O blogue teve 33.434 visitas até 9/2019, 98.329 em 2018 (106.801 de 2017) +++ e mais de 467 mil desde julho/2010

14.12.12

Anabela Freitas defende empresas e famílias prejudicadas pela A13

http://pstomar.blogspot.pt/2012/12/pergunta-ao-ministerio-da-economia-e-do.html

Lisboa, 14 dez (Lusa) – O PS defendeu numa pergunta enviada ao Governo que as famílias e as empresas das zonas abrangidas pela A13, onde começaram a ser cobradas portagens em novembro de 2011, deviam ter descontos na utilização daquela autoestrada.
 
Na pergunta dirigida ao Ministério da Economia, a deputada Anabela Freitas defende que a A13 é “um eixo estruturante para o concelho de Tomar e para a região do Médio Tejo, ligando a cidade de Tomar à A23 no nó da Atalaia (concelho de Vila Nova da Barquinha), permitindo a partir desse local a ligação a Lisboa, via A1”.
 
Apesar de ter apenas seis quilómetros, a deputada socialista frisou que aquela autoestrada é “fundamental para a região”.
 
Anabela Freitas lembrou ainda que o Provedor de Justiça considerou que as portagens “estavam feridas de ilegalidade, atendendo à não divulgação pública antecipada do início de cobrança de portagens, assim como do respetivo regime de isenção”.
 
“O Sr. Provedor de Justiça repudiou a forma como foram introduzidas as portagens na referida autoestrada e aconselhou os cidadãos a recorrerem aos órgãos jurisdicionais, para provar a ineficácia do ato administrativo”, acrescentou.
 
Por tudo isso, a deputada quer saber que medidas foram tomadas para resolver a questão colocada pelo Provedor de Justiça e que medidas de discriminação positiva pensa o Governo tomar para apoiar as famílias e empresas desta zona.
MCL
Lusa/fim

8.12.12

Tornado e solidariedade, dois anos depois

Há dois anos Tomar estava em alerta vermelho.
Havíamos sofrido o atravessamento de um Tornado (F3).
Foi a 7 de Dezembro de 2010, pelas 14H30.

É altura de começar a falar claro, sobre o que se passou e o que se poderia e deveria ter passado.

A começar pela crónica de hoje na Rádio Hertz (nota do dia quinzenal, sendo a próxima no Sábado dia 22 de Dezembro). É que à força de ouvir e ler tanto disparate nos últimos dois anos, convém que se vá sabendo a verdade sobre os momentos do nosso passado recente...

A ler com atenção no blogue coletivo http://esquerdocapitulo.blogspot.com


Luis Ferreira, vereador da proteção civil, acompanhado pelo comandante dos bombeiros de Tomar, Engª Ana Andrade da proteção civil municipal e Engº Leonel Graça do gabinete da vereação, na apresentação do balanço operacional de 2010 (Foto Rádio Hertz) 



7.12.12

Parabéns a Mário Soares


Mário Soares, em 1973, entre o grupo de fundadores do PS


Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu a 7 de Dezembro de 1924.

Completa hoje 88 anos.

É a grande referencia da democracia Portuguesa, da via europeia de Portugal e um libertário que soube assumir o poder, sem perder o realismo por um lado e o sonho pelo outro.

Já não se "fazem" Homens assim.
Obrigado Mestre!

2.12.12

Foral de Tomar foi há 850 anos

Em 1162, Dom Gualdim Pais daria o primeiro foral a Thomar, depois de alguns anos antes aqui ter decidido inplantar uma defesa contra as investidas dos almorávias (árabes do norte de África) que ajudavam os reinos taifas (de religião muçulmana) da península ibérica.

A época era de enorme intolerância religiosa e a Ordem dos Templários, de que Gualdim Pais era o seu terceiro ou quinto Mestre na Península procurava desesperadamente garantir a defesa da "linha do Tejo", onde o local de Thomar se inseria.


Eis uma tradução para Português comtemporâneo desse esquecido Foral de 1162:

Em nome de Deus. Amen. Eu, mestre Gualdim, juntamente com os meus freires, freires do Templo de Salomão, persistentes na fé, aprouve-nos conceder a vós, moradores em Tomar, grandes e pequenos, de qualquer ordem que sejais, e aos vossos filhos e descendentes, uma carta de garantia do direito das vossas herdades, que aí povoais, e de foro e serviço.

[1º] Primeiro, que nunca nos façais seara.

[2º] E que não deis ao zaga, da presa de fossado, senão duas partes, ficando duas para vós.

[3º] E de azaria e de qualquer cavalgada em que não for o rei, que fique para nós a quinta parte e para vós as quatro partes, sem qualquer alcaidaria.

[4º] Se algum cavaleiro comprar uma vinha a um tributário, que aquela fique isenta.

[5º] E se receber em casamento uma mulher de tributário, todas as herdades que esta possuir sejam isentas.

[6º] E se o tributário puder ser cavaleiro, aplique-se-lhe o foro dos cavaleiros.

[7º] Os cavaleiros tenham as suas herdades isentas.

[8º] E se algum dos cavaleiros envelhecer e não puder combater a cavalo, mantenha, enquanto viver, a honra dos cavaleiros.

[9º] E se o cavaleiro falecer e sua mulher sobreviver, que seja honrada como em vida de seu marido.

[10º] E que ninguém case com ela, ou com a filha de outro qualquer, sem consentimento daquela e dos seus parentes.

[11º] Que o saião não vá penhorar a casa de alguém.

[12º] E se alguém fizer algo ilícito venham ao concilium e seja julgado em conformidade com o direito.

[13º] E que os vossos juiz e alcaide sejam designados sem ofreção.

[14º] Os clérigos de Tomar tenham em tudo a honra dos cavaleiros, nas vinhas, nas terras e nas casas.

[15º] E se morrer o cavalo a algum cavaleiro e ele não puder comprar outro, dar-lho-emos nós.

[16º] E se lho não dermos, mantenha-se honrado até que possa adquiri-lo.

[17º] O infanção, ou qualquer outro homem, não tenha em Tomar casa ou herdade, a não ser que queira habitar connosco e servir como qualquer um de vós.

[18º] Nas azenhas, não deis mais que a décimo quarta parte, sem ofreção.

[19º] Os peões dêem de ratio o mesmo que costumam dar os peões de Coimbra, por quarteiro de dezasseis alqueires, sem braço posto e sem tábua.

[20º] De vinho e de linho dêem a oitava parte.

[21º] E de madeira que tragam para vender dêem a oitava parte,

[22º] De lagarádiga, dêem um almude quando o vinho for inferior a cinco quinais; se for superior, dêem [mais] uma quarta, sem ofreção e jantar.

[23º] Nenhum cavaleiro estranho entre em casa de alguém, sem permissão do dono da casa.

[24º] E se algum lavrador tiver uma iviçom não faça foro a ninguém com ela.

[25º] Os almocreves façam um serviço por ano.

[26º] E entre vós não exista nenhuma manaria.

[27º] E se algum de vós quiser transferir-se para outro domínio ou para outra terra, possa dar ou vender a sua herdade a quem quiser, para que nela habite e seja nosso homem, como qualquer um de vós.

[28º] As atalaias ponhamo-las nós metade do ano, e vós a outra metade.

[29º] Não deis portádigo, nem alcavala, nem víveres aos guardas da cidade ou da porta.


[30º] Nunca damos Tomar por alcavala a alguém.


Na presença de homens bons e por dádiva de Deus, estatuímos e concedemos este foro e este costume e firmamo-lo perpétua e integralmente, tanto para nós como para os nossos sucessores. Se, pelo contrário, alguém o quiser infringir – e não acreditamos que algum dos nossos sucessores o faça – mestre, freires, ou estranho, seja logo destruído pela cólera de Deus e pereça com o diabo e os seus anjos, infinitamente castigado, a não ser que corrija satisfatória e dignamente as coisas.

Feita a carta de garantia no mês de Novembro da era de mil e duzentos, reinando D. Afonso, rei portucalense, filho do conde Henrique e da rainha Teresa, neto do rei Afonso magno.

Escreveu-a Paio, deão. Pero Pais [da Maia, alferes-mor]. Gonçalo [Mendes] de Sousa [I, o Sousão], dapifer. D. Rodrigo, conde. D. Ticion, alcaide de Coimbra. D. Guian, alcaide de Santarém.
(fonte: Casa de Sarmento)

25.11.12

Há um ano o PS deixou o PSD a falar sozinho em Tomar

Foi há um ano que o PS em Assembleia Municipal se recusou a aprovar mais uma alteração orçamental, que visava incluir a decisão unilateral do pagamento do ruinoso negócio que o PSD fez com a ParqueT, no valor de 6,475 milhões€, precipitando o fim do acordo de partilha de poder que havia mantendo durante dois anos.
 
Apoiei esta decisão, ratificada pela Comissão Política, convicto de que o PS não podia continuar preso a uma situação altamente prejudicial ao Concelho. Certo de que Tomar precisava e merecia ter uma alternativa forte e global a mais de 15 anos de total e absoluto desmando, com os resultados que estão à vista de todos.
 
A decisão corajosa, tomada pelos socialistas há um ano atrás, demonstra que é incomum, mas possivel, colocar os interesses coletivos acima de quaisquer interesses individuais. E nós, no PS, sabemos fazê-lo!
 
A reler as razões de deixar o PSD a falar sozinho em Tomar:

22.11.12

Conselho consultivo do Centro Hospitalar do MédioTejo

Tendo tido como representante do Município a vereadora Graça Costa, reuniu na passada Sexta-feira, pela primeira vez, o conselho consultivo do Centro Hospitalar do Médio Tejo.
 
A nossa representante disponibilizou um memorando dos principais assuntos abordados, que a seguir em parte se transcreve, tomando nota da importância de ser este o procedimento adequado a ter pelos representantes do Município em diversos e diferentes orgãos externos.

 
SÚMULA DA REUNIÃO DO CONSELHO CONSULTIVO DO CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO


  • Decréscimo da actividade do CHMT nas diversas valências quando comparado com 2011
  • Preocupação em relação à falta de recursos humanos médicos – este ano saíram 10 médicos, na sua maioria para as PPP e para zonas geográficas mais atractivas.
  • Concurso para 29 médicos, em curso, com a expectativa de se virem a cumprir apenas 10 a 12 vagas, na melhor das hipóteses.
  • Hospital de Dia – contratação de uma oncologista a tempo inteiro, e continuação do apoio de 2 oncologistas do IPO de Coimbra.
  • Maternidade – diminuição de cerca de 9% dos partos em relação a 2011 ( apenas 753 até Outubro de 2012 ). Existe preocupação em relação a esta matéria e está “ na calha” uma nova estratégia para inverter este processo – darei mais pormenores pessoalmente.
  • Cirurgia adicional – o CHMT tem contratualizado directamente do orçamento do Centro Hospitalar porque a tutela deixou cair o programa de combate ás listas de espera – tempo médio de espera actual 116 dias.
  • Existem 23 cirurgiões – 4 condicionados – muitos problemas com os anestesistas  - Prof. Queiroz e Mello falou da necessidade de alterações profundas na atitude e profissionalismo dos médicos , bem como da sua convicção de que se pode fazer muito mais com os mesmos recurso humanos.
  • Lista de espera actual – 2800 cirurgias
  • Presidente do Conselho Consultivo pediu dados sobre a qualidade dos serviços prestados – respostas foram muito pouco consistentes e / ou esclarecedoras.
  • Foram manifestadas muitas reservas em relação ao modelo das urgências nas 3 unidades.
  • Conselho de Administração tem um estudo que pretende implementar, através de Unidades Locais de Saúde.
  • Dados financeiros  - remeteram para o site do CHMT – resultado liquido negativo de 15 milhões de euros – deverá ser agendada nova reunião do CC no início de 2013 para analise estruturada da execução física e orçamental do ano em curso
  • O Conselho de administração apresentou um quadro com os “Planos de Futuro” para o CHMT, do qual se ressalta a enorme falta de informação sobre a reorganização em curso do CHMT – Presidente do Conselho de Administração foi evasivo e “preferiu” dar informações sobre outros investimentos do CHMT, a saber : o início do processo de implementação das ULS (Unidades Locais de Saúde); Nefrologia / Hemodialise – aumento da capacidade de resposta em Torres Novas; Hospital de Dia – Diabetes em Tomar; aumento da capacidade de resposta em termos de anatomia patológica e outros pormenores pouco relevantes
  • Foi questionada a passagem em definitivo da cirurgia programada para a Unidade de  Tomar, conforme tinha sido assumido pelo Conselho de Administração e que tinha sido comunicado na reunião que a Câmara havia tido com o Presidente do CHMT – processo está em reanálise.
  • Presidente do CHMT fez questão de relevar o apoio que a tutela tem dado ao processo de reestruturação do CHMT, e ao apoio do Partido Socialista, dando como exemplo a visita dos deputados socialistas a Tomar e as declarações efectuadas, essa altura, pelo deputado António Serrano.
  • Foi garantido pelo presidente do CHMT que nenhuma das unidades dos CHMT está à venda, mas referiu em simultâneo e no mesmo contexto que a situação financeira do Centro Hospitalar é insustentável.
  • Terminou a reunião falando dos intercâmbios com Angola e com a informação da aprovação dos contrato-programa, que apenas se concretizaram já durante o presente mês de Outubro.
  • A reunião encerrou coma a manifestação de intenção do Prof. Queiroz e Mello de fazer nova reunião no início de 2013.

18.11.12

País a caminho de eleições antecipadas

Estamos a escassos meses da realização de eleicoes antecipadas, sente-se pelo ambiente que se vive nos meios políticos e essa parece ser a única certeza neste momento.

As divergências entre PSD e PP são já neste momento insanáveis. A posição de varios Ministros, com Relvas à cabeça, é insustentável. As principais privatizações (a pataco), vão fazer borregar toda a leitura macro-económica sobre o país e virão a ser investigadas durante anos por visível favorecimento, tráfico de influencias e gestão danosa.
Relvas rumará ao Brasil, Alvaro para os amigos financiadores canadianos e Passos continuará a sua brilhante carreira de gestor avençado do grupo "ambiental" de Angelo Correia. No final da Estória um pais destroçado e um Seguro metido em apuros.

As eleições da Primavera de 2013, são no pior momento para o PS. Ainda não se tendo libertado da "canga socrática", cheio de desempregados políticos alapados à direção de Seguro, alguns tudo farão
para  continuar a servir os lobbies que nos trouxeram até aqui. O povo desesperado votará para mudar, mas o novo PS não está ainda preparado para Governar. Há ainda um caminho de "limpeza" a fazer...

Por isso entendo que a decisão, que primeiro Portas e depois Cavaco tomarão, tem apenas como fito retirar do poder este grupo de "funcionários" de outros interesses, mas a sua substituição não vai ser nem fácil, nem sequer garantia de que teremos uma nova e "limpa" política. Seguro precisa de mais tempo e objetivamente de um novo Congresso Nacional.

E é precisamente por isso que acho que vamos ter eleições com brevidade: o convencimento de determinada direita que o PS não chega lá. Oxalá Seguro tenha o golpe de asa para dar a volta por cima. Já o vi, em situações adversas, fazê-lo: mas os mais de 20 anos que nos separam desse tempo, podem porém fazer a diferença.

17.11.12

Primeiro aviso à navegação

Para a maioria das pessoas esta ou aquela ação ou escrito, desta ou daquela pessoa, parece muitas vezes despropositada ou sem qualquer sentido. No entanto, nada acontece por acaso.

Quanto vai uma aposta em como, muito em breve, vamos ver as habituais marionetas do Relvas a tentar tudo por tudo condicionar as candidaturas do PS, as únicas que nos últimos anos não tem conseguido limitar, controlar ou sequer influenciar?

É que mesmo à distância o longo braço e telefone do atual Ministro, tudo fará para ver se desta se safa novamente, seja na imposição de Carrão como cabeça de lista de uma coligação com o PP de Ivo, que se o fizer mais não fará do que retornar "à casa mãe", seja na criação de algumas manobras de diversão com os seus habituais serviçais nalguns setores da esquerda nabantina, cujo umbigo, ego, empregos diretos ou de familiares e outras benesses ilegítimas, passaram e continuam a passar pelo seu longo braço.

Os tomarenses sabem bem o resultado disso: 15 anos de caminho de caranguejo...

16.11.12

Dois anos depois mais um Tornado F3 em Portugal


Um excelente testemunho, de mais um Tornado (F3, sem dúvida), que assolou desta vez o Algarve.
Este tipo de fenómenos extremos, começa a afetar cada vez mais a nossa latitude.


http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/silves-carvoeiro-lagoa-tornado-mau-tempo-algarve/1393434-4071.html
Última atualização às 21:40
Treze pessoas ficaram feridas, três com gravidade, nos concelhos de Lagoa e Silves, após a passagem de um tornado na região, segundo o último balanço do Ministério da Administração Interna. Alguns feridos tiveram de ser desencarcerados de viaturas que se voltaram com o vento. Há três famílias desalojadas, num total de 12 pessoas.

Vídeo mostra tornado no mar

Segundo o INEM, nove dos feridos foram levados para os hospitais de Faro e Portimão e um recebeu tratamento no local. Dois feridos graves registaram-se em Silves.

A Proteção Civil adiantou ainda que 19 pessoas receberam assistência, no local, a nível psicológico.

Num balanço anterior, o adjunto de operações nacional da Proteção Civil, João Verde, explicara à tvi24.pt que os ferimentos resultaram de carros que se voltaram quando os ocupantes estavam no seu interior e de objetos lançados pelo vento.

«Os maiores problemas estão ligados com as pessoas que se encontravam no interior das suas viaturas e que sofreram danos, porque os ventos muito fortes acabaram por conduzir a que essas viaturas virassem», explicou.

As operações de socorro estão quase a ser concluídas, mas há mais de 100 habitações danificadas, assim como viaturas. O vento arrancou árvores, sinais, painéis e outras estruturas e os trabalhos de limpeza deverão demorar mais algum tempo.

Uma testemunha contou à tvi24.pt que o tornado passou por Alvor por volta das 14:30, danificando o telhado da escola primária e de outros edifícios.

De acordo com a Proteção Civil, foram «registados fenómenos de vento forte afetando os concelhos de Silves e Lagoa/Faro, danos em vários veículos, habitações e uma escola».

Quinze pessoas foram evacuadas preventivamente de um lar de idosos em Algoz, pela Cruz Vermelha Portuguesa, para uma unidade de cuidados intensivos.

De acordo com a última atualização da Proteção Civil, a «situação tende a normalizar», mas há «danos avultados no edificado, veículos, infraestruturas rodoviárias e rede elétrica».

4600 pessoas estão sem energia elétrica nos concelhos de Silves e Lagoa com previsão da reparação até às 24:00.

O abastecimento de água às populações está a funcionar com normalidade.

Também hoje de manhã, em Albufeira, o mau tempo causou inundações na via pública, alagando casas e lojas da cidade, mas a situação já está regularizada.

Estão envolvidos nas operações 231 operacionais apoiados por 67 viaturas.

Bombeiros de Arraiolos foram chamados para auxiliar na resposta a esta situação.

Os ventos fortes provocaram, ainda, o corte da linha ferroviária do Sul, que faz a ligação entre Lisboa e o Algarve, estando duas composições paradas por volta das 17:00, disse a CP. Os passageiros vão ser transportados de autocarro.

A circulação na linha ferroviária do sul foi entretanto restabelecida às 20:15.

A verdade sobre o Mercado Municipal

Artigo de opinião, publicado no Jornal"O Cidade de Tomar"


Muito se tem escrito e dito sobre o Mercado Municipal de Tomar, ou melhor, sobre a vergonha em que se transformou a sua gestão e manutenção. É exemplar do que tem sido uma determinada forma de olhar a Cidade, de olhar o Concelho e de prospetivar o nosso futuro colectivo.

A história, triste, é até de uma simplicidade atroz: Há cerca de 10 anos, aproveitando a janela de oportunidade aberta pelo Governo de António Guterres, com o Programa Polis, a Câmara de então, que é a mesma de hoje, viu na zona do Mercado a hipótese de aí criar um mirífico Fórum, de volumetria totalmente desproporcionada. Envolveria 20.000m2 de áreas comerciais, 5 andares e a sua altura excedia o atual Centro de Emprego.

Claro que tudo isto seria bonito se Tomar fosse Aveiro, com quase 100.000 habitantes a 15 minutos de distância, ou estivesse numa qualquer área metropolitana. Nunca até hoje apareceu qualquer grupo na área dos centros comerciais, que quisesse ou pudesse viabilizar tal disparate. Tem sido assim em quase tudo o que esta maioria que nos (des)governa há 15 anos faz: o que toca, em vez de luzir, perde brilho! E assim foi com o nosso Mercado.

Certo, certo, é que desde essa altura o objectivo para o Mercado estava traçado: era para abater!  E foi isso que foi executado: por desleixo, má fé na recusa de propostas da oposição para a requalificação do Mercado e falta de competência no acesso a financiamentos do QREN.

Nunca mais quaisquer obras, dignas desse nome, foram realizadas no Mercado Municipal, tirando a famigerada rede de separação entre o mercado da roupa e o mercado dos frescos, após a intervenção na outra margem do Rio, o qual hoje est+a num estado lastimável.

Logo em 2005, aquando da apresentação do orçamento para 2006, o então vereador socialista Carlos Silva apresentou uma proposta de alteração ao mesmo, colocando uma verba para uma INTERVENÇÃO DE EMERGÊNCIA no Mercado. Resultado: recusado pela maioria.

No sentido da defesa do Mercado, no inquérito público realizado para aprovação do Plano de Pormenor (PP) do Flecheiro e Mercado, o PS promoveu uma subscrição individual entregue no POLIS, subscrita por mais de 1.100 cidadãos. Resultado: recusados os argumentos apresentados, o PP Flecheiro e Mercado lá foi aprovado na Assembleia Municipal, apenas com os votos da maioria.

Posteriormente em 2008, seriam os independentes a insistir com tal correcção de caminho, o qual também foi recusado. E de obras nada. A degradação continuou!

Na campanha eleitoral de 2009, todas as forças políticas assumiram que o Mercado não podia continuar nas condições, do século passado, incapazes de mantê-lo em funcionamento durante muito tempo, o que viria acontecer menos de um ano depois. Todos assumiam assim, que o Mercado não servia de forma digna a população do Concelho e fazendo perigar algumas dezenas de negócios familiares, numa cidade cada vez mais carente de comércio local.

Em Fevereiro de 2010, após alguma discussão, foi aprovada por UNANIMIDADE uma intervenção de emergência no Mercado, a tal que o PS havia proposto em 2005 e que havia ser recusada. Haviam sido PERDIDOS mais de 4 anos!

E o que foi feito? Muito pouco. De tal forma, que no início de Julho de 2010, a ASAE viria encerrar provisoriamente o Mercado, com um auto com imensas incorrecções detectadas e mais tarde, viria mesmo selar o Mercado, em virtude de não haver da parte da Câmara qualquer visível interesse de as resolver.

De emergência, a Câmara reuniu e mais uma vez por UNANIMIDADE, viria a decidir que deveriam ser realizadas as estimativas ou para uma intervenção de correcção ou para outra solução provisória, bem como iniciar um projecto para um novo Mercado.

Sem qualquer apresentação de estimativas à reunião de Câmara, unilateralmente o presidente e o vice-presidente PSD decidiram avançar para a célebre TENDA, que aí está desde então, gastando centenas de milhar de euros.

A proposta dos vereadores do PS, então com outros pelouros atribuídos, em briefing de preparação de reunião de Câmara, foi a de que a prioridade deveria ser dada para a resolução imediata das incorrecções detectadas pela ASAE, em diálogo com esta, para que o Mercado ficasse encerrado o menos tempo possível. Houve inclusivamente uma visita realizada pelo vereador do urbanismo, em conjunto com o presidente de então, mas foi apenas para enganar, mentindo sobre a real intenção: FECHAR o MERCADO MUNICIPAL! E o PSD conseguiu-o, através da ASAE, mas conseguiu-o, mesmo sem arranjar investidor para construir o tal mirífico Fórum! É obra!

Após isto é o que se sabe: passaram dois anos, dois verões, milhares de euros perdidos de receitas, para o Município, para os Comerciantes e para os cidadãos.

Perdeu-se a oportunidade, proposta pelos vereadores do PS, durante 2010 e 2011, para que quase 3 milhões de euros, alocados a nível de financiamento QREN ao outro lado do Rio (Flecheiro), fosse parte dele reprogramado para o projecto e construção de um novo Mercado.

Em conclusão: Hoje, nem Mercado renovado, nem projeto para um novo Mercado, nem financiamento para que tal possa acontecer, nem serviço decente à população do Concelho. Na passada Quinta-feira, a Câmara decidiu novamente, por UNANIMIDADE, que quer saber o que já devia ter sabido há dois anos: os custos de uma intervenção de emergência!? Só podem estar a brincar com os Tomarenses, certo?
Para que saiba, em Coruche (PS), terra do Touro e da Cortiça, em menos tempo fez-se projecto, obteve-se financiamento, fez-se a obra de total renovação do antigo Mercado Municipal e a 5 de Outubro de 2012, foi reaberto.

15.11.12

Turismo anima reflexão e estudo em Tomar

promovido pela Associação dos Amigos da Sinagoga de Tomar


promovido pelo Departamento de Turismo Cultural do Instituto Politécnico de Tomar

De referir ainda que ontem, dia 14 de Novembro, se realizou em Tomar uma importante reunião de trabalho entre os responsaveis dos 80 cursos na área do Turismo, existentes em Portugal, que envolvem a formação de mais de 3.500 profissionais neste setor.
 
Tudo isto numa cidade onde a autarquia teima em não ter uma estratégia digna desse nome, nem um investimento consistente em coisas tão simples como o ambiente urbano, a recuperação dos seus imóveis ou asimples limpeza e abertura regular dos seus Monumentos. Por um lado, o seu primeiro mundo - a Academia faz e bem o seu trabalho, por outro o terceiro mundo (Municipal), mantém o paradigma do sec.XX., baseado no mais puro amadorismo e improviso. 

Aposta no Turismo dá sempre retorno


Portugal encontra-se entre os vinte por cento de países mais ricos do planeta, por estranho que nos possa parecer. A nossa participação na União europeia, tem tido as suas consequências a nível quer da riqueza, quer de indicadores de desenvolvimento, sejam por exemplo na saude, na esperança media de vida, no acesso a bens culturais, à educação, aos diferentes apoios sociais (desemprego, infancia, idosos, ...).
 
Isto pode parecer estranho, agora que desde há um ano temos um Governo de matriz ultra-liberal, que nos quer mais próximos da desregulação americana, do que do estado social alemão ou escandinavo, onde até os sindicatos pagam a greve aos trabalhadores, por exemplo!
Um dos negócios mais rentável em Portugal, à parte da produção de pasta de papel, com base na nossa gigantesca floresta, é decididamente o Turismo.

Somos o 18º destino turístico a nível mundial, quando somos apenas o 36º a nível de PIB per capita, sendo que Tomar, com quase 180.000 visitantes ao Convento de Cristo e mais de 40.000 à cidade, tem potencial para multiplicar por 10 este indicador.
 
Basta saber, querer e perceber onde estão os públicos. Basta limpeza, disponibilidade e apoio a iniciativas privadas e públicas. Basta bom senso e promoção adequada.
Basta aproveitar o know-how instalado nas Escolas, quando há formação superior nesta área em Tomar, nas Associações, quando há produção cultural, nas empresas, quando há restauração e hotelaria com qualidade... 
Esse estudo, essa prova, esse caminho foi avançado em 2010 em Tomar. Num ano apenas aumentou-se as dormidas em cerca de 15% e as visitas à cidade em mais de 30%.
E agora, o que vem sendo feito?