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1.11.12

Universitários em casa de idosos sós

O projeto é socialmente interessante. E nestes momentos de dificuldade e de crise humanista, seria interessante se a Rede social de Tomar o pudesse acarinhar.

Mas demos uma "espreitadela" sobre o caso do Porto, onde começou...


O Programa Aconchego, no Porto, resolve duas necessidades de uma só vez: estudantes ganham um teto e idosos matam a solidão

Luís Ribeiro (texto) e Fernando Veludo/NFactos (foto)
18:22 Segunda feira, 13 de Agosto de 2012
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"Entrou-me em casa o sol", diz Maria Luísa Cardoso sobre a sua inquilina Susana Costa da Silva.
"Entrou-me em casa o sol", diz Maria Luísa Cardoso sobre a sua inquilina Susana Costa da Silva.
Maria Luísa Cardoso nunca esteve sozinha. Até que o marido morreu. "Sempre andei rodeada de filhos e netos, mas eles têm a sua vida. Comecei a sentir-me deprimida, numa grande solidão." Entretanto, uma amiga falou-lhe do Programa Aconchego. A Câmara Municipal do Porto, através da sua Fundação Porto Social, andava precisamente à procura de idosos solitários que quisessem receber em sua casa, durante um ano letivo, um estudante universitário, no âmbito de uma parceria com a Federação Académica da cidade. Ao oferecerem um quarto, ganhavam companhia. O projeto parecia ter sido feito de encomenda para Maria Luísa, que logo se disponibilizou a participar.

"Estou muito contente. A Susana é uma menina esperta, inteligente, sensata, carinhosa. Entrou-me o sol em casa." Susana Costa da Silva, 21 anos, a sua inquilina, não está menos satisfeita. "Moro em Espinho, frequentava a Universidade Católica e perdia, todos os dias, imenso tempo nos transportes públicos tempo que podia aproveitar para estudar. Quando soube deste programa, inscrevi-me. E se tivesse de avaliar a minha experiência, de zero a 20, dava-lhe cem." Mais do que os números valem os atos: quando terminar o seu estágio do final do curso de Direito e começar o mestrado, Susana vai continuar a viver com Maria Luísa.

LAÇOS DE TERNURA
O Programa Aconchego, um dos 50 projetos municipais analisados pela Inteli, foi criado em 2004. Desde aí, já uma centena de jovens esteve pelo menos um ano a viver em casa de pessoas idosas que moravam sozinhas, pagando apenas o preço simbólico de 25 euros, para ajudar nas despesas correntes. Neste momento, no Porto, há 18 estudantes espalhados por 15 destas "casas de acolhimento", com mais 32 numa lista de espera. O êxito do projeto contabiliza-se no número crescente de idosos a disponibilizarem-se para acolher jovens e no reconhecimento internacional: há dois anos, a Comissão Europeia atribuiu-lhe o Prémio Inovação Social. Dentro de fronteiras, a Câmara do Porto tem recebido pedidos para ajudar a replicar o programa noutras cidades.

"Queríamos fazer frente a um dos principais problemas no Porto: o isolamento na Terceira Idade, que tem vindo a aumentar", diz Guilhermina Rego, vereadora da autarquia portuense e presidente da Fundação Porto Social. Por outro lado, muitos estudantes das universidades locais moram fora da cidade e precisam de um quarto de preferência, barato. Conciliar a carência de companhia dos mais velhos com a necessidade um teto dos mais novos resultou neste ovo de Colombo. "Jovens universitários", explica Guilhermina Rego, "usufruem de uma habitação, junto de uma geração mais idosa que ainda tem muito para dar, partilhando os seus conhecimentos e a sua experiência, e que precisa de companhia. Cria-se um ambiente de família." É mesmo esse o ambiente que se vive em casa de Maria Luísa. "Somos compatíveis", diz Susana. "Vemos filmes e séries juntas... E ela é uma pessoa muito viajada, cheia de conhecimentos. Aprendo imenso." A sua anfitriã responde-lhe. "Ela diz que aprende muito comigo, mas eu também aprendo com ela."

[ Número ] 18
Estudantes universitários que vivem em casa de idosos, no Porto

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PROJETO UMA CIDADE PERFEITA
A partir de um estudo da Inteli, que analisou 50 projetos municipais exemplares, a VISÃO escolheu cinco para dar a conhecer nas páginas da revista, durante o mês de agosto, um por área analisada: sustentabilidade, inclusão social, governação, inovação e conectividade. Os leitores podem conhecer todos os projetos selecionados das 25 cidades estudadas e, depois, votar no seu favorito, a partir de 1 de Setembro.


A incapaz esperança de Obama

Transcrevo a seguir, do blogue "memória virtual", a ultima analise à grelha de partida para as eleicoes presidenciais deste fim de semana nos Estados Unidos, onde o atual presidente não tem ainda a reeleição garantida.

Acho perfeitamente natural tal fato, apesar de Romney ser um conservador e ter por vezes tiradas "tolas", mas tipicamente americanas, uma vez que a frustração em relação à retórica e à indução de promessas deixadas por Obama nas eleicoes de 2008 quando, contra todas as espetativas, derrotou a grande candidata Hillary Clinton, nas primarias e de seguida levou de vencida o candidato republicano, tendo por base o voto rácico negro e das minorias "miseráveis" da América pôs-industrial e de suburbio.

Com conversa de presbítero, Obama elevou a esperança dos pobres e dos miseráveis americanos fazendo-os acreditar no impossível, num pais que destrói a economia mundial e afunda o mundo ocidental com financiamento sucessivo obtido na China.

Obama equivale hoje à frustração de uma classe baixa que pensava sair da miséria e de uma classe media que pensava "safar-se" sem ter de pagar o cartão de crédito. Mas enganaram-se porque o poder de Obama é nulo, a sua capacidade política menor ainda e quem manda na América (e no mundo) nao quer saber dos milhões de negros que votaram em Obama, n dos milhões de pobres e deserdados que nele acreditaram. Esse foi sempre o grande calcanhar de Aquiles de Obama: vender frustração.

Pode até ganhar ainda este ano. Mas o caminho que trilhou entregará os estados Unidos à extrema-direita "religiosa" e com isso aproximará ainda mais o mundo da grande guerra que se aproxima...

Mas vamos à análise:


Eleições Presidenciais EUA - 2008
A uma semana das eleições Presidenciais nos EUA, é altura de começar a arriscar nestas actualizações do acompanhamento da evolução das tendências, que aqui tenho vindo a fazer, com o apoio de um grafismo disponibilizado pelaCNN. Tendo por base as inúmeras sondagensrealizadas até à data, preparei o seguinte mapa, por Estado:
A posição que é possível antecipar neste momento resume-se da seguinte forma:
Barack Obama
Claro favoritismo de Barack Obama - 18 Estados (indicando-se também o correspondente número de “Grandes eleitores”): California (55), Connecticut (7), Delaware (3), Hawaii (4), Illinois (20), Maine (4), Maryland (10), Massachussetts (11), Michigan (16), Minnesota (10), New Jersey (14), New York (29), Novo México (5), Oregon (7), Pennsylvania (20), Rhode Island (4), Vermont (3) e Washington (12); para além do District of Columbia (3) – correspondendo a um total de 237 “Grandes Eleitores”.

Mitt Romney
Claro favoritismo de Mitt Romney  - 24 Estados: Alabama (9), Alaska (3), Arizona (11), Arkansas (6), Carolina do Norte (15), Carolina do Sul (9), Dakota do Norte (3), Dakota do Sul (3), Georgia (16), Idaho (4), Indiana (11), Kansas (6), Kentucky (8), Lousiana (8), Mississippi (6), Missouri (10), Montana (3), Nebraska (5), Oklahoma (7), Tennessee (11), Texas (38), Utah (6), West Virginia (5) e Wyoming (3) – correspondendo a um total de 206 “Grandes Eleitores”.

Sendo a vitória nestas eleições alcançada com a obtenção de 270 “Grandes Eleitores”, tudo se deverá decidir nos restantes 8 Estados (os quais correspondem a um total de 95 “Grandes Eleitores”),  apresentando as seguintes tendências:
  • Ligeiro favoritismo de Barack Obama - Iowa (6), Nevada (6) e New Hampshire (4)
  • Ligeiro favoritismo de Mitt Romney - N/A
  • “Empate técnico” – Colorado (9), Florida (29), Ohio (18), Virgínia (13) e Wisconsin (10)
Considerando que as tendências se confirmarão nos casos de Iowa, Nevada e New Hampshire, a projecção de “Grandes Eleitores” passaria a totalizar 253 para Barack Obama, face a 206 para Mitt Romney – e a verdadeira grande disputa estaria reduzida a 5 Estados, onde estão em jogo 79″Grandes Eleitores” (nos quais, em 2008, Barack Obama venceu então em todos eles!)… e, em que, neste cenário, apenas necessitaria somar mais 17 “Grandes Eleitores”, podendo a “chave” decisiva estar no Ohio.
Salvo falhas significativas nas tendências apontadas pelas sondagens, depois do último debate entre os candidatos, Barack Obama parece agora bem mais seguro, posicionando-se como claro favorito à vitória, uma vez que surge também ligeiramente acima nas intenções de voto no Ohio e Wisconsin, enquanto Mitt Romney surge em posição ligeiramente favorável apenas na Florida, com Colorado e Virgínia absolutamente indefinidos.
Em resumo, se Barack Obama  confirmar as vitórias no Iowa, Nevada, New Hampshire e Ohio (tendo ainda o Wisconsin de “reserva”, para poder substituir uma eventual falha num dos três primeiros Estados referidos), assegurará a reeleição.
Em relação à projecção anterior, registo as seguintes alterações:
  • passagem “firme”, para o lado de Barack Obama dos Estados do Michigan e Pennsylvania (mais 36 “Grandes eleitores”);
  • passagem “firme”, para o lado de Mitt Romney dos Estados da Carolina do Sul e do Tennessee (mais 20 “Grandes eleitores”);
  • passagem para “ligeiro favoritismo” de Barack Obama – Iowa, Nevada e New Hampshire (anteriormente em “empate técnico”)
  • alteração de tendência nos Estados em situação de “empate técnico”, que estavam ligeiramente a favor de Mitt Romney, para tendência indefinida - Colorado e Virgínia.

28.10.12

Serviço nacional de saúde não paga tratamentos a vítimas de assaltos?


Idosa ferida em assalto escondeu agressão para não pagar 108 euros no hospital

27.10.2012 - 11:05 Por Lusa
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Ferimentos em assaltos são equiparados a acidentes de trabalho e de viaçãoFerimentos em assaltos são equiparados a acidentes de trabalho e de viação ()
 Uma septuagenária vítima de assalto teve de esconder que este foi o motivo da agressão que a levou ao Hospital de Vila Franca de Xira para não pagar 108 euros, além da taxa moderadora.

Jorge Santos, filho de uma idosa que foi agredida durante um assalto no dia 12, em Vila Franca de Xira, contou à Lusa que, quando chegou ao hospital para inscrever a mãe, um funcionário lhe disse: “E agora vai ser novamente roubada”.

A expressão antecedeu o esclarecimento de que tinha de pagar 108 euros por este valor não ser pago pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), tal como acontece nos casos de acidentes de trabalho e de viação, os quais são cobertos pelas seguradoras.

“Nem queria acreditar. São coisas como estas que me envergonham deste país. A minha mãe estava cheia de dores, com hematomas na cara e na cabeça e estava envergonhada, pois parecia que tinha de pagar por ter sido assaltada”, desabafou.

Questionou os funcionários sobre o valor que a mãe pagaria se tivesse caído na rua, ao que lhe terão respondido que, nesse caso, apenas pagaria a taxa (17,5 euros).

“A partir desse momento, disse que a minha mãe caiu e paguei apenas a taxa, mas a situação levou a que ela, com 74 anos, tivesse de mentir ao médico, estando sempre muito envergonhada durante o atendimento clínico”, adiantou.

Uma utente que ligou posteriormente para o hospital a questionar sobre o valor a pagar em casos destes obteve a mesma resposta: além da taxa, tinha que pagar os 108 euros, ainda que posteriormente, se não tivesse o dinheiro na altura.

Questionada pela Lusa, a administração do Hospital de Vila Franca de Xira esclareceu que, em caso de agressão, os utentes “não têm que assegurar o pagamento do valor do episódio de urgência, bastando apenas para isso que apresentem cópia da queixa que fizeram à polícia”.

“A terem ocorrido erros na cobrança, ou nas informações prestadas, eles dever-se-ão a lapsos na transmissão interna da informação, que vamos averiguar e rectificar”, garantiu.

Também uma utente do Hospital de Cascais soube por funcionários que o marido, vítima de assalto, podia ter de pagar os 108 euros, caso o agressor não fosse identificado no decorrer do processo que resultasse da queixa apresentada na polícia.

A utente disse à Lusa que a funcionária terá até sugerido para dizer que não foi uma agressão, mas sim um acidente.

Porém, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) esclareceu à Lusa que, em caso de agressões físicas ou acidentes (como de viação ou trabalho), a responsabilidade financeira pertence respectivamente ao agressor (sendo necessário apresentar queixa junto das autoridades competentes) ou ao segurador”.

“Enquanto a responsabilidade não é apurada pelas entidades competentes, não deve ser cobrado qualquer valor à vítima”, explicou a ACSS, recusando-se a comentar o caso no Hospital de Vila Franca de Xira.

A Entidade Reguladora da Saúde também se recusou a comentar o caso, remetendo para uma circular que indica: “Quando a prestação de cuidados de saúde resulta em encargos ou despesas pelas quais as instituições hospitalares têm direito a ser ressarcidos e, mais ainda, exista um terceiro legal ou contratualmente responsável, é sobre este que recai a responsabilidade de proceder ao seu pagamento”.

“No caso de inexistência de um terceiro responsável, não existe qualquer obrigação legal de pagamento de cuidados de saúde sobre o assistido [utente], beneficiário do SNS”, adianta.

A Lusa contactou vários hospitais para saber qual o procedimento adoptado em casos de agressão.

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o processo pode efectivamente resultar na notificação do agredido para pagar o episódio de urgência (108 euros), quando o agressor não for identificado no processo instaurado após queixa na polícia.

O porta-voz da administração esclareceu que esse valor é assumido como não cobrado, tendo em conta que a vítima já foi suficientemente prejudicada com a agressão que sofreu.

Nos hospitais que compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central -- São José, Capuchos, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa -- é cumprida “a legislação em vigor que regulamenta o pagamento dos cuidados de saúde” (Lei de Bases da Saúde). Esta determina que os serviços e estabelecimentos do SNS podem cobrar “o pagamento de cuidados por parte de terceiros responsáveis, legal ou contratualmente, nomeadamente subsistemas de saúde ou entidades seguradoras”, não especificando o que acontece no caso dos responsáveis pelo dano físico (agressores) não serem identificados.

24.10.12

Alves dos Reis, o burlão dos anos 20 do Séc.XX, era um aprendiz


João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.
 
O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”
O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.
O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando “colocações” para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros. Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.
Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores. O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar. Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.
Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD. Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.
Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD. O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).
As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele. Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em
1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.
Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista(!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão….ah,ah,ah.
O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus. Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.
Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes “condescendentes”, vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais. Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça. Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros. Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.

http://luminaria.blogs.sapo.pt/797034.html

23.10.12

Petição Europeia a favor de afetar 20% do FSE à luta contra a pobreza

Em 2010 perto de 16% da população europeia encontrava-se em risco de pobreza. Em Portugal, esta percentagem era de 17,9% em 2009 e segundo os dados provisórios do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) publicado pelo INE referente aos rendimentos de 2010 aumentou para 18,0%. Em todo o caso, estamos a falar de mais de 1.800.000 pessoas, só em Portugal!
A crise económica agravou esta situação, expondo ainda mais os grupos vulneráveis. Como tal, a UE deve continuar a intensificar os seus esforços nesta luta, uma vez que se trata de uma questão fundamental nesta nova década, onde é desejável um crescimento sustentável e inclusivo. A redução da pobreza é o motor para esse crescimento.

De acordo com a Rede Europeia Anti-Pobreza «é necessário dar continuidade às iniciativas levadas a cabo desde 2010, porque mais do que nunca é necessário reafirmar e reforçar o empenho político em tomar medidas com impacto decisivo no que respeita à erradicação da pobreza».
 
 
A Rede Europeia Anti-Pobreza (EAPN) está a levar a cabo uma campanha de assinaturas sobre a afetação de 20% do Fundo Social Europeu à Redução da Pobreza. É nosso objetivo atingir pelo menos as 5000 assinaturas.
Estamos apenas a uma semana do Conselho Europeu onde serão encerradas as negociações do Fundos Estruturais e ainda faltam 1200 assinaturas.

É importante pressionarmos os decisores políticos europeus que apoiem esta causa.
Não há Europa, sem equilíbrio social.

Assim, em nome dos 120 milhões de pessoas que vivem em situação de pobreza na União Europeia, despenda apenas um minuto e assine a Petição:
 <http://www.avaaz.org/po/petition/EU_Money_for_Poverty_Reduction_NOW_1/>
Petição: Dinheiro da União Europeia para a Redução da Pobreza, JÁ!

22.10.12

O Nuno está a sofrer, tal como o País da classe média

Recebi por email. É um mero retrato. Duro, real. É uma das imagens possíveis do fim da classe média. Triste. Real.

Terá mesmo de ser assim?

... ...  ...

Nuno vivia com o pai, reformado da Tabaqueira.
Abandonou no 2º ano o curso de Química após a morte da mãe, professora reformada.
Foi trabalhar para os serviços externos num laboratório de análises clínicas, ganhando 650 euros.

Viviam numa vivenda alugada pelos pais por 450 euros no Algueirão e o pai tinha de reforma, já com o complemento da mãe, 1800 euros mensais.

Nuno não pagava nada em casa. Os gastos da casa em alimentação, energia, agua, áudio-visual, limpeza e tratamento de roupa eram suportados voluntariamente pelo pai.
A totalidade dos 650 euros do seu salário estava destinado às suas despesas extras mensais: almoços (200 euros), carro e gasolina (120 euros), telemóvel e internet (30 euros), tabaco e café (75 euros), futebol (50 euros), bares,discotecas, festas e concertos (120 euros).
Nuno teve uma infância feliz. Apesar dos pais não serem ricos, proporcionaram-lhe condições de vida da chamada classe média, quer nos estudos e nas férias, quer na mesada para os gastos.
Foi assim na infância, na adolescência e até aos 28 anos de idade. Mas o pai faleceu em Outubro do ano passado com um ataque cardíaco.
O pai tinha algumas poupança e o Nuno após o funeral comprou um Fiat Brava Novinho em folha e foi 2 semanas com a namorada para umas férias de sonho, bem merecidas, para a República Dominicana. Quando regressaram, Lina, a namorada, de 24 anos e a tirar o curso de relações internacionais, mudou-se com armas e bagagens para a vivenda do Algueirão!
Em Janeiro passado a senhoria informou-o da actualização da renda que tinha de passar para os 600 euros e o Nuno teve de ir alugar uma casa de 2 quartos num 3 andar de um prédio modesto no casal de Sº. Brás por 300 euros e levar consigo a namorada! Em Março para além da renda, tinha na caixa do correio a facturas da luz com 80 euros, da água com 17 euros, do gás com 12 euros e 42 euros da TV cabo.
Nunca lhe tinha passado pela cabeça que estes serviços eram pagos... ai que saudades ele tem daquelas meias horas debaixo do chuveiro, na casa do pai, com água bem quentinha!
Prestes a fazer 29 anos e com a memória ainda cheia de 28 anos de boa vida, que se diga de passagem que já ninguém lhe tira, o Nuno é confrontado pela primeira vez na sua vida que no dia 23 de Março, quando ainda faltavam 7 dias para o final do mês, não tinha dinheiro suficiente nem para a gasolina nem para comer. Nem queria acreditar, até chegou a admitir que tinha sido vítima de algum roubo.
A escassez e a falta de dinheiro, e a boa vida a esfumar-se, originou as discussões na união quase de facto. A Lina, teve de optar entre o confortável quarto da casa da mãe com toda a assistência incluída ou a vida abarracada que lhe proporcionava o namorado. Claro que grande parva que ela era se ficasse a viver numa casa onde a única coisa abundante no frigorífico era o gelo!
Nuno fica sozinho e começa a meditar..."como era possível viver sem fumar (10 maços por mês), sem beber café (60 cafés por mês), sem ir de carro para o trabalho (60 litros por mês), sem ir ao futebol (2 vezes por mês), sem internet e sem telemóvel, sem TV Cabo, sem ir beber umas bejekas para o "bairro" às sextas-feiras?"
Como podia passar a vida a ver como consegue esticar os 650 euros de salário só para o aluguer de casa, alimentação, agua, gás e luz? Ainda por cima a ter de fazer as contas à vida sempre que vai ao supermercado adquirir os alimentos... que saudades tem daquela cataplana de marisco que o pai fazia soberbamente!
A poupança que os pais fizeram tão zelosamente foi-se... a espaçosa casa com jardim foi-se... o orçamento familiar suportado com a razoável reforma do pai foi-se...
A namorada foi-se... longe de isso lhe equilibrar as contas, limita-se a adiar o agravamento das dívidas!

Como num semestre a vida do Nuno ficou esburacada pela realidade da vida!
Pais, alertem vossos filhos, a vida está a mudar, como a vida é cíclica, vem aí um ciclo menos bom.

19.10.12

O que os Tomarenses devem saber

Artigo de opinião, no Jornal "O Cidade de Tomar", dia 19 de Outubro de 2012

O Município de Tomar gasta por mês, no aluguer do edifício escavação, onde estão em funcionamento os serviços de urbanismo da autarquia, desde 1998, a quantia de 3.250€.


Assim, durante estes quase 15 anos, o Município gastou mais de 550.000€ em alugueres.

Perguntar-se-á se era absolutamente necessário tal gasto? A resposta é não!


Só a título de exemplo, o Município adquiriu, no inicio de 2011, toda a infra-estrutura do Pavilhão da Nabância, por cerca de 375.000€. Tinha vários espaços não usados, um Pavilhão e uma Cave, várias salas onde era a sede social da cooperativa, outras salas onde tinha funcionado a Radio Hertz, mais uma outra cave onde estava uma loja de móveis. Mais de 2000m2 de áreas utilizáveis e disponíveis.

E o que fez a Câmara? Há um ano instalou, sem deliberação e por ordem do então Presidente da Câmara, o Ginásio Clube de Tomar no ex-Pavilhão da Nabância, depois de este ter estado mais de 10 anos gratuitamente nos Pavilhões da FAI. Em Setembro do ano passado, deliberou entregar duas salas ao União de Tomar, para servir de sede a este, complemente exíguas para a sua atividade, bem como uma sala a uma respeitável associação de apoio familiar a crianças com dificuldades especiais, tendo recentemente decidido entregar mais duas salas à associação de dadores de sangue.... do Hospital!!! E tudo isto graciosamente, sem quaisquer documentos... Apoiar associações é uma obrigação das autarquias locais, mas uma coisa é apoiar, outra é não saber usar os recursos públicos, como é objectivamente o caso!

Mas há mais exemplos: o Município é proprietário de todo o Convento de S.Francisco, que recuperou num investimento superior a 1 milhão de euros, há pouco mais de 12 anos. Aí estão em funcionamento, graciosamente, a Comunidade Inter-Municipal do Médio Tejo, várias oficinas de artesanato, um depósito de brinquedos, propriedade do Eng.º Baptista da Conceição, com a intenção de se constituir como legado para a futura coleção visitável do brinquedo, "Museu do Brinquedo", o qual marca passo há mais de 5 anos; uma Sala de mais de 50m2 vaga, o antigo laboratório de solos do GAT e ainda, mais de 500m2 ocupados, até 31 de Agosto deste ano, pela extinta ASTAQ (Empresa intermunicipal de concepção de projetos para os Municípios de Ourém, Ferreira e Tomar).

Mas mais: o Município é proprietário de várias salas e lojas na Alameda, no edifício onde se situava a Policia Judiciária, saída em 1997 para Leiria e até há bem pouco tempo totalmente devoluta, hoje apenas parcialmente ocupada por parte do Arquivo Municipal!!!

Mais ainda: o Município é proprietário do edifício onde esteve instalada a delegação da Empresa Águas do Centro, com 441 m2, na Rua Gil Avô (em pleno centro histórico) durante quase uma década, sem acordo escrito, contrato ou escritura de qualquer tipo, a apenas 20 metros do já referido Edifício Escavação, onde o Município está a pagar aluguer, há quase 15 anos, para instalação dos serviços de urbanismo.

Para cúmulo, prepara-se agora a Câmara para ceder GRACIOSAMENTE ao Ministério da Justiça, para instalação da equipa de reinserção do Médio Tejo da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, quando este tem casas de função em Tomar. Isto quando o Município mantem o pagamento de alugueres para serviços seus, que para aí podiam ir, como por exemplo, os serviços jurídicos do Município e o gabinete de apoio ao consumidor, quais estão a pagar cerca de 900€/aluguer por mês, por instalações a escassos 100 metros daí.

Ahhhh! E finalmente, o Município é proprietário do Edifício onde funcionou a polícia (Palácio Alvim), onde já investiu mais de 200.000€ na recuperação dos telhados, mas para onde não existe disponibilidade financeira para recuperar o mesmo!

Há 15 anos, a estragar assim os recursos públicos, que ética tinha esta Câmara para querer ir buscar mais um empréstimo por 14 anos, empenhando os próximos três mandatos autárquicos?

Aqueles que hoje tanto se preocupam em defender esta política errada, deviam era explicar como deixaram e aceitaram que tudo isto se passasse debaixo do seu nariz durante década e meia. Quem na Câmara, na Assembleia ou mesmo na sede do PSD local é executor, cúmplice ou apoiante desta vergonha, devia assumir as suas responsabilidades.

18.10.12

FMI prevê descalabro da economia portuguesa em 2013, com queda de 5% do PIB


FMI prevê descalabro da economia portuguesa em 2013
legenda da imagem
Frank Robichon, Epa

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu os seus cálculos sobre a contracção da economia portuguesa em 2013 e considera que esta pode triplicar ou mesmo quintuplicar aquele 1 por cento que o Governo tinha previsto.

Segundo os novos cálculos do FMI, é de prever que as políticas de austeridade levem a uma queda do PIB até um máximo de 5,3 por cento em 2013, mas nunca inferior a 2,8 por cento. O Governo tinha previsto uma queda na ordem de 1 por cento.

O FMI reviu os seus cálculos partindo do pressuposto de que cada euro poupado por imposição das políticas de consolidação orçamental produz na economia uma contração entre os 90 centimos e 1,70 euros.

Este novo multiplicador foi proposto, numa curta observação incluída no último relatório semestral do FMI, pelo seu economista-chefe, Olivier Blanchard. O multiplicador usado anteriormente, também pelo próprio FMI, e ainda hoje nos cálculos do Governo português, é o de 50 cêntimos de contracção na economia por cada euro cortado no orçamento.

A diferença é que o FMI considera ter errado na utilização desse multiplicador e o Governo português insiste em usá-lo. Segundo Blanchard, é a experiência das políticas levadas a cabo desde o início da actual crise financeira que obriga a introduzir uma correcção no modo de fazer os cálculos.

As consequências são claras: se o FMI e o seu economista-chefe estiverem enganados, a execução orçamenal do OE 2013 não estará condenada de antemão. Caso contrário, o Orçamento estará desde já viciado e as suas contas, baseadas num multiplicador errado, só poderão acertar muito ao lado das previsões.

17.10.12

Comunicações e operacionalidade da atividade da vereação socialista

Actualizado em 23/10/2012
 
Convido os meus leitores a relerem um post de Julho deste ano, onde são reportados todos os valores operacionais de gestão da vereação socialista na cultura, turismo, museus, bombeiros e proteção civil, entre 30/10/2009 e 30/11/2011.

Destaque para os gastos com comunicações, fortemente influenciados pela não-gestão e completa desadequação de tarifários com as operadoras, parcialmente corrigido por minha insistência em 2010.
 
Os gastos do sistema de comunicações adstrito à vereação, demonstram essa atuação e, bem assim, a continuidade da desadequação dos tarifários em relação ao tipo de utilização efetuado - telefone, SMS e internet (dados oficiais fornecidos pela Divisão Financeira-MT, a 30/7/2012):
1º Semestre 2010 – 7.114,34€
2º Semestre 2010 – 4.104,54€
1º Semestre 2011 – 1.882,54€
2º Semestre 2011 – 1.778,62€
1º Semestre 2012 – 1.420,83€

Estes valores não são comparáveis com qualquer outra utilização no Município, no período considerado,uma vez que nenhuma vereação utilizou ou utiliza estes meios de comunicação, como esta vereação o fez e o faz. Nem faz sentido comparar com outros titulares de funções no Município, uma vez que funções executivas são uma cois, funções representativas são outra. Só faz sentido comparar o que é comparável.

De recordar que o Municipio continua sem ter um sistema de monitorização e gestão de comunicações adequado ao tipo de utilização hoje realizado, tendo eu dado já o exemplo da negociação que a Comunidade InterMunicipal da Lezíria do Tejo fez com as operadoras, tendo conseguido obter para 12 Municipios do Sul do Distrito, por exemplo SMS a cerca de 2 cêntimos/cada. Até há bem pouco tempo o mínimo que o Municipio de Tomar gastava era 7 cêntimos/por SMS. Ou seja: MUITO MENOS DE PODERIA TER GASTO e MUITO MENOS SE PODERIA GASTAR, se esse trabalho tivesse sido feito.

Convém recordar que o vereador responsável pelo setor Financeiro do Município é, há 15 anos, o hoje Presidente, Carlos Carrão (PSD).

A conferir:
 
 
 
A IMPORTÂNCIA DOS RESULTADOS E DO EFICAZ CONTROLO FINANCEIRO
 
Se dúvidas houvesse sobre a importância que a vereação socialista deu à monitorização e controlo operacional e financeiro, naquilo que estava à sua disposição, tal está espelhado na permanente divulgação dos resultados na área dos bombeiros e proteção civil.
 
Só a título de exemplo:
Apenas num ano, aumentou-se a receita em mais de 100.000€.
Melhorou-se o numero de serviços prestados à população do Concelho em mais de 14%.
E, não se aumentou a despesa.
Comunicou-se, como nunca até então, tudo o que acontecia, em tempo real, com centenas e centenas de cidadãos, estimando-se que os avisos de proteção civil (em 2010 e 2011) e dos eventos de cultura e turismo (em 2010), atingiam mais de 5000 pessoas /AVISO, direta e indiretamente, através do sistema de SMS e internet viral.
 
Relativamente à melhoria operacional e financeira, verificada durante a vigência da vereação socialista na area da proteção civil e bombeiros (2010-11), pode e deve ser consultado o último balanço apresentado em Conferência de Imprensa em 11/Outubro/2011 (700 dias de gestão socialista na proteção civuil e bombeiros):

Governo Gaspar quis demitir-se mas Passos disse não

 
O jornal i avança, esta quarta-feira, que o ministro das Finanças, muito contestado nos últimos tempos dentro e fora do Governo, terá posto o seu lugar à disposição ainda antes da apresentação do Orçamento do Estado para o próximo ano, mas Passos Coelho segurou Vítor Gaspar, que tem sido afinal mais do que o seu braço-direito no Executivo.
                  
Gaspar quis demitir-se mas Passos disse não
DR
07:31 - 17 de Outubro de 2012 | Por Notícias Ao Minuto


Citando uma fonte próxima do ministro das Finanças, o jornal i conta hoje que Vítor Gaspar falou com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e pôs o lugar à disposição ainda antes da conferência de apresentação do Orçamento para 2013, na segunda-feira passada.
 
Perante o rol de críticas às suas opções políticas dentro do próprio Governo, pelo CDS-PP e até por alguns ministros, Vítor Gaspar decidiu ter uma conversa pessoal com Passos Coelho na qual transmitiu ao primeiro-ministro a sua disponibilidade para abandonar o cargo, acrescenta o i.
 
Mas o chefe de Governo disse “não” e segurou o ministro que, nos últimos meses, tem sido mais do que o seu braço-direito.
 
Terá sido esta confiança transmitida por Passos Coelho que permitiu a Vítor Gaspar responder sem hesitação aos jornalistas, durante a apresentação do Orçamento do Estado, quando questionado sobre se se considerava “remodelável”.
 
Recorde-se que o ministro das Finanças frisou que ficaria no lugar enquanto fosse útil e que não estava a fazer mais do que a retribuir a Portugal o “enorme investimento” que o País colocou na sua educação. Mais, sublinhou Vítor Gaspar, “a composição do Governo está à disposição do primeiro-ministro”.

O jornal i refere ainda que Vítor Gaspar tem sido o principal foco de tensão entre os dois partidos da coligação governativa, por isso foram já várias as vozes que se referiram a ele como remodelável. Mas Passos parece ter uma opinião diferente.
                            
Estes cenários de ameaças de demissão não são uma novidade num Governo que cada dia parece mais frágil.
 
Há cerca de um mês, foi o próprio primeiro-ministro que ponderou a saída depois de o ministro dos Negócios Estrageiros e líder do CDS, Paulo Portas, ter revelado ser contra as alterações na Taxa Social Única (TSU). Na altura, fontes próximas de Passos Coelho, esclareceram que o primeiro-ministro só não abandonou o cargo devido à situação de urgência que se vive em Portugal.
 
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E ainda há quem, a nível local, queira dar suporte ou "coligar-se" com este des-governo e trapalhadas, em que o PSD já nos foi habituando. É que é são os mesmos, com as mesmas estratégias e até há um elemento estratégico em comum: o nosso Presidente da Assembleia Municipal e Ministro (quase desaparecido) de Passos Coelho.