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3.2.13

Sócrates revisitado

É sabido que não sou um fã da visão ideológica de José Sócrates, tendo apoiado no célebre Congresso de 2004 o camarada Manuel Alegre. No entanto a governação entre 2005 e 2011, apontou um caminho e seguiu uma linha de resolução de atrasos de décadas da sociedade portuguesa.

Através do PS, Portugal passou a ter um desígnio, da recuperação do atraso educacional, tecnológico, virado de novo para a exportação, na aposta da industria turística e tecnológica, por exemplo e visando tirar partido dos hubs dos portos e aeroportos de entrada na Europa. E tudo isto na promoção da igualdade de oportunidades e na redução das assimetrias entre pobres e ricos, com ênfase na subida do rendimento dos pobres e não no empobrecimento da classe média.

O caminho apontado pela gestão do PS visava transformar Portugal num país em linha com o seu tempo e não em linha com a China da exploração industrial ou do Paquistão do trabalho infantil, como parece ser o caminho preconizado pelos atuais governantes de Portugal.

 
Um comentador habitual da blogosfera tomarenses, que não conheço pessoalmente, mas que acompanho com cada vez maior interesse, faz uma análise que deve ser lida e, por isso mesmo a partilho:


DE: Cantoneiro da Borda da Estrada

José Sócrates foi um político que deu um passo para diante, no caminho da História de Portugal. Chamado pela terceira vez consecutiva a julgamento popular, manteve-se à frente até cerca de 20/15 dias antes do dia das eleições (5/junho 2011). Todas as sondagens apontavam nesse sentido. A bem dizer lutou sozinho durante anos contra todos os partidos da oposição, parte do PS autárquico, contra toda a imprensa escrita e audio-visual, contra grupos de comunicadores organizados nos meios de comunicação (de que faziam parte os sicranos referenciados no post), contra bandos organizados na blogosfera, arreatados pelos interesses atingidos, contra uma camarilha bem organizada na instituição justiça. Há jornais no nosso País que são retretes imundas, sarjetas por onde foram conduzidas todas as injúrias pessoais e todas as violências das palavras. 

José Sócrates percebeu que o primeiro ciclo do pós Abril estava esgotado e Portugal mantinha o seu tecido económico (e não só) atrofiado - precisava urgentemente de empreender a criação de um novo Ciclo Histórico, que nunca foi assumido por ninguém na nossa história. Pôs mãos à obra com coragem e determinação, apostou forte no Comércio Externo (Exportação), na Educação e na Ciência, na Inovação, Novas Energias e Novas Tecnologias, e as nossas universidades começaram a parir às centenas de spin-offs e start-ups - antes corrigira o défice deixado pelos governos de Barroso e Santana Lopes. Para levar por diante esta ambição tinha de vencer muitos lobbies e o espírito carunchoso e bolorento que dominava e ainda domina as nossas elites da merda. A sua acção governativa chamou a atenção de toda a Europa e do mundo. As suas movimentações políticas internacionais revelavam um Primeiro Ministro brilhante, descomplexado, sem teias de aranha na cornadura, denotando uma capacidade de perceção da realidade portuguesa e de políticas para a enfrentar, que surpreendeu todos. A mim também.

Em todas as suas políticas revelou ser, na prática, um homem de esquerda, pensando nos interesses das grandes massas populares, um patriota, um apaixonado na luta contra o endémico espírito contra-reformista herdado do passado. O cavaquismo e os bandos de corruptos à sua volta sentiram-se alvo desta obra extraordinária a que tinha lançado mãos. PCP e BE nem queriam acreditar: o PS tinha mesmo um líder que ameaçava a sua existência. Os interesses corporativos renderam-se à liderança do mais vil oportunismo político alguma vez visto em Portugal: para o combaterem e eliminarem venderam deliberadamente a pátria e os portugueses ao estrangeiro, estenderam-lhe a passadeira da vergonha e do vexame para que nos governassem, para que elaborassem programas de governação.

Num golpe de asa magistral, só ao alcance de um político à séria, amarrou os nossos parceiros europeus a um plano, o PEC IV, que, a ter sido aceite, nos colocaria numa situação deveras privilegiada no contexto da crise europeia e internacional, que nos subtrairia à tragédia em que já estamos mergulhados, e que se vai agravar vertiginosamente. Entregaram-nos a um bando de aventureiros canalhas e traidores. 

O que derrotou Sócrates foi o povo ter acreditado na mensagem dos partidos da oposição: "Com Sócrates nãos nos aliamos!". O povo, muito bem, optou, na parte final, por uma alternativa de estabilidade, acreditando nas promessas de Passos, Relvas e Portas. Todos estão lembrados do que prometeram fazer e não fazer...

O povo foi enganado! Isso é crime contra a pátria!

E é o debate sobre esse crime que nunca sairá de dentro do PS e da política portuguesa sem esclarecimento, enquanto os traidores não forem desmascardos e acusados publicamente. Este nó tem de ser desatado, e não há taticismo nem falso unanimismo que o impeça.

Não se trai o povo e a pátria impunemente.

Ah! É verdade, parece que entretanto houve uma crise qualquer... - acabei por me esquecer.
 

1.2.13

Na onda...

Cada vez são mais os Portugueses a entrar na onda: o Turismo é a maior industria nacional e há quem se saiba promover...
 
Na Nazaré não se brinca em serviço e é com estas 'pequenas' coisas que se otimizam os recursos endógenos. O Farol da Nazaré já lá está há centenas de anos, o mar e as ondas então, desde há milhões. A isso juntou a (falida) Câmara local o engenho de convidar um surfista de renome e promovê-la. Quem sabe faz, quem não sabe inveja. Lá como cá!

31.1.13

Humor...

Roubado a Hugo Cristóvão, para melhor entendimento, da sua visão de "serviços mínimos", a propósito de greves e outras formas de protesto...
 
"Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic."


 
[A frase é um bocadinho disparatada, ou não fosse o seu autor um grande pândego, mas lá que tem piada tem.
Tem certamente mais piada que eu tenho tido tempo para blogues. Quando não há tempo para mais, umas citações cumprem sempre os serviços mínimos.] HC, dixit

29.1.13

Com António José Seguro, por Portugal!


O PS tem um Lider eleito democraticamente por todos os socialistas.
Avançou para a liderança do nosso partido no momento mais difícil, após uma das piores derrotas eleitorais do PS, com uma maioria absoluta de direita e amarrado a um memorando que não negociou.

Enquanto outros, com muitas responsabilidades no passado recente se resguardaram à espera de melhores tempos, António José Seguro avançou, sem hesitações para defender e afirmar o nosso PS.
Não teve vida fácil. Mas Seguro resistiu e com uma enorme determinação conseguiu colocar o PS à frente em todas as sondagens. O PS é o segundo partido socialista na Europa com melhores resultados nas sondagens. António Seguro é o político mais popular e preferido para Primeiro Ministro no confronto com Passos Coelho.

O PS é hoje um partido organizado, estabilizado, com mais de 90% dos candidatos autárquicos escolhidos, fortemente mobilizado para as eleições autárquicas e reforçado na sua oposição ao
 Governo e ao corte de 4 000 milhões de euros nas funções sociais do Estado.
A ambição pessoal, a sede de poder de alguns estão a prejudicar o nosso PS e as nossas candidaturas autárquicas, promovendo um clima de instabilidade permanente.

O que estamos a assistir há vários dias é uma deslealdade que o nosso PS não merece, nem os militantes do nosso partido.
Eu repudio a intriga, a baixa política, as manobras de corredor e o cinismo.
Eu não aceito que ninguém se sirva do PS, para os seus objetivos pessoais. O dever de um socialista é o de servir o PS e não servir-se do PS, como infelizmente acontece com alguns que apenas querem facilidades e pouco trabalho.

Eu que desde 1983 milito no PS, estou ao lado do nosso SG, António José Seguro!
 
A instabilidade criada, mais do que o cumprimento de uma formalidade, exige um legítimo e sentido
 excercício do direito à indignação

Aniversário dos bombeiros sob o clima do protesto

Ontem realizou-se o aniversario dos Bombeiros de Tomar, numa simples e singela cerimonia realizada à noite.
Durante os discursos da praxe, especialmente nos do Vice-presidente e presidente da Camara de Tomar, foi notório o 'falatório' e as 'bocas' da pouca assistência de bombeiros na sala, que eram menos de vinte, segundo uma jornalista na sala.
O discurso do comandante foi claro e direto: sem meios nao podem os bombeiros continuar o trabalho que vinham fazendo. As criticas foram tantas que até eu, com vários anos de ligação ao Setor e tendo assistido a inúmeros aniversários de bombeiros por todo este distrito, me senti incomodado.

Asco rifões organizacionais e funcionais dos Bombeiros Municipais de Tomar, bateram no fundo. Ou talvez não: com este decisões públicos ainda é possível piorar. Sinceramente temo pela capacidade de garantirmos o apoio mínimo à nossa população. E continuamos a gastar cerca de 1 milhão€ por ano com o sistema de proteção civil. Havia necessidade de tamanha incapacidade?

28.1.13

O grande prémio no regresso aos mercados

A felicidade estampada no rosto dos nossos Governantes na passada semana, queria fazer-nos acreditar que a nossa vida está mesmo a melhorar: Portugal voltou aos mercados.

Ao conseguir pedir um empréstimo internacional a cerca de 4,9% de juro anual, a pagar daqui a 5 anos (Janeiro de 2018), o governo diz-se satisfeito. Quando a taxa de juro do BCE para a Banca é de 0,75% e a Euribor, valor pelo qual os bancos 'trocam' dinheiro entre si, a pouco mais de 0,2%... Um grande sucesso está visto: para os agiotas do mundo!

Mas a grande noticia dos últimos dias é o prémio que a Erica, jovem de 21 anos, conquistou para Portugal. Especialistas em andar a ser 'lixados' por um bando de oportunistas, com Relvas à cabeça da Hidra, a Erica ter ganho um prémio internacional é motivo de orgulho.

A conferir:
http://sicnoticias.sapo.pt/vida/2013/01/16/atriz-portuguesa-erica-fontes-ganha-scar-da-pornografia

25.1.13

Bombeiros Municipais de Tomar fundados a 28 de Janeiro de 1923

Comemoram-se nesta segunda-feira, dia 28 de Janeiro, os 90 anos dos nossos Bombeiros Municipais.
 
Durante décadas, especialmente depois dos anos 50 do sec.XX, foi considerado que teria sido a 28 de Janeiro de 1922, que os Bombeiros de Tomar se teriam formado, mas um trabalho de levantamento factual, realizado por uma empresa de Tomar, a pedido da vereação socialista dos Bombeiros em 2011, de que foi dado conhecimento ao então Presidente da Câmara, demonstrou que havia sido a 28 de Janeiro de 1923, que em cerimónia pública foi "apresentado" à população o corpo de bombeiros de Tomar, sendo a data possivel de se considerar como fundadora dos nossos Bombeiros.
 
Outra data importante que se pode ainda considerar, é a de 1 de Setembro de 1922, que constituiu o início da recruta tendente a instalar em Tomar os Bombeiros Municipais.
 

Transcrição da acta da sessão extraordinária da Comissão Executiva da Câmara Municipal do concelho de Tomar, realizada em 28 de Janeiro de 1923

Edifício dos Paços do Concelho 14h00

Presentes
Presidente João Torres Pinheiro

Vereadores
António D’Almeida e Silva, Manuel Vieira, António Duarte Faustino, Dr. Pedro Augusto de Gouveia e José Gonçalves Ribeiro

Aberta a sessão o Senhor Presidente disse tê-la convocado para registar solenemente a apresentação da Corporação de Bombeiros Municipais que se encontravam presentes e que a Comissão Executiva da Câmara Municipal os recebia com a máxima satisfação e contentamento. Que estava assim satisfeita uma das aspirações de Tomar, devido à iniciativa da vereação transacta e principalmente aos esforços (…) 1 e persistentes do Vereador Senhor Gonçalves Pinheiro que por este facto é digno dos maiores louvores. Que os bombeiros têm uma grande missão a cumprir, ficam-lhes confiadas a defesa e salvação dos nossos haveres e das nossas vidas, (…)1 terríveis dos incêndios, é uma missão altruísta e humanitária. A Corporação de Bombeiros é composta de rapazes e de homens novos, todos cheios de vida e de boa vontade; a Câmara está convencida de que hão-de desempenhar-se sempre (…)1 missão com brio, coragem e dedicação, confiando que assim acontecerá; levantou um viva à Corporação de Bombeiros Municipais de Tomar, que foi calorosamente correspondido pelos colegas e pela numerosa assistência que enchia a sala.

 Em seguida usou da palavra o vereador Senhor Gonçalves Ribeiro dizendo que como vereador do pelouro dos incêndios tinha a satisfação de apresentar o Corpo de Salvação Pública de Tomar. É um facto que reporta notável para a nossa terra por preencher uma falta que há muito se fazia sentir. O Corpo de Salvação Pública é composto de homens que saberão cumprir com o seu dever, nenhuma dúvida tem em o afirmar porque eles deram a maior prova de coragem e abnegação quando do pavoroso incêndio no dia dez de Setembro do ano findo, que enlutou a nossa terra, e aí portaram-se como heróis, (…)1 cada um o lugar mais difícil e mais perigoso. (…)1 falta de água, o elemento mais poderoso dos bombeiros e então, eles empregaram maiores esforços para localizar o incêndio, o que conseguiram a golpes de machado; este facto causou a admiração dentro dos bombeiros de Lisboa – que acidentalmente passavam por Tomar – e que admirando-se não acreditavam que os nossos bombeiros tivessem apenas dez dias de instrução. Dirigindo-se aos bombeiros disse-lhes: “Bombeiros municipais, desde hoje que pesa sobre os nossos bombeiros uma grande responsabilidade, mas temos a convicção de que sabereis cumprir com o vosso dever. No passeio que ides hoje dar pela cidade não é só para mostrar o brilho dos vossos lindos capacetes, mas também para afirmar do já existe na nossa terra, um corpo de bombeiros capaz de defender os haveres e as vidas dos seus habitantes".

Depois o vereador Senhor Doutor Gouveia usou da palavra dizendo que elogiava os rapazes que voluntariamente se prestavam a arriscar a vida para bem de todos e incitando-os a cumprirem sempre (…)1 o seu dever para honrarem Corporação a que pertencem.

Seguidamente pediu a palavra o Capitão Senhor Brak-Lamy como administrador do periódico “Ecos de Tomar” fazendo o elogio da vereação transacta pela criação do Corpo de Bombeiros e dizendo confiar na actual para serem levados a efeito os melhoramentos de que o concelho necessita.

Por fim usou da palavra o vereador Senhor Manuel Vieira dizendo que tendo acabado de chegar fatigado da longa viagem lhe faltava disposição para usar da palavra, apesar disso não queria deixar de aproveitar esta reunião para saudar com todo o entusiasmo e (…)1 da sua admiração a essa plêiade de briosos rapazes, que hoje pela primeira vez se apresentavam em público, constituindo essa Corporação de Bombeiros, correspondendo a uma fortíssima aspiração de Tomar e tornando-se também mais dignos de apreço e simpatia (…)1. Era na verdade arriscada e cheia de perigos a árdua tarefa a que se vinham consagrar, unicamente para serem úteis ao próximo, tendo de estar por assim dizer sempre aberta ao primeiro sinal de alarme, dispostos a tudo sacrificar encaminhar para a morte por entre as labaredas das chamas e de nuvens espessas de fumo, para salvar os bens e a vida dos seus semelhantes! E porque (…)1 rara abnegação e alto espírito de sacrifício lhes propunha o exemplo de São João de Deus e São Marçal (que as corporações congéneres têm por Padroeiro) os quais não temendo o incêndio porque os abrasava, o fogo ainda mais intenso (…)1; e lhes suscitava se inspirassem no sentimento religioso porque a religião era a melhor fonte de dedicação e heroísmo como tantas vezes se tinha evidenciado ainda há pouco na Grande Guerra. Por último, fazendo ardentes votos pelo progressismo da Corporação implorava as bênçãos de Deus para que havendo – se todos com denodo e heroísmo quando os seus serviços fossem reclamados (e permitisse Deus que nunca o fossem) pudessem bem merecer da sociedade, receber a mais consoladora de todas as recompensas nas lágrimas agradecidas dos salvos por sem esforço e experimentar a alegria indizível que nasce da consciência de sofrer para ser útil ao próximo.
 
Findo os discursos dos oradores indicados, o Senhor Presidente agradeceu a todos as referências feitas e encerrou a sessão levantando um novo viva à corporação de bombeiros, que igualmente foi entusiasticamente correspondido.

No Carnaval nada parece mal, ou talvez não...

Notícia do site da Rádio Hertz


TOMAR - «Tomar Iniciativas» reage ao chumbo do executivo em relação ao desfile de Carnaval

A «Tomar Iniciativas», associação que teve a cargo a realização das últimas seis edições do Carnaval na cidade, respondeu, em conferência de imprensa, ao chumbo dado pelo executivo camarário (excepção feita ao vereador Luís Ferreira, do Partido Socialista) relativamente ao desfile deste ano. No salão nobre da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, os dirigentes da associação - que foi criada, precisamente, para realizar o Carnaval, sob sugestão do então presidente António Paiva - não deixaram passar em claro algumas acusações feitas na reunião camarária onde tudo se decidiu e consideram-se discriminados pelo facto de a autarquia ter concedido cinco mil euros para a ACR Linhaceira enquanto que a «Tomar Iniciativas» ficou privada de qualquer apoio. Uma das acusações que mais desconforto causou entre os membros da «Tomar Iniciativas» disse respeito à contabilidade do Carnaval de 2012.

23.1.13

Cidade responde à falta de estratégia da Câmara

Depois de ter sido recusado o apoio à realização do carnaval da cidade de Tomar, numa evidente falta de estratégia na gestão dos eventos por parte desta Câmara, posição essa que só contou com a divergência do Partido Socialista, a entidade organizadora resolveu avançar, mesmo assim, com a realização do Carnaval.

 
Como vereador tenho imensa pena que a minha Câmara não respeite, nem se dê ao respeito, transformando tudo em que se mete num verdadeiro 'carnaval'.
Não havia 15.000€ para o carnaval ou outra qualquer verba que ajudasse à sua promoção externa, mas há mais de 30.000€ para pagar despesas de representação a 13 funcionários seus, que recebem mais de 2000€ por mês: É assim mesmo, grandes valentes!

16.1.13

Mais uma vergonha de Relvas: a destruição das Freguesias

O senhor Presidente da República promulgou hoje a Lei de destruição de mais de um milhar de Freguesias.

Para a maior parte das pessoas tal não interessa nada, convencidos que os 3 milhões de euros assim poupados servem para alguma coisa. Ou que não se perde grande coisa. Ou que é um problema de uns poucos...

Assim se desenvolve a mentalidade sob uma ditadura. Auto-censura e recusa de olhar para o lado. "Desde que não seja eu...", diz-se.

Assim vai Portugal. Assim vai Tomar, com 10 Freguesias extintas e cada vez mais egoismo a imperar e incompetência a propalar entre autarcas... Mas a ditadura dos "costumes" aí está: hoje as Freguesias, e amanhã? Pois amanhã veremos...

Os fantoches de Relvas andam nervosos

Há medida que a candidatura que o PS apoia, liderada por Anabela Freitas, vai fazendo o seu caminho, ouvindo os desejos da população, promovendo debates e avaliações sobre os grandes temas que preocupam Tomar, sucedem-se os atos de desespero de vários dos fantoches de Miguel Relvas e da sua teia tentacular, criada e desenvolvida em Tomar ao longo de décadas.

Dentro e fora das organizações politicas em Tomar, de todas, à exceção do partido comunista, agitam-se nervosos ora clamando que Anabela Freitas, que está há mais de uma década na política, desde o Parlamento local ao nacional, contando com mais de 25 anos de experiência profissional na área do emprego, onde chegou a Diretora do centro de emprego de Tomar, não tem experiência; ora clamando que ela mais não é que um prolongamento do político Luís Ferreira, como já antes o haviam dito de Carlos Silva, Hugo Cristóvão ou José Vitorino. Em comum todos nós temos o fato de sermos socialistas e exercermos actualmente ou no passado funções autárquicas. Em diversidade de personalidades, pensamentos, opiniões e até de votos!

Mas entendamo-nos: é crime ser do PS?
É crime ter pensamento próprio?
É crime dizer que temos sido governados, em Tomar, por um bando de oportunistas sem estratégia, que apenas levou Tomar à triste figura que hoje faz no contexto regional e nacional?
É crime ter razão na generalidade do que se tem defendido?
É crime não ser corrupto, nem fazer 'jeitinhos' aos amigos ou às famílias ditas de 'sangue azul', ou dos poucos convencidos, pedantes e armados ao pingarelho, das esquinas da primorosa, que sempre querem mandar, sem sequer se sujeitarem à critica pública?
É crime chamar, como diz e bem o povo, os bois pelos nomes?

Pois parece que sim. Para os fantoches de Miguel Relvas, que quais virgens ofendidas se acham sempre à margem de qualquer critica, ou se acham os únicos com legitimidade para falar e ditar regras, parece que em Tomar, ser livre é crime.
Acontece que para a esmagadora maioria da população o que é sentido é que esta Câmara não serve, que estes fantoches de Relvas não prestam e que é preciso mudar. E é isso que Anabela Freitas representa. Por isso vai ser atacada. Muito atacada. Porque liderança política é isso: saber para onde se vai, sem ligar aos cães que ladram!

E convém que se saiba que à passagem da caravana os ditos ladram por medo. Pois podem e devem tê-lo!

15.1.13

A voz límpida e direta do cantoneiro põe o escriba na "linha"

O escriba oficial local do relvismo continua a sua cruzada contra os socialistas, de cá e de lá, procurando provar entre meias verdades e meias inverdades que a causa das nossas dificuldades advém da promoção da igualdade de oportunidades, da justiça social redistributiva e de uma vida em liberdade, apanágio histórico daqueles que se afirmam como socialistas.

Um bem identificado comentador habitual, fez recentemente um excelente comentário o qual, mesmo sem conhecimento completo dos pormenores, se entende o contexto e a diferença de visão do mundo que hoje, cada vez mais está em causa:


DE: Cantoneiro da Borda da Estrada



Em primeiro lugar, retira lá essa do "Estão-te a ir ao bolso?". Nunca na minha vida pautei as minhas opiniões ou posicionamentos políticos pelos meus interesses económicos pessoais.Mesmo quando fui operário em Tomar durante 8 anos. Não sei o que é isso. Até hoje. O meu estilo de vida e gastos são os mesmos que sempre fiz durante toda a minha vida, adquiridos, não por chulagem ou amiguismo de tipo algum, nunca mamei nas tetas do Estado um cabrão de um tostão e recusei, até, depois de vir da guerra colonial, um emprego numa repartição de finanças em Tomar, que me foi oferecido de bandeja por ação do saudoso Manuel da Silva Guimarães. Foi sempre uma opção minha, daí que tenha constituído para mim um enorme problema psicológico quando pensei reformar-se, sabendo que ia ficar dependente de um Estado português dominado por interesses e elites inimigas do povo português, como se pode ver agora.

 


Querias que eu te acusasse de estares a auferir uma reforma que não obedeceu à mesma fórmula que a minha, e que andei a pagar durante 46 anos, "cá fora"? Não vou por esse caminho. Seria injusto. 




Não venhas para mim com essa lenga-lenga, porque eu sou capaz de comer merda a vergar-me a qualquer sacana, de que o nosso País está cheio. Não venhas para mim com essa conversa relvista. Com essa não. Até porque sei o que custa manter esta posição e, por isso, compreendo perfeitamente o quanto andam acagaçados os funcionários públicos - e com razão. 




Não conheço ninguém nem na minha família paternal nem na maternal que seja servidor do Estado, que trabalhe no Estado ou mame à custa dele. Tenho três filhos e trabalham no privado e nunca pedi a ninguém um emprego para eles no Estado (nem cá fora, já agora), nem nunca me passou pela cabeça fazê-lo enquanto fui militante partidário num partido da área chanada de governação. Pára lá, então, com isso. Se usas muitas vezes essa arma com outros no debate político, peço-te para não a usares comigo, porque sei o que custa trabalhar afastado das tetas da Vaca Nacional.

 


Em segundo lugar, não fui fundador do MRPP, fui, sim, fundador do PCTP/MRPP. O MRPP foi um movimento nascido antes de Abril 74 e não tive a honra de estar no seu nascimento.

 


Em terceiro lugar, e para terminar, a crise económica nacional e internacional não é culpa de Sócrates, sabe-lo bem, tu e todos os que se vêem agora a contas com a sua consciência. E de terem, cada um à sua maneira, burlado indecorosamente o povo português, indo na onda de camarilhas e bandos da pior malandragem que pisa solo pátrio, e que deviam responder pelo golpe que deram e em que participaram, ultrajando um País de 860 anos, onde os poderosos e elites da merda sempre imploraram pela interferência estrangeira para defenderem os seus interesses: 1383-1385, imploraram por Castela; 40 anos após a abertura da Rota do Cabo, estávamos em bancarrota; mais 40 anos e voltaram a bandear-se para Castela (1580); enriquecidos com ouro e pimenta no séc. XVIII fujiram, no início séc. seguinte, atrás do João VI para o Brasil, abandonando o povo às tropas e governação estrangeiras; 1974, dividiram-se entre dois imperialismos, o soviético e o americano; 2009/2011 clamaram pela intervenção externa; nos dias correntes pedem diretivas ao capitalismo financeiro internacional sobre como governar Portugal, ou seja, defender os seus interesses.

 


Não sou -nunca fui!-desse campo. E nunca serei. 

 


É por tudo isto que tenho uma admiração extraordinãria pelo primeiro governante em Portugal que ousou enfrentar a canalha que trai consecutivamente a nossa pátria, humilha o nosso povo, semnpre no regaço de forças poderosas estrangeiras. 

 


És muito forte com os fracos, mas amanças perante os poderosos, mesmo que sejam uma escória, como é o caso presente.