29.9.16

Obras em Palhavã custarão 600.000€, projeto vai à próxima reunião de câmara

O projeto de intervenção em Palhavã, organizado pelos SMAS de Tomar, já se encontra concluído e, finalmente, em condições de ser apresentado a reunião de câmara.

Depois de muito atraso, dificuldades várias, onde as negociações com a EPAL, que se arrastaram anos e foram dadas como inclusivas, levam a que a Câmara faça agora, aquilo que há anos já deveria ter sido feito: avançar com projeto de requalificação da Rua da Corredora do Mestre, em Palhavã.

Como sempre foi afirmado, a reposição da via de circulação e a criação de condiçõxes de salubridade, evitando a deposição em permanente poças de água, sem drenagem e escoamento adequado para as águas pluviais, bem como a deposição das infraestruturas subterrâneas, eram há muito urgentes.

Assim, será apresentado à próxima reunião de câmara o projeto global de intervenção desta primeira fase, o qual irá intervir desde o início de Palhavã, junto ao Continente/Nabancia até à última casa da Rua Corredoura do Mestre, pouco depois da Rua das Mimosas, via que desce de Palhavã para a Estrada de Marmelais, nesta desembocando junto ao Centro de Saúde. As soluções te nicas da intervenção, drenagens, passeios e piso, terão a qualidade e profundidade necessária, para a deposição da vida normal nesta Rua, a qual sempre que chove fica quase intransitável.

Espera-se que as outras entidades que têm infraestruturas no sub-solo, como sejam as de telecomunicações, EPAL e EDP, que vão ter que acompanhar e intervir na obra possam ajudar a custear parte da intervenção.
O investimento estima-se em 600.000€ e será esse o valor de referência para esta primeira fase. Se todas as entidades envolvidas custearem aquilo que seja sua responsabilidade, o investimento dos SMAS poderá descer para os 400.000€.

Duas notas pessoais sobre este assunto:
A primeira para esperar que as próximas fases de intervenção na zona possam interferir na Rua das Mimosas, transformando esta "estrada" numa verdadeira rua de ligação entre Marmelais e Palhavã.
A segunda lamentando que depois de anos de espera, se tenha acabado por optar avançar mesmo sem a EPAL assumir totalmente a renovação da sua conduta, tal como poderia há anos, em anteriores mandatos e também neste, ter já sido concretizado.

A situação vergonhosa que os residentes em Palhavã têm vivido, mas também todos os que acabam por atravessar a Rua Corredoura do Mestre, deveria há muito ter obrigado a que os responsáveis municipais tivessem feito, o que agora acabaram por fazer: avançar sozinhos e a expensas próprias para resolver a situação.

Uma incansável luta que muitos autarcas, do PS e não só tiveram, com destaque especial para a junta de freguesia, liderado por Augusto Barros que nunca, durante um segundo, baixou os braços para ver finalmente o Município a assumir fazer aquilo que há muito deveria ter sido feito.

Estou certo que todos os autarcas , da câmara, da assembleia municipal e da assembleia de freguesia, não deixarão de aplaudir está intervenção.

27.9.16

Gala Internacional de Acordeão dos Templários volta a Tomar

Nota do dia de amanhã, quarta-feira, a ser transmitida na Rádio Hertz, após os noticiários das 13h00 e 19h00.


Além de notícias laterais das agremiações políticas tomarenses, algumas vezes com requintes de malvadez pelo que se vai ouvindo por aí, é sempre um gosto lembrar as coisas boas, que também no nosso Concelho vão acontecendo.

É já este fim de semana que volta a Tomar a Gala Internacional de Acordeão dos Templários, que já vai na sua terceira edição.


Começado em 2010 quando tive a oportunidade de ser o vereador responsável pelo pelouro da cultura e aí liderar uma equipa empenhada que introduziu algumas inovações, entre as quais a criação desta Gala Internacional, o mesmo teve continuidade em 2014, quando se realizou a sua segunda edição, ambas com dois espetáculos que praticamente esgotaram o Cine Teatro Paraíso. Entendo ser o Acordeão um instrumento de referência e que cria uma atmosfera própria, quando executado com a mestria que a equipa de Bruno Gomes, do Atelier do Acordeão de Ferreira do Zêzere, nos foi habituando.

Este ano, numa única apresentação, precisamente no Sábado, no decurso do dia mundial da música, a partir das 21h30, com os nossos já conhecidos Bruno Gomes, Júlio Vitorino, Vítor Apolo, Rodrigo Maurício, João Frade, e Emanuel Marçal e este ano com os convidados internacionais Elsa Gourdy e Julien Gonzalez, irão decerto deliciar os amantes da música em geral e aqueles que não querem perder algo de único e só repetível e dois em dois anos em Tomar: ter este popular instrumento, numa execução que vai desde as mais tradicionais musicas, aos eternos clássicos, executados com a beleza e singeleza, só possível por quem trata a música por tu, como são estes nossos convidados, este ano.

E já agora, em matéria de boas notícias na área da cultura, no fim de semana de 8 e 9 de outubro não nos devemos esquecer de deambularmos pela Ceyceira Medieval, nesta antiga Vila com Foral que deu o topónimo da sede de Freguesia da Asseiceira, na sua também terceira edição e que demonstra que, nem só na cidade de Tomar, há espaço para recriações históricas com impacto e revisitação daquilo que faz parte da nossa vida.

Quem não conhece, nem respeita o passado, pode pensar que o presente lhe basta, mas decerto não terá, nem contará para o futuro. A alguns eternos aprendizes, bastaria saber ler e escrever. Infelizmente parece que não! Alvíssaras portanto, para a Gala Internacional do Acordeão dos Templários  e para a Ceyceira Medieval.

Nota do dia de 14 de setembro

25.9.16

Nota pública sobre a minha desvinculação da bancada do PS na Assembleia Municipal

NOTA PÚBLICA


Na sequência da minha desvinculação da bancada do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Tomar, tomada na passada sexta-feira dia 23 de setembro, antecedida pelo meu pedido de saída do secretariado da Federação de Santarém do PS, por razões políticas que expliquei circunstanciadamente aos seus respetivos presidentes, cumpre-me informar publicamente, que não detenho quaisquer responsabilidades executivas no PS, que me obriguem a dar especial suporte à condução da política autárquica seguida pelo executivo municipal em Tomar.
Todas as minhas atitudes e ações são e foram tomadas, dentro do meu livre arbítrio e análise, fruto do conhecimento e experiência que tenho, e no estrito respeito pela declaração de princípios do PS, e dos programas eleitorais que este tem apresentado à população tomarense.
A fuga para a frente encetada pela gestão municipal, a qual não só não presta aos dirigentes da sua comissão política e muito especialmente aos seus autarcas, as necessárias informações ou sequer os envolve nas decisões, retirando-lhes assim as condições para o cabal desempenho da sua missão, bem como reage de forma descabida e exagerada a qualquer esboço de sugestão de melhoria, crítica ou tão só aos alertas para a necessidade de discutir com maior profundidade os temas da gestão municipal. Tal forma de agir, muitas vezes baseada em meros estados de alma, demonstra desnorte, falta de liderança na afirmação regional do papel de Tomar, por exemplo, ou na prossecução da estratégia capaz de implementar a agenda de mudança, a que todos nós os eleitos do PS, nos comprometemos.
Os sinais de alarme e os avisos têm sido constantes, proferidos por autarcas e não só, mas parece que mais fácil do que resolver os problemas e os constrangimentos existentes, é olhar para os mensageiros e ver neles as razões das incapacidades próprias, as quais pouco a pouco, se vão tornando mais notórias.
Com natural sarcasmo, apetece afirmar que se percebe hoje que tudo corre muito melhor do que há um ano atrás, desde logo a motivação dos funcionários, a eficácia da ação decisória, os resultados alcançados, demonstrando que o problema do Município, quiçá do Concelho, eram as ações e as opiniões do autarca municipal Luis Ferreira. Muito provavelmente será deste novo tempo que vivemos, mas os amanhãs que cantam, conseguiram alcançar o seu Nirvana em Tomar.
Cumpre-me assim, neste contexto, informar que manterei a condução da minha ação, como dirigente dos órgãos deliberativos do PS, concelhios e distritais, bem como na qualidade de deputado municipal não adstrito, pelo Programa Eleitoral do PS apresentado aos eleitores em 2013, no respeito pelo mandato dado a todos os eleitos do PS, como é o meu caso.
Mais me cumpre informar que não falo, não escrevo, não opino em nome do PS ou do Município e todas as propostas que tenho submetido a escrutínio público, foram e serão realizadas a nível individual, no respeito quer pelos valores do PS, quer pelo programa eleitoral por este apresentado e, muito especialmente, pelo superior interesse da comunidade Tomarense.
Resta-me por último esperar, como socialista e como Tomarense que, os nossos autarcas percebam que não são os donos da verdade e que quanto mais forem os assuntos discutidos e os diversos contributos recolhidos, mais fácil será a implementação das soluções, das medidas ou das estratégias que sejam julgadas úteis ao Concelho.
Sem querer ser muito exaustivo considero que há muitos motivos de orgulho pelo trabalho já realizado no decurso deste mandato, de onde destaco o novo relacionamento com as Freguesias, reconhecido por todos os seus presidentes, conseguindo potenciar os investimentos disponíveis por estas e pelo Município. Foi uma luta de muitos anos de todos os autarcas do PS e trouxe Tomar para o século XXI da afirmação das parcerias, como forma de resolução de muitos dos ainda existentes, problemas de infraestruturas nas aldeias e na cidade. Acompanho ainda os órgãos do PS, no regozijo pela resolução do endémico problema da dívida à ParqueT e pela satisfação do cumprimento da palavra do Ministério, pela reabertura da medicina interna no nosso Hospital.
Compreendo ainda que decorre da minha não confiança política atual nos protagonistas da gestão municipal, a constatação da não existência de confiança política do PS em mim, avaliada em reunião onde estive presente, como em todas até hoje, para as quais tenha sido convocado.
Há mais de uma ano que não se quer: analisar as consequências objetivas do acordo com a CDU, quando é notório o ascendente pernicioso do seu vereador sobre a senhora presidente de câmara; constatar a ineficácia da gestão dos pelouros sobre a responsabilidade do vereador da CDU; analisar o porquê do arrastar da implementação das soluções para o atravessamento de Palhavã ou do arranjo da Várzea Grande; que não se aposta na redução do tempo de espera em diversos serviços do Município e no adequado tratamento da recolha de lixo, espacialmente na área rural do Concelho; que não se corrige o erro de não terem sido entregues os jardins da cidade à gestão, notoriamente eficiente, da junta urbana; que se permite o encerramento durante quase um ano dos parques infantis da cidade, por mero exagero jurídico; ou o atabalhoado processo de encerramento de escolas, em divergência com aquela que sempre foi a posição histórica do PS sobre o assunto; ou a entrega casuística de escolas devolutas, sem as vocacionar prioritariamente conforme moção aprovada na Assembleia Municipal para Habitação Social e finalmente na gestão infantil que se está a fazer do dossier do Flecheiro.
Por último resta-me desejar que, apesar desta minha não confiança, a qual me levou a tal tomada de posição pública, possa a mesma ser revertida por desaparecimento dos motivos que a motivou, e que a candidatura do PS às eleições de 2017, onde nas atuais condições naturalmente não estarei, consiga levar de vencida as tíbias oposições existentes, as quais no passado pouco provaram de melhor para Tomar.

Ofício enviado:

Ex.mo Sr. Presidente
da Assembleia Municipal de Tomar
M.I. Prof. José Pereira

ASSUNTO: desvinculação do grupo municipal socialista

Luis José da Silva Ferreira, deputado municipal eleito nas listas do Partido Socialista, vem comunicar ao abrigo do §único do nº3, do artigo 19º do Regimento da Assembleia Municipal (AM), que desde hoje, dia 23 de setembro de 2016, deixa de integrar o grupo municipal socialista, conforme comunicação de constituição do mesmo entregue na Mesa da AM a 17 de outubro de 2013.

Assim, passa nos termos previstos no nº4 do supracitado artigo 19º, a exercer o seu mandato como deputado não adstrito, pelo que solicita a sua convocação para a próxima conferência de líderes, nos termos determinados pelo nº5 do mesmo artigo, conjugado com o nº1 do artigo 20º do Regimento da AM.

Mais solicita, que a próxima reunião da conferência de líderes, no cumprimento do nº5 do artigo 19º, que determina que “…cada um dos deputados municipais não adstritos têm direito a intervir como tal…”, se possa proceder à alteração do anexo ao Regimento - Grelhas de tempos (nos termos do artigo 35.º), de forma a ficar garantida a sua capacidade de intervenção no plenário da Assembleia Municipal, nos termos gerais do direito que a lei confere e que os artigos 14º e 15º do Regimento da Assembleia Municipal transcrevem, nomeadamente a sua alínea k) do artigo 15º.

Com as mais cordiais e Templárias saudações,
Tomar, 23 de setembro de 2016

O deputado municipal
Luis Ferreira

23.9.16

Intervenção no Rio Nabão, iniciada em 2011 e prosseguida em 2014, estende-se agora ao Açude das Ferrarias

O Açude das Ferrarias, na sequência das decisões tomadas o ano passado (2015), ainda antes da Festa dos Tabuleiros, no sentido de se procurar encontrar uma solução, mesmo que aligeirada tecnicamente, para o terminar com a incapacidade de manter o Rio Nabão, junto ao Padrão Filipino, limpo e desimpedido de lixo, promovendo também a salubridade de todo o troço de rio, entre o açude do flecheiro e este antigo açude, vai ser finalmente intervencionado, de forma a garantir a sua funcionalidade.

Orgulho-me de ter contribuído para chamar à atenção para esta área do Rio Nabão, abandonado à sua sorte após a s intervenções do Polis terminadas em 2008. A decisão que tomei em 2011, quando era então vereador responsável pela proteção civil municipal, de iniciar intervenções de limpeza, que se pretendiam anuais e prosseguidas já no decurso deste mandato, em 2014, uma vez que era já notório que todo o espaço necessitava de continuada e redobrada atenção, face à degradação ambiental em curso, que as anteriores intervenções não haviam conseguido repor. 

As obras decorrerão assim nesta antiga estrutura (açude), que tem sido apontada pelos historiadores como uma possível ponte romana, ao que tudo indica adaptada a açude por volta do século XVI.

Mais recentemente, até há alguns anos, tem funcionado como um órgão hidráulico de regulação do caudal do rio, apresentando do lado da estrada nacional um canal que teve uma comporta de madeira, desde há muito completamente obsoleta e destruída.

A falta de manutenção e a degradação natural levou a que a mesma deixasse de reter a água mas, em contrapartida, se tornasse em zona de retenção de lixo, prejudicando a imagem de uma das entradas mais bucólicas da cidade.

Assim, e em face da necessidade de intervenção, o Município optou por uma obra que não porá em causa o valor histórico da construção, com a aplicação de uma estrutura de perfis metálicos no fecho do vão central do açude, responsável pela passagem do maior caudal do rio.

A montante, será executado um enrocamento com 350 toneladas de pedra que permitam fechar as restantes roturas do açude, sem contudo as tornar estanques, permitindo uma passagem controlada do caudal ecológico do rio e fazendo com que este galgue a superfície da estrutura.

No local da antiga comporta de madeira, será montada uma nova comporta metálica, manobrada através de um fuso vertical, o que permitirá controlar o caudal do rio entre o açude do mercado e este.

Em caso de limpeza do leito do rio nesse troço, esta comporta permitirá o seu despejo.

19.9.16

Vereador Serrano pode até ter razão, mas...

O vereador Rui Serrano, com quem trabalhei durante dois anos e dois meses, apresentou no passado dia 30 de agosto a sua renúncia aos pelouros que lhe estavam atribuídos pela presidente da câmara, tecendo críticas à minha atuação como chefe de gabinete, dizendo que teria ultrapassado as minhas funções e que isso o tinha desagradado.



Devo esclarecer que o meu trabalho foi pautado pelo mais exemplar e profundo profissionalismo
, como sempre fiz por todos os locais onde exerci funções, sempre sob as orientações e exclusiva responsabilidade da presidente de câmara e no escrupuloso cumprimento do seu despacho de atribuição de funções, o qual, a exemplo das mais avançadas autarquias do país, é dado aos chefes de gabinete e adjuntos, de forma a orientarem o seu trabalho.


Nunca a autarquia tomarense teve tão bem clarificadas as funções e âmbito de atuação de cada um dos seus vereadores, dirigentes e pessoal dos gabinetes de apoio, como na sequência da entrada em funções desta gestão, esforço que foi concretizado e dificilmente percebido por alguns, que gostariam que o Município de Tomar continuasse, mesmo ao nível do topo da sua coordenação, na "bandalheira", na desorganização, na desarrumação, em que o encontrámos em 2013.

Só a título de exemplo, no Gabinete da Presidência sobreviviam documentos (incluindo faturas) originais por arquivar, desde a presidência de Pedro Marques (!), que saiu no início de 1998. Os circuitos e os procedimentos decisórios arcaicos e, apesar do esforço hercúleo de alguns funcionários de apoio, os bloqueios uma constante e diário desafio.

Ao colocar assim, como razão para a entrega de pelouros em agosto de 2016, a minha manutenção como chefe de gabinete, função que não exerço desde dezembro de 2015, o vereador Rui Serrano, que recorde-se foi a terceira escolha da presidente para seu número dois - depois de Luis Boavida e de Miguel Pombeiro, procura escamotear ou encontrar um bode expiatório, além de mentir.

Convém que se saiba que quando pela primeira vez, a 4 de janeiro de 2016, renunciou aos pelouros, eu já não era chefe de gabinete e agora, passados 8 meses, ainda menos tenho qualquer relação com o que se passa no dia a dia da Câmara.

A razão na altura, deu toda a ideia de ter sido um amuo, por na nova delegação de competências e despachos efetuados pela presidente a 4 de janeiro, ter deixado de ser o vice-presidente e terem-lhe sido retirados pelouros, por razões que a presidente nunca explicou publicamente.

No entanto, o vereador Rui Serrano, depois de tentar usar o argumento de atacar o Luis Ferreira, peditório onde chega tarde e com pouco impacto, uma vez que há quem há muito mais tempo o faça, acaba por desvendar o seu verdadeiro objetivo, quando assume que “a estratégia de liderança que era a minha expetativa de regresso [após janeiro] não se revelou, nem existe”, afirmando depois que “se reincidiu [após janeiro] no constante por em causa as responsabilidades que lhe estavam dadas”, acusando a presidente de não ter estratégia, nem liderança e/ou de não lhe ligar nenhuma.

O vereador eleito pelo PS pode até ter razão, mas porque não as faz prioritariamente, como eu e outros autarcas, com críticas legítimas e assertivas à condução da autarquia e dos seus projetos e processos, nas reuniões para as quais é convocado e a que recorrentemente falta?

Assim, podendo até ter razão nas observações feitas relativamente ao último ano de gestão do Município, acabou por prestar um mau serviço a Tomar, ao se colocar do lado do problema e não da solução.

Tomar é de todos e as soluções para os, ainda graves, problemas existentes deveriam ser o primeiro enfoque de TODOS os autarcas.

Não se entende verdadeiramente qual o ganho que Tomar teve, efetivamente, com esta ação do Vereador.

Ou o problema (e bode expiatório para todos os problemas) era eu, ou havendo outro problema, porque razão o vereador não apresenta a respetiva solução?

Ou foi ou espera ser convidado para candidato do PSD, caso uma determinada fação logre levar de vencida a sua tese de candidatura à presidência da Câmara, como amiúde já se especulava nas semanas anteriores à sua decisão e carta pública?

Assim não, senhor vereador!

17.9.16

Nota do dia na Rádio Hertz de volta

Acedendo ao convite da Rádio Hertz para retomar as Notas do Dia, que já efetuei há alguns anos, retorno assim à regularidade de uma análise, neste caso quinzenal, com os cidadãos do concelho e da região, especialmente após os anos de exercício de funções que desaconselhavam tal presença regular e do natural período de nojo já vencido - mais de oito meses, depois do final das mesmas.

Estou certo que este retorno, à regularidade da emissão de opinião clara e concisa, como sempre foi meu apanágio, ajudará à melhor perceção e esclarecimento dos assuntos e temas que, quinzenalmente, trarei à antena da Hertz, nos final dos noticiários das 13h00 e das 19h00, às quartas-feiras.



PRÓXIMA NOTA DO DIA: Quarta-feira, dia 28 de setembro de 2016



15.9.16

“As pessoas melhor preparadas para exercer funções no município sou eu e o Luís Boavida”


Luís Ferreira em entrevista ao Jornal e Rádio "Cidade de Tomar"



“As pessoas melhor preparadas para exercer funções no município sou eu e o Luís Boavida”


Ana Felício
Elsa Lourenço



Chefe de gabinete da presidência no Município de Tomar nos dois primeiros anos deste mandato, em entrevista ao Jornal e Rádio “Cidade de Tomar”, Luís Ferreira, deputado municipal e dirigente local e distrital do PS, diz que, à exceção das atuais pessoas que lideram a gestão camarária, “as pessoas melhor preparadas para exercer funções no município são ele próprio e Luís Filipe Boavida, o ex-chefe da Divisão Financeira, afastado no início deste mandato e colocado, como alguns lhe chamaram “na unidade dos queimados”. Por coincidência, ou não, Luís Boavida foi convidado, nas últimas autárquicas, para número dois de Anabela Freitas, tal como Luís Ferreira revelou nesta entrevista.



Cidade Tomar (CT) – Sente-se uma pessoa polémica, ou seja, concorda que as suas funções e intervenções sempre geraram polémica?
Luís Ferreira (LF) – Todas as minhas funções sempre foram objeto de muita inveja e de escrutínio público, mas isso é bom.

CT – Mas sente-se perseguido?
LF – Como já disse, comecei a vida política com 16 anos, mas aos 15 escrevi o meu primeiro artigo polémico. Estou habituado a ser perseguido, mas é algo que não me tira o sono porque quando sabemos para onde vamos, não devemos ter medo.

CT – Já perseguiu alguém?
LF – Não, não vivo a vida a perseguir pessoas, persigo objetivos, sonhos e acredito em valores.

CT – Mas o Luís Ferreira é uma pessoa contundente nas suas opiniões, discussões…
LF – Sempre. Sou uma pessoa determinada, quando defendo uma causa sou contundente, argumentativo e gosto de trabalhar os argumentos. No fundo, sou mais corajoso do que as pessoas que vão estando na política em Tomar. Mas tento sempre ser respeitoso e espero que haja capacidade de encaixe por parte das pessoas.

CT – Considera que a sua nomeação como chefe de gabinete e mais tarde o concurso de mobilidade prejudicaram a sua imagem, ainda mais quando tinha uma relação pessoal com a presidente?
LF – É preciso separar os planos. Em 2013 eu era a pessoa melhor preparada para o exercício da função de chefe de gabinete, uma vez que exerci inúmeras funções políticas, eu já fui tudo no Município de Tomar, só ainda não fui presidente de câmara (risos). No início do mandato, a exemplo de outros municípios do país, era importante criar uma nova estruturação do Município de Tomar e, com ou sem polémicas, o que se fez foi um trabalho importante. Neste âmbito, não faz qualquer sentido abordar a relação pessoal. Em relação ao concurso de mobilidade, todos os cidadãos são iguais perante a lei e a lei é para cumprir. Sou funcionário público há 30 anos e tenho concorrido a muitos concursos e fico sempre em primeiro lugar. Foi o que aconteceu, concorri a um concurso (onde estive 17 dias), o concurso cessou e voltei ao lugar de origem. Atualmente estou num organismo da administração pública em Coimbra.

CT – Já fez de tudo na câmara, só lhe falta ser presidente. Faz parte dos seus planos?
LF – Não, não faz.

CT – Disse que não faz sentido abordar a relação pessoal. Ainda mantém um relacionamento com Anabela Freitas?
LF – Esse assunto é do foro privado e eu não falo das minhas relações, dos meus filhos ou dos meus pais.

CT – Mas como encara toda a polémica após a sua nomeação como chefe de gabinete?
LF – Em 2013, com a vitória de Anabela Freitas, viveu-se uma circunstância particular em Tomar. Pela primeira vez uma mulher foi eleita e isso foi fruto do trabalho de muitas pessoas, durante muito tempo. Durante dois anos a culpa de tudo era do chefe de gabinete, este saiu em 31 de dezembro de 2015 e parece que os problemas não desapareceram. Considero que quando lideramos certos cargos, devemos ter em cada momento e funções, os melhores, as pessoas melhor preparadas para os cargos e, em 2013, eu era a pessoa melhor preparada para exercer o cargo de chefe de gabinete. Aliás, à exceção das pessoas que atualmente gerem a câmara, as pessoas melhor preparadas para exercer funções na autarquia sou eu e o Luís Filipe Boavida. Recordo ainda que no momento em que Anabela Freitas decidiu ser candidata, decidiu apostar numa equipa competente, tendo convidado para número dois da lista do PS, o Luís Boavida, que recusou; o ex-presidente da Câmara da Barquinha, Miguel Pombeiro, que também recusou e, por último, o atual vereador Rui Serrano.

CT – E a atual equipa está a fazer um bom trabalho?
LF - Penso que tanto o município como as freguesias têm procurado fazer o seu trabalho da melhor forma possível. Há muito a melhorar se quiserem ganhar em 2017. Se nada for alterado na gestão do município já sabemos quais são as consequências. Aliás, concordo com o último documento público do vereador Rui Serrano, é tudo verdade, à exceção de me acusar de ser eu a mandar em tudo. Posso ainda dizer que o vereador Rui Serrano tem uma grande capacidade de pensamento, ou melhor “de pensar fora da caixa”, o que faz a diferença entre pessoas diferentes. Durante a minha vida política aprendi duas coisas com duas pessoas muito importantes no PS, uma a nível local, Luís Bonet que me disse uma vez, ‘o mais importante para ser autarca é olhar para o orçamento’; o outro, uma figura nacional, no caso, Jorge Coelho, que disse uma vez, ‘as coisas ou se fazem bem ou se fazem mal’. O que é preciso avaliar é o seguinte: eu saí em 31 de dezembro de 2015 e pergunto: A gestão do município está melhor hoje, ou não? É isso que as pessoas devem procurar responder.

CT – Mas quando fala em alterações se querem ganhar em 2017 ao que se refere?
LF – Falo em alterar procedimentos. Posso dizer que os dois primeiros anos deste mandato foram de “cozedura”, ou seja, “cozer” opiniões, expetativas, arrumar dossiers, limpar “lixo”, resolver problemas para promover as condições necessárias para trabalhar. Esse trabalho terminou em 2015.

CT – Defende a manutenção da coligação com a CDU?
LF – Discordo da manutenção da coligação, aliás na Comissão Política do PS apresentei um documento de avaliação onde propus uma reflexão sobre a manutenção da coligação.

CT – Mas é contra a coligação com a CDU ou o problema é o vereador Bruno Graça?
LF – Sou contra um conjunto de atitudes que o vereador Bruno Graça foi tomando. O nepotismo faz parte das suas caraterísticas inatas. Aliás penso que se vive uma situação perniciosa pela ascendência que o vereador Bruno Graça exerce sob a senhora presidente. É uma situação que deveria ser resolvida. Eu conheço há muitos anos o vereador Bruno Graça, aliás eu entrei para o Partido quando ele era deputado municipal pelo PS, em 1983. Conheço bem o seu discurso político, ele é muito mais político, por exemplo, que o ex-presidente, Pedro Marques.

CT – Mas nesta fase em que o vereador Rui Serrano renunciou aos pelouros, seria uma boa altura para terminar a coligação com a CDU?
LF – O município está a ser governado, no âmbito da assembleia municipal, em minoria, neste órgão a coligação não tem maioria. A experiência que eu tive aquando da coligação do PSD com o PS é que finda esta coligação, acabou por haver mais consensos do que antes. A oposição recusou um orçamento e a câmara continuou a funcionar. É preciso ver que a maioria das decisões nas reuniões de câmara são tomadas por unanimidade. Além disso, independentemente de maioria ou não, as decisões têm de ser tomadas por quem tem legitimidade para tal e os presidentes de câmara têm muito poder. Mesmo sem maioria, se a presidente quiser pode exercer “em ditadura” o poder até ao fim do mandato. Não defendo, no entanto, que se proceda dessa forma, o que eu defendo é o diálogo e partilha entre todos os elementos do executivo.

CT – Como está a sua relação com o PS?
LF – Como já disse, sou dirigente local e distrital do PS, mas não deixo de ter opinião, opiniões que tenho partilhado com os dirigentes do Partido. Como amante da minha terra, espero que o atual executivo consiga apresentar soluções e fazer as alterações necessárias para o PS manter o poder em Tomar.



Perfil
Luís Ferreira nasceu há 49 anos em Tomar, tem dois filhos, é informático de profissão na Administração Pública, atualmente a trabalhar em Coimbra, gosta de música e há largos anos que está ligado à política, exercendo alguns cargos políticos no Partido Socialista.
É uma figura bastante conhecida em Tomar, quer pelas suas intervenções públicas, quer pelo seu blogue, que existe há 11 anos, quer pela sua maneira de estar.
A sua vida política começou quando tinha 16 anos, na Juventude Socialista (JS); depois esteve alguns anos parado porque foi militar de carreira, mas manteve-se sempre atento aos fenómenos sociais, às políticas e especialmente à realidade tomarense.
Os cargos que desempenhou mais relevantes foram os de adjunto do Governador Civil de Santarém, deputado municipal, vereador na Câmara de Tomar na oposição e no poder; exerceu durante os dois primeiros anos deste mandato, o cargo de chefe de gabinete da presidência.
Atualmente é deputado da Assembleia Municipal de Tomar.
No PS foi presidente da Comissão Política de Tomar há 11 anos, dirigente da JS Europeia, membro do Fórum da Juventude do Conselho da Europa, entre uma série de outras funções.

13.9.16

Estátuas Vivas voltam a Tomar em 2017


Foi durante os anos em que se realizou um sucesso de assistência. Contou durante esses três anos (2010, 2011 e 2012) com financiamento comunitário. Cada edição custou entre os 45.000€ e os 60.000€. Um grande investimento que os anos seguintes não puderam, ou não quiseram dar sequência.

 
Agora é já, praticamente, oficial: em 2017 as Estátuas Vivas voltam a Tomar. Não, não são as das eleições autárquicas, que essas não serão muito diferentes das atuais, mas falamos do modelo de qualidade e leitura histórica, que o Prof. Eduardo Mendes, do agrupamento de escolas Nuno de Santa Maria, nos habituou nas edições anteriores.

Depois de praticamente formalizado o acordo entre o agrupamento e o município, apenas pormenores, ou feitios, poderão fazer - de novo, perigar a realização deste evento, com impacto relevante na Cidade e no Concelho de Tomar.

 
Sempre defendi que o que tem impacto e está bem feito, não deveria ser descontinuado. Quem chega deve procurar juntar e não subtrair. Em Turismo, em economia, isso faz todo o sentido, especialmente porque a realização continuada dos eventos é que lhes dá consistência. Dois exemplos: o Festival Bons Sons e a Festa Templária.

11.9.16

O pelouro é da CDU, a vergonha é de todos!


O assunto não é novo, nem começou com este executivo, mas o que é certo é que todas as sextas-feiras, a vergonha de centenas de plásticos que acabam invariavelmente no Rio Nabão, continua.


Eu até percebo que fosse necessário algum tempo para implementar a solução proposta em NOVEMBRO de 2011 (!), pelos então vereadores do PS, onde me incluía, mas enfim, quase 5 anos depois, começa a ser demais.

A solução apresentada era simples e passaria pela distribuição de recetáculos para os sacos (de preferência de cartão reciclado) aos comerciantes à entrada, com a obrigação de à saída o entregarem cheio e deixarem o seu local limpo dos mesmos, sob pena de serem proibidos na semana seguinte de poderem vender.

A ideia poderia ser melhorada e complementada com outras, mas o objetivo passaria e seria sempre o de terminar com este permanente atentado ambiental, degradante e triste espetáculo terceiro mundista em que a Cidade está semanalmente mergulhada.

Cinco anos é muito tempo. E a vergonha lá continua.
O vereador da CDU está na Câmara a fazer o quê?
A destruir ainda mais aquilo? Sinceramente...

 

7.9.16

Acabaram as férias... Agora: ao trabalho!

 
 


Terminado o modo de férias/2016, há que voltar ao trabalho, que há muito de (novo) que fazer. E até há - imagine-se, Câmara para ganhar (ou perder!).



 

5.9.16

Verão quente? Hummm... nem tanto!


Drink dedicado à ativação do Plano Municipal de Emergência de Tomar, por ocasião da última onda de calor...

3.9.16

Vice-presidente da Câmara de Tomar falta aos 25 anos da ADIRN

Hugo Cristóvão, como "apresentador" da sequência
da comissão política de novembro de 2012,
que aprovou Anabela Freitas, para candidata a
presidente de câmara pelo PS - +Leo nel  Graça, foto
Assim não dá...
 
Câmara de Tomar foi a única a faltar nesta quinta-feira, dia 1 de setembro, à cerimónia dos 25 anos da ADIRN, a qual se realizou em Torres Novas, às 20H00, desse dia, com a presença de todos os associados, incluindo os oito Municípios (com exceção de Tomar).
De lembrar ainda que Tomar detém a vice-presidência da ADIRN, através da presidente de câmara, que se encontra de férias, desde o dia 30 de agosto.
 
Assim não, senhor vice-presidente Hugo Cristóvão, uma vez que a sua presença estava confirmada, 25 anos de uma organização também liderada por Tomar, não é coisa de somenos e especialmente na semana em que o seu antecessor na função de vice-presidente, bateu a porta com estrondo.
 
Estamos a começar muito mal os últimos 13 meses de mandato, ai isso estamos!
 
Acho que não foi para isto que centenas de pessoas deram a cara pela mudança, em 2013, nem outros tantos trabalharam durante mais de uma década, para aí estarem...




1.9.16