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25.8.12

O que o "mero consultor" Borges não sabe

Do blogue http://vaievem.wordpress.com este excelente documento que nos deve fazer pensar.
Começa a faltar algo a este Governo e seus donos: bom senso é o mínimo, mas falta mais - vergonha!

O consultor António Borges e a sua equipa precisam de estudar um pouco mais que é para isso que lhes pagamos.

Uma vez que o  Governo e o seu consultor António Borges, sobre o serviço público conhecem apenas  alguns custos e acham “interessante” e “atraente” fechar a RTP2 porque” é cara e é vista por pouca gente”, aqui ficam alguns dados sobre o que a RTP2 representa em termos de diversidade e complementaridade  quando comparada com a sua congénere pública RTP1 e as  duas privadas SIC e TVI.
Não sei se  se o Governo e o seu consultor sabem o que são macro géneros mas  os gráficos são fáceis de ler.



E, já agora, em termos de custos operacionais por habitante a RTP/RDP apresentam o segundo custo mais baixo na Europa: 26,9€/habitante (dados 2010)
E quanto ao valor dos Fundos Públicos (indemnização compensatória e contribuição para o audiovisual), em termos absolutos na RTP/RDP correspondem (dados de 2010)  ao segundo valor mais baixo do total dos 14 países europeus, sendo que em termos relativos representam 75% do total dos proveitos operacionais.
O consultor António Borges e a sua equipa precisam de estudar um pouco mais que é para isso que lhes pagamos.

O cano de uma pistola pelo cu


Texto viral em ampla circulação em Espanha, da autoria de Juan José Millás, que nos lembra que a "Economia de Casino" de que Mário Soares há anos nos avisava (quase sem sucesso), está a ser posta a nú. Com dedicatória aos bloguers caseiros que ainda acham que não vem aí um tsunami político que, se nada for feito, terminará numa guerra europeia sem par nas duas globais havidas no século passado. 
O cano de uma pistola pelo cu
Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.

24.8.12

O PS AVISOU...

 
Há outro caminho... www.ps.pt

21.8.12

100 dias de Holland em França

@Lusa - 20/8/2012
 
O PS defende que a eleição de François Hollande como presidente francês "mudou por completo a direção da política europeia", trazendo um "reequilíbrio".

Em declarações à agência Lusa, o secretário nacional do PS para as relações internacionais, João Ribeiro, faz balanço dos primeiros 100 dias de mandato do presidente da França, François Hollande, que se assinalam na quinta-feira.

"Há um facto incontornável, a Europa de hoje é diferente da de há 100 dias atrás, mesmo que seja ainda insuficiente já há mudanças significativas, como por exemplo o plano de 120 mil milhões de investimento para a Europa através do Banco Europeu de Investimento, uma ideia de Hollande, ou o último Conselho Europeu, que já materializou muitas das suas propostas", afirma o dirigente socialista João Ribeiro.
No entendimento de João Ribeiro, Hollande contribuiu "com uma visão mais equilibrada" para a Europa, que "já não é a direção única e exclusiva" da austeridade "que a senhora Merkel e o primeiro-ministro português queriam", mas que traz as "políticas do crescimento económico a par das políticas de disciplina orçamental".
"Com o predomínio das políticas de direita e conservadoras com que temos lidado nos últimos quatro anos será com certeza difícil que em 100 dias se consiga inverter tudo, mas os primeiros sinais são muito positivos e felizmente Portugal beneficiará dessa mudança em França, quer o primeiro-ministro português queira ou não", vaticina.
No entanto, se "os 100 dias da presidência de François Hollande tiveram o grande mérito de mudar por completo a direção da política europeia", João Ribeiro reconhece que "não houve uma concretização completa da agenda" dos socialistas europeus e que é preciso "continuar um caminho de insistência" em propostas como os 'eurobonds', os 'projectbonds' ou o reforço do papel do Banco Central Europeu.
O dirigente do PS considera que estes 100 dias de governação de Hollande permitiram acabar com "dois mitos": A França continua a ter a confiança dos mercados ao "emprestar, tal como a Alemanha, a juros negativos" e no segundo trimestre estancou a contração económica.
"Apesar de serem apenas 100 dias, esta começa a ser a marca de uma presidência, o início dos mandatos marca sempre as presidências e há vários ecos em França, quer à esquerda, quer à direita, que dizem que a caracterização do François Hollande como um homem normal parece também conduzir a um exercício do poder de uma forma demasiado apagada", acrescenta.

 
Exemplos do que foi implementado nestes primeiros meses de governação socialista em França:
 
- Suprimiu 100% dos carros oficiais e mandou que fossem leiloados; os rendimentos destinam-se ao Fundo da Previdência e destina-se a ser distribuido pelas regiões com maior número de centros urbanos com os suburbios mais ruinosos.

- Tornou a enviar um documento (doze linhas) para todos os órgãos estaduais que dependem do governo central em que comunicou a abolição do "carro da empresa" provocativa e desafiadora, quase a insultar os altos funcionários, com frases como "se um executivo que ganha 650.000€/ano, não se pode dar ao luxo de comprar um bom carro com o seu rendimento do trabalho, significa que é muito ambicioso, é estúpido, ou desonesto. A nação não precisa de nenhuma dessas três figuras " .
Fora os Peugeot e os Citroen. 345 milhões de euros foram salvos imediatamente e transferidos para criar (a abrir em 15 ago 2012) 175 institutos de pesquisa científica avançada de alta tecnologia,
assumindo o emprego de 2560 desempregados jovens cientistas "para aumentar a competitividade e produtividade da nação."

- Aboliu o conceito de paraíso fiscal (definido "socialmente imoral") e emitiu um decreto presidencial que cria uma taxa de emergência de aumento de 75% em impostos para todas as famílias, líquidas, que ganham mais de 5 milhões de euros/ano. Com esse dinheiro (mantendo assim o pacto fiscal) sem afetar um euro do orçamento, contratou 59.870 diplomados desempregados , dos quais 6.900 a partir de 1 de julho de 2012, e depois outros 12.500 em 01 de setembro, como professores na educação pública.

- Privou a Igreja de subsídios estatais no valor de 2,3 milhões de euros que financiavam exclusivas escolas privadas, e pôs em marcha (com esse dinheiro) um plano para a construção de 4.500 creches e
3.700 escolas primárias, a partir dum plano de recuperação para o investimento em infra-estrutura nacional.

- Estabeleceu um "bónus-cultura" presidencial, um mecanismo que permite a qualquer pessoa pagar zero de impostos se se estabelece como uma cooperativa e abrir uma livraria independente contratando, pelo menos, dois licenciados desempregados a partir da lista de desempregados, a fim de economizar dinheiro dos gastos públicos e contribuir para uma contribuição mínima para o emprego e o relançamento de novas posições sociais.

- Aboliu todos os subsídios do governo para revistas, fundações e editoras, substituindo-os por comissões de "empreendedores estatiais" que financiam acções de actividades culturais com base na apresentação de planos de negócios relativos a estratégias de marketing avançados.

- Lançou um processo muito complexo que dá aos bancos uma escolha (sem impostos): Quem porporcione empréstimos bonificados às empresas francesas que produzem bens recebe benefícios fiscais, quem oferece instrumentos financeiros paga uma taxa adicional: é pegar ou sair.

- Reduzido em 25% o salário de todos os funcionários do governo, 32% de todos os deputados e 40% de todos os altos funcionários públicos que ganham mais de € 800.000 por ano. Com essa quantidade (cerca de 4milhões) criou um fundo que dá garantias de bem-estar para "mães solteiras" em difíceis condições financeiras que garantam um salário mensal por um período de cinco anos, até que a criança vai à escola primária e três anos se a criança é mais velha. Tudo isso sem alterar o equilíbrio do orçamento.

Resultado: Olhem que SURPRESA !!!

O spread comparado com os títulos alemães caiu, por magia.

A inflação não aumentou.

A competitividade da produtividade nacional aumentou no mês de junho, pela primeira vez em três anos.
 
HÁ OU NÃO UM OUTRO CAMINHO?

20.8.12

Ontem as urgências amanhã o tribunal: quando acordamos?

A notícia é da Rádio Hertz e os argumentos são os do Município de Ourém, o qual legitimamente puxa pelo interesse das suas populações.

Sem estratégia não há fixação e criação de empresas. Sem elas nao há empregos e sem empregos não há população. E sem população não há justificação para serviços públicos...

Não está na hora de acordarmos?

OURÉM – Município reivindica segundo Tribunal de Primeira Instância

A Câmara Municipal de Ourém aprovou por unanimidade, na última reunião do executivo, uma moção para reclamar que o Tribunal de Ourém seja constituído como segundo tribunal de Primeira Instância, tal como se pretende para Santarém, com o objectivo de servir o Norte do Distrito de Santarém, nomeadamente, as populações que residem na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.


Moção
"Na sequência de diversos contactos efectuados, quanto à proposta para o novo mapa Judicial proposto pelo Governo e as consequências dramáticas para o concelho de Ourém, recebi a carta anexa da delegação concelhia da Ordem dos Advogados, em reunião realizada para o efeito. O concelho de Ourém é o segundo do Distrito em termos de cidadãos residentes mas é, na verdade o primeiro se considerarmos a população flutuante de 50.000 pessoas emigrantes que retornam em férias no Verão e os 5.000.000 de pessoas que visitam Fátima anualmente. O concelho de Ourém é o segundo do Distrito na geração de impostos para a Fazenda Pública. O Tribunal de Ourém teve, no último ano, 1818 processos por comparação com os 1624 do Tribunal de Tomar. O concelho de Ourém dista quase 100 Km da sede do Distrito, Santarém. O concelho de Ourém não aceita que seja sempre secundarizado na sediação de serviços públicos apesar das suas características demonstradas. Neste sentido, e mais uma vez, não pode o concelho de Ourém, perder um vasto conjunto de valências Judiciais como pretende o Governo depois de nos pretender fazer o mesmo em outras matérias de grave consequência como seja a saúde e outros. Por outro lado, o Estado Português realizou há poucos anos obras de relevância significativa no Tribunal de Ourém dotando-o das condições de trabalho exigidas para o serviço público que ali é desenvolvido. O país está organizado, administrativamente, em Comunidades Inter Municipais como o sublinha o próprio Governo nos diversos documentos de intenção reorganizativa que emite, sendo que, neste caso, o Distrito de Santarém está organizado em duas Comunidades Inter Municipais, sendo a nossa a do Médio Tejo. Pelo que a Câmara de Ourém aprova uma moção reclamando que o Tribunal de Ourém seja constituído como segundo tribunal de Primeira Instância, tal como se pretende para Santarém, com o objectivo de servir o Norte do Distrito de Santarém, nomeadamente, as populações que residem na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo».

18.8.12

Mas ninguém pára a Alemanha?

Ontem dia 17 de Agosto de 2012 o Tribunal Constitucional Alemão, numa nova interpretação dos acordos de capitulação do III Reich em 1945 e da atual Constituição Alemã, autorizou a que o Exercito Alemão possa voltar a intervir em território alemão. Este estava proibido de o fazer desde a segunda guerra mundial ( como segurança para todos os paises vizinhos), só podendo atuar em teatros de operações fora da Alemanha, sob coordenação da NATO ou mandato das Nações Unidas.
Dado o que se está a passar no seio da UE, com uma clara e ditatorial imposição dos banqueiros alemães (será que a desculpa virá a ser de que são Judeus???).

Ninguém achará estranho e perigosa esta decisão do Tribunal Constitucional Alemão? Nem a França, nem a Inglaterra, nem os Estados Unidos, nem a Comissão Europeia vê gravidade nesta situação?

Convém reler a História para percebermos:


Remilitarização da Renânia

crise da Renânia (remilitarização Renânia ou ocupação da Renânia) foi uma crise diplomática provocada pela remilitarização dessa região daAlemanha, por ordem de Adolf Hitler em 7 de março de 1936.

Renânia é composta de parte da Alemanha principalmente a oeste do Rio Reno (em amarelo), mas também partes na margem direita. Em 1919 com oTratado de Versalhes, a região foi desmilitarizada. Durante o governo de Hitler, o tratado foi violado e o exército alemão voltou à região. Não houve reação imediata por parte da França e do Reino Unido.
Em resposta à ratificação do apoio franco-soviético, em 27 de fevereiro de 1936, Hitler reocupa a zona desmilitarizada da Renânia para restaurar a soberania do III Reich na fronteira ocidental da Alemanha, e continuava a violar as disposições do Tratado de Versalhes.
O destacamento militar foi escasso, médio e até mesmo ridículo (os soldados viajaram de bicicleta), mas o fato consistia numa violação do Tratado de Versalhes e do mais recente Tratados de Locarno. A área da Renânia a leste do Reno era de importância estratégica diante de qualquer possível invasão da França a Alemanha e, também o contrário, ao constituir uma barreira natural do rio dentro do território da Alemanha. A região foi ocupada pelas tropas aliadas no final da I Guerra Mundial, que se retiraram em 1930, cinco anos antes do acordo, em uma demonstração de reconciliação para a República de Weimar, não sem deixar um ressentimento na população local que saudou com entusiasmo a remilitarização de Hitler.
A crise diplomática foi curta e foi de alcance limitado, pois, apesar do exército francês poder ter respondido de forma eficaz e facilmente (na verdade, o exército alemão tinha ordens para não resistir e retirar se necessário), os governos francês e britânico continuaram com a política de apaziguamento que posteriormente viria a permitir a Hitler a incorporação da Áustria e, posteriormente, permitir a ocupação da Checoslováquia após a crise dos Sudetos, na sequência do expansionismo irredentista que levou à II Guerra Mundial.

14.8.12

Faz hoje 35 anos que Alviobeira viu nascer um músico

E o que é que isso interessa? Que Alviobeira (sede de Freguesia do Concelho de Tomar), tenha há 35 anos atrás (1977) visto aí nascer um músico?

Nada de relevo, especialmente quando isso no momento presente apenas nos faz recordar que esta Freguesia caminha para a extinção pela mão do PPD nacional, que inventou uma Lei injusta, ilógica e ignóbil e o PPD local de Carrão e Tenteiro, se preparar para a aplicar, com a eventual ajuda de mais alguns figurantes...

Sim, foi há 35 anos, que na Festa do povo de Alviobeira, este vosso servidor da liberdade iniciou a sua "curta" carreira musical, de mais de vinte anos, como musico na Banda da Nabantina, no instrumento de Clavicorne, assim um instrumento simples de sopro a "simular" uma Trompa. Recordo esse dia ainda hoje e não me esqueço da mole de povo que aí e em muitos ligares vivia, por esses tempos, uma genuína vontade de construir as suas terras com as suas próprias mãos. E desde esse dia quando se fala de Alviobeira, a minha pele fica mais tensa com o pequeno arrepio que a percorre. Só quem teve igual experiência, de começar a tocar numa Banda Filarmónica, poderá entender no seu total alcance a importância desse primeiro dia de "efectiva" contribuição para um todo mais Belo e Elevado.

Obrigado Alviobeira. Obrigado Nabantina.

11.8.12

Bandarilhas de Verão I

Já que o meu camarada Hugo Cristóvão anda à semanas com as "curtas", tenho de homenagear o seu espirito tauromáquico e, assim de quando em vez, irei dando uma bandarilhas aqui e ali neste Verão - o primeiro de jeito desde 2004...

Então não é que descobri que o diario económico andou a promover votações in-line sobre diversas coisas e então conclui-se que, entre os milhares de cliques recebidos, a Igreja católica foi considerada a instituição com maior lobing exercido em Portugal (cunhas, esquemas para ajudar decisões, arranjinhos e outras tramóias...). Ainda o mesmo estudo concluiu que o pior Ministro do atual Goverbo é Miguel Relvas. Uma injustiça decerto que ele até tem estado a fazer tudo certinho: desde vender tudo o que é venda  ao desbarato, "coagir " a comunicação social (nós em Tomar nem sabíamos isso), extinguir Freguesias e asfixiar as câmaras...

Mas a cereja em cima do bolo é mesmo a votação para melhor Primeiro Ministro de sempre. Então não é que os cliques ditaram ter sido o Socialista José Sócrates?

Mesmo sem qualquer valor cientifico, toda a blogosfera se está a divertir, ao constatar que a empresa do genro Cavaco, detentora do título em apreço, que frente ente comprou a preço de saldo o pavilhão de Portugal na Expo e que ambiciona adquirir parte da RTP, sim essa empresa, acabou por dar um tiro bonokrta aviões da credibilidade deste Governo de direita.

Este Verão está mesmo a ser divertido. E eu até me riria se a situação do Pais nao fosse hoje muito pior do que era há um a o atrás. Afinal parece que a culpa nao era mesmo dos Socialistas...

10.8.12

Síndrome da Guerra inicia-se com revolta geracional

Já por aqui o escrevi, mas reafirmo-o: se nada for feito, que inverta a atual situação da Europa, antes do final desta década estaremos em Guerra.

Situação inimaginável, aquando da construção europeia, há mais de 60 anos, precisamente para "amarrar" a Europa a uma solução política que prevenisse a Guerra, estamos hoje em 2012 a ver, de forma clara, os primeiros indícios do inexorável caminho que a ela nos conduzirá.

Estamos há beira de uma, mais do que justa revolta geracional. O equilíbrio inter-geracional está totalmente quebrado e sendo os "séniores" a maioria da população votante, nenhum governo conseguirá impor medidas de "correção" dos absurdos de direitos adquiridos e de proteções ilógicas e insustentáveis, como por exemplo os aposentados da função publica receberem uma pensão superior, em alguns casos a mais do dobro do valor médio dos seus descontos, durante, em alguns casos pouco mais de 30 anos.

Sei bem que me vão cair em cima por escrever isto, mas a situação é o quer ée se nada for feito na Europa para voltarmos a um crescimento económico sustentado, que aumente o emprego e possa garantir os sistemas de apoio (retorno) dos aposentados, viremos a ter graves problemas sociais, pré-conflito aberto.

Pedindo novamente desculpa pelo original, neste caso em Inglês, do jornal alemão in-line de reerência, deixo-vos com uma leitura da situação: eira bom reflectíamos sobre ela. Lembro-me bem de ter dito isso mesmo há quase 5 anos ao Hugo Costa, atual Presidente da J Ribatejo, que isto se iria dar. Lamento vaticinar que, se nao seguir os o caminho Holland, possamos já ter entrado no "canudo" temporal de acontecimentos que se percorreram entre 1933 e 1939. Os "prestamistas" não aprendem e irão de novo morrer milhões por essa Europa fora...


08/09/2012
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'Trust No One Over 30!'

Euro Crisis Morphs into Generational Conflict

A Commentary By David Böcking
Elderly Greeks at a political rally: Are older people partly to blame for Europe's debt crisis?
DPA
Elderly Greeks at a political rally: Are older people partly to blame for Europe's debt crisis?
People vs. banks, north vs. south, and rich vs. poor? While all of these conflicts may be real, one of the biggest issues of the euro crisis is rarely discussed: Older people are living at the expense of the young, and it's high time the next generation took to the streets to confront their parents.
"Que se vayan todos," or "Away with all of them," became one of the slogans chanted by the tens of thousands of "Indignados" in Spain at protests last year. In addition to their eponymous outrage, many had one thing in common: Most were young and viewed themselves as victims of the crisis.
They might have been more specific and instead chanted: "All the oldpeople must go!" This phrase would apply because, in many ways, the euro crisis is also a conflict between generations -- the flush baby boomers in their fifties and sixties are today living prosperously at the expense of young people.
Intergenerational equity -- measured among other things by levels of direct and hidden debts and pension entitlements -- is particularly low in Southern Europe. In a 2011 study of intergenerational equity in 31 countries by the Bertelsmann Foundation, Greece came in last place. Italy, Portugal and Spain didn't do much better, landing in 28th, 24th and 22nd place respectively. Currently, the unequal distribution of income and opportunities is particularly distinct:

  • The employment market collapse has hit young Europeans much harder than older generations. In Greece and Spain more than half of those under age 25 are unemployed -- twice the rate of older workers. Things are even worse in parts of southern Italy, where youth unemployment has risen above 50 percent.
  • One reason for this situation is unequal employment circumstances. Older Spaniards and Italians, for example, profit from worker protection laws preventing them from getting fired that are quite strong by international comparison. But almost half of young Italians and 60 percent of young Spaniards are on temporary employment contracts and can easily lose their jobs.
  • The burdens and risks of the euro bailouts are also mainly borne by young people. Ultimately, growing national debts and bailout funds worth billions will be financed through bonds that won't be due for many years to come.

'Excess of Power'
Bankers and politicians aren't the only ones responsible for the crisis, either. Many from the older generations were accomplices in the faltering system. Almost every family in Greece had a member who profited from the bloated state apparatus as a civil servant. Baby boomers in Spain took on mortgages en masse, pushing their country into the debt crisis. And in Italy, politicians like Silvio Berlusconi were re-elected repeatedly because their tricks were apparently met with great sympathy -- pensioners have been among the former prime minister's most important constituencies.
So why aren't more young people getting outraged? There are signs that they may be starting to focus on the issue. In an article penned for the German daily Die Tageszeitung, Italian writer Leonardo Palmisano wrote that the debate over job protection in his home country was "less about class than about age." On the one side of the issue are the precariously employed young people, and on the other side the baby boomers with permanent contracts and secure pensions. The "C/S", or "Cinquanta/Sessantenni," people in their fifties and sixties, are the "protagonists of the Berlusconi regime," he writes, holding "an excess of power in their hands, without having the necessary skills to lead the country out of the crisis."
Of course, not all southern European seniors are little Berlusconis. Many older people are suffering under the impact of austerity measures too. Nevertheless, in order to get honest answers about the crisis, it is important to pose questions about the responsibility older generations bear for the downturn.
In some cases, countries mulled uncomfortable labor market reforms that would have scaled back the privileges of older people. And they considered increasing taxes for the rich and a tougher battle against tax evasion, which has long been viewed as a trivial offense. Both are measures that would impact older, wealthier people in particular.
A Vicious Cycle
But little happened, and another trend has emerged instead: After some initial self-criticism, conspiracy theories have begun spreading among southern Europeans. Whether the boogyman is Wall Street or Angela Merkel, they find someone else to blame for their misery. Berlusconi has become particularly bold once again, claiming that only he can solve the problems as he plans another political comeback.
So why aren't young southern Europeans rebelling more vehemently against this kind of sheer arrogance? The sad answer is that they would be biting the hand that feeds them. Lacking their own means in Italy, Spain, and Greece, young people -- particularly men -- are living with their parents well into their adulthoods. That, of course, makes it a lot more difficult to revolt.
Nevertheless, Germans should hesitate before taking an overly haughty view of the situation. The unsolved generational conflict in the south provides a foretaste of what could await Germany in the future, too. It was only a few years ago that the then "grand coalition," a government comprised of Chancellor Angela Merkel's conservative Christian Democratic Union and the center-left Social Democratic Party, pushed through a "pension guarantee" that prevents cuts to benefits for the elderly even if wages sink for young workers. Behind this decision was the fear there would be a backlash among outraged pensioners in the next election, but the additional costs will total some €18 billion ($22 billion), according to a study conducted by the Kiel Institute for the World Economy, a prominent German think tank.
Meanwhile, income distribution between generations in Germany threatens to soon become a "new social issue," warns a recent analysis in a journal published by the Munich-based Ifo economic institute. The disparity between what young and old people earn must shrink, it says. "Otherwise the conflict potential will increase."
Widespread Wealth Disparity
This gap is growing outside the euro zone, too. In the United States, household assets for those over 65 have increased by some 42 percent since 1984, according to the Pew Research Center. But those younger than 35 own 68 percent less than their peers did during the mid-1980s.
In the United Kingdom -- where youth riots last year shocked the world -- conservative politician David Willets published a book called, "The Pinch: How the Baby Boomers Took Their Children's Future -- And How They Can Give it Back" in 2010. Willets writes that the next generation will have to work harder to pay off their debts, making future generations the real losers of the current financial crisis.
But just because someone writes about youth problems doesn't make him one of their allies. Willets named university tuition as one factor behind the disappearing wealth of young Brits. However, shortly after his book was published he became Minister of the State for Universities and Science in the Cameron administration and had no problem tripling university tuition. Willets, incidentally, is 56 years old.
Ultimately, young Europeans will have to assert their own interests. Maybe they should resurrect a slogan from the protest movement of the 1960s: "Trust no one over 30!"

7.8.12

Socialistas alemães avançam com proposta que mudará a Europa

Peço antecipadamente desculpa pelo texto estar em françês, mas não vou traduzir, aliás porque isso a partir do iPhone não é simples. Em todo o caso se visualizar este texto no seu portátil basta selecionar o texto e utilizar o tradutor automático da Google e, apesar de alguns "erros", perceberá globalmente o sentido do caminho que dos socialistas alemães, com obvias influencias de Holland, propõem para a Europa, agora que estamos a 3 meses de Presidenciais nos EUA e a 14 das eleições federais alemãs.

Do jornal "La Tribune" (Romaric Rodin, 6/8 às 17H55)


Le centre-gauche allemand passe à l’offensive contre Angela Merkel, déjà sous la pression de ses partenaires européens. Dans le Berliner Zeitung de ce lundi, le président du SPD Sigmar Gabriel a indiqué qu’il entend soumettre à la discussion au sein de son parti une proposition portée notamment par le philosophe Jürgen Habermas d’une mutualisation des dettes des 17 pays de la zone euro, couplée avec un contrôle central strict sur les budgets nationaux. Autrement dit, il s’agirait ni plus ni moins que d’intégrer la création d’une Europe fédérale dans le programme des Sociaux-démocrates. Selon Sigmar Gabriel, ce pas serait réalisé par la convocation d’une convention qui proposerait de modifier la loi fondamentale, la constitution fédérale, pour permettre cette mutualisation. Puis, le projet serait soumis à référendum. Le leader du SPD espère également obtenir autour de ce projet l’adhésion des 17 partis sociaux-démocrates des membres de la zone euro. Une position que les Verts ont déjà acceptée et soutenue.
Un SPD dans le flou jusqu’à présent
Jusqu’ici, le SPD n’avait jamais défendu ce mouvement radical, même s’il se disait favorable aux Euro-obligations. Il avait du reste rapidement abandonné cette exigence lors de son ralliement au pacte budgétaire, et donc à la politique d’Angela Merkel, au mois de juin, se contentant de minces mesures de relance. Il est vrai que l’opinion publique allemande est chauffée à blanc sur ce sujet.
Le gouvernement prudent
Pourtant, cette proposition de passer rapidement à la construction d’une fédération budgétaire autour des 17 pays de l’UEM n’est pas forcément en contradiction avec la position du gouvernement fédéral allemand. Mais, prudente et préoccupée de sa popularité, Angela Merkel, s’est toujours gardée d’aller si vite. Elle prétend avancer « pas à pas », en créant d’abord une union politique dont elle ne déficit jamais les contours ni la mise en œuvre concrète. « La chancelière a plusieurs fois expliqué que nous devions aller progressivement afin d’éviter les erreurs de construction de l’union monétaire, notamment le manque d’union politique », a martelé lundi le porte-parole du gouvernement fédéral pour qui la perspective d’un référendum sur l’union budgétaire est « très lointain ».
Réactions violentes de la majorité
Si l’on voulait comprendre la prudence de Berlin, il suffirait d’observer le déchaînement des leaders de la majorité parlementaire allemande à cette proposition de Sigmar Gabriel. Rainer Brüderle, le chef du groupe FDP au Bundestag, s’est emporté contre le « socialisme de la dette » que prônerait le SPD. « Dépenser de l’argent que l’on n’a pas et ensuite faire payer les autres, était déjà un concept raté sous le gouvernement Verts-SPD. Le transférer au niveau européen aggravera seulement les problèmes », a résumé l’ancien ministre de l’économie.
Stratégie du SPD
Où voulait en venir Sigmar Gabriel pour briser ce tabou allemand et prendre le risque de devenir la cible de la majorité ? A tenter de faire sortir Angela Merkel de ses imprécisions. Pro-européenne à Bruxelles, la chancelière jure à Berlin qu’elle ne s’engagera pas dans une mutualisation de la dette. Or, avec le FESF et le MES, cette mutualisation a de fait commencé. Et la majorité libérale-conservatrice, qui attaque aujourd’hui ce projet fédéral est celle qui a voté ces engagements allemands pour venir en aide aux pays en difficulté de la zone euro. Alors qu’à la rentrée, il faudra prendre des décisions cruciales sur le rachat des obligations souveraines par la BCE et le MES, la licence bancaire à ce dernier et la mutualisation de la supervision bancaire, Sigmar Gabriel peut aujourd’hui montrer que le SPD parle un langage de vérité et de cohérence face à une CDU qui cherche une position claire.
Embarras pour Angela Merkel
Du coup, ce changement de cap embarrassera sans doute la chancelière. Face à une opposition clairement fédéraliste, elle devra choisir son camp : ou engager ce projet fédéraliste, ou, au contraire, le rejeter et prendre le risque de déstabiliser encore la zone euro. A la rentrée, un choix clair devra être fait par une Angela Merkel qui a bien pris garde de n’en jamais faire depuis 2010. C’est sans doute là que voulait parvenir Sigmar Gabriel. 

2.8.12

Dívidas de diversas associações ao Município

Numa pequena paragem nas férias, para mais uma reunião de Câmara, onde se tomou importante deliberação sobre o Hospital de Tomar (http://pstomar.blogspot.pt/2012/07/ps-propoe-que-camara-de-tomar-tome.html).

Ao folhear informações e esclarecimentos pedidos há meses aos serviços da Câmara, deparei-me com a Informação nº117/2012 da Divisão de Desporto e Juventude, de 4/5/2012, onde são prestadas informações do total em dívida pelas associações do Concelho, solicitando ao Presidente da Câmara "que nos sejam dadas diretrizes necessárias para o cumprimento das disposições regulamentares".

A referida informação diz mais: "que sejam consideradas as dívidas do quadro anexo que totalizam 132.515,54€" e "que seja tido em conta que os valores pagos pelos clubes e associações representam 30% dos custos totais que efetivamente são suportados pelo Município". Ou seja, estamos a falar de uma despesa até agora TOTALMENTE assumida pelo Município de mais de 300.000€.

A informação nada diz há quantos anos estas dívidas existem, não sabendo assim se algumas têm semanas ou anos.

Muito provavelmente parte das seguintes dívidas, estarão já pagas pelas respetivas associações, que entretanto receberam uma parte de adiantamento do apoio ao Associativismo, mas eram estes os valores em dívida a 4 de Maio de 2012:

TOTAL EM DIVIDA PELAS ASSOCIAÇÕES - 132.515,54€

União de Tomar             40.567,20€ (31%)
Sporting de Tomar         38.178,29€ (29%)
Escola de Futebol          22.980,50€ (17%)
Gualdim Pais                 17.983,50€ (14%)

SCO Cem Soldos            3.207,25€ (2%)
Serras da Sabacheira       2.840,00€ (2%)
SMAS Tomar                  2.193,80€ (2%)
CCD CamaraTomar        1.125,00€ (1%)
ACR Linhaceira              1.073,50€ (1%)
Veteranos União Tomar  1.062,00€ (1%)
Calma - Grupo hidro          622,00€
Dragon School                   487,50€
ACDR Serra                      195,00€