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6.11.12

Romney: Big day for a Big change, he says. Will be?

O desejo:

  http://api.usatoday.com/brightcove/BCVideo/PlayVideo.ashx?api_key=ej2stt7g2gm8chpsvvc2hkq7&videoID=1951084733001


O problema:

MÉXICO, 5 Nov 2012 (AFP) -As autoridades dos Estados Unidos "devem resolver rapidamente o chamado abismo fiscal" e o aumento do teto de sua dívida, seja quem for o ganhador das eleições presidenciais de terça-feira, pediu nesta segunda-feira a diretora gerente do FMI, Christine Lagarde, no México. 

A falta de acordo no Congresso norte-americano sobre os mecanismos para reduzir o déficit público ameaçam desatar uma série de ajustes automáticos que implicam cortes do gasto federal e aumentos de impostos, um cenário conhecido como "abismo fiscal" que afetaria duramente a economia mundial. Trata-se de uma ameaça não só para os Estados Unidos, mas "também para a economia global dado o tamanho" do país, disse Lagarde em coletiva de imprensa no final da reunião de ministros de Finanças e governadores de bancos centrais do G20 na capital mexicana. "Quem quer que seja eleito amanhã (terça-feira, o presidente Barack Obama ou o republicano Mitt Romney) deverá enfrentar esse desafio", disse Lagarde. A diretora do FMI lembrou que faltam apenas dois meses aos Estados Unidos para encontrar uma solução a esta ameaça ao crescimento mundial. Segundo o comunicado final da reunião, os Estados Unidos se comprometeram a evitar uma queda brusca de seu gasto público que possa afetar a economia global. "Os Estados Unidos cuidarão cuidadosamente do ritmo de ajuste fiscal para garantir que as finanças públicas sigam em um caminho sustentável a longo prazo, evitando (assim) uma forte contração fiscal em 2013", disse o texto divulgado no final de dois dias de deliberações na capital mexicana. mr/hov/cd/mv

Estados unidos gastam quase 20% do Orçamento em Defesa

5.11.12

O pedido de empréstimo do advogado Obama

Recebi via email, através de mão amiga, não tendo conseguido comprovar a sua realidade. No entanto, penso ser simpático que observemos uma abordagem, face à burocracia dos "sistemas" públicos e privados, que reputo de muito interessante...
Para os fãs de Obama serve como comprovação do seu "génio" ao serviço dos pobres e deserdados, para os outros, nos quais me incluo, não deixa de ser uma história interessante:

Um advogado de nome Barack Hussein Obama II, na época, 1995, líder comunitário, membro fundador da mesa directora da organização sem fins lucrativos Public Allies, membro da mesa directora da fundação filantrópica Woods Fund of Chicago, advogado na defesa de direitos civis e professor de direito constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago, Estado de Illinois (e actual presidente dos Estados Unidos da América) numa certa ocasião pediu um empréstimo em nome de um cliente que perdera sua casa num furacão e queria reconstruí-la.

 Foi-lhe comunicado que o empréstimo seria concedido logo que ele pudesse apresentar o título de propriedade original da parcela da propriedade que estava a ser oferecida como garantia.
O advogado Obama levou três meses para seguir a pista do título de propriedade datado de 1803.

Depois de enviar as informações para o Banco, recebeu a seguinte resposta:

"Após a análise do seu pedido de empréstimo, notamos que foi apresentada uma certidão do registo predial. Cumpre-nos elogiar a forma minuciosa do pedido, mas é preciso salientar que o senhor tem apenas o título de propriedade desde 1803. Para que a solicitação seja aprovada, será necessário apresentá-lo com o registo anterior a essa data."
Irritado, o advogado Obama respondeu da seguinte forma:

"Recebemos a vossa carta respeitante ao processo nº.189156.

Verificamos que os senhores desejam que seja apresentado o título de propriedade para além dos 194 anos abrangidos pelo presente registo. De fato, desconhecíamos que qualquer pessoa que fez a escolaridade neste país, particularmente aqueles que trabalham na área da propriedade, não soubesse que a Luisiana foi comprada, pelos EUA à França, em 1803.

Para esclarecimento dos desinformados burocratas desse Banco, informamos que o título da terra da Luisiana, antes dos EUA terem a sua propriedade, foi obtido a partir da França, que a tinha adquirido por direito de conquista da Espanha. A terra entrou na posse da Espanha por direito de descoberta feita no ano 1492 por um navegador e explorador dos mares chamado Cristóvão Colombo, casado com dona Filipa, filha de um navegador de nome Perestrelo. Este Colombo era pessoa respeitada por reis e papas e até ouso aconselhar-vos a ler sua biografia para avaliar a seriedade de seus feitos e intenções. Esse homem parece ter nascido em 1451 em Génova, uma cidade que naquela época era governada por mercadores e banqueiros, conquistada por Napoleão Bonaparte em 1797 e actualmente parte da Região da Ligúria, República Italiana. A ele, Colombo, havia sido concedido o privilégio de procurar uma nova rota para a Índia pela rainha Isabel de Espanha. A boa rainha Isabel, sendo uma mulher piedosa e quase tão cautelosa com os títulos de propriedade como o vosso Banco, tomou a precaução de garantir a bênção do Papa, ao mesmo tempo em que vendia as suas jóias para financiar a expedição de Colombo.

Presentemente, o Papa – isso, temos a certeza de que os senhores sabem - é o emissário de Jesus Cristo, o Filho de Deus, e Deus – é comummente aceite - criou este mundo a partir do nada com as palavras Divinas: Fiat lux que significa "Faça-se a luz", em língua latina. Portanto, creio que é seguro presumir que Deus também foi possuidor da região chamada Luisiana por que antes, nada havia. Deus, portanto, seria o primitivo proprietário e as suas origens remontam a antes do início dos tempos, tanto quanto sabemos e o Banco também. Esperamos que, para vossa inteira satisfação, os senhores consigam encontrar o pedido de crédito original feito por Deus.

Senhores, se perdurar algumas dúvidas quanto a origem e feitos do descobridor destas terras, posso adiantar-lhes que desta dúvida, certeza mesmo, só Deus a terá por que Inúmeros historiadores e investigadores, concluíram baseados em documentos que, Cristóvão Colombo, nasceu em Cuba (Portugal) e, não em Génova (Itália), como está oficializado. Segundo eles, em primeiro lugar, Christovam Colon, foi o nome que Salvador Gonçalves Zarco, escolheu para persuadir os Reis Católicos de Espanha, a financiar-lhe a viagem à Rota das Índias, pelo Ocidente, escondendo assim a sua verdadeira identidade. Segundo, este pseudónimo não aparece por acaso, porque Cristóvão está associado a São Cristóvão, que é o protector dos Viajantes (existe inclusive uma ilha baptizada de São Cristóvão). Cristóvão, que também deriva de Cristo, que propaga a fé, por onde anda, acresce que Cristo, está associado a Salvador (1º nome verdadeiro do ilustre navegador). Colon, porque é a abreviatura de colono e derivado do símbolo das suas assinaturas".." (Duas aspas, com dois pontos no meio). Terceiro, Salvador Gonçalves Zarco, está devidamente comprovado, nasceu em Cuba ( Portugal) e, é filho ilegítimo do Duque de Beja e de Isabel Gonçalves Zarco. Quarto, era prática usual na época, os navegadores darem às primeiras terras descobertas, nomes religiosos, no caso dele, foi São Salvador (Bahamas), por coincidência ou talvez não, deriva do seu primeiro nome verdadeiro, a segunda baptizou de Cuba (Terra Natal) e, seguidamente Hispaniola (Haiti e República Dominicana), porque estava ao serviço da Coroa Espanhola. Quinto, a "paixão" pelos mares, estava no sangue da família Zarco, nomeadamente em, João Gonçalves Zarco, descobridor de Porto Santo (1418), com Tristão Vaz Teixeira e da Ilha da Madeira (1419), com o sogro de "Christovam Colon", Bartolomeu Perestrelo. Por fim, em sexto, existem ilhas nas Caraíbas, com referência a Cuba (além da mencionada Cuba; São Vicente, na época existia a Capela de São Vicente, da então aldeia de Cuba). Posteriormente (Sec-XVI), foi edificada a actual Igreja Matriz de São Vicente. São coincidências (pseudónimo, nome das ilhas, família nobre e ligada ao mar, habitou e casou em Porto Santo, ilha que fica na Rota das Índias pelo Ocidente), mais do que suficientes, para estarmos em presença de Salvador Gonçalves Zarco e, consequentemente, do português Christovam Colon. Christovam Colon, morreu em Valladolid (Espanha) em 1506, tendo os seus ossos sido transladados, para Sevilha em 1509, contudo em 1544, foram para a Catedral de São Domingos, na época colónia espanhola, satisfazendo a pretensão testamental do prestigiado navegador.

A odisseia das ossadas não ficaria por aqui, porque em 1795, os espanhóis tiveram de deixar São Domingos, tendo os ossos sido transferidos para Cuba (Havana), para em 1898, depois da independência daquela ilha, sido depositados na Catedral de Sevilha.

Coincidência ou não, em 1877, os dominicanos, ao reconstruírem a Catedral de São Domingos, encontraram um pequeno túmulo, com ossos e intitulado “Almirante Christovam Colon".

Existem na Ilha da Madeira e nos Açores, pessoas da famílias Zarco, descendentes directos de João Gonçalves Zarco e, consequentemente da mãe (Isabel Gonçalves Zarco) de Christovam Colon, disponíveis para darem uma amostra do seu cabelo aos cientistas, para analisar o seu DNA e, para comparar os seus resultados nas ossadas do navegador, se, efectivamente forem as pretensões deste Banco para certificar-se da origem do navegador.

Quanto a Deus, ainda não tenho sua biografia, somente sei que caso a conseguisse, até o maior e mais potente computador do planeta não seria suficiente para comportar um resumo do resumo da mesma, por isso sugiro-vos educadamente e após muito pensar, que, por serem banqueiros e, portanto poderosos, tentem por vossos meios.

Agora, que está tudo esclarecido, será que podemos ter o nosso empréstimo?".
Assinou: Barack Hussein Obama.

O empréstimo foi, claro está, concedido.

Este homem é, desde 2008 o 44º Presidente dos EUA e na próxima 4ª feira de madrugada (na Europa) se verá se é, ou não, reeleito.

4.11.12

A aposta nas energias renováveis de Obama e do PS em Portugal

 

O Homem da frustração, para as classes baixas e médias baixas, Obama, tem seguido a cartilha democrata em setor chave para a sustentabilidade: a energia renovável. De recordar a importância que teve a vitória de Al Gore, sim a vitória, que Gore teve mais votos nas presidenciais do que Bush filho, dizia, para a assumpção do desenvolvimento sustentável, como paradigma da governação democrata de Obama.
 
Ou seja, nem tudo é mau nesta sua presidência:
 
O primeiro mandato de Obama foi caracterizado por uma aposta nas energias renováveis, uma estratégia muito criticada pelo partido Republicano, e o presidente apresentou os resultados desta estratégia passados 4 anos desde o seu início. “Nós dobrámos o uso de energia renovável e milhares de americanos tem hoje emprego a construir turbinas de vento e baterias duradouras. Só no último ano reduzimos as importações de petróleo em um milhão de barris por dia,[31.000 milhões€] mais do que qualquer administração na história recente. E hoje, os Estados Unidos da América são menos dependentes de petróleo estrangeiro do que em algum momento das duas últimas décadas”.
 
 
E em Portugal, o que fizeram os Governos PS?
 
Segundo Catarina Jesus, mestre pela Católica, no seu estudo sobre o Impacto Macroeconómico do Sector das Energias Renováveis em Portugal:
 



Conclui-se que o sector das energias renováveis apresenta um impacto significativo a nível da criação de riqueza em Portugal, uma vez que tem vindo a crescer a um ritmo superior ao da economia nacional, sendo expectável que represente aproximadamente 2% do PIB nacional em 2015 (face a 0,9% em 2005). Também no que diz respeito ao ambiente, o seu impacto é relevante, uma vez que contribui significativamente para a redução das emissões de CO2

Porém, é ao nível do emprego indirecto e da dependência energética que o sector permite maiores benefícios, devido ao elevado potencial para criação de postos de trabalho nos restantes sectores da economia e à redução significativa da importação de combustíveis fósseis e de energia eléctrica, que se traduz numa poupança considerável a nível da balança comercial portuguesa.
 
No que diz respeito à capacidade instalada em fontes de energias renováveis, a energia eólica evoluiu de forma acelerada: representando em 2005 apenas 17% da capacidade total instalada para produção eléctrica a partir de fontes de energia renovável, face a um domínio da energia hídrica na ordem dos 75%, atingiu em 2010 41% deste mix, sendo expectável que em 2015 supere já a energia hídrica – que representará apenas 40% do mix, face aos 48% da energia eólica.
 
Estima-se que em 2005 o contributo directo do sector das energias renováveis para o PIB português tenha sido de aproximadamente 700 milhões de euros, com a energia hídrica destacada enquanto a mais relevante (77%). A evolução do sector e de cada uma das fontes de energia renovável que o compõem, nomeadamente a energia eólica, justificam a evolução da sua contribuição directa para o PIB nacional. Em 2010, esta rondava valores próximos dos 1.300 milhões de euros, [Crescimento de mais de 80%] dos quais uma percentagem já significativa – quase 40% – se devia à energia eólica. Segundo as estimativas efectuadas, é expectável que em 2015 o impacto directo do sector das energias renováveis na economia portuguesa atinja um montante de aproximadamente 1.900 milhões de euros, dominado pela preponderância dos sectores hídrico (34%) e eólico (42%), mas apresentando também contribuições razoáveis das restantes fontes renováveis, em particular da energia solar fotovoltaica (14%, considerada para efeitos do gráfico no âmbito das "Outras Energias Renováveis").
 



Em 2005 a actividade do sector das energias renováveis contribuiu de forma indirecta para os restantes sectores da economia em cerca de 600 milhões de euros. A fonte renovável que registou a maior contribuição indirecta para o PIB dos restantes sectores da economia foi a energia hídrica (81%). Em 2010, o impacto indirecto do sector das energias renováveis no PIB português ascendeu a 1.100 milhões de euros [Crescimento de mais de 80%], dos quais 30% se deviam à energia eólica (face a apenas 11% em 2005).

 



Estima-se que a riqueza total gerada por este sector na economia nacional tenha correspondido a cerca de 1.300 milhões de euros em 2005, os quais aumentaram para cerca de 2.400 milhões de euros em 2010 [Crescimento de mais de 80%], sendo expectável que atinjam aproximadamente 3.500 milhões de euros em 2015. A redefinição de apostas e a evolução do sector justificam que, actualmente e no futuro, as fontes de energia renovável que criam mais riqueza a nível da economia nacional sejam, a par da energia hídrica, a eólica e a solar fotovoltaica.

 
O emprego gerado ao nível do sector das energias renováveis apresentou sempre taxas de crescimento superiores face ao emprego nacional. Neste período, Portugal registou uma taxa de crescimento médio anual do emprego no sector das energias renováveis de 8%, substancialmente superior à taxa de crescimento médio anual de -1% apresentada pelo emprego nacional.
 
Nota: Para uma consulta completa aqui
 

BALANÇO DE 2011 NAS RENOVÁVEIS EM PORTUGAL (http://www.apren.pt)

Balanço 2011 - Renováveis em Portugal
A electricidade de origem renovável foi responsável por 46,8 por cento do total do consumo eléctrico em Portugal continental no ano de 2011, segundo o balanço à produção de electricidade da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN).

Em 2011, a produção de electricidade de origem renovável em regime especial (PRE-FER) foi responsável por 25,1 por cento da electricidade consumida em Portugal, dos quais 17,6 por cento foram provenientes da energia eólica. No total, em cada hora de consumo de electricidade em 2011, quinze minutos tiveram origem em centrais renováveis* dos quais onze minutos foram produzidos pela energia eólica.

Tendo por base a aplicação da correcção da hidraulicidade, que tem em conta o facto de 2011 ter sido menos húmido que o ano médio, a incorporação de electricidade renovável no consumo nacional atingiu os 48,9 por cento em 2011, o que representa um aumento face aos 45,1 por cento registados em 2010.

A APREN destaca outros factos de relevo:

• A produção de electricidade de origem renovável* permitiu poupar 721 milhões de euros na importação de combustíveis fósseis (gás natural, carvão, e fuel nas Regiões Autónomas) e 104 milhões de euros em licenças de emissão de CO2. No total, a produção de electricidade renovável por produtores independentes permitiu uma poupança de 825 milhões de euros, mais 195 milhões de euros do que em 2010.

• A produção de electricidade de origem renovável evitou o equivalente à emissão de 8 milhões de toneladas de CO2, um valor que corresponde a mais de 10 por cento do valor total de emissões definido para Portugal.

• No dia 12 de Novembro, entre as 7 e as 8 horas da manhã, todo o consumo de electricidade em Portugal foi assegurado pela Produção em Regime Especial tendo, nesse mesmo dia, 64 por cento do consumo sido assegurado pela produção eólica.

“O aumento do preço dos combustíveis vai reafirmar a importância dos benefícios que o sector traz para o desenvolvimento do País, uma vez que o preço da electricidade renovável é totalmente independente. Este é um factor que contribuí para aumentar a segurança de abastecimento e a independência energética, aspectos fundamentais para o relançamento da economia portuguesa”, afirma António Sá da Costa, presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis.


* PRE Renovável, ou seja, toda a Renovável excluindo a Grande Hídrica.
Fonte: Dados da REN e análise APREN
 
Minha conclusão:
Estes são, alguns dos dados relevantes que nos recordam que boas políticas contribuem para um desenvolviemento económico sustentado é sustentável. Nisto, como em outras áreas, estava o PS no caminho correto e a Presidência Democrata Americana, embora com resultados mais débeis, também.

3.11.12

Como funcionava a ditadura Franco-Alemã de Merkozi

O que vai ler de seguida é o extrato de uma avaliação de um governante francês, de direita, que relata sem escrúpulos que fazia parte de uma estrutura ditatorial, comandada por Merkel, ajudada por Sarkozy e assistida por Obama.

Retrato destes tempos, de circunstancias passada há apenas um ano, de como dois primeiros ministros democraticamente eleitos pelo povo são "literalmente" despedidos pelos algozes de gravata do capitalismo financeiro internacional. Todos eles: Merkel, Sarkozy e Obama, executores a mando dos interesses globais, para os quais os povos são manadas, que ou obedecem ou padecem.

Não vivemos já em guerra?
George Orwel está de revisita a estas primeiras duas décadas do século XXI, com estes  novos "guardas das SS" que mantêm a ordem nos campos de trabalho que são os, teoricamente, países livres do ocidente.
A história é sobre a Grécia e a Itália, mas podia ser sobre o fim de Sócrates em Portugal ou de Zapatero em Espanha, que também foram substituídos de forma "obrigatória" pelo directório neo-fascista que governava a Europa, com o beneplácito de Obama.

Substituídos por fantoches na gestão domestica do "campo de trabalho", há que colocar primeiro as "cruzes" bordadas na roupa, para que todos os reconheçam: são os PIGS. Depois são expropriados das suas empresas (fontes de sobrevivência e riqueza), das EDP's, das REN's, de todo o universo ainda gerido e controlado pela Parpublica e CGD, como há 80 anos se proibiu a compra a lojas detidas pelos "impuros". Depois vem a expropriação das casas onde vivem, que já esta a acontecer, devolvidas que são aos milhares aos bancos, revendidas em saldo aos "ocupantes". Terminará esta Estória como no gueto de Varsóvia? Afinal, estava escrito à porta dos campos de há 80 anos que "O trabalho liberta"...

Filhos da mãe!

Mas leiamos, do blogue http://inteligenciaeconomica.com.pt/


A troika concedeu à Grécia mais uma ‘tranche’ e empurrou de novo, mais para a frente, o risco de falência. A discussão angustiada na ‘Europa’ é saber o que custa mais caro, se manter a Grécia no euro ou a sua saída. As respostas não são claras, mas o cenário de saída é mais assustador para os ‘europeus’. Na mesma altura em que era conhecida esta decisão da troika (por ordem dos seus superiores, que os ‘rapazes’ da troika são meros funcionários sem poder de decisão), ficava-se também a saber (oficialmente) que a França encarou muito a sério o cenário de saída da Grécia e da sequente fragmentação da zona euro. Quem o disse, sabe do que fala e por conhecimento directo. François Baroin, ministro das Finanças de Sarkozy acaba de publicar “Journal de Crise”, uma espécie de ‘diário’ dos seus anos à frente das Finanças francesas, onde relata também como Merkel e Sarkozy executaram e liquidaram Papandreu e Berlusconi, primeiros-ministros eleitos pelos respectivos países.
 FRANÇOIS BAROIN - Le jour de la perte du triple A, François Baroin a rencontré le président Sarkozy pour élaborer une stratégie médiatique.
Baroin, como relata a L’Expansion, “dévoile même un secret d’Etat, “Black Swan”: le ministère français de l’Economie a travaillé en novembre 2011 sur les conséquences pour la France d’un éclatement de la zone euro lié à l’abandon de la monnaie unique par la Grèce. C’est la première fois qu’un membre du gouvernement français de l’époque reconnaît l’existence d’un tel travail. François Baroin a hésité, mais l’annonce par Mario Draghi, président de la Banque centrale européenne, d’une nouvelle politique qui a sauvé, au moins pour un temps, la zone euro, l’a convaincu qu’il pouvait le faire. Voici un livre que l’on termine en se sentant plus intelligent qu’avant de l’avoir entamé…”
Para estudar a saída da Grécia, Baroin convoca uma daquelas reuniões que ‘nunca existiram’. 
“Je ne prendrai aucune note sur le sujet. Délibérament. Je le restitue de mémoire. “Black Swan”, c’est le nom que j’ai choisi de donner à une réunion dont il n’y a aucune trace, et que j’évoque ici pour la première fois. Le “cygne noir”, voilà l’image qui m’est venue à l’esprit. Il s’agissait d’imaginer l’hypothèse la plus sombre de notre histoire économique moderne. [...] Je réunis autour de moi trois personnes de confiance. Discrétion obligatoire. Ils ne devront en parler à personne, ni à la presse, évidemment, ni même à leur entourage. Le rendez-vous a lieu dans mon bureau, au sixième étage à Bercy. C’est une discussion sans documents. Pas de traces. Chacun sait que l’objet seul de la réunion, s’il était connu, pourrait avoir des conséquences désastreuses. Ce rendez-vous non officiel ne porte pourtant que sur des hypothèses de travail. Ce serait de l’inconscience de ne pas les envisager. Et de la folie d’en parler. A ce moment-là, le nouvel accord européen sur la Grèce, consistant à effacer 50 % de sa dette, est près d’échouer, l’Union européenne est dans un cyclone, l’euro, attaqué de toutes parts. [...]
“Le pire? La sortie de la Grèce de l’euro, un effet de contamination, une théorie des dominos qui entraînerait l’éclatement de la zone et de facto la sortie de la France. Un scénario cauchemar. Je demande à ces personnes de confiance de travailler sur deux hypothèses: le coût de la sortie de la Grèce de la zone euro pour la France et deux types de pertes: celles du secteur banques-assurances d’une part, et celles de l’éclatement de la zone tout entière d’autre part.”
Como a ‘Europa’ liquida primeiros-ministros eleitos é outro segredo revelado por François Baroin ao contar como assistiu às “mortes em directo” de Papandreu e de Berlusconi, durante uma reunião à margem do G20, em Cannes, a 03 Novembro 2011, faz agora um ano. E assim ficamos, finalmente, a perceber o que significava exactamente a palavra Merkozy… E também ficamos a conhecer a verdadeira dimensão do respeito que o ‘directório europeu’ manifesta pela democracia e pelas decisões dos eleitores dos restantes estados-membros da UE.
“Nous sommes à Cannes, où se déroule le G 20. Le Premier ministre grec, qui vient d’annoncer son intention de soumettre le plan d’aide à la Grèce à un référendum national, est convoqué pour s’expliquer. [...] Les portes se ferment. La discussion dure près de deux heures, sans pause. Merkel est face à Papandréou. A la gauche de Merkel, Sarkozy, face à Obama. A la droite de la chancelière, Schäuble [NDLR : ministre féderal des Finances]. A la gauche de Sarkozy, Juppé. Et à la gauche de Juppé, moi. Le climat est lourd, pesant ; la tension est extrême. Commence alors un bras de fer avec Papandréou, assisté de son ministre des Finances. Sarkozy lance au Premier ministre grec : “On te le dit clairement, si tu fais ce référendum, il n’y aura pas de plan de sauvetage.” Papandréou fait mine de ne pas comprendre. Avec un regard d’acier, Merkel lui redit la même chose de façon très ferme. C’est une guerre psychologique. La tension grimpe alors d’un cran. Sarkozy lui répète nos conditions sur un ton d’ultimatum. Papandréou transpire, résiste, essaie d’argumenter. [...]
“Obama observe la scène, écoute attentivement. Il résume parfois la situation, calme le jeu quand le ton monte. Papandréou joue sa carrière. Il transpire de plus en plus, vacille dans ses propos, puis s’effondre. Acculé, il n’a pas d’autre choix que de se prononcer en faveur ou non de l’euro. Il comprend qu’il ne pourra pas échapper à cette question en la soumettant à son peuple. J’assiste à sa mort politique en direct. Après deux heures d’affrontement, il rend les armes.
“Vient le tour de Berlusconi. Flanqué de son ministre Tremonti. Port altier, lifté, maquillé, Berlusconi arrive en Berlusconi. Tremonti est blafard. La discussion s’engage. Même ton général. Même tension dans la salle. L’Italie ploie sous une grande menace. Plus personne n’a confiance en Berlusconi. Les taux de financement du pays ne cessent de monter. Si l’Italie plonge, tout le monde plonge. L’Italie, c’est vraiment trop gros. C’est la huitième économie du monde. L’euro n’y résisterait pas. Berlusconi non plus ne semble pas vouloir comprendre ni admettre que le problème de l’Italie, c’est lui. Sans le dire aussi explicitement, le message est extrêmement clair – tous les protagonistes le laissent entendre. On obtient de Berlusconi que le FMI puisse effectuer une forme de contrôle sur les comptes publics. L’Italie est fière. Nous savions parfaitement qu’une fois de retour chez lui, Berlusconi ne pouvait pas tenir longtemps. Papandréou, Berlusconi, deux chefs de gouvernement viennent de tomber. Nous sommes en temps de paix. Deux chefs de gouvernement viennent de tomber sous la pression internationale.
Uma leitura muito instrutiva… E pouco edificante!
‘Journal de crise’, de François Baroin.  Ed. JC Lattès   220 p.  18 euros.
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2.11.12

Os desafios da criação de mais uma Associação de desenvolvimento da temática de Turismo Cultural

Templários avançam para a internacionalização, na sequência do Congresso Internacional de Turismo cultural e religioso, que reuniu no Hotel dos Templários, nos passados dias 27,28 e 29 de Outubro, onde congressistas, vindos de dez cidades da Europa, nomeadamente Bolonha e Perugia de Itália, Ávila, Barcelona, Gijon, Segóvia, Toledo, Ponferrada e Santander de Espanha, e Troyes de França, debateram as problemáticas do Turismo ligadas ao Património Cultural material e imaterial e à problemática da aproximação e entendimento, através do Turismo, de pessoas independentemente das suas crenças ou religiões.

Segundo a organização, durante os trabalhos foram manifestadas as seguintes intenções:

1) Da Diocese de Santarém: criar as condições para que o património religioso existente nas igrejas da diocese esteja acessível a crentes e não crentes, para que através da estética e da ética, as pessoas contribuam para a compreensão e interpretação das peças existentes e consequente aproximação das pessoas.

Nota pessoal: É exatamente nesses termos que a "Concordata", tratado internacional entre o Estado português e a Santa Sé, estipula o nivel de visitação e disponibilização do património religioso guardado nos lugares públicos, propriedade do Estado Português.

2) O Município de Bolonha, representado por Mauro Fellicori, a Universidade de Bolonha, representada pela Arquitecta Micaela Antonucci; a Directora do Museu de Segóvia, Cláudia de Santos; o Sub-Director do Museu Militar de Elvas, o Ten. Coronel José Ribeiro; o Aqueduto de Elvas e o Prof. José Manuel Mascarenhas, responsável pela candidatura a Património da Humanidade, frizaram a necessidade de cooperação entre públicos e privados para a criação e institucionalização de uma Rede Europeia de Aquedutos.

3) Do Alcaide e da Vereadora da Cultura da Câmara de Ponferrada, Carlos López Riesco e Susana Tellez; do Município de Perugia, Prof. Guiseppe Lumorno, Itália; de Josep Guijarro Triadó, director da MC Edicciones; e da cidade de Troyes, em França, de cooperar para a institucionalização entre entidades públicas e privadas, de uma Rede Europeia de Cidades Templárias.

Nota pessoal: esta intenção já teve diversas decisões municipais nesse sentido. Infelizmente a reconhecida pouca vontade dos diferentes Presidentes de Câmara que no súltimos 15 anos governaram Tomar, não permitiu qualquer caminho nesse sentido dado, mesmo se durante os escassos 12 meses em que exerci a responsabilidade nos pelouros do Turismo e da Cultura (2010), a insistência tenha sido muita, no contexto aliás da oportunidade do "Heranças dos Séculos" (Apontamentos sobre os 850 anos do inicio da construção do Castelo templário). No meu entender, esta possibilidade deve ser de retomar assim que houver uma Presidencia e uma maioria "sensível" a esta temática... 

4) Do Presidente da Etnocantabria, Alberto Luna, de levar por diante a cooperação e institucionalização de uma Rede de Cidades e Monumentos de Tomar, Alcobaça, Batalha, Jerónimos e El Jadida, Marrocos, para dar a conhecer o património de João de Castilho, o único arquitecto da História da Humanidade que viu cinco dos seus monumentos classificados pela UNESCO como Património da Humanidade.

Nota pessoal: tem sido nesse sentido que o Departamento de Turismo Cultural, do Instituto Politécnico de Tomar tem trabalhado, através especialmente dos Prof.Dr. Carlos Veloso e Luis Mota. esse aprofundamento técnico e científico deverá ser, nesse contexto e sob a sua égide conduzido, com eventual participação Municipal e sub-regional a nível da NUTIII do Médio Tejo.

5) Do Vice-presidente da Rede de Judiarias de Espanha, Héctor Palencia Rubio, membro do Município de Ávila; do Presidente do Museu Sefardita de Toledo, Santiago Palomero Plaza; e do Responsável pelo Plano Director de Toledo, António Pareja, para que, no prazo de seis meses, em Portugal ou em Espanha, se reúnam entidades públicas e privadas com vista a cooperarem para a criação de uma Rede Ibérica de Judiarias, juntando a experiência adquirida durante vinte anos pela Rede de Judiarias de Espanha e pela recém criada Rede de Judiarias de Portugal.


Para concretizar as intenções atrás manifestadas, foi decidido criar uma associação, com sede em Tomar, que terá por objectivos levar à prática as intenções atrás expostas.
 
Nota pessoal: A adequada concretização de uma entidade desta índole, deverá contar sempre com o empenho e participação do Instituto Politécnico de Tomar, da Comunidade InterMunicipal do Médio Tejo, da Entidade regional de Turismo e do Município de Tomar, de forma a optimizar todas as "redes" nas quais estas entidades se encontram envolvidas, seja no estrito âmbito cultural e patrimonial, seja no do desenvolvimento económico e turístico.


Texto com base nas informações fornecidas pela Newsleter da TLVT, de 30 de Outubro. Destaques, cortes e comentários da responsabilidade do autor.

1.11.12

Universitários em casa de idosos sós

O projeto é socialmente interessante. E nestes momentos de dificuldade e de crise humanista, seria interessante se a Rede social de Tomar o pudesse acarinhar.

Mas demos uma "espreitadela" sobre o caso do Porto, onde começou...


O Programa Aconchego, no Porto, resolve duas necessidades de uma só vez: estudantes ganham um teto e idosos matam a solidão

Luís Ribeiro (texto) e Fernando Veludo/NFactos (foto)
18:22 Segunda feira, 13 de Agosto de 2012
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"Entrou-me em casa o sol", diz Maria Luísa Cardoso sobre a sua inquilina Susana Costa da Silva.
"Entrou-me em casa o sol", diz Maria Luísa Cardoso sobre a sua inquilina Susana Costa da Silva.
Maria Luísa Cardoso nunca esteve sozinha. Até que o marido morreu. "Sempre andei rodeada de filhos e netos, mas eles têm a sua vida. Comecei a sentir-me deprimida, numa grande solidão." Entretanto, uma amiga falou-lhe do Programa Aconchego. A Câmara Municipal do Porto, através da sua Fundação Porto Social, andava precisamente à procura de idosos solitários que quisessem receber em sua casa, durante um ano letivo, um estudante universitário, no âmbito de uma parceria com a Federação Académica da cidade. Ao oferecerem um quarto, ganhavam companhia. O projeto parecia ter sido feito de encomenda para Maria Luísa, que logo se disponibilizou a participar.

"Estou muito contente. A Susana é uma menina esperta, inteligente, sensata, carinhosa. Entrou-me o sol em casa." Susana Costa da Silva, 21 anos, a sua inquilina, não está menos satisfeita. "Moro em Espinho, frequentava a Universidade Católica e perdia, todos os dias, imenso tempo nos transportes públicos tempo que podia aproveitar para estudar. Quando soube deste programa, inscrevi-me. E se tivesse de avaliar a minha experiência, de zero a 20, dava-lhe cem." Mais do que os números valem os atos: quando terminar o seu estágio do final do curso de Direito e começar o mestrado, Susana vai continuar a viver com Maria Luísa.

LAÇOS DE TERNURA
O Programa Aconchego, um dos 50 projetos municipais analisados pela Inteli, foi criado em 2004. Desde aí, já uma centena de jovens esteve pelo menos um ano a viver em casa de pessoas idosas que moravam sozinhas, pagando apenas o preço simbólico de 25 euros, para ajudar nas despesas correntes. Neste momento, no Porto, há 18 estudantes espalhados por 15 destas "casas de acolhimento", com mais 32 numa lista de espera. O êxito do projeto contabiliza-se no número crescente de idosos a disponibilizarem-se para acolher jovens e no reconhecimento internacional: há dois anos, a Comissão Europeia atribuiu-lhe o Prémio Inovação Social. Dentro de fronteiras, a Câmara do Porto tem recebido pedidos para ajudar a replicar o programa noutras cidades.

"Queríamos fazer frente a um dos principais problemas no Porto: o isolamento na Terceira Idade, que tem vindo a aumentar", diz Guilhermina Rego, vereadora da autarquia portuense e presidente da Fundação Porto Social. Por outro lado, muitos estudantes das universidades locais moram fora da cidade e precisam de um quarto de preferência, barato. Conciliar a carência de companhia dos mais velhos com a necessidade um teto dos mais novos resultou neste ovo de Colombo. "Jovens universitários", explica Guilhermina Rego, "usufruem de uma habitação, junto de uma geração mais idosa que ainda tem muito para dar, partilhando os seus conhecimentos e a sua experiência, e que precisa de companhia. Cria-se um ambiente de família." É mesmo esse o ambiente que se vive em casa de Maria Luísa. "Somos compatíveis", diz Susana. "Vemos filmes e séries juntas... E ela é uma pessoa muito viajada, cheia de conhecimentos. Aprendo imenso." A sua anfitriã responde-lhe. "Ela diz que aprende muito comigo, mas eu também aprendo com ela."

[ Número ] 18
Estudantes universitários que vivem em casa de idosos, no Porto

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PROJETO UMA CIDADE PERFEITA
A partir de um estudo da Inteli, que analisou 50 projetos municipais exemplares, a VISÃO escolheu cinco para dar a conhecer nas páginas da revista, durante o mês de agosto, um por área analisada: sustentabilidade, inclusão social, governação, inovação e conectividade. Os leitores podem conhecer todos os projetos selecionados das 25 cidades estudadas e, depois, votar no seu favorito, a partir de 1 de Setembro.


A incapaz esperança de Obama

Transcrevo a seguir, do blogue "memória virtual", a ultima analise à grelha de partida para as eleicoes presidenciais deste fim de semana nos Estados Unidos, onde o atual presidente não tem ainda a reeleição garantida.

Acho perfeitamente natural tal fato, apesar de Romney ser um conservador e ter por vezes tiradas "tolas", mas tipicamente americanas, uma vez que a frustração em relação à retórica e à indução de promessas deixadas por Obama nas eleicoes de 2008 quando, contra todas as espetativas, derrotou a grande candidata Hillary Clinton, nas primarias e de seguida levou de vencida o candidato republicano, tendo por base o voto rácico negro e das minorias "miseráveis" da América pôs-industrial e de suburbio.

Com conversa de presbítero, Obama elevou a esperança dos pobres e dos miseráveis americanos fazendo-os acreditar no impossível, num pais que destrói a economia mundial e afunda o mundo ocidental com financiamento sucessivo obtido na China.

Obama equivale hoje à frustração de uma classe baixa que pensava sair da miséria e de uma classe media que pensava "safar-se" sem ter de pagar o cartão de crédito. Mas enganaram-se porque o poder de Obama é nulo, a sua capacidade política menor ainda e quem manda na América (e no mundo) nao quer saber dos milhões de negros que votaram em Obama, n dos milhões de pobres e deserdados que nele acreditaram. Esse foi sempre o grande calcanhar de Aquiles de Obama: vender frustração.

Pode até ganhar ainda este ano. Mas o caminho que trilhou entregará os estados Unidos à extrema-direita "religiosa" e com isso aproximará ainda mais o mundo da grande guerra que se aproxima...

Mas vamos à análise:


Eleições Presidenciais EUA - 2008
A uma semana das eleições Presidenciais nos EUA, é altura de começar a arriscar nestas actualizações do acompanhamento da evolução das tendências, que aqui tenho vindo a fazer, com o apoio de um grafismo disponibilizado pelaCNN. Tendo por base as inúmeras sondagensrealizadas até à data, preparei o seguinte mapa, por Estado:
A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:
Barack Obama
Claro favoritismo de Barack Obama - 18 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (20), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (11), Michigan (16), Minnesota (10), New Jersey (14), New York (29), Novo México (5), Oregon (7), Pennsylvania (20), Rhode Island (4), Vermont (3) e Washington (12); para além do District of Columbia (3) – correspondendo a um total de 237 “Grandes Eleitores”.

Mitt Romney
Claro favoritismo de Mitt Romney  - 24 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Arizona (11), Arkansas (6), Carolina do Norte (15), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Georgia (16), Idaho (4), Indiana (11), Kansas (6), Kentucky (8), Lousiana (8), Mississippi (6), Missouri (10), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (38), Utah (6), West Virginia (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 206 “Grandes Eleitores”.

Sendo a vitória nestas eleições alcançada com a obtenção de 270 “Grandes Eleitores”, tudo se deverá decidir nos restantes 8 Estados (os quais correspondem a um total de 95 “Grandes Eleitores”),  apresentando as seguintes tendências:
  • Ligeiro favoritismo de Barack Obama - Iowa (6), Nevada (6) e New Hampshire (4)
  • Ligeiro favoritismo de Mitt Romney - N/A
  • “Empate técnico” – Colorado (9), Florida (29), Ohio (18), Virgínia (13) e Wisconsin (10)
Considerando que as tendências se confirmarão nos casos de Iowa, Nevada e New Hampshire, a projecção de “Grandes Eleitores” passaria a totalizar 253 para Barack Obama, face a 206 para Mitt Romney – e a verdadeira grande disputa estaria reduzida a 5 Estados, onde estão em jogo 79″Grandes Eleitores” (nos quais, em 2008, Barack Obama venceu então em todos eles!)… e, em que, neste cenário, apenas necessitaria somar mais 17 “Grandes Eleitores”, podendo a “chave” decisiva estar no Ohio.
Salvo falhas significativas nas tendências apontadas pelas sondagens, depois do último debate entre os candidatos, Barack Obama parece agora bem mais seguro, posicionando-se como claro favorito à vitória, uma vez que surge também ligeiramente acima nas intenções de voto no Ohio e Wisconsin, enquanto Mitt Romney surge em posição ligeiramente favorável apenas na Florida, com Colorado e Virgínia absolutamente indefinidos.
Em resumo, se Barack Obama  confirmar as vitórias no Iowa, Nevada, New Hampshire e Ohio (tendo ainda o Wisconsin de “reserva”, para poder substituir uma eventual falha num dos três primeiros Estados referidos), assegurará a reeleição.
Em relação à projecção anterior, registo as seguintes alterações:
  • passagem “firme”, para o lado de Barack Obama dos Estados do Michigan e Pennsylvania (mais 36 “Grandes eleitores”);
  • passagem “firme”, para o lado de Mitt Romney dos Estados da Carolina do Sul e do Tennessee (mais 20 “Grandes eleitores”);
  • passagem para “ligeiro favoritismo” de Barack Obama – Iowa, Nevada e New Hampshire (anteriormente em “empate técnico”)
  • alteração de tendência nos Estados em situação de “empate técnico”, que estavam ligeiramente a favor de Mitt Romney, para tendência indefinida - Colorado e Virgínia.

28.10.12

Serviço nacional de saúde não paga tratamentos a vítimas de assaltos?


Idosa ferida em assalto escondeu agressão para não pagar 108 euros no hospital

27.10.2012 - 11:05 Por Lusa
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Ferimentos em assaltos são equiparados a acidentes de trabalho e de viaçãoFerimentos em assaltos são equiparados a acidentes de trabalho e de viação ()
 Uma septuagenária vítima de assalto teve de esconder que este foi o motivo da agressão que a levou ao Hospital de Vila Franca de Xira para não pagar 108 euros, além da taxa moderadora.

Jorge Santos, filho de uma idosa que foi agredida durante um assalto no dia 12, em Vila Franca de Xira, contou à Lusa que, quando chegou ao hospital para inscrever a mãe, um funcionário lhe disse: “E agora vai ser novamente roubada”.

A expressão antecedeu o esclarecimento de que tinha de pagar 108 euros por este valor não ser pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como acontece nos casos de acidentes de trabalho e de viação, os quais são cobertos pelas seguradoras.

“Nem queria acreditar. São coisas como estas que me envergonham deste país. A minha mãe estava cheia de dores, com hematomas na cara e na cabeça e estava envergonhada, pois parecia que tinha de pagar por ter sido assaltada”, desabafou.

Questionou os funcionários sobre o valor que a mãe pagaria se tivesse caído na rua, ao que lhe terão respondido que, nesse caso, apenas pagaria a taxa (17,5 euros).

“A partir desse momento, disse que a minha mãe caiu e paguei apenas a taxa, mas a situação levou a que ela, com 74 anos, tivesse de mentir ao médico, estando sempre muito envergonhada durante o atendimento clínico”, adiantou.

Uma utente que ligou posteriormente para o hospital a questionar sobre o valor a pagar em casos destes obteve a mesma resposta: além da taxa, tinha que pagar os 108 euros, ainda que posteriormente, se não tivesse o dinheiro na altura.

Questionada pela Lusa, a administração do Hospital de Vila Franca de Xira esclareceu que, em caso de agressão, os utentes “não têm que assegurar o pagamento do valor do episódio de urgência, bastando apenas para isso que apresentem cópia da queixa que fizeram à polícia”.

“A terem ocorrido erros na cobrança, ou nas informações prestadas, eles dever-se-ão a lapsos na transmissão interna da informação, que vamos averiguar e rectificar”, garantiu.

Também uma utente do Hospital de Cascais soube por funcionários que o marido, vítima de assalto, podia ter de pagar os 108 euros, caso o agressor não fosse identificado no decorrer do processo que resultasse da queixa apresentada na polícia.

A utente disse à Lusa que a funcionária terá até sugerido para dizer que não foi uma agressão, mas sim um acidente.

Porém, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) esclareceu à Lusa que, em caso de agressões físicas ou acidentes (como de viação ou trabalho), a responsabilidade financeira pertence respectivamente ao agressor (sendo necessário apresentar queixa junto das autoridades competentes) ou ao segurador”.

“Enquanto a responsabilidade não é apurada pelas entidades competentes, não deve ser cobrado qualquer valor à vítima”, explicou a ACSS, recusando-se a comentar o caso no Hospital de Vila Franca de Xira.

A Entidade Reguladora da Saúde também se recusou a comentar o caso, remetendo para uma circular que indica: “Quando a prestação de cuidados de saúde resulta em encargos ou despesas pelas quais as instituições hospitalares têm direito a ser ressarcidos e, mais ainda, exista um terceiro legal ou contratualmente responsável, é sobre este que recai a responsabilidade de proceder ao seu pagamento”.

“No caso de inexistência de um terceiro responsável, não existe qualquer obrigação legal de pagamento de cuidados de saúde sobre o assistido [utente], beneficiário do SNS”, adianta.

A Lusa contactou vários hospitais para saber qual o procedimento adoptado em casos de agressão.

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o processo pode efectivamente resultar na notificação do agredido para pagar o episódio de urgência (108 euros), quando o agressor não for identificado no processo instaurado após queixa na polícia.

O porta-voz da administração esclareceu que esse valor é assumido como não cobrado, tendo em conta que a vítima já foi suficientemente prejudicada com a agressão que sofreu.

Nos hospitais que compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central -- São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa -- é cumprida “a legislação em vigor que regulamenta o pagamento dos cuidados de saúde” (Lei de Bases da Saúde). Esta determina que os serviços e estabelecimentos do SNS podem cobrar “o pagamento de cuidados por parte de terceiros responsáveis, legal ou contratualmente, nomeadamente subsistemas de saúde ou entidades seguradoras”, não especificando o que acontece no caso dos responsáveis pelo dano físico (agressores) não serem identificados.