5.3.16

Dúvidas para quê? João Tenreiro será o único candidato do PSD capaz de desafiar o PS

No contexto do blogue de José Gaio, cada vez mais animado pelos pseudónimos, de Luis Boavida, José Vitorino, Lourenço dos Santos, Casimiro Serra e quejandos, vai-se dissecando a panóplia habitual da pré-escolha de candidatos à Câmara Municipal de Tomar, na tentativa de através do pestilento vernáculo blogueiro, numa atitude cobarde e venenosa, de verbo fácil e sempre mal intencionado, se procurar influenciar aquilo que pelos votos nunca foi, nem será, conquistado.

A estratégia é velha. Os resultados atingidos já vistos, com a Banda a tocar e os ressabiados a vê-la a passar.

Agora que ficou estabilizado o quadro de liderança político do PPD local, com as eleições deste sábado, que no seguimento da estratégia nacional, se irá de novo afirmar como social democrata e tendo em Além da Ribeira-Pedreira e nos Casais-Alviobeira, os seus dois pilares de sustentabilidade eleitoral, aliados que estão ao grupo da Serra de Tomar, será claro o caminho a tomar por estes, na tentativa de retomar a liderança da autarquia Tomarense.

Com os anos que levo de observação, análise e intervenção na política Tomarense, tenho para mim que o PSD poucas hipóteses de retirar um segundo mandato seguido ao PS.

Não tanto pelas circunstâncias nacionais que favorecerão claramente o PS, pelo sucesso que o seu governo minoritário, com suporte parlamentar à esquerda terá, pelo menos até à discussão do orçamento de estado para 2018. A economia irá gradualmente recuperar algumas dezenas de milhares de empregos e o retorno a uma normalidade de há uma década atrás, será mais visível no período imediatamente antes das autárquicas de 2017, do que neste preciso momento.

Mais relevantes serão os factos que aí vêm, com as obras de Palhavã, Ponte do Carril, Várzea Grande e o início da retirada mais visível de parte do bairro do flecheiro, isto se novos bloqueios decisórios não tomarem conta da gestão do Município.

O retomar do investimento global no saneamento pelo Concelho, aproveitando as infraestruturas já construídas e que não têm sido aproveitadas, a resolução final da dívida contabilística brutal herdada à ParqueT, solução que naturalmente contará com os votos favoráveis do PSD (que criou o problema) e dos independentes (que sempre defenderam uma solução célere para o problema), aliados aos votos do BE e do PS, serão boas notícias que não deixarão de ter consequências positivas sobre a atual gestão Municipal.

Este duplo fator, externo e interno, aliado ao bom trabalho que é já notório que o deputado eleito pelo PS está a conseguir fazer, na defesa dos interesses da região do RIBATEJO em geral (Tomar incluída), afirmará perante todos o acerto da aposta que nesta década deverá existir em políticas e políticos oriundos do PS, para terem a confiança popular na governação, nas freguesias e no Município.


As dificuldades para o PSD virão ainda e especialmente dele próprio, pois conhecendo os protagonistas legitimados pelo poder interno, que é muito mais importante do que observadores de fora dos partidos pensam, não é difícil prever uma sucessão de autofoagelamentos e de ataques entre fações que poderão levar à perda de mais uma freguesia em benefício de outros partidos, como nas últimas eleições lhes aconteceu nas da Serra-Junceira, na Asseiceira ou na Cidade.
E sem apoios fortes nas freguesias não há canalização de votos suficientes para uma vitória na Câmara. Quem está por dentro sabe bem que assim é, e parte substancial da vitória do PS em 2013 foi obtida pela estratégia desenvolvida e que levou à conquista das freguesias da Asseiceira e da Cidade, como é para todos mais do que  evidente.
 
Completamente tontos são aqueles que defendem que partidos de poder não devam concorrer diretamente em freguesias eleitoralmente relevantes, especialmente naquelas em que há competição direta entre os hipotéticos vencedores, como é o exemplo no Concelho de Tomar em S.Pedro, Casais-Alviobeira ou Além da Ribeira-Pedreira. Nunca o medo vence eleições, nem é conhecido alguém que as tenha ganho sem concorrer...

Nesta luta dentro do PPD local, que se irá observar nos próximos meses, o interesse público, a proposituraa de alternativas à execução da governação PS, normará pelo perfil ainda mais baixo do que vem acontecendo nas propostas submetidas à apreciação da Câmara ou da Assembleia Municipal...

Terminará finalmente o PSD, este longo desenrolar de novela de faca e alguidar que se vai seguir, por reduzir ao mínimo as hipóteses de sucesso, da única candidatura que tem alguma possibilidade de desafiar a reeleição socialista: a de João Tenreiro.

Tal como lhe disse pessoalmente há três meses atrás, ele correrá certamente o risco de ser presidente da câmara de Tomar, se conseguir sobreviver à frente do PSD o tempo suficiente: muito provavelmente em 2021 ou, se as circunstâncias internas e externas o favorecessem, já em 2017. Qualquer outra opção social democrata em Tomar está por completo votada ao fracasso.

Apesar de tudo, nós dentro dos partidos sabemos bem que não há espaços vazios na política, sendo que candeia que vai à frente, como diz o povo, alumia sempre duas vezes...
 
Até lá o "cavalo do poder", para o PPD, está apenas e só... 

Temos pena! É a vida, como durante anos dizia António Guterres!