12.1.17

A política de encerramentos da gestão municipal de Tomar: é pena!

Nota do dia, realizado na Rádio Hertz (FM92 e FM98), quinzenalmente às quartas-feiras. Próxima dia 25 de janeiro de 2017.

O início de cada novo ano é sempre uma excelente oportunidade para renovar os stocks: de desejos, de vontades, de iniciativas, deitando fora o que não presta, passando a página do que não interessa e enfocando no que é importante. É assim na nossa vida individual e deveria ser assim também na nossa vida coletiva.
Terrenos municipais junto à GNR, onde se irão realojar algumas das famílias ciganas do Flecheiro


As notícias que vamos tendo da gestão municipal enchem-nos de esperança que este ano de 2017, não seja um ano tão perdido, como foi o ano anterior. É sabido que vamos finalmente ter as intervenções na Várzea Grande e em Palhavã, terminando assim o ciclo de abandono de áreas imensas da nossa cidade. A continuidade do esforço coletivo que está a ser feito para o realojamento dos ciganos do Flecheiro é outro dos pontos a reter do trabalho dos últimos anos da gestão municipal, que terá continuidade este ano, apostando por exemplo em construir junto à GNR, em terrenos municipais, como eu há dois anos havia proposto.


Mas não há bela sem senão e mais de dois meses depois do encerramento do Parque de Campismo, com a estapafúrdia desculpa da ASAE, a cumprir-se um ano de outro polémico encerramento – durante mais de 10 meses, dos parques infantis, também com a desculpa da ASAE, eis que somos brindados com mais uma pérola do impossível, na política de encerramentos da gestão municipal: a das casas de banho públicas.



Ora, se no início do mandato se andou bem ao promover o arranjo das casas de banho públicas, atrás do edifício da Câmara Municipal, no início da Escadaria de Santiago, o que só foi conseguido numa parceria acertada com a junta urbana, a decisão agora recentemente anunciada pela Presidente Anabela Freitas, não faz qualquer sentido.



Então mais de três anos depois de estar na presidência, descobre que a única solução que tem para as casas de banho públicas é, em lugar de as recuperar, melhorando a sua salubridade geral e condições de uso pelos Turistas e genericamente, por todos os cidadãos que delas necessitem, é encerrá-las? Sinceramente, não entendo. Se não soubéssemos como fazer este tipo de intervenções, em parceria com a junta urbana como se fez no início do mandato, ainda perceberia, agora esta peregrina ideia surge de onde?
Hipótese de requalificação da Várzea Grande, em preparação para ser implementada em 2017 (?)


Enfim, deveria ser Ano Novo, Vida Nova, mas está visto que vamos pelo mesmo caminho do ano transato. É pena!