” da oferta em centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde e cortes nos benefícios obtidos através dos impostos, como as deduções de despesas em sede de IRS.
 
“Em Setembro de 2011, o país anunciou uma redução de 11% no orçamento do Serviço Nacional de Saúde para 2012, o dobro do corte do memorando de entendimento com a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional”, lê-se no documento. Numa das tabelas, as contas da OCDE apontam para que a despesa em 2011 tenha caído 5,2% face a 2010, quando a média de todos os países que integram a organização foi de um crescimento de 0,7%. Tudo isto fará com que o país alcance em 2013 uma despesa pública em Saúde pouco superior a 5,1% do produto interno bruto (PIB), quando a média da zona euro se estima que seja na ordem dos 7%. Em 2010 a despesa portuguesa representava mais de 10%.
 
Segundo o documento, depois da crise económica e financeira que estalou em 2008, diversos países começaram a tentar conter o contínuo crescimento da despesa no sector da saúde, alcançando taxas na ordem dos 0% em 2010 e conseguindo mesmo valores negativos em 2011.

Ao final da noite desta sexta-feira, o Ministério da Saúde desmentiu os dados da OCDE, acusando a organização de ter confundido dados dos universos EPE [Hospitais Entidades Públicas Empresariais] e SNS [Serviço Nacional de Saúde].”

Por email, a assessora do ministro assegurou que “o orçamento do SNS para 2012 (expurgando o efeito do Plano de Regularização de Dívidas) registou uma redução de 4,67% e não de 11%”. “Analisando a conta do SNS, verificou-se uma redução da despesa total em 2012 de cerca de 600 milhões de euros (-6,8%)”, especifica.

Há, segundo afirma, uma confusão “entre o processo de privatização dos HPP [Hospitais Privados de Portugal] e o inexistente processo de privatização dos EPE”. Assumiu-se que o HPP “estaria integrado na rede do SNS, o que como se sabe não é correcto”.

A mesma receita em vários países
No mesmo relatório, a OCDE acrescenta que, independentemente do país, a receita para controlar a despesa pública neste sector tem sido quase sempre a mesma e passa por três caminhos: ajustar orçamentos, aumentando as contribuições dos cidadãos; regular a procura de serviços; e controlar o custo dos cuidados prestados. Aliás, a contenção de custos têm sido feita tanto nos medicamentos como nos cuidados ambulatórios, hospitalares e serviços administrativos. Só a área de cuidados continuados tem continuado a exercer uma forte pressão nos orçamentos, continuando a crescer, ainda que a um ritmo mais controlado.

Em muitos países, em especial na Estónia, Irlanda e Hungria, a estratégia tem também passado por “grandes reduções nas verbas alocadas à prevenção e saúde pública entre 2008 e 2010”, alerta o documento, que destaca Portugal como um exemplo de um país em que os orçamentos para estas áreas têm subido, apesar da contenção noutros parâmetros. Sobre a política do medicamento sublinha-se que Portugal introduziu uma série de medidas destinadas a reduzir o preço dos fármacos, assim como centralizou a compra deste tipo de produtos em meio hospitalar, criando ainda linhas orientadoras de apoio à prescrição dos médicos.

Impactos a longo prazo
Em Novembro, a OCDE já tinha divulgado dados que indicavam que as despesas de Saúde tinham caído em toda a União Europeia em 2010, o que aconteceu pela primeira vez em décadas devido aos esforços dos governos para conterem os défices orçamentais e conseguirem convergir com as metas de Bruxelas. O documento advertia, contudo, que a redução ou abrandamento da despesa poderá ter um impacto a longo prazo nos cuidados de saúde.
 
“É importante assegurar um acompanhamento contínuo dos dados e dos indicadores no domínio da Saúde e dos sistemas de Saúde, a fim de obter indícios do impacto potencial da alteração das circunstâncias económicas e das políticas de Saúde ao nível do acesso aos cuidados, da sua qualidade e dos seus resultados”, referia o relatório, que dizia ainda que a redução da despesa pública foi conseguida através de medidas que incluíram a redução de salários, o aumento dos pagamentos directos por parte dos utentes e a imposição de restrições orçamentais nos hospitais.

O documento destacava que a percentagem do PIB dedicada à Saúde estabilizou ou desceu em 2010, com os Estados-membros a afectarem em média 9% do respectivo PIB. Portugal situava-se ligeiramente acima desta média, com 10,7%.

Já antes, em Junho, um outro relatório do mesmo organismo dizia que um pouco por toda a Europa os governos estavam a cortar nas despesas com a Saúde e em 2010, ao contrário do que era tendência desde 2000, o crescimento dos gastos no sector foi nulo ou muito baixo. O documento dizia que Portugal não foi excepção, tendo-se passado de um ritmo de crescimento de 2,3% para 0,6%. Mas em plena crise os portugueses continuavam a ser dos que mais pagam directamente do seu bolso despesas com saúde: 26% face aos 20,1% da média dos 34 países da OCDE.
 
O relatório destacava que Portugal, em termos de percentagem do PIB, gastava um pouco acima da média da OCDE, mas, se os números forem vistos à lupa, ou seja, quanto é alocado neste sector por habitante, a média é bastante inferior à dos países da OCDE: os gastos em Saúde per capita são de 2196 euros, enquanto na média dos países chega aos 2631 euros. Nos EUA, por exemplo, é de 6629 euros.

Notícia actualizada com reacção do Ministério da Saúde
 
*** *** ***
 
Entretanto a situação no Centro Hospitalar do Médio Tejo, mantem-se num apertado "diagnóstico", pelo menos a levar em linha de conta a última reunião que houve entre o conselho de administração e os autarcas de Tomar.
 
A teimosia do continuar o caminho trilhado, como a insistência na "poupança financeira", que está a ser claramente à custa dos cuidados de saúde da população, com uma diminuição elevada de todos os indicadores, sejam dos acessos à urgência, seja das consultas externas, seja de outros atos médicos, considerados para efeito de financiamento por parte do SNS.
 
Se a isto acrescermos a GESTÃO de ALTAS, que é feita na unidade final, independentemente de em qual entrou ou de onde quer que a pessoa seja, na área do Médio Tejo, leva a que a generalidade das altas seja dada em Abrantes, exatamente o local mais longe da maioria da população abrangida. Só para se ter noção, uma deslocação de Abrantes a Tomar, pode custar entre 50 a 75€, em ambulância...
 
E assim vai a saúde no nosso País e na nossa terra. Mas claro, que não choverão as análises a dixer que não, que é assim que está bem, que ninguém nos mandou ter três Hospitais por aqui. mas desculpem lá qualquer coisinha: mas Tomar não tinha Hospital desde sempre? E Abrantes? E Torres Novas? Pois é também conhecer a história e nós só queremos o que temos por direito ter, nada mais!
 
E por mais que custe a alguns ouvir ou ler: durante os anos de governação socialista, as urgências não sairam de Tomar, nem a medicina interna, nem um conjunto vasto de consultas externas, nem os tomarenses eram apanhados no meio da Alameda 1 de Março numa emergência do INEM e vinham a ter alta em Abrantes. Essa é que é essa! O resto é maldicência e torpe propaganda governamental.

5.2.13

Rir é sempre o melhor remédio...

Tenho a felicidade de ter nascido no dia de Carnaval, nesse já longínquo ano de 67,  na época das várias revoluções culturais, no advento da era do aquário e do princípio filosófico do "sejamos realistas, exijamos o impossível".
 
Pouco depois (73), houve o primeiro choque petrolífero e pronto, lá se descobriu (ou se foi descobrindo), que o crescimento contínuo não existia e algumas décadas mais tarde (88), com o relatório Brandantland, que os recursos também não e que deviam ser equilibrados naquilo que ficou definido como o desenvolvimento sustentável.
 
Coisas sérias da vida, têm hoje um peso grande e definitivo sobre a vida de cada um de nós. Mas nem só de coisas sérias podemos nós viver. Um livro, um filme, uma musica, uma peça de teatro ou o simples olhar para o mar ou num qualquer promontório, monte ou castelo que seja, no comtemplar da paisagem, deste nosso belo País, também são opções importantes e a dar relevo na vida de hoje.
 
E então, quem anda, mesmo que episódicamente, na vida pública ou na vida política, tem de conseguir descomprimir das secas que apanha e dos deveres que tem de cumprir, complicados quase sempre pela intrincada natureza humana. Tratar de assuntos sérios, da vida dos outros nomeadamente, não tem de ser propriamente levado com ar sisudo, ou com aquela bruma típica do Processo de Kafka, no auge da sociedade industrial de há cerca de 100 anos. Era o tempo da cor cinzenta.
 
Após os anos sessenta e setenta do seculo passado as cores tomaram a nossa vida. Toda a palete.
Todos os sorrisos passaram a estar disponíveis, de tal forma que com a proliferação dos chats, passou a contar com símbolos de expressão (smileys). Porque seria?
 
Sempre em todas as funções públicas que tenho desempenhado, ou nos meus locais de trabalho, desde os 16 anos, procuro sempre manter a melhor disposição possivel, relativizando os problemas, colocando enfoque nas soluções e usando o sorriso e a graça respeitosa, como arma para a descompressão.
 
E em caso de dúvida, lembro-me sempre de uma contagem interessante dos tempos de vida, onde se concluiu que passamos quase 1/4 da vida no trabalho e 1/3 do tempo de vida a dormir. Assim quase metade da vida em que estamos acordados é passada com os colegas de trabalho. Não é mesmo preferível, fazê-lo com o menor dos stresses e com um bom sorriso? Eu por mim acho que sim. Mas lá que andam por aí uns tantos cada vez mais sisudos e quais alpaquinhas de terno de há um século, debitando as grandes certezas da vida em cada ato pesado que exercem, sem gracinha nenhuma, ah isso andam.
 
E como a vida são dois dias e o carnaval três, olhem: aproveitem e divirtam-se!

3.2.13

Sócrates revisitado

É sabido que não sou um fã da visão ideológica de José Sócrates, tendo apoiado no célebre Congresso de 2004 o camarada Manuel Alegre. No entanto a governação entre 2005 e 2011, apontou um caminho e seguiu uma linha de resolução de atrasos de décadas da sociedade portuguesa.

Através do PS, Portugal passou a ter um desígnio, da recuperação do atraso educacional, tecnológico, virado de novo para a exportação, na aposta da industria turística e tecnológica, por exemplo e visando tirar partido dos hubs dos portos e aeroportos de entrada na Europa. E tudo isto na promoção da igualdade de oportunidades e na redução das assimetrias entre pobres e ricos, com ênfase na subida do rendimento dos pobres e não no empobrecimento da classe média.

O caminho apontado pela gestão do PS visava transformar Portugal num país em linha com o seu tempo e não em linha com a China da exploração industrial ou do Paquistão do trabalho infantil, como parece ser o caminho preconizado pelos atuais governantes de Portugal.

 
Um comentador habitual da blogosfera tomarenses, que não conheço pessoalmente, mas que acompanho com cada vez maior interesse, faz uma análise que deve ser lida e, por isso mesmo a partilho:


DE: Cantoneiro da Borda da Estrada

José Sócrates foi um político que deu um passo para diante, no caminho da História de Portugal. Chamado pela terceira vez consecutiva a julgamento popular, manteve-se à frente até cerca de 20/15 dias antes do dia das eleições (5/junho 2011). Todas as sondagens apontavam nesse sentido. A bem dizer lutou sozinho durante anos contra todos os partidos da oposição, parte do PS autárquico, contra toda a imprensa escrita e audio-visual, contra grupos de comunicadores organizados nos meios de comunicação (de que faziam parte os sicranos referenciados no post), contra bandos organizados na blogosfera, arreatados pelos interesses atingidos, contra uma camarilha bem organizada na instituição justiça. Há jornais no nosso País que são retretes imundas, sarjetas por onde foram conduzidas todas as injúrias pessoais e todas as violências das palavras. 

José Sócrates percebeu que o primeiro ciclo do pós Abril estava esgotado e Portugal mantinha o seu tecido económico (e não só) atrofiado - precisava urgentemente de empreender a criação de um novo Ciclo Histórico, que nunca foi assumido por ninguém na nossa história. Pôs mãos à obra com coragem e determinação, apostou forte no Comércio Externo (Exportação), na Educação e na Ciência, na Inovação, Novas Energias e Novas Tecnologias, e as nossas universidades começaram a parir às centenas de spin-offs e start-ups - antes corrigira o défice deixado pelos governos de Barroso e Santana Lopes. Para levar por diante esta ambição tinha de vencer muitos lobbies e o espírito carunchoso e bolorento que dominava e ainda domina as nossas elites da merda. A sua acção governativa chamou a atenção de toda a Europa e do mundo. As suas movimentações políticas internacionais revelavam um Primeiro Ministro brilhante, descomplexado, sem teias de aranha na cornadura, denotando uma capacidade de perceção da realidade portuguesa e de políticas para a enfrentar, que surpreendeu todos. A mim também.

Em todas as suas políticas revelou ser, na prática, um homem de esquerda, pensando nos interesses das grandes massas populares, um patriota, um apaixonado na luta contra o endémico espírito contra-reformista herdado do passado. O cavaquismo e os bandos de corruptos à sua volta sentiram-se alvo desta obra extraordinária a que tinha lançado mãos. PCP e BE nem queriam acreditar: o PS tinha mesmo um líder que ameaçava a sua existência. Os interesses corporativos renderam-se à liderança do mais vil oportunismo político alguma vez visto em Portugal: para o combaterem e eliminarem venderam deliberadamente a pátria e os portugueses ao estrangeiro, estenderam-lhe a passadeira da vergonha e do vexame para que nos governassem, para que elaborassem programas de governação.

Num golpe de asa magistral, só ao alcance de um político à séria, amarrou os nossos parceiros europeus a um plano, o PEC IV, que, a ter sido aceite, nos colocaria numa situação deveras privilegiada no contexto da crise europeia e internacional, que nos subtrairia à tragédia em que já estamos mergulhados, e que se vai agravar vertiginosamente. Entregaram-nos a um bando de aventureiros canalhas e traidores. 

O que derrotou Sócrates foi o povo ter acreditado na mensagem dos partidos da oposição: "Com Sócrates nãos nos aliamos!". O povo, muito bem, optou, na parte final, por uma alternativa de estabilidade, acreditando nas promessas de Passos, Relvas e Portas. Todos estão lembrados do que prometeram fazer e não fazer...

O povo foi enganado! Isso é crime contra a pátria!

E é o debate sobre esse crime que nunca sairá de dentro do PS e da política portuguesa sem esclarecimento, enquanto os traidores não forem desmascardos e acusados publicamente. Este nó tem de ser desatado, e não há taticismo nem falso unanimismo que o impeça.

Não se trai o povo e a pátria impunemente.

Ah! É verdade, parece que entretanto houve uma crise qualquer... - acabei por me esquecer.
 

1.2.13

Na onda...

Cada vez são mais os Portugueses a entrar na onda: o Turismo é a maior industria nacional e há quem se saiba promover...
 
Na Nazaré não se brinca em serviço e é com estas 'pequenas' coisas que se otimizam os recursos endógenos. O Farol da Nazaré já lá está há centenas de anos, o mar e as ondas então, desde há milhões. A isso juntou a (falida) Câmara local o engenho de convidar um surfista de renome e promovê-la. Quem sabe faz, quem não sabe inveja. Lá como cá!

31.1.13

Humor...

Roubado a Hugo Cristóvão, para melhor entendimento, da sua visão de "serviços mínimos", a propósito de greves e outras formas de protesto...
 
"Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic."


 
[A frase é um bocadinho disparatada, ou não fosse o seu autor um grande pândego, mas lá que tem piada tem.
Tem certamente mais piada que eu tenho tido tempo para blogues. Quando não há tempo para mais, umas citações cumprem sempre os serviços mínimos.] HC, dixit

29.1.13

Com António José Seguro, por Portugal!


O PS tem um Lider eleito democraticamente por todos os socialistas.
Avançou para a liderança do nosso partido no momento mais difícil, após uma das piores derrotas eleitorais do PS, com uma maioria absoluta de direita e amarrado a um memorando que não negociou.

Enquanto outros, com muitas responsabilidades no passado recente se resguardaram à espera de melhores tempos, António José Seguro avançou, sem hesitações para defender e afirmar o nosso PS.
Não teve vida fácil. Mas Seguro resistiu e com uma enorme determinação conseguiu colocar o PS à frente em todas as sondagens. O PS é o segundo partido socialista na Europa com melhores resultados nas sondagens. António Seguro é o político mais popular e preferido para Primeiro Ministro no confronto com Passos Coelho.

O PS é hoje um partido organizado, estabilizado, com mais de 90% dos candidatos autárquicos escolhidos, fortemente mobilizado para as eleições autárquicas e reforçado na sua oposição ao
 Governo e ao corte de 4 000 milhões de euros nas funções sociais do Estado.
A ambição pessoal, a sede de poder de alguns estão a prejudicar o nosso PS e as nossas candidaturas autárquicas, promovendo um clima de instabilidade permanente.

O que estamos a assistir há vários dias é uma deslealdade que o nosso PS não merece, nem os militantes do nosso partido.
Eu repudio a intriga, a baixa política, as manobras de corredor e o cinismo.
Eu não aceito que ninguém se sirva do PS, para os seus objetivos pessoais. O dever de um socialista é o de servir o PS e não servir-se do PS, como infelizmente acontece com alguns que apenas querem facilidades e pouco trabalho.

Eu que desde 1983 milito no PS, estou ao lado do nosso SG, António José Seguro!
 
A instabilidade criada, mais do que o cumprimento de uma formalidade, exige um legítimo e sentido
 excercício do direito à indignação

Aniversário dos bombeiros sob o clima do protesto

Ontem realizou-se o aniversario dos Bombeiros de Tomar, numa simples e singela cerimonia realizada à noite.
Durante os discursos da praxe, especialmente nos do Vice-presidente e presidente da Camara de Tomar, foi notório o 'falatório' e as 'bocas' da pouca assistência de bombeiros na sala, que eram menos de vinte, segundo uma jornalista na sala.
O discurso do comandante foi claro e direto: sem meios nao podem os bombeiros continuar o trabalho que vinham fazendo. As criticas foram tantas que até eu, com vários anos de ligação ao Setor e tendo assistido a inúmeros aniversários de bombeiros por todo este distrito, me senti incomodado.

Asco rifões organizacionais e funcionais dos Bombeiros Municipais de Tomar, bateram no fundo. Ou talvez não: com este decisões públicos ainda é possível piorar. Sinceramente temo pela capacidade de garantirmos o apoio mínimo à nossa população. E continuamos a gastar cerca de 1 milhão€ por ano com o sistema de proteção civil. Havia necessidade de tamanha incapacidade?

28.1.13

O grande prémio no regresso aos mercados

A felicidade estampada no rosto dos nossos Governantes na passada semana, queria fazer-nos acreditar que a nossa vida está mesmo a melhorar: Portugal voltou aos mercados.

Ao conseguir pedir um empréstimo internacional a cerca de 4,9% de juro anual, a pagar daqui a 5 anos (Janeiro de 2018), o governo diz-se satisfeito. Quando a taxa de juro do BCE para a Banca é de 0,75% e a Euribor, valor pelo qual os bancos 'trocam' dinheiro entre si, a pouco mais de 0,2%... Um grande sucesso está visto: para os agiotas do mundo!

Mas a grande noticia dos últimos dias é o prémio que a Erica, jovem de 21 anos, conquistou para Portugal. Especialistas em andar a ser 'lixados' por um bando de oportunistas, com Relvas à cabeça da Hidra, a Erica ter ganho um prémio internacional é motivo de orgulho.

A conferir:
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2013/01/16/atriz-portuguesa-erica-fontes-ganha-scar-da-pornografia

25.1.13

Bombeiros Municipais de Tomar fundados a 28 de Janeiro de 1923

Comemoram-se nesta segunda-feira, dia 28 de Janeiro, os 90 anos dos nossos Bombeiros Municipais.
 
Durante décadas, especialmente depois dos anos 50 do sec.XX, foi considerado que teria sido a 28 de Janeiro de 1922, que os Bombeiros de Tomar se teriam formado, mas um trabalho de levantamento factual, realizado por uma empresa de Tomar, a pedido da vereação socialista dos Bombeiros em 2011, de que foi dado conhecimento ao então Presidente da Câmara, demonstrou que havia sido a 28 de Janeiro de 1923, que em cerimónia pública foi "apresentado" à população o corpo de bombeiros de Tomar, sendo a data possivel de se considerar como fundadora dos nossos Bombeiros.
 
Outra data importante que se pode ainda considerar, é a de 1 de Setembro de 1922, que constituiu o início da recruta tendente a instalar em Tomar os Bombeiros Municipais.
 

Transcrição da acta da sessão extraordinária da Comissão Executiva da Câmara Municipal do concelho de Tomar, realizada em 28 de Janeiro de 1923

Edifício dos Paços do Concelho 14h00

Presentes
Presidente João Torres Pinheiro

Vereadores
António D’Almeida e Silva, Manuel Vieira, António Duarte Faustino, Dr. Pedro Augusto de Gouveia e José Gonçalves Ribeiro

Aberta a sessão o Senhor Presidente disse tê-la convocado para registar solenemente a apresentação da Corporação de Bombeiros Municipais que se encontravam presentes e que a Comissão Executiva da Câmara Municipal os recebia com a máxima satisfação e contentamento. Que estava assim satisfeita uma das aspirações de Tomar, devido à iniciativa da vereação transacta e principalmente aos esforços (…) 1 e persistentes do Vereador Senhor Gonçalves Pinheiro que por este facto é digno dos maiores louvores. Que os bombeiros têm uma grande missão a cumprir, ficam-lhes confiadas a defesa e salvação dos nossos haveres e das nossas vidas, (…)1 terríveis dos incêndios, é uma missão altruísta e humanitária. A Corporação de Bombeiros é composta de rapazes e de homens novos, todos cheios de vida e de boa vontade; a Câmara está convencida de que hão-de desempenhar-se sempre (…)1 missão com brio, coragem e dedicação, confiando que assim acontecerá; levantou um viva à Corporação de Bombeiros Municipais de Tomar, que foi calorosamente correspondido pelos colegas e pela numerosa assistência que enchia a sala.

 Em seguida usou da palavra o vereador Senhor Gonçalves Ribeiro dizendo que como vereador do pelouro dos incêndios tinha a satisfação de apresentar o Corpo de Salvação Pública de Tomar. É um facto que reporta notável para a nossa terra por preencher uma falta que há muito se fazia sentir. O Corpo de Salvação Pública é composto de homens que saberão cumprir com o seu dever, nenhuma dúvida tem em o afirmar porque eles deram a maior prova de coragem e abnegação quando do pavoroso incêndio no dia dez de Setembro do ano findo, que enlutou a nossa terra, e aí portaram-se como heróis, (…)1 cada um o lugar mais difícil e mais perigoso. (…)1 falta de água, o elemento mais poderoso dos bombeiros e então, eles empregaram maiores esforços para localizar o incêndio, o que conseguiram a golpes de machado; este facto causou a admiração dentro dos bombeiros de Lisboa – que acidentalmente passavam por Tomar – e que admirando-se não acreditavam que os nossos bombeiros tivessem apenas dez dias de instrução. Dirigindo-se aos bombeiros disse-lhes: “Bombeiros municipais, desde hoje que pesa sobre os nossos bombeiros uma grande responsabilidade, mas temos a convicção de que sabereis cumprir com o vosso dever. No passeio que ides hoje dar pela cidade não é só para mostrar o brilho dos vossos lindos capacetes, mas também para afirmar do já existe na nossa terra, um corpo de bombeiros capaz de defender os haveres e as vidas dos seus habitantes".

Depois o vereador Senhor Doutor Gouveia usou da palavra dizendo que elogiava os rapazes que voluntariamente se prestavam a arriscar a vida para bem de todos e incitando-os a cumprirem sempre (…)1 o seu dever para honrarem Corporação a que pertencem.

Seguidamente pediu a palavra o Capitão Senhor Brak-Lamy como administrador do periódico “Ecos de Tomar” fazendo o elogio da vereação transacta pela criação do Corpo de Bombeiros e dizendo confiar na actual para serem levados a efeito os melhoramentos de que o concelho necessita.

Por fim usou da palavra o vereador Senhor Manuel Vieira dizendo que tendo acabado de chegar fatigado da longa viagem lhe faltava disposição para usar da palavra, apesar disso não queria deixar de aproveitar esta reunião para saudar com todo o entusiasmo e (…)1 da sua admiração a essa plêiade de briosos rapazes, que hoje pela primeira vez se apresentavam em público, constituindo essa Corporação de Bombeiros, correspondendo a uma fortíssima aspiração de Tomar e tornando-se também mais dignos de apreço e simpatia (…)1. Era na verdade arriscada e cheia de perigos a árdua tarefa a que se vinham consagrar, unicamente para serem úteis ao próximo, tendo de estar por assim dizer sempre aberta ao primeiro sinal de alarme, dispostos a tudo sacrificar encaminhar para a morte por entre as labaredas das chamas e de nuvens espessas de fumo, para salvar os bens e a vida dos seus semelhantes! E porque (…)1 rara abnegação e alto espírito de sacrifício lhes propunha o exemplo de São João de Deus e São Marçal (que as corporações congéneres têm por Padroeiro) os quais não temendo o incêndio porque os abrasava, o fogo ainda mais intenso (…)1; e lhes suscitava se inspirassem no sentimento religioso porque a religião era a melhor fonte de dedicação e heroísmo como tantas vezes se tinha evidenciado ainda há pouco na Grande Guerra. Por último, fazendo ardentes votos pelo progressismo da Corporação implorava as bênçãos de Deus para que havendo – se todos com denodo e heroísmo quando os seus serviços fossem reclamados (e permitisse Deus que nunca o fossem) pudessem bem merecer da sociedade, receber a mais consoladora de todas as recompensas nas lágrimas agradecidas dos salvos por sem esforço e experimentar a alegria indizível que nasce da consciência de sofrer para ser útil ao próximo.
 
Findo os discursos dos oradores indicados, o Senhor Presidente agradeceu a todos as referências feitas e encerrou a sessão levantando um novo viva à corporação de bombeiros, que igualmente foi entusiasticamente correspondido.

No Carnaval nada parece mal, ou talvez não...

Notícia do site da Rádio Hertz


TOMAR - «Tomar Iniciativas» reage ao chumbo do executivo em relação ao desfile de Carnaval

A «Tomar Iniciativas», associação que teve a cargo a realização das últimas seis edições do Carnaval na cidade, respondeu, em conferência de imprensa, ao chumbo dado pelo executivo camarário (excepção feita ao vereador Luís Ferreira, do Partido Socialista) relativamente ao desfile deste ano. No salão nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, os dirigentes da associação - que foi criada, precisamente, para realizar o Carnaval, sob sugestão do então presidente António Paiva - não deixaram passar em claro algumas acusações feitas na reunião camarária onde tudo se decidiu e consideram-se discriminados pelo facto de a autarquia ter concedido cinco mil euros para a ACR Linhaceira enquanto que a «Tomar Iniciativas» ficou privada de qualquer apoio. Uma das acusações que mais desconforto causou entre os membros da «Tomar Iniciativas» disse respeito à contabilidade do Carnaval de 2012.

23.1.13

Cidade responde à falta de estratégia da Câmara

Depois de ter sido recusado o apoio à realização do carnaval da cidade de Tomar, numa evidente falta de estratégia na gestão dos eventos por parte desta Câmara, posição essa que só contou com a divergência do Partido Socialista, a entidade organizadora resolveu avançar, mesmo assim, com a realização do Carnaval.

 
Como vereador tenho imensa pena que a minha Câmara não respeite, nem se dê ao respeito, transformando tudo em que se mete num verdadeiro 'carnaval'.
Não havia 15.000€ para o carnaval ou outra qualquer verba que ajudasse à sua promoção externa, mas há mais de 30.000€ para pagar despesas de representação a 13 funcionários seus, que recebem mais de 2000€ por mês: É assim mesmo, grandes valentes!